terça-feira, 21 de novembro de 2006

Violência


São 18 horas e 51 minutos e escuto à distância, uma rajada de tiros, talvez de uma favela distante, ou mesmo de um possível confronto com policiais. Mais outro fim de dia e ficarei com o som na minha mente. Não terei notícias no jornal da noite sobre o acontecimento, é mais um momento de rotina nas ruas da cidade.


foto:Rodolfo Oliveira

"Pentiti!"

Manara desenha Mozart
Desenho e ilustração de Milo Manara
Texto de Rudolph Angermueller



Milo Manara, cujo nome original é Maurilio Manara, é um autor italiano de banda desenhada humorística, mais conhecido pela vertente erótica da sua obra.



A Associação Mozart Italia, no âmbito do projeto Mozartways (www.mozartways.com) pela celebração do 250º aniversário de seu nascimento idealizou com a colaboração do artista Milo Manara, do professor Rudolph Angermueller - Secretário Geral da Internationale Stiftung Mozarteum Salzburg e da Editora Leopoldo Bloom, o livro "Pentiti!", que ilustra a trilogia de Mozart, "Don Giovanni, Così fan tutte e As Bodas de Figaro.

No Brasil, o livro de 48 páginas sai pela Editora Pixel.



fonte:AMI news
tradução livre:Cristina Caetano


segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Para começar a semana


"All I want is the wind in my hair
To face the fear not feel scared"




foto:Cristian Coigny

sábado, 18 de novembro de 2006

Violência contra a mulher

A lei contra a vítima


Antes que eu seja mal interpretada, (é sempre bom explicar, e aprendi com o grande mestre João Ubaldo Ribeiro) que não venho aqui culpabilizar o autor do texto e menos ainda os advogados brasileiros de uma maneira geral, longe disso, apresento o caso como é analisado através da nossa caquética lei penal, onde os buracos que se apresentam em diversos pontos da lei, acabam por colocar a vítima em segundo plano numa ação onde ela deveria ser o personagem principal. Não basta apenas querer que a vítima seja a protagonista, a nossa vida e ações estão formalizadas dentro da caótica sociedade brasileira onde somos todos obrigados a viver. Mas se houvesse morte, aí sim, a vítima passaria a personagem principal da trama na qual foi envolvida. Nosso dia a dia parece uma novela de péssima qualidade, repetitiva e desgastada.

Encontrei na internet um texto da autoria de Marcelo Lauar Leite, bacharelando em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, de ontem, dia 17, que levanta, para mim, uma questão interessante e didática sobre a violência seguida de seqüestro pela radiologista que ficou sob a ameaça de uma arma apontada pelo seu ex-marido durante 10 horas dentro do ônibus 499 no Rio de Janeiro.

Não são exatamente estas as palavras de Marcelo Lauar Leite, vale a pena me explicar mais uma vez que por enquanto, o discurso é meu. Seria assim que eu começaria o meu "lógico" texto, já que ser obrigada a entrar num veículo sob a ameaça de uma arma por pessoa conhecida ou não, e se manter presa durante um bocado de tempo junto de outras pessoas que também foram impedidas, a princípio, de saírem do veículo, e só conseguir ser libertada pela ação da polícia (ao mesmo tempo em que era continuamente espancada pelo dito cujo, o ex) e de negociadores especializados em ações deste tipo, seria na minha simples idéia de leiga e cidadã, um seqüestro, mas não é! E aí está a parte interessante!

E quanto ao "papel da mídia", eu questiono o que está logo ali abaixo descrito. Será que foi ela que fez parecer a ação um seqüestro, ou nós, energúmenos diante dos códigos das leis brasileiras é que só conseguimos, - talvez pela nossa atual frieza diante de tanta violência - enxergar somente desta forma? E não terá sido mesmo, ou é mais uma das várias interpretações que a nossa lei vigente permite? De novo sou obrigada a explicar (que coisa chata) que tenho consciência que o algoz não é um bandido comum, que a situação é claramente passional. Acho que quem soube e leu sobre o assunto concorda comigo, até porque não fui em quem descobriu a pólvora, foi dito pelos representantes da polícia militar.


Vejamos então o que diz o texto e a explicação da nossa lei em vigor, cujo título é uma pergunta:


Maior seqüestro em ônibus da história do país?


"1 INTRODUÇÃO

Na última sexta-feira, a nação brasileira foi surpreendida por mais um retrato da insegurança pública do país: o mais longo "seqüestro" a ônibus já acontecido no país, fato que, de acordo com os jornais e demais meios de comunicação em massa, superara inclusive o famoso caso da linha 174 no Rio de Janeiro. Neste, Sandro do Nascimento, sobrevivente da chacina da Candelária, seqüestrou o ônibus que perfazia o percurso Central-Gávea na cidade fluminense.

No caso recente, faz a mídia parecer que estamos diante de um mesmo caso, onde só se mudam os personagens e o local do crime - o ônibus 499 (Cabuçu-Central). Dessa vez, André Ribeiro da Silva, vendedor ambulante, é o personagem principal de mais uma história de suspense que, apesar da incidência midiática, está longe de ser entretenimento televisivo.

