sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Ano Cézanne é lançado com eventos em Paris

"Maçãs e laranjas" - Paul Cézanne
Dezenas de eventos, entre eles duas exposições importantes em Paris e em Aix-en-Provence (sul), marcarão o Ano Cézanne 2006 por ocasião do centenário de morte de Paul Cézanne (1839-1906). A maior parte dos eventos serão organizados na Provence, onde Paul Cézanne passou a maior parte de sua vida.

A exposição "Cézanne e Pissarro 1865-1885", que ficará de 28 de fevereiro a 28 de maio no museu d'Orsay, em Paris, foi organizada em colaboração com o Museu de Arte Moderna de Nova York e com o The Los Angeles County Museum of Art. Cerca de sessenta quadros, vindos de todo o mundo, permitirão estudar as relações, ao longo de 20 anos, entre a arte dos dois pintores que se conheceram em 1861.

"Cézanne na Provence", organizada em colaboração com a National Gallery of Art de Washington, será apresentada em Washington de 29 de janeiro a 7 de maio. Depois, seguirá para o museu Granet de Aix-en-Provence, onde ficará de 9 de junho a 17 de setembro. Cerca de 116 telas do pintor evocarão uma obra intimamente vinculada à Provence natal do artista, da propriedade familiar de "Le Jas de Bouffan" à famosa vista da montanha Sainte-Victoire.

O museu Granet, fechado para obras de ampliação orçadas em 6,3 milhões de euros pelo Estado francês, reabrirá em fevereiro por ocasião do Ano Cézanne. A exposição receberá do museu dïOrsay uma aquarela do pintor de Aix.

Já a cidade de Aix-en-Provence apresenta pela primeira vez "Os caminhos de Cézanne", um passeio pelos caminhos percorridos pelo pintor.

"Le Jas de Bouffan", a antiga propriedade familiar, e seu parque aclimatado serão pela primeira vez abertos ao público, com um projeto de reconstituição do grande salão decorado pelo artista, onde suas pinturas estavam reunidas antes de serem dispersadas.

O percurso pelos jardins de Bibemus permitirá descobrir a natureza, fonte de inspiração do pintor. O visitante também poderá ver o ateliê de Lauves, onde o pintor se consagrava às Grandes Banhistas, tema que o preocupou no final da vida.

Também estão previstas visitas guiadas ao redor de Sainte-Victoire, Gardanne e Estaque, onde residiu Cézanne, e um circuito pelo centro de Aix-en-Provence.

Cerca de quinze conferências sobre diferentes aspectos da obra do pintor estão programadas para 2006. Haverá ainda um concerto no dia 5 de julho na Berliner Philharmoniker, concursos de pintura para aficionados, exposições de arte moderna e contemporânea que homenageiam Cézanne e uma dezena de publicações.

fonte: AFP

Segredo da regeneração nos chifres de veados

Células-tronco em chifres de veados podem conter a chave para o segredo da regeneração de membros, acreditam cientistas do Royal Veterinary College de Londres.

Um novo estudo demonstra que a regeneração das galhadas usa um mecanismo parecido com o do desenvolvimento de membros. Ambos dependem de células-tronco, que são células imaturas com capacidade de transformar-se em diferentes tipos de tecido.

Ao compreender como o processo se dá, os cientistas poderiam chegar perto de um dos sonhos da medicina: restaurar pernas e braços perdidos em amputações.

Anfíbios como a salamandra tem a capacidade de regenerar partes do corpo, mas os veados são o único exemplo de mamíferos que conseguem ter um órgão complexo - a galhada - completamente recuperado, depois de cortado. Os chifres são feitos de ossos que crescem, morrem, caem e voltam a crescer.

Apesar de estarem mortas quando são usadas para brigas, enquanto estão crescendo as galhadas são compostas de ossos vivos, cartilagem, vasos sanguíneos e tecidos fibrosos cobertos de pele.

A nova pesquisa aponta para um mecanismo regenerativo diferente do das salamandras. O crescimento de novas galhadas não envolve atrasar o relógio biológico para que as células voltem ao estágio de imaturidade.

No caso dos veados, células-tronco são estimuladas e usam os métodos normais de desenvolvimento, renovação celular e reparação para desenvolver um novo órgão.

A chefe da equipe de pesquisa, Joanna Price, avalia que "a regeneração das galhadas continua sendo um dos mistérios da biologia, mas estamos caminhando na direção de entender como ela funciona".

A pesquisa também indica que a sinalização molecular é importante. Os veados usam as mesmas moléculas compartilhadas por todos os mamíferos, mas de uma forma diferente.

Apesar de ainda estarem longe de entender todo o processo químico e poder aplicá-lo em humanos, os pesquisadores estão otimistas que a longo prazo vão poder também desenvolver novos tratamentos para doenças como a doença de Parkinson.


"A Marcha do Imperador"

"A Marcha dos Pingüins chega finalmente ao Brasil

Sucesso de bilheteria mundo afora e ganhador de prêmios internacionais, o documentário "A Marcha dos Pingüins" ("La Marche de l'Empereur". França, 2005) chega hoje aos cinemas brasileiros, após alguns adiamentos.

