
todos os dias há uma hora tardia
que tomba
para o dia seguinte;
faz arder os olhos
e o peito,
e no entanto o sono não vem.
é o intervalo em que parece
que todos dormem
e não é possível
arrumá-lo em lado nenhum.
quando se perdeu
a ilusão comum
de que algo ou alguém
poderia preencher
essa fissura
indefinível ferida
cujos lados se vão afastando
como falésias vermelhas
lugar sagrado erguido
no centro de um deserto
onde fulguram, e queimam,
concentrados,
todos os clarões da juventude.
onde se cruzam,
estonteados,
todos os traços invisíveis
dos caminhos percorridos,
dos passos já dados,
dos sítios já cantados.
Vitor Oliveira Jorge
foto: Elena Retfalvi
Este blog sempre terá poesias, sempre falará de sentimentos, sempre terá espaço para o amor, independente de críticas ou julgamentos. A interpretação é da cabeça de cada indivíduo e a liberdade de pensamento é constante neste espaço e também na minha vida.
que tomba
para o dia seguinte;
faz arder os olhos
e o peito,
e no entanto o sono não vem.
é o intervalo em que parece
que todos dormem
e não é possível
arrumá-lo em lado nenhum.
quando se perdeu
a ilusão comum
de que algo ou alguém
poderia preencher
essa fissura
indefinível ferida
cujos lados se vão afastando
como falésias vermelhas
lugar sagrado erguido
no centro de um deserto
onde fulguram, e queimam,
concentrados,
todos os clarões da juventude.
onde se cruzam,
estonteados,
todos os traços invisíveis
dos caminhos percorridos,
dos passos já dados,
dos sítios já cantados.
Vitor Oliveira Jorge
foto: Elena Retfalvi
Este blog sempre terá poesias, sempre falará de sentimentos, sempre terá espaço para o amor, independente de críticas ou julgamentos. A interpretação é da cabeça de cada indivíduo e a liberdade de pensamento é constante neste espaço e também na minha vida.





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2 comentários:
Não conhecia este poeta!
A liberdade é o bem maior que temos, Cris. Que seria de nós se não pudessemos 'voar' em pensamento?
Beijinho, Cris
Eu me sentiria vazia, Maria.
Beijinhos
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