Poderia este despretensioso artigo se debruçar sobre enfoques psico-sociológicos válidos sobre os fatores que engendraram no "seqüestrador" a vontade de cometer o ato acompanhado por toda a nação. O questionamento que se fará, todavia, desembocará na dogmática jurídica: o que ocorreu na linha 499 fora realmente um seqüestro?

2 TIPO PENAL E CASO CONCRETO

Traz o diploma substantivo penal pátrio:

Seqüestro e cárcere privado

Art. 148 - Privar alguém de sua liberdade, mediante seqüestro ou cárcere privado:

Pena - reclusão, de um a três anos.

Os passageiros do ônibus mostraram-se uníssonos: não foram obrigados a permanecer dentro do veículo. O que houve foi que a tensão do momento da abordagem e o nervosismo do autor da ação abordadora imbuíram nos demais passageiros um medo biologicamente explicável, mas que foge à caracterização do tipo penal.

Consoante a lição de Guilherme de Souza Nucci (2006, p. 621-622):

Privar significa tolher, impedir, tirar o gozo, desapossar. Portanto, o núcleo do tipo refere-se à conduta de alguém que restringe a liberdade de outrem, entendida esta como o direito de ir e vir [...]. O importante é detectar a intenção do agente para a tipificação do delito correto: se o autor age com a intenção de reter a vítima por pouco tempo para que não pratique determinado ato, é constrangimento ilegal; se atua com vontade de reter a vítima para cercear-lhe a liberdade de locomoção, é seqüestro. (grifo nosso).

De fato, não se trata de um seqüestro, mas de um mero constrangimento ilegal. Ao entrar no ônibus, o autor ordenou às vítimas que se abaixassem, ato que, em abstrato, tinha um único escopo: evitar possíveis reações ou tentativas heróicas de salvamento por pessoas não competentes a tal ato. Tão logo passada a fase da surpresa, os passageiros só se conservaram no local da ação por medo de possíveis atos de inibição por parte do autor, dado o seu descontrole emocional.

Não houve, todavia, nenhuma ordem que tolhesse ou impedisse os passageiros de exercer sua liberdade de ir e vir. Trata-se, pois, de constrangimento ilegal, in verbis: "Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda". Com uma arma de fogo em punho, houve o constrangimento no sentido de forçar os passageiros a se abaixarem.

Abdicamos da análise das demais infrações cometidas pelo autor, como o porte de arma e possíveis lesões corporais.

Desta feita, concluímos que o "mais longo seqüestro da história do Brasil" não passou, juridicamente, de um mal entendido próprio das interferências midiáticas em querelas pertinentes à seara jurídica.

REFERÊNCIAS

Nucci, Guilherme de Souza Nucci. Código Penal Comentado. 6. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2006.

UOL. Universo On Line. Disponível em www.uol.com.br.

PORTAL TERRA. Disponível em www.terra.com.br."


Bem, nem todos os passageiros foram uníssonos. Os últimos, que ficaram até o fim das negociações, além de uníssonos foram solidários com a senhora por temerem que algo pior acontecesse e acreditaram que se mantendo no veículo ficaria mais fácil persuadir o agressor a se entregar.

Utilizei o texto do Marcelo Leite apenas como referência para falar do que é mais importante no contexto, a violência contra a mulher e aproveito o gancho que ele me dá sobre o caso da Candelária e lembro que nenhum representante dos direitos humanos apareceu oferecendo apoio à tal senhora, mas se ela fosse um bandidão, num segundo apareceriam, como é habitual. O ex-marido, camelô, claramente não é um bandido, vale a pena repetir, porém, é um agressor. A violência contra as mulheres ainda é vista como um mal menor, mais uma vez o debate foge do principal, da violência específica contra a mulher, que merecia uma análise mais profunda, e em consequentemente leis mais rígidas, palavras que incluisem, marido, namorado, amante, companheiro nas leis, da mesma forma que existe uma lei para a criança e o adolescente.

A radiologista havia registrado 3 boletins de ocorrência na delegacia contra o dito cujo, onde ela inclusive já havia afirmado que ele possuía uma arma, além disso, está separada dele a mais de um ano e mesmo assim as nossas leis não foram capazes de protegê-la.

Houve o trauma psicológico, o trauma físico através de fraturas no rosto e outras mazelas no corpo, e não está previsto em lei algum apoio por parte da saúde pública a esta mulher. Desta vez não houve morte, mas quantas Cristinas e Angelas Diniz ainda vão ter de apanhar ou morrer nas mãos dos namorados, dos maridos para que se modifique a lei de forma mais eficaz, talvez preventiva, mas certamente mais rígida contra esses covardes?