O filme estreou em julho do ano passado nos Estados Unidos e se tornou o segundo documentário que de maior bilheteria no país (US$ 80 milhões), perdendo somente para "Farenheit - 11 de Setembro", e levou o prêmio da sua categoria no Critics' Choice, prêmio dos críticos norte-americanos.

Dirigido por Luc Jacquet, o longa-metragem mostra o cliclo de vida dos pingüins imperadores, espécie que ruma das bordas para o interior do continente antártico, em uma viagem de 90 quilômetros, para procriar. Com belas imagens, a produção tem como característica singular a utilização de vozes em off, com atores expressando os supostos "pensamentos" dos pingüins em primeira pessoa.

No Brasil, além da versão legendada, haverá uma versão dublada por Patricia Pillar, Antonio Fagundes e Matheus Perissé. A versão em inglês (que não terá cópias no Brasil) traz o ator Morgan Freeman, que gravou sua participação em apenas um dia.

Antes, o trailer exibido no Brasil traduzia o nome do filme como "A Marcha do Imperador", em referência ao título em francês da produção e à espécie de pingüim. Mas os distribuidores tanto nos EUA como no Brasil mudaram o nome para facilitar a compreensão pelo público.


fonte: Folha

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Arte das ruas - Wooster Collective

Wooster é uma rua do artístico Soho em NY. Como o próprio site explica, leva também o adjetivo collective - coletivo em português - por juntar um número grande de pessoas que agem sob a decisão de todo o grupo, ou como eles preferem, sob decisões coletivas.

E a partir dessa idéia o "Wooster Collective" foi fundado em 2001. E o site, criado em 2003, se desenvolve para compartilhar a arte das ruas existente em várias cidades do mundo inteiro.

Esse tipo de arte é de vanguarda e vive em constante transformação. Um exemplo bastante conhecido é o graffiti que se tornou um movimento com ideologia, o grafitismo. Encontrei alguns de nossos artistas no site, como pode ser visto na imagem abaixo:

Beco no "Hall da Fama" - Hall of Fame em São Paulo

Ele e outros fazem parte de um livro que tem o nome, Graffiti Brasil, do Tristan Manco que teve a colaboração de Caleb Neelon e Lost Art na sua execução. São várias imagens de fotos tiradas em São Paulo e Porto Alegre.


O Wooster Collection vai muito além da arte graffiti, a inspiração surge em colagens, composições gráficas, 3D etc. São muitas categorias e é um site bacana para ser explorado. A participação é aberta a qualquer bom artista que queira ver seu trabalho viajando na rede.

Minha fonte inspiradora nesse post foi o Fernando Vilarinho do "1 minuto".


fonte: 1 minuto

Presidente do Iphan pede demissão e critica governo

O presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Antonio Arantes, 62 anos, vai deixar o cargo no próximo dia 20 de fevereiro. O Iphan é o órgão de preservação subordinado ao Ministério da Cultura.

Nesta quinta-feira, ele divulgou sua carta de demissão, que foi encaminhada ontem ao ministro Gilberto Gil. A saída de Arantes ocorre antes do prazo-limite acordado com Gil (abril).

Na carta, ele expõe a crise que atinge o Iphan, que sofre com a insuficiência de verbas. Arantes cita que o "Iphan e o patrimônio cultural nacional vêm sendo marginalizados ao longo de décadas", inclusive por causa "das políticas públicas implementadas pelo governo federal, inclusive no âmbito do Ministério da Cultura".

O Ministério da Cultura ainda não se manifestou sobre as críticas de Arantes. A saída de Arantes já havia sido noticiada pela coluna de Mônica Bergamo, na edição de ontem da Folha.

A seguir, leia a íntegra da carta:

"Brasília, 11 de janeiro de 2006
Ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Cultura
Dr. Gilberto Gil Moreira

Senhor Ministro,

Nos termos da reunião ocorrida no dia 6 p.p., em que lhe apresentei verbalmente meu pedido de demissão da presidência do Iphan por estar concluindo a missão que me foi confiada por Vossa Excelência, venho comunicar minha decisão de deixar o cargo no dia 20 de fevereiro próximo, antes, portanto, do mês de abril estabelecido por nós de comum acordo como prazo limite.

Essa data contempla a finalização de alguns assuntos prioritários ainda em andamento, inclusive a realização de reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, cuja pauta inclui, entre outros, os tombamentos da Igreja de Nossa Senhora da Vitória, que poderá oferecer um desfecho positivo à participação do Iphan numa disputa que é de grande interesse para a população de Salvador, do Elevador Lacerda e do centro histórico de Marechal Deodoro, além da apreciação do relatório de atividades do Iphan em 2005.

O detalhamento das ações desenvolvidas sob a minha direção encontra-se nos relatórios do IPHAN de 2003/2004 e no de 2005, que será apreciado pelo Conselho Consultivo na mencionada reunião e oportunamente encaminhado a Vossa Excelência. Não obstante, nesta oportunidade gostaria de destacar alguns aspectos do trabalho realizado nesse período.

É sabido que nas últimas décadas houve uma drástica redução da presença desta instituição na cena cultural brasileira e internacional, apenas mantida graças à diuturna dedicação dos técnicos mais identificados com a missão do Iphan.

Diante da situação encontrada, minha atuação ao longo de dois anos visou principalmente à retomada do desenvolvimento institucional, focalizando em particular as seguintes vertentes: (1) adequação de programas e projetos às atuais demandas do país e da agenda internacional, (2) fortalecimento das condições de continuidade da instituição e (3) abertura de espaço para discussão e reformulação de normas técnicas, procedimentos de tomada de decisão e estruturação interna do órgão. É claro que a meta neste período não foi, como não poderia ter sido, levar esses processos a cabo - já que eles são, por sua própria natureza, abertos e contínuos - mas, desencadeá-los e imprimir-lhes determinada direção, visando a dar sustentação à redefinição do papel do Iphan frente aos demais órgãos do Governo Federal, das instituições estaduais e municipais de preservação, e mesmo da sociedade civil. Isso foi feito.

A instituição é indissociável de seu objeto de trabalho, e ambos - o Iphan e o patrimônio cultural nacional - vêm sendo marginalizados ao longo de décadas. Um, da dinâmica cultural do país; o outro, das políticas públicas implementadas pelo Governo Federal, inclusive no âmbito do Ministério da Cultura. Em conseqüência disso, há um enorme passivo institucional e patrimonial a ser recuperado. Há uma dívida historicamente acumulada e a tarefa de saldá-la demanda tempo muito maior do que o de um só mandato. Por isso, é essencial que os ganhos até aqui alcançados sejam maximizados e incorporados às etapas futuras.

Embora ainda haja muito por fazer, penso ter contribuído para a salvaguarda deste patrimônio importantíssimo que é o próprio Iphan. Muito foi feito com vistas à elaboração das bases conceituais e organizacionais efetivas de uma política moderna e democrática do patrimônio cultural. Lutando contra inúmeras adversidades, mas com o apoio e colaboração do pessoal da Casa, foi possível implementar medidas efetivas com visíveis resultados positivos. Entre elas, destaco a criação e implantação da área do patrimônio imaterial, a realização de concurso para o provimento de quadros técnicos em 10 áreas de conhecimento (essencial para a continuidade da instituição), a valorização das áreas de arqueologia, de bens móveis e integrados, e a reestruturação de vários aspectos da organização administrativa do Iphan.

Por outro lado, é necessário nesta oportunidade considerar o contexto em que esta decisão está sendo implementada. Não só por uma questão de desagravo pessoal, como do ponto de vista do mais alto interesse institucional - já que lutamos pelo fortalecimento da democracia e pela transparência dos procedimentos de gestão - é imprescindível desvincular a minha saída, de forma inequívoca, de manobras oportunistas e retrógradas que vêm minando o meu trabalho há algum tempo. Com praticamente 63 anos de vida e 40 de trabalho como antropólogo, professor universitário, consultor, ex-presidente de sociedades científicas nacionais e internacionais, e ocupante de cargos públicos de imensa responsabilidade, JAMAIS fui acusado de cometer qualquer deslize ético ou falha administrativa. Sem falsa modéstia, acredito que minha imagem pública tem contribuído positivamente para a legitimação de iniciativas do Iphan e do Ministério.

De minha parte, considero-me perfeitamente habilitado, moral e profissionalmente, a conduzir a instituição que presido há quase 2 anos e que tenho defendido há décadas. Entretanto, é chegado o momento de minha saída.

Senhor Ministro, diante do exposto, reitero meu pedido de demissão da presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a partir de 20 de fevereiro de 2006, e coloco-me à disposição do Ministério da Cultura para darmos início ao processo sucessório.

Renovo meus protestos de estima e consideração.

Antonio Augusto Arantes Neto/Presidente do Iphan"

fonte: Folha

Fábulas edificadas da arquiteta Lina Bo Bardi - S.Paulo

A partir do belvedere que se posiciona atrás do Masp,
Lina Bo Bardi faz estudo de integração entre a área,
o museu e o Parque do Trianon - ilustrando ampla
área de lazer

O projeto de mundo da arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992) retorna ao lar. O Masp, cartão-postal de São Paulo, realizado por Lina a partir de 1957, recebe antologia de 200 obras até o dia 19 de fevereiro. A exposição, com curadoria italiana, foi destaque da 9ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza (2004). Agora, é a vez da cidade que Lina escolheu para viver ter a chance de refletir sobre a visão de mundo da arquiteta.

Mesmo que o enfoque seja a "liberdade da arquitetura", não se trata apenas de uma mostra com este recorte. A seleção inclui desenhos de figurinos para teatro, cenografia, grafismos, design de móveis e jóias, além de notas de trabalho e objetos da coleção de arte popular da arquiteta.