E quanto à mídia mediática, somos todos livres para desligar o botão da televisão, caso não haja opção quanto a mudança de canal.


fonte:Jus Navigandi - Portal Jurídico

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Utilidade do Google em diagnósticos médicos

O uso de ferramentas de busca na internet pode ajudar os médicos no diagnóstico de casos difíceis, segundo descobriu uma pesquisa de médicos australianos publicada no site da revista científica British Medical Journal.

A equipe de pesquisadores utilizou o Google para buscar informações sobre os sintomas de 26 casos. Em 15 deles o buscador online mostrou o diagnóstico correto.

Os autores do estudo dizem que o Google pode ser “uma ajuda útil”, mas os especialistas britânicos dizem que a internet não deve substituir os médicos.

O Google é a ferramenta de buscas mais popular da internet, com acesso a mais de 3 bilhões de artigos médicos, e a busca por informações médicas é um de seus usos mais comuns.

Os pesquisadores, liderados pelo médico Hangwi Tang, disseram que o Google pode ser “uma ferramenta útil” para diagnosticar condições com sintomas e sinais particulares e que podem ser facilmente usados como palavras para busca.

Porém eles dizem que uma busca bem-sucedida depende de um usuário “humano especialista” e que portanto os pacientes teriam menos chances de sucesso em se auto-diagnosticar pela internet.

“Os computadores conectados à internet estão em todos os lugares nas clínicas médicas e nos hospitais. Informações úteis sobre as síndromes médicas mais raras podem ser encontradas e analisadas em uma questão de minutos”, diz o artigo.

“Nosso estudo sugere que em casos de diagnóstico difícil, é comumente útil usar o Google para o diagnóstico”, afirmam os autores. “Os serviços de busca na internet como o Google estão se tornando a mais nova ferramenta em medicina clínica, e os médicos precisam se tornar proficientes em seu uso.”

A conclusão do estudo, porém, foi criticada por Mayur Lakhani, presidente da Faculdade Real de Clínicos Gerais. “A internet não é de nenhuma forma um substituto para os médicos – sua avaliação clínica e sua experiência serão sempre necessárias para dar sentido à informação”, diz.

“Em vez disso, a rede deveria ser vista como uma forma de apoio para os médicos e seus pacientes.”

Uma porta-voz da Associação de Pacientes disse: “Os médicos têm um conhecimento bem amplo no que se refere ao diagnóstico de problemas de saúde, mas deveríamos nos preocupar se eles estiverem usando sites da internet para fazer diagnósticos”.

“O que aconteceria se eles dessem informações erradas aos pacientes? Além disso, muitos desses sites não têm credibilidade. Há muitos sites bons por aí, mas nós também sabemos que há muitos deles que não têm credibilidade.”

n.r.: não sou médica e muitas vezes solucionei minhas dúvidas através de pesquisas médicas no Google, mas sempre recorrendo à análise posterior de um médico. Acredito que vem sendo uma ferramenta bastante utilizada já há muito tempo por leigos em medicina. Por estes e outros benefícios, acho que as vantagens da internet superam suas desvantagem pelo bem da sociedade de uma maneira geral.


fonte: BBC Brasil

Franceses menos conservadores

Royal é escolhida candidata socialista na França


Ségolène Royal será a candidata socialista à Presidência da França na eleição do ano que vem, após vencer dois rivais nas primárias do partido na quinta-feira.

Royal, de 53 anos e mãe de dois filhos, espera se tornar a primeira mulher a presidir o país.

Ela conseguiu uma vitória ampla sobre o ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn e o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, evitando assim um segundo turno da votação.

Seus dois rivais reconheceram a derrota e disseram que é importante que os socialistas esqueçam suas diferenças e se concentrem na eleição presidencial, marcada para o dia 22 de abril.

O principal concorrente de Royal da direita deve ser o ministro do Interior Nicolas Sarkozy, apesar de ele não ter sido ainda apontado oficialmente candidato.

As pesquisas mais recentes sugerem que Royal teria maiores chances de bater Sarkozy na eleição presidencial do que seus dois adversários nas primárias socialistas.

A campanha para as primárias foram marcadas por duros ataques entre os pré-candidatos.


fonte:BBC Brasil

Tesouros do Senhor de Sipán - S.Paulo

Pinacoteca estréia mostra com objetos de civilização peruana extinta há quase 1500 anos




Descoberto em 1987 durante uma tentativa de saque que acabou frustrada, o sítio arqueológico da região de Sipán fornece, para a exposição que a Pinacoteca inaugura neste sábado, dia 18, um panorama bastante diversificado dessa civilização que dominou o norte da costa peruana há mais de 1500 anos.

Em "Tesouros do Senhor De Sipán - O Esplendor da Cultura Mochica", os mochica ou moche revivem em mais de 200 peças, entre manequins trajados como monarcas, guerreiros e sacerdotes, conjuntos de cerâmicas e adornos trabalhados em cobre e outros metais. A curadoria é do arqueólogo e professor peruano Walter Alva, diretor do Museo Tumbas Reales de Sipán e responsável pela exploração do sítio de Sipán -palavra que no idioma nativo remeteria à Lua e a seu culto.