Para Luciano Semerani, Antonella Gallo e Giovanni Marra (da Universidade de Arquitetura de Veneza), idealizadores e curadores da mostra "Lina Bo Bardi - Arquiteto", as peças que compõem o percurso ajudam a pensar sobre facetas fundamentais da obra de Lina: o sentido de fábula, a miscigenação de culturas e a arquitetura cenográfica, narrativa, que tem o homem como seu princípio e fim.

Arquiteta Lina Bo Bardi - 1949
Um dos principais destaques da exposição é o projeto inédito "A Grande Vaca Mecânica". Idealizado na década de 80, ele nunca havia saído do papel, até que, por ocasião da Bienal de Veneza, foi construído pela primeira vez seguindo todas as instruções deixadas pela arquiteta.


O animal sobre rodas muge a cada aproximação de visitante e, em seu interior (a vaca é quadrada), há a exposição de elementos da cultura popular brasileira como objetos religiosos, brinquedos e utensílios feitos com material reciclável, por exemplo. Como levantado pela curadoria, é uma peça que diz respeito ao "dilema do belo" e ao "direito do feio".

Para Luciano Semerani, um dos curadores, há uma forte questão de identidade em Lina Bo Bardi. Depois de testemunhar o surgimento da vanguarda italiana na década de 1930 (com a mistura de culturas do Mar Mediterrâneo como fundo), Lina se depara com a natureza preponderante no Brasil.

Ao vir para São Paulo em 1946, no pós-guerra, ela carrega um momento de desumanização. Com a possibilidade de conceber uma nova visão de mundo, Lina acaba por escolher a cultura brasileira como a sua própria. Assim, há a sobreposição de duas culturas e a miscigenação delas. A partir disso, por exemplo, Lina faz com que a natureza também seja preponderante na sua arquitetura, unindo espaços.

A mostra é dividida em oito segmentos. São eles "A mão do povo brasileiro", "Máscara", "Paisagem", "A dignidade da arquitetura civil", "A metrópole", "Limites indefinidos", "Objetos de uso" e "Casa como alma". Giovanni Marras, um dos curadores, afirma que esses temas envolvem em sistemas diferentes objetos de períodos distintos, com a intenção de provocar diversas reações e emoções, seja qual for o percurso escolhido pelo visitante.

LINA BO BARDI - ARQUITETO
» Onde: Masp
Av. Paulista, 1578 - subsolo - SP
» Quando: de 12/1 a 19/2 (ter. a dom., das 11h00 às 18h00)
» Quanto: R$ 10,00
» Informações: (11) 3251-5644


Mais imagens.

Viajar através do "Código da Vinci"

Trem que liga França a Inglaterra vai promover viagens
baseadas no filme "O Código Da Vinci"


A Eurostar, operadora do trem de alta velocidade franco-britânico sob o Canal da Mancha, informou nesta segunda-feira o lançamento de uma campanha turística apoiada na adaptação para o cinema do best-seller "O Código Da Vinci", do escritor americano Dan Brown.

Revelando sua posição como parceira mundial do filme, com previsão de lançamento para maio, a Eurostar disse que trabalhará com a indústria turística de Inglaterra, França e Escócia para promover as viagens entre Grã-Bretanha e França.

"A Eurostar trabalhará em conjunto com (as empresas de turismo) VisitBritain, Visit London, VisitScotland e com a Maison de la France para encorajar os turistas a fazer seu próprio trajeto 'Código Da Vinci' e seguir os passos do herói do livro, o professor Robert Langdon, interpretado por Tom Hanks no filme".

O livro trata de uma série de assassinatos que estão por trás de um complô do Vaticano para esconder o verdadeiro significado do Santo Graal. Grande parte da ação se passa em Londres e Paris.

"O Código Da Vinci tem tido um grande impacto nos números escolhidos para viajar com a Eurostar para Londres e Paris e, portanto, faz sentido para nós estarmos no centro do lançamento do filme, em 2006", disse Paul Charles, diretor de comunicações da Eurostar.

"Um número crescente de viajantes faz o percurso de 'O Código Da Vinci' no Reino Unido e na França e o livro é um dos itens mais comuns em nosso departamento de achados e perdidos", acrescentou.

Baseado no romance de Dan Brown, lançado em 2003, o filme tem estréia prevista para 19 de maio de 2006, com o americano Tom Hanks e a francesa Audrey Tatou nos papéis principais.


Cavernas no coração do Brasil

Terra Ronca, na divisa de Goiás com a Bahia, abriga um dos lugares mais desconhecidos do Brasil: um conjunto de 200 cavernas esculpidas durante séculos sob o solo do cerrado. A beleza mineral, com estalactites, estalagmites e outras formas mágicas, inspiram o visitante e reforçam a fé dos moradores, que conseguem ver santos nas pedras.