Anteriores aos incas, os mochicas construíram pirâmides com rampas e sistemas de irrigação para a região desértica que habitaram entre os séculos I e VII. Eram regidos por um líder que misturava os poderes religioso e político, e acreditavam que a vida após a morte seguia paralelamente a esta. Por isso, eram enterrados com bens e riquezas que os ajudariam a seguir cumprindo suas obrigações em outro plano -daí a abundância de materiais encontrados na região das tumbas.

TESOUROS DO SENHOR DE SIPÁN - O Esplendor da Cultura Mochica
» Quando: 18/11/06 a 7/1/07. Horários: terça a domingo, das 10 às 18h.
» Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo, Praça da Luz, 2.
» Quanto: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia). Grátis aos sábados.
» Informações: Telefone -(11) 3229-9844


fonte:UOL

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Dia do Dominó 2006




Profissionais cuidam dos últimos detalhes para o Dia do Dominó 2006. O objetivo é tentar bater o recorde mundial pela oitava vez consecutiva, em Leeuwarden, na Holanda. Centenas de construtores de 13 países instalaram cerca de 4,4 milhões de pedras de dominó por várias semanas


fonte:UOL

Domínio corporal perfeito


Ismael Ivo, representante da dança moderna brasileira, apresenta cena da ópera de Mozart "Apollo e Jacintho". A foto da apresentação, que aconteceu ontem em Berlim, Alemanha.


fonte:agência AFP

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Divulgação

por Encandescente


João




João nasceu com todas as cores do mundo nos olhos, e todas as formas do mundo nas mãos.
Mas o mundo onde vivia João, era cinzento como a pobreza, cinzento como a tristeza, cinzento como a falta de ter.
Dentro dele, as cores juntavam-se, brincavam, e João fechava os olhos e via quadros, telas, desenhos, tantos que não cabiam dentro, tantos que olhando os dedos via neles a vontade de falar, a vontade de serem lápis, pincel, e terem tintas e cor.
Ele que nascera com todas as formas do mundo nas mãos, vivia no mundo cinzento, onde as mãos são mãos, e os dedos são dedos só de trabalhar.
A cor azul, que era de todas a mais vaidosa, disse um dia a João:
- Porque não vamos procurar um mundo com tintas e pincéis para me poderes pintar, e me tornares céu cheio de estrelas, ou juntaras-me com a cor amarela e me verem mar? Anda João. Vem!
E todas as cores se juntaram ao azul e pediram o mesmo. E pintaram os olhos de João de esperança e vontade de partida.
Fugiu do mundo cinzento, onde as mãos e os dedos, são dedos e mãos só de trabalhar, e partiu para procurar os mundos que pintara dentro.
Dormiu ao relento só para olhar o azul do céu, e espalmava as mãos contra a terra, só para sentir o castanho e o verde dos campos que há muito sabia.
E o tempo passou….
João cresceu e descobriu que os homens não entendem os meninos diferentes, os meninos grandes com olhos de todas as cores, e dedos de pintar.
O cinzento triste da pobreza, o cinzento triste da falta de ter, perseguiu João por todos os caminhos que percorreu, e por todos os mundos em que viveu, tentando sem conseguir, roubar-lhe as cores e as formas que, fiéis, nunca o deixaram.
É por isso, que ainda hoje, João, homem grande, tem um sorriso aberto como o verde dos espaços que conheceu, um olhar inocente como os céus sem nuvens sob os quais dormia, e umas mãos grandes, repletas de formas, que João dá a quem as sabe receber.

serigrafia de João Mendão

Pedido:
João é um amigo que precisa de ajuda para continuar a pintar e fugir do cinzento da vida que sempre o perseguiu. Precisa não só da minha ajuda mas de todos, ou de quem souber e quiser receber o que João tem para nos dar. Por isso aqui fica o endereço da página do João , ainda incompleta, há muitos trabalhos dele ainda por fotografar, e eu confesso-me uma “azelha” na "lingua htlm", por isso a página irá sendo actualizada devagar.
A todos obrigada



n.r.:este blog é um espaço aberto a divulgação de artistas.


Natureza

Orquídea


Orquídeas (Família Orchidaceae), são plantas epífitas em sua maioria, ou seja, são plantas que vivem sobre plantas, por isso crescem geralmente em árvores ou arbustos. As epífitas são muito comuns nas florestas tropicais, suas raízes superficiais que se espalham pela casca das árvores e absorvem a matéria orgânica em decomposição disponível. Não absorvem a seiva da planta hospedeira, não se desenvolvem sobre o solo, por isso crescem geralmente em árvores usando-as somente como apoio para buscar luz. Bromélias e begônias são também exemplo da espécie epífita.
Vuylstekeara


As orquídeas possuem muitas e variadas formas e cores e por sua beleza incomum são extensivamente cultivadas. Mas como são tantas espécies diferentes de ambientes diferentes, é impossível apresentar os cuidados básicos de cultivo para todas elas de maneira geral. Assim, o primeiro passo para cultivar uma orquídea com sucesso é a identificação correta da espécie em questão.
Oncidium

Ao contrário do que alguns acreditam, as orquídeas de maneira geral não são plantas delicadas e frágeis, pelo contrário, estas plantas (principalmente as providas de pseudobulbo) são extremamente resistentes, e podem sobreviver durante dias fora de um substrato. Sua capacidade de sobrevivência lhes permite que tenham tempo para adaptar sua fisiologia a novas condições após o replantio. Os híbridos, por sua vez, são de maneira geral extremamente resistentes, e podem prosperar mesmo em condições adversas de cultivo, crescendo mais rápido que as espécies ditas "naturais".

Tropical Pointer
híbrida de Cattleya e Laelia


Cymbidium





fonte:Casa Cláudia e Wikipédia

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

A Osiarte - S.Paulo

0 encontro da arquitetura e artes plásticas brasileiras em 150 azulejos

A exposição "A Osirarte", aberta no Edifício Sé da Caixa Cultural em São Paulo, apresenta 150 azulejos que ficaram esquecidos por 44 anos em um galpão e, agora, contam parte da história de um encontro de Portinari, Lucio Costa e diversos outros nomes das artes plásticas e da arquitetura do século 20 no Brasil.

Encarregado de projetar o Ministério da Educação e Saúde - atual Palácio Gustavo Capanema - no Rio de Janeiro (a Capital Federal da época), o arquiteto Lucio Costa convidou o pintor Cândido Portinari para realizar um painel de azulejos para o prédio. Portinari encomendou a execução a seu amigo Paulo Rossi Osir, que abriu, em 1940, o ateliê e fábrica de azulejos Osirarte. Ali, passou a se reunir com Alfredo Volpi, Mario Zanini, Hilde Weber, Cândido e outros artistas para pesquisar técnicas de esmalte, pintura e temperaturas de queima. A equipe de Costa, à qual pertenciam Oscar Niemeyer e Jorge Moreira, seria alguns anos depois responsável pelo projeto de Brasília.

Paulo Cláudio Rossi Osir (1890-1959), nascido em São Paulo, filho de mãe francesa e pai italiano, foi educado na Europa e circulou entre diversos grupos da intelectualidade brasileira da época, como os modernistas e os participantes do grupo Santa Helena. Para estes, o escritor Mário de Andrade cunhou o termo "artistas proletários", exatamente por seu envolvimento com temas urbanos e suburbanos e técnicas artísticas artesanais, como a azulejaria.

As 150 peças são exibidas juntas pela primeira vez, sob curadoria de Dario Bueno. Devido à trajetória dos azulejos, que não passaram pelo "controle de qualidade" do grupo - alguns contêm anotações e observações para futuras experiências -, a mostra apresenta-se como "de processo de criação" e não "de obra". "Eles pintavam primeiro o azulejo e depois o esmaltavam e o queimavam, o que proporcionou um brilho mais intenso e formas mais definidas às peças. Até então, a pintura era realizada "em cima do esmalte", explica o texto de apresentação. O ateliê Osirarte, mesmo sem administração direta de seu fundador, funcionou até a morte de Osir, em 1959.


A OSIRARTE
» Quando: 11/11 a 28/1/07. Horários: terça a domingo, das 9h às 21h.
» Onde: Caixa Cultural, Edifício Sé (Praça da Sé, 111),
Galerias alternativa, Octogonal (térreo e 1° andar).
» Quanto: Grátis
» Informações: Telefone:(11) 3321-4400

fonte:UOL

A mais antiga inveja do carioca

Noite de S.Paulo está entre as mais quentes do mundo


Conviver com engarrafamentos permanentes, poluição, o Tietê, o Minhocão, a proliferação dos "botecos cariocas"... Tem de haver uma compensação. E há: ela vem com a incrível movimentação da noite de São Paulo em torno de clubes e festas. As belas que me desculpem, mas vida noturna é fundamental. E necessária.

Se, durante o dia, a paisagem nem sempre entusiasma, à noite a cidade oferece vários motivos para sair de casa. Associada a um sólido circuito já existente, a inauguração de novas casas faz da capital paulista um dos centros de música eletrônica e de rock do mundo -mesmo com todas as blitze e interdições promovidas pela prefeitura.

Nesta semana, por exemplo, a cidade ganhou mais um espaço, com a inauguração do multinacional Pacha. Em uma imensa estrutura na Vila Leopoldina, na zona oeste, a franquia recebeu o DJ top Erick Morillo. O investimento de R$ 6 milhões gerou um clube, por ora, para 2.000 pessoas. A partir de março, um novo ambiente elevará a capacidade para 7.000 freqüentadores.

"A noite de São Paulo é tão profissional e variada quanto a de qualquer centro do mundo", diz um dos cinco sócios da Pacha, Eduardo Vitale. "É um mercado que ainda suporta o surgimento de um superclube."
E vem mais por aí. Em janeiro, o núcleo de tecno Circuito abre na Barra Funda o Clash, clube que poderá atrair até 1.500 pessoas com uma programação de house, tecno e rock.