A beleza do cerrado está nos detalhes. Árvores secas e retorcidas, com suas cascas grossas, são como caprichosas esculturas de madeira espalhadas entre a vegetação, esperando o momento certo para florescerem. O sol escaldante do Centro- Oeste parece ainda mais quente quando refletido no solo pedregoso, convidando para um refrescante banho nos rios e cachoeiras, que parecem ter sempre a temperatura ideal.
Isso tudo na superfície, pois embaixo da terra, nas inúmeras cavernas do Brasil central, o cenário é outro. Os rios também correm, só que no escuro, a vida é escassa, a temperatura é mais amena e a beleza tem outra dimensão. É um lugar todo mineral, formado apenas por água e pedra, com exceção de uma diminuta vida animal. Embora inóspito, não deixa de ser um lugar encantador.

fonte: Revista O2.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Porquê. Se é mesmo necessário existir sempre o porquê.

Porque senti saudades.
Porque saudade é uma palavra que existe apenas na nossa língua portuguesa.
Porque senti saudades do povo português, dos "antigos".
Porque comentei hoje a respeito deles.
Porque não tinha o CD "Ainda" dos Madredeus, embora conhecesse as músicas.
Porque gosto de lá. Porque vivi lá.
Porque me emociona verdadeiramente esta saudade.
Porque sou luso-brasileira e me orgulho das minhas duas nacionalidades.
Porque sou Maria.



Céu da Mouraria

Quando Lisboa acordar
Do sono antigo que é seu,
Hei-de ser eu a cantar,
Que eu tenho um recado que é meu.

Céu da Mouraria ... ouve,
Vai chegar o dia novo!

E o sol, das madrugadas todas,
Névoa de um povo a sonhar,
Os teus mistérios, Lisboa,
São, as pombas que ainda há...


Pedro Ayres Magalhães
"Snow White on the Prince´s Horse" - Paula Rêgo

Sono de manhã é pior do que bebedeira, diz pesquisa

A capacidade de raciocínio pode ser melhor depois de uma noite em claro ou de uma bebedeira do que depois de uma boa noite de sono, de acordo com um estudo da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

A equipe liderada pelo professor Kenneth Wright descobriu que a capacidade mental dos pacientes é pior nos primeiros minutos depois de acordar.

Essa conclusão, publicada na revista especializada Journal of the American Medical Association desta semana, tem implicações diretas para pessoas que trabalham em turnos noturnos e aqueles que, como médicos, têm que realizar tarefas importantes pouco depois de acordar.

"Descobrimos que a capacidade cognitiva é pior logo depois de acordar do que depois de uma longa falta de sono. Por pouco tempo, pelo menos, os efeitos de sonolência podem ser tão ruins ou até piores do que os do estado alcoólico previsto por lei", disse Wright.

Os participantes do estudo passaram seis noites dormindo oito horas e ao acordar participavam de um teste que pedia que se somassem números de duas casas decimais gerados aleatoriamente.

Os resultados deste teste indicaram que os maiores problemas de memória imediata, habilidades matemáticas e cognitivas eram causados pela sonolência nos três primeiros minutos depois de acordar.

Os efeitos mais graves da inércia do sono geralmente desaparecem em dez minutos, segundo a pesquisa, embora os efeitos dela possam ser detectados por até duas horas.

Nenhum dos nove voluntários tinha qualquer problema médico, psiquiátrico ou de sono, e nenhum deles usou álcool, nicotina, drogas ou cafeína durante o estudo.

Eles também passaram várias horas por dia exercitando-se nos testes de matemática usados para avaliar os efeitos da sonolência.

O professor Wright afirmou que médicos, bombeiros, motoristas de ambulância e funcionários de outros serviços de emergência podem estar correndo – e colocando outras pessoas – risco quando têm que entrar em ação minutos depois de acordar.

No entanto, o professor Neil Stanley, da Sociedade Britânica do Sono, afirmou que para alguns médicos, o importante não é o número de horas de sono, mas sim, quando eles podem dormir e acordar.

"Ninguém deveria fazer nada realmente importante de 15 a 30 minutos depois de acordar", disse o médico.

Stanley disse ainda que a transição do estado de sono para o estado de alerta é muito maior do que a que acontece entre estar acordado e manter-se acordado.

n.r.: devia ter feito parte da pesquisa. Trabalho melhor na parte da manhã, mas ao acordar é impossível lembrar-me de alguma coisa que foi dita, até posso tentar, mas somente após 1 hora ou mais estando acordada, começo enfim a "enxergar" alguma coisa.

Exibição britânica Soviet Times: Highlights of the RIA Novosti Archives

Mostra traz fotos históricas da União Soviética

A exibição britânica vai mostrar fotografias cobrindo alguns dos acontecimentos mais importantes da União Soviética e da própria história do século 20.

As 30 fotografias ficam em cartaz no museu Imperial War Museum North, na cidade de Manchester entre 7 de janeiro e 4 de junho.

Elas foram cedidas pela agência de fotografias RIA Novosti e capturam desde a revolução comunista de 1917 até a derrocada da União Soviética em 1991.

Algumas das imagens se tornaram ícones históricos, especialmente fotografias feitas durante a Segunda Guerra Mundial.