No mês seguinte, no meio dos bares da Vila Madalena, aparecerá o Spkz. "Será um local de médio porte, com áreas abertas e promessa de boa cozinha. Queremos um clube que não se restrinja à pista", justifica o empresário André Luiz Nestler, proprietário do Spkz.

Se até há pouco tempo o cenário de casas noturnas da cidade era volúvel, com clubes abrindo num dia e fechando no outro, hoje o mercado é mais consolidado, constante. A Lôca, templo underground, está aí há 11 anos; o Lov.e, há oito; o Manga Rosa, há sete.

Para ganhar o público, investe-se em nomes internacionais. Toda semana DJs gringos aparecem na cidade. Apenas neste fim de semana, o D-Edge -quarto melhor clube do mundo, segundo a revista britânica "Mixmag"- trouxe a francesa Jennifer Cardini e o inglês Bryan Gee; no anterior, recebeu o alemão Tobi Neuman; e em 5 de dezembro promove o retorno do festejado Richie Hawtin.

n.r.: até a Pacha...mas não é garantia nenhuma, honestamente...


fonte:Folha de S.Paulo

Democratizar a imprensa

Subsídios para uma nova cartilha


por João Ubaldo Ribeiro

"Há certas coisas no PT que vêm me fazendo falta, principalmente aos inclinados ao saudosismo, como eu. Vêm marcando meu tempo, são parte, queira eu ou não, da minha história. Ao contrário de muitos, ouço dizer que até no governo, gostei, por exemplo, de ver a estrela vermelha no maiô da primeira-dama, tenho sentido saudades daquele símbolo outrora tão ostentado e praticamente brasão da esperança para tantos de nós (desta vez, apesar dos números do segundo turno, menos, ou o presidente teria ganho no primeiro).

Mas a inovação não cessa e creio que a coqueluche do momento (lá se foi a modernização da linguagem para a Cucuia - velhice é uma desgraça) são as cartilhas. Tudo faz crer que eles gostam muito de uma cartilha e, volta e meia, lemos sobre alguma a ser distribuída a um grupo de felizardos ou a toda a população. Umas não deram muito certo, como a do politicamente correto, mas isso não é razão para desacreditar o cartilhismo em geral. O ideal de muitos deles, creio até, são cartilhas para a orientação da vida de todo o brasileiro em seus mínimos aspectos, e talvez possamos esperar normas para a utilização do banheiro, a prática sexual, a remoção de melecas e outros tantos setores que padecem da ausência de regras claras e benéficas à coletividade.

Ninguém me disse nada, mas claros sinais indicam que muitos setores do governo e do PT vêm pensando numa cartilha para a imprensa de alguma forma. Pelo contrário, eles querem é melhorar a imprensa, que freqüentemente emite opiniões errôneas, ou seja, diferentes ou opostas às deles, assim prestando grave desserviço à nação. São só certas observações que devem ser levadas em conta, agora que, segundo a expressão, se não me engano, de um próprio petista, eles podem "cuspir nas rotativas" que ajudaram decisivamente sua ascenção ao poder.

O ministro Tarso Genro varia um pouco - e não só quanto à imprensa -, acho que conforme as circunstâncias que percebe. Já a outro ministro que vou citar peço, honestamente, sinceras desculpas por ter tido um branco, na hora de escrever o nome dele. Claro, podia pegar o telefone ou o jornal e fazer uma consulta, mas quis registrar o fato de me ter dado o branco. Não é nenhum desapreço por Sua Excelência, é esquecimento de verdade. E, juro a vocês, do mesmo jeito que esqueço os nomes das capitais de alguns dos novos estados, agora não estou nem seguro de que o homem é de fato ministro. É o presidente do PT no momento, disso tenho certeza.

Há justificativas para os meus lapsos de memória, além da avançada idade. É que, como todos sabemos, talvez haja mais ministros no Alvorada do que contínuos, de maneira que a gente se esforça, mas não consegue decorar os nomes deles todos. Temos vasta cópia de ministros no governo e existirá, talvez, gente que proponha uma adaptação do repetidíssimo dito de Andy Warhol, segundo a qual, durante o presente governo, cada militante no partido ou aliado do governo será ministro durante pelo menos quinze minutos. No boteco - e claro que é brincadeira de boteco -, chegaram a anunciar o chefe do serviço do cafezinho do palácio ministro do Fonercimento de Bebidas Estimulantes Não-Alcoólicas, mas parece que a idéia não foi adiante porque o salário do chefe do serviço no Alvorada, somado às vantagens, é maior do que o de ministro, de maneira que ficou tudo na mesma. Gaiatice, gaiatice de boteco, com a justificável suspeita, por parte do leitor, de que estou enrolando e já está na hora de pelo menos um chutezinho a gol.

Verdade. Dei a entender que tenho achegas a oferecer, à elaboração de uma cartilha para a imprensa. É somente um par de lembretes inofensivos, mas quiçá necessários, quando a imprensa, apesar da aproximação promovida pelo presidente, é vista até com certo rancor e se buscam meios para "democratizá-la" (verbinho bom, é o que Bush usa para designar o que está fazendo no Iraque). Democratizem-na, pois. Ou seja, não se metam com ela, a não ser, naturalmente, que ela cometa algum delito.

Foi dito pelo presidente do PT a um jornalista que ele, jornalista, cuidasse da redação, que do PT cuidava ele, presidente do partido. Está errado, ele se distraiu. A imprensa toma conta das redações e toma conta do PT, sim, partido que está no poder e que deve satisfações o tempo todo, assim como toma conta dos outros partidos e de tudo o que é público. O governo é que não toma conta das redações, pois a liberdade de imprensa devia ser um galardão que esse governo brandisse com orgulho e não algo a ser temido. A liberdade de imprensa não foi presente do governo nem de partido nenhum, nem é concessão ou colher de chá. (Deve ser repetido aqui, porque faz parte do ritual, quando se trata deste assunto: claro que a imprensa comete erros, como acontece em toda atividade humana, que outra atividade há para contar?).

O Estado existe para servir ao cidadão, não ao contrário. Eu sou obrigado - e aceito sem discutir - a ser governado pelos governantes. Mas eles também são obrigados a aceitar governados como eu e outros que divirjam deles. Todos os minoritários têm direito a tudo o que os majoritários têm, mas apenas uns poucos podem expressar pela imprensa suas opiniões. Eu posso e, portanto, é praticamente minha obrigação fazê-lo por quem não pode. E é obrigação do Estado democrático proteger o direito de expressão de quem discorda de seu governo. Nós somos indispensáveis. E somos torcida a favor, apenas ficamos com medo de as coisas não darem certo. Por exemplo, estamos prontos para assistir ao espetáculo do crescimento, mas já há sinais de que o ingresso é muito caro e continua, como sempre esteve, na mão dos cambstas."

João Ubaldo Ribeiro é escritor

fonte:jornal "O Globo", dia 12/11/2006

domingo, 12 de novembro de 2006


Repouso


Dá-me tua mão
E eu te levarei aos campos musicados pela
canção das colheitas
Cheguemos antes que os pássaros nos disputem
os frutos,
Antes que os insetos se alimentem das folhas
entreabertas.
Dá-me tua mão
E eu te levarei a gozar a alegria do solo
agradecido,
Te darei por leito a terra amiga
E repousarei tua cabeça envelhecida
Na relva silenciosa dos campos.
Nada te perguntarei,
Apenas ouvirás o cantar das águas adolescentes
E as palavras do meu olhar sobre tua face muito
amada.


Adalgisa Nery
foto:DeWalt


sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Brrrrrrrrrrr...

Tirem o edredon do armário, o casaco de couro, as botas etc


Rio de Janeiro 40 graus, já era. Vai nevar no Natal!!!

Tive de voltar para pegar um casaco...de couro. Não chove, mas está frio. Sei que meus amigos de além mar não vão acreditar, mas é a pura verdade. Aliás, ainda não há sinais de verão, a primavera e o inverno, confusos, se anteciparam. Uma lou-cu-ra! Rio de Janeiro mais parece S.Paulo...

Bons tempos...




O que você sabe sobre o Acre?

Seminário da Bienal discute o Acre

Fronteiras e reforma agrária são temas previstos para o sexto ciclo de palestras, realizado hoje e amanhã


Esse estado é o que chamo de "a boquinha do Brasil".

A mais improvável das questões a serem abordadas por uma bienal, o Acre, é tema do seminário "Como Viver Junto", o último dos seis programados para acompanhar a mostra, em cartaz até o dia 17 de dezembro.



Organizado pelo colombiano José Roca, um dos quatro co-curadores da 27ª Bienal, o Acre será situado em sua problemática histórica e seu papel contemporâneo em três temas. O primeiro, segundo o curador, será "o direito à terra, as fronteiras e o território em relação com o discurso de poder". Nesta seção, que ocorre hoje à noite, participam a ministra Marina Silva, que irá tratar da propriedade como obstáculo à reforma agrária, e David Harvey, professor de antropologia em Nova York, com o tema "geografias da liberdade".

No sábado pela manhã, participam Francisco Foot-Hardman, da Unicamp, e Manuela Carneiro da Cunha, da Universidade de Chicago. O primeiro tratará das representações literárias da selva, de José Eustasio Rivera e Euclydes da Cunha até Álvaro Mutis e Milton Hatoum.

"Ele questionará a representação da Amazônia como território fora das margens da história", conta Roca. Já Cunha falará sobre as chances de convivência entre o conhecimento tradicional e o científico, situando casos locais, como a Universidade da Floresta.