Elas propiciam uma compreensão diferente do conflito àqueles acostumados com imagens feitas pelas nações ocidentais.

A mostra traz também imagens do primeiro homem a viajar pelo espaço sideral, Yuri Gagarin, pouco antes de partir em seu foguete ao lado de fotos de pessoas do povo que ajudaram a industrializar o país e fazer a transição de nação quase feudal para uma das superpotências mundiais.


terça-feira, 10 de janeiro de 2006


A verdadeira arte de viajar

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!


Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Mário Quintana
"Ciprestes e constelações enamorados com uma mulher" - Joan Miró

ONU: Petição para tornar português língua oficial

Circula pela comunidade blogueira e pela internet uma petição para tornar o português língua oficial das Nações Unidas, como já acontece com o Árabe, o Chinês, o Espanhol, o Francês, o Inglês e o Russo.

Os signatários da petição justificam a oficialização do português como idioma das Nações Unidas com o facto de ser a quinta mais falada no mundo, a terceira entre as consideradas línguas universais de cultura e uma das quatro faladas nos seis continentes.


Tanto a Lua como LMMateus me comunicaram por email. Enquanto falantes portugueses, como herdeiros de um legado linguístico e cultural com quase nove séculos de existência e que, ao longo da sua história, se espalhou pelos vários cantos do Mundo, devemos considerar esta iniciativa como merecedora da nossa melhor atenção.


Subscrevam e divulguem:

PETIÇÃO PARA TORNAR OFICIAL O IDIOMA PORTUGUÊS NAS NAÇÕES UNIDAS
http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html


Arte Arte Arte Arte Arte - II

Exposição no Instituto Tomie Ohtake constata a destreza de Miró

"!Mirabolante Miró" mostra a fase final do mestre modernista. As 14 séries de gravados exibidas concentram-se no período entre 1974 e 1981. Álbuns e cartazes completam a exposição do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

O conjunto reunido nesta exposição enfoca a destreza do artista octogenário. A familiaridade com o método que o consagrou desde a década de 20 lhe permite manter a qualidade de traço e distribuição cromática.

Um documentário sobre Miró (1893-1983) é projetado num painel central, na primeira de duas salas de exposição do Tomie Ohtake. No filme, sucedem-se seqüências dele já velho, pintando com os dedos e aspergindo tinta com pincel, depois aparecem rolos de impressão rodando. Não há texto. Um áudio de flamenco toma o ambiente e dá ritmo nervoso para a edição. De fato, as séries de gravura dispostas pelas paredes sugerem produção acelerada.

Alguns conjuntos foram feitos num único dia, como "Gente do Mar", de 19 de junho de 1981. Como ele necessitava de poucos elementos para compor uma obra, era ágil no ateliê.

Porém, tal facilidade técnica resulta dos anos iniciais de penúria do imigrante catalão em Paris. "Fiz muitos desenhos onde exprimia minhas alucinações provocadas pela fome. Eu voltava de noite, sem haver comido, e anotava minhas sensações no papel", recordava-se Miró.

Seu estilo característico surgiu do contato com o surrealismo, que o fez valorizar os precários registros gráficos alucinatórios como obra de arte finalizada. Ele assinou o primeiro Manifesto de Breton, que disse em 1928: "Miró é provavelmente o mais surrealista de todos nós".

Quando os ideais revolucionários do movimento do irracional se esvaziaram politicamente, o artista espanhol manteve seu primitivismo. Em 1941, fez a primeira retrospectiva no MoMA de Nova York e, em 1974, foi aberta ao público a Fundação Joan Miró de Barcelona.

"O Fluxo do Imã" (1964) e "Journal d'un Graveur" revelam a base gráfica do método. As gravuras de ambas as séries compõem-se de riscos, algumas com um pouco de cor.

Miró reduzia as figuras a puro traço pela subtração progressiva de elementos, e a estrutura abstrata resultante dava origem ao jogo cromático. Entre os anos 70 e 80, seguem-se soluções parecidas, como podemos ver nas demais obras.

A exposição bem montada circunscreve objeto restrito.

fonte: Folha.

Arte Arte Arte Arte Arte - I

Louvre registrou recorde de 7,3 milhões de visitantes em 2005

O Museu do Louvre, em Paris, registrou em 2005 um número recorde de visitantes - 7,3 milhões - "o mais alto de todos os estabelecimentos culturais da França e do mundo", segundo os cálculos divulgados hoje por sua direção.

O número ainda é uma estimativa, e os resultados definitivos para 2005 devem ser divulgados no próximo mês de fevereiro, afirmaram os porta-vozes do museu.

Eles disseram que o Louvre recebeu 600 mil visitantes a mais que em 2004, "graças às novas disposições de recepção e a uma conjuntura turística propícia".

Entre os fatores que contribuíram para isso, citaram a presença internacional, "que representou dois terços" das visitas, e que se manteve ao longo de todo o ano, como "reflexo das grandes tendências do turismo internacional".

Também aumentou a presença de visitantes franceses, em particular os jovens, indicaram.