Finalmente, o tema da sessão de sábado à tarde gira em torno da questão do território e dos povos da selva, com o indigenista José Carlos Meirelles. O último palestrante será o historiador e teórico da arte contemporânea Thierry de Duve, que encerra o ciclo discutindo se a arte pode dizer "como viver juntos", o tema da Bienal.

mais, aqui


fonte:Folha de S.Paulo

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Bo-ni-ti-nho

Notebook mais leve do mundo pesa pesa 898 gramas


A Sony planeja começar a vender o notebook mais leve do mundo em dezembro no Japão. Com 898 gramas, Vaio G será o mais leve laptop e terá tela de 12,1 polegadas.

A Sony espera que o modelo básico da linha G, cuja bateria dura 12,5 horas, mas não tem drive óptico, será vendido por cerca de US$ 1.900.

Porém, ao menos por enquanto a novidade ficará restrita ao Japão —a empresa informou que não tem planos no momento para vender os aparelhos da nova linha em outros mercados.


fonte:Reuters

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Concordando com a princesa Sissi

Politicamente Incorreto


"Há bebês que são muito feios e não se tornam bonitos apenas por serem bebês."

Em "Cenas de Gaja - Aventuras da Princesa Sissi no mundo das pessoas crescidas"
http://cenasdegaja.com


n.r.: como quem diz, "o que você gostaria de ter dito e nunca teve coragem para dizer". Uma cilada!
E imperdível é o programa "Cilada", escrito e protagonizado por Bruno Mazzeo no canal Multishow, toda sexta-feira às 21h15.


fonte:Cenas de Gaja

O longa "Ensaio sobre a Cegueira" terá atores brasileiros

O longa-metragem "Ensaio sobre a Cegueira", uma co-produção entre Brasil, Japão e Canadá que será falado em inglês, terá atores brasileiros. A informação é do cineasta Fernando Meirelles ("Cidade de Deus", "O Jardineiro Fiel"), contratado para dirigir a adaptação para o cinema do romance do escritor português José Saramago.

O diretor está escalando o elenco de "Blindness" (título do filme em inglês), que, segundo ele, será "internacional e terá muitos brasileiros". As filmagens ocorrerão em São Paulo e Toronto (Canadá).

"Ensaio sobre a Cegueira", de 1995, fala sobre uma epidemia que deixa as pessoas cegas. Em vez da escuridão, no entanto, elas só vêem o branco, sentem-se num "mar de leite". Meirelles disse que ainda não decidiu como irá transformar essa "brancura" em imagem.



fonte:Folha Online

As bonecas de Pat Kurs - Galeria Tempo, RJ

Pat Kurs - XX Rated Dolls


Abre hoje, no Rio de Janeiro, a exposição da fotógrafa nova-iorquina Pat Kurs: "XX Rated Dolls". Kurs, que já foi dançarina e trabalhou como stylist em parceria com fotógrafos como Helmut Newton e Richard Avedon, digitalizou e ampliou as imagens, inéditas no Brasil, no tamanho 50 x 50cm, em papel de gravura.

Pat Kurs coleciona boudoir dolls e as registra em formato Polaroid desde os anos 70. No final da década, um de seus trabalhos foi publicado no livro "SX-70s", que celebrava trabalhos dos fotógrafos Andy Warhol, Duane Michals e Helmut Newton, dentre outros feitos com o modelo homônimo de câmera Polaroid. Suas bonecas em geral posam junto a tesouras, máscaras, plumas, paetês e até em aparições discretas de seios, perfis e quadris humanos.

A exposição, que passou pela Joyce Gallery de Paris em janeiro de 2006, está em cartaz na Galeria Tempo, criada neste ano e especializada em fotografia.

Pat Kurs - "XX Rated Dolls"
» Quando: 7/11/2006 a 31/1/2007. Horários: segunda a sexta, das 12h às 19h, e sábado com hora marcada.
» Onde: Galeria Tempo - Rua Visconde de Pirajá, 414 - sala 305, Ipanema. Telefones: (21) 2227-2221/2269 (fax)
» Quanto: Grátis


n.r.:Pat Kurs dá o tom certo vintage e noir à sua proposta.


fonte:UOL

terça-feira, 7 de novembro de 2006


Desejo & Chocolate


Um arco–íris surgiu entre dois lábios
No azul do mar, no céu, no azul, azul...
Tinha a cor dos teus olhos – entre nuvens
Com sabor de alga, amido e chocolate

Um arco-íris no mar riscou tua boca
Entre ondas, lampejantes, mil desejos
Exalados na brisa, aceso olfato
Doce aroma de amor e de segredos

Entre gotas de chuva e leves toques...
Foi-se a tarde ancorando no teu rosto
Sob o rastro de um sol quase poente

Em meus braços restou a tua imagem:
Um arco-íris risonho e transcendente;
Em teus lábios: desejo & chocolate


Majela Colares
foto:"Urban Romance" - desconhecido


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Marketing Português


Este post é da Daniela em Amar-ela (http://www.amar-ela.com)





fonte:Amar-ela
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