Além disso, a programação foi enriquecida com 16 exposições gratuitas para os jovens menores de 26 anos, e com a presença de artistas e eventos especialmente destinados a este público.

O aumento do espaço das salas, com 9 mil metros quadrados suplementares, a considerável redução das filas de espera e a existência de diferentes ofertas de preços e de propostas, como as oficinas para crianças e adolescentes, os pacotes para as famílias nos domingos e para as escolas durante as férias, também figuram entre os fatores para o êxito da instituição.


56º Festival de Cinema de Berlim

Berlim confirma "Casa de Areia" no Panorama

A organização do 56º Festival de Cinema de Berlim confirmou, na manhã de ontem, a participação do filme brasileiro "Casa de Areia", de Andrucha Waddington, como um dos filmes da seção paralela Panorama. Ao lado dele também serão exibidos, entre outros, os filmes "Derecho de Familia" (direito de família), do argentino Daniel Burman ("O Abraço Partido"), e o documentário "WAL-MART: The High Cost of Low Price (WAL-MART: o alto custo do preço baixo), do norte-americano Robert Greenwald. O festival acontece entre os dias 9 e 19 de fevereiro.

Sinopse:

Mãe e filha chegam a um lugar totalmente inóspito, sendo obrigadas a viver no local. Dirigido por Andrucha Waddington (Eu Tu Eles) e com Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Stênio Garcia, Seu Jorge e Enrique Diaz no elenco.


fonte: Folha e Adoro Cinema.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006


Alguém me empresta um sorriso?

Preciso de um sorriso emprestado
Para colar no rosto uns instantes
Para que ele tenha luz
Para que ele tenha cor.
Ou então...
Contem-me a razão do vosso sorriso
Contem-me uma história de encanto
Mesmo que mentira
Mesmo que ilusão
Quem sabe no vosso sorriso
Eu reencontre o meu.
Alguém me empresta um sorriso
Por uns minutos.

Encandescente
"Colar de espinhos e colibri*" - Frida Kahlo

trad.:colibri ou beija-flor.

Monstro levado à sério

"Sunday Times" revela que em 1985 o monstro de Loch Ness
foi objeto de discussões oficiais


O governo britânico se mobilizou em 1985 para verificar se alguém poderia machucar o monstro de Loch Ness, figura britânica legendária e de existência jamais comprovada.

Loch Ness é um lago da Escócia, com 36 km de comprimento e até 240 metros de profundidade, a maior reserva natural de água doce do Reino Unido.

É antiga a lenda de que nele moraria "Nessie", apelido carinhoso do monstro. A "Enciclopédia Britânica" o menciona como um suposto plesiosauros (versão aquática dos dinossauros), "cuja existência continua a intrigar muita gente".

A informação de que auxiliares da então primeira-ministra Margareth Thatcher se mobilizaram foi publicada ontem pelo jornal "Sunday Times", que obteve na Justiça ao direito de ter acesso aos documentos do caso.

Tudo começou com uma carta do embaixador britânico em Estocolmo ao ministro de Assuntos Escoceses. Ele disse que o governo da Suécia estava preocupado com a possibilidade de alguém maltratar o monstro de Storsjö, "morador" de um lago homônimo e tão incomprovado quanto o de Loch Ness. Os suecos se dispunham a adotar os mesmos mecanismos de proteção que os do monstro britânico.

Seguiram-se reuniões internas de consultas nos ministérios de Assuntos Escoceses e do Exterior. A burocracia do Reino Unido chegou à conclusão, relata o "Sunday Times", que Loch Ness estava protegido pela última legislação sobre a vida selvagem, que datava de 1981.

Um burocrata cometeu o preciosismo de opinar que o governo tinha poderes para "proteger qualquer espécie em extinção".

fonte: Folha de São Paulo

Arte roubada

Quadros de Rembrandt e Rubens são roubados de museu sérvio

Dois homens armados e mascarados invadiram um museu na cidade sérvia de Novi Sad no domingo, amarraram os funcionários com fita adesiva e roubaram quatro pinturas, incluindo trabalhos do século 17 de Rembrandt e Rubens.

O diretor do museu de Novi Sad, Drago Njegovan, afirmou que os quadros valiam milhões de euros, mas são conhecidos demais para ser vendidos.

A obra de Rembrandt, um retrato do pai do artista avaliado em 4,4 milhões de dólares, já havia sido roubada uma vez, em 1983, e encontrada dois anos depois na Espanha.

"Devolvam os quadros. Vocês nunca conseguirão vendê-los. Eles estão em todas as enciclopédias", alertou Njegovan.


O contraditório na fascinação

Homem ataca urinol dadaísta em Paris

"Fonte"
Um francês de 77 anos foi detido em Paris depois de atacar um urinol de porcelana branco considerado uma das obras mais representativas do dadaísmo na França.

O urinol, feito em 1917 pelo artista franco-americano Marcel Duchamp, sofreu danos leves quando o homem o atacou com um martelo na quarta-feira.

A obra, chamada Fonte, sofreu o ataque na quarta-feira no Centro Pompidou, em Paris.

A polícia afirmou que o homem detido na quarta-feira já havia urinado na mesma peça em uma exposição em Nimes, no sul da França, em 1993.

O trabalho estava em exposição em Paris como parte de uma grande mostra de arte Dadaísta e estima-se que valha cerca de 3 milhões de euros (cerca de R$ 8,29 milhões).

Fonte foi retirada da mostra para ser restaurada.

Segundo a polícia, o detido alegou que o ataque com o martelo era uma performance artística e que o próprio Marcel Duchamp teria apreciado tal atitude.


Selo de HQs

Pode não parecer a maneira mais inovadora de começar algo novo, mas é com o relançamento das aventuras do velho marinheiro Corto Maltese (editadas anteriormente pela L&PM), do italiano Hugo Pratt, que surge uma nova editora especializada em quadrinhos no mercado brasileiro.

Fruto da força técnica da Ediouro - dona de um grande parque gráfico e de um bem estruturado sistema de distribuição - somada ao "know-how" em HQs de uma equipe que saiu da Conrad - uma das principais editoras de quadrinhos do país -, a Pixel Media Comunicação surge apostando em dois eixos: segmentação e quantidade.

"Vamos nos concentrar nas 'graphic novels', quadrinhos de luxo para um público adulto. E pretendemos lançar muita coisa, ter regularidade e muita entrada em livrarias. Já temos 72 títulos fechados, muitos deles com várias edições", explica André Martins, um dos diretores da Pixel.

As origens da nova editora remontam à cisão que houve na Conrad em agosto do ano passado, quando André Forastieri (ex-editor do Folhateen), um dos fundadores da editora em 1993, se desligou da empresa para criar a Futuro Comunicação, levando consigo o catálogo de revistas (como "Herói" e "PC Magazine") e parte da equipe - a Conrad ficou com a parte de livros e de mangás.

Quando a Ediouro decidiu investir sua estrutura técnica no mercado de quadrinhos, encontrou na equipe da Futuro a experiência necessária na área.

"Arte sofisticada e roteiros inteligentes para o leitor adulto. É essa linha editorial que está fazendo dos quadrinhos o segmento que mais cresce nas livrarias, seja nos Estados Unidos, Europa ou Ásia. É para trazer essa nova abordagem dos quadrinhos que Ediouro e Futuro se uniram para criar a Pixel Media Comunicação", explica o comunicado assinado pelo diretor de publicações da Ediouro, Luiz Fernando Pedroso.

Entre as principais concorrentes da Pixel estão editoras como a Devir (que tem títulos de mestres das "graphic novels" como Alan Moore e Frank Miller), a Opera Graphica (que tem uma linha de álbuns de luxo), a Casa 21 (da coleção "Cidades Ilustradas") e a própria Conrad, que segue uma linha mais "underground", com autores como Robert Crumb.

Para concorrer, a Pixel Media estréia com a série "Corto Maltese", de Hugo Pratt - o primeiro volume, "A Balada do Mar Salgado" (R$ 33), é lançado neste mês - e promete ainda títulos como "Guliveriana" (do mestre do erotismo Milo Manara) e "Coração do Império", do britânico Bryan Talbot. Entre os brasileiros, o primeiro investimento é em "O Curupira", álbum inédito de um dos maiores desenhistas do país, Flávio Colin (1930-2002).

domingo, 8 de janeiro de 2006

Quando imagem é poesia vale observar

Um dia desses recebi por email várias imagens - coloridas e em P&B - do fotógrafo Adriano Ávila que tem 32 anos e mora em São Paulo e depois de ver todas - são muitas - hoje são quatro e vou dividí-las com quem passa por aqui.

Gosto muito de ler, e esse gosto é tão eclético que já ouvi dizer que se alterna em fases. Mas gosto de poesia, mesmo que não a consuma como leitura preferida.

Acredito que fotografar, além de ser arte e vale a pena aproveitar para dizer que só há bem pouco tempo vem sendo analisada como tal aqui no Brasil, para mim, é poesia estática.

É o olhar do sentimento do fotógrafo sobre seu objeto de foco. É a estória que ele consegue enxergar e tem a necessidade de tornar eterno. Por não "conseguir" expressar para o papel todas as impressões de tudo o que pode sentir no instante do click, paralisa na sua fotografia.

Observar uma imagem é ler um poema de um fotógrafo.









sábado, 7 de janeiro de 2006


Milagre

É grande o silêncio.
Aguardo o milagre,
chegas amor finalmente,
Ó meu amor, mesmo tarde;

E vou livremente,
contigo a meu lado,
tenho o meu mundo contente,
neste sonhar acordado.

- Onde está a tua voz, quero ouvir a tua voz...
- Onde está a tua voz, queria ouvir a tua voz...

O desejo pretende,
louvar a saudade.
A tua voz anda ausente,
e eu estar contigo é milagre.

Pedro Ayres Magalhães
"Rosa Contemplativa" - Salvador Dalì

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