sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Felinos e seus ancestrais

Gatos surgiram na Ásia há 11 milhôes de anos

Uma pesquisa sobre o DNA de gatos selvagens e domésticos, publicada na revista Science, mostrou que os gatos modernos se originaram na Ásia há 11 milhões de anos.

Segundo o estudo, feito por uma equipe internacional de cientistas, os ancestrais das 37 espécies de felinos que existem atualmente migraram pelo planeta, se estabelecendo em todos os continentes, exceto na Antártida.

Oito grandes linhagens emergiram, incluindo as que levaram ao surgimento de leões, onças pintadas e gatos domésticos. O estudo, divulgado nesta quinta-feira, também diz que o gato da raça moggy é mais próximo geneticamente do gato selvagem europeu e do africano.

Em um número relativamente pequeno de migrações, os gatos se espalharam pelo mundo, quando pontes de terra ainda ligavam os continentes. Com isso, o gato doméstico tem uma maior relação genética com os gatos selvagens da África, Europa e China.

"Você pode olhar para seu gato e imaginar que em um passado evolucionário relativamente recente, ele era ligado e relacionado com espécies como o gato selvagem europeu", disse à BBC Warren Johnson, do Instituto Nacional do Câncer, em Frederick, no Estado americano de Maryland, que liderou o estudo.

"Agora temos uma idéia mais clara de onde o gato doméstico se encaixa em relação às outras 36 espécies de felinos e quais os eventos ecológicos e geográficos que levaram ao desenvolvimento de cada uma destas espécies", acrescentou o cientista.

"Por meio disso temos um entendimento melhor do que faz um gato doméstico e quais os eventos evolucionários que diferenciaram o gato doméstico de seu ancestral e quais características (do ancestral) ele mantêm hoje."

A árvore genealógica do gato é conhecida por ser obscura, em parte devido aos poucos fósseis de felinos descobertos.

A equipe internacional de pesquisadores usou um método diferente, extraindo amostras de DNA de gatos vivos. Eles examinaram o DNA da mitocôndria, órgão celular que gera energia, e o DNA dos cromossomos sexuais X e Y dos animais.

Com estas informações, os cientistas conseguiram visualizar um quadro em que um ancestral felino vagava pelo mundo todo, dando origem a um dos grupos de carnívoros mais bem sucedidos.

O gênero Panthera, que inclue o leão, jaguar, leopardo e tigre, emergiu primeiro. Em seguida, rapidamente, emergiram o grupo de três espécies de gatos asiáticas, três africanas e o que deu origem à onça pintada do Novo Mundo. Mais recentemente, outras quatro linhagens se separaram, as do lince, do puma, do leopardo e a do gato doméstico.

Os cientistas acreditam que o ancestral comum dos gatos modernos migrou para a África vindo da Ásia entre seis e oito milhões de anos atrás.

Os felinos teriam cruzado também o estreito de Bering para a América do Norte há cerca de oito milhões de anos, mais tarde se movendo para a América do Sul por meio do Panamá.



Exausto

Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o sono profundo das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes.

Adélia Prado
"Vampiro" - Edvard Munch


Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade
"Operários" - Eugênio de Proença Sigaud

Três Reis Magos

Os Três Reis Magos são personagens da tradição popular cristã que teriam visitado Jesus em seu nascimento. Representam os reis do mundo inteiro e teem os nomes de Baltazar, Melchior e Gaspar. Gaspar apresentado como negro representa os reis da Índia e também a África; Melchior como rei da Pérsia; e Baltazar, rei da Arábia.

Sendo a primeira celebração tradicional cristã do ano, a Festa dos Reis Magos é, para milhões de crianças em algumas regiões do planeta, uma ocasião de sonho e fantasia, uma noite na qual esperam acordar cobertos de presentes, desfrutando dos brinquedos que desejaram o ano inteiro.

Em muitos países, as crianças costumam deixar seus sapatos cheios de grama recolhida durante o dia para alimentar os camelos em que viajam os magos, os mesmos que há vinte séculos levaram ouro, incenso e mirra ao menino Jesus recém-nascido.

Na Itália e em algumas regiões da Alemanha é uma fada ou bruxa boa a que oferece na ocasião presentes às crianças, bem como aos crentes adultos.

Em algumas regiões da Espanha, pessoas vestidas como os Magos do Oriente chegam a povoados das regiões rurais onde são recebidos pelo prefeito e pelo pároco da cidade. Desfiles e cavalgadas são celebrados em meio à algazarra infantil.

A tradição cristã em receber presentes na altura do Natal deve-se aos Reis Magos. E a chegada deles ao local de nascimento de Jesus marca o dia em que são retirados os enfeites natalinos e se dão por terminadas as festas iniciadas com o Natal.

Nos países saxões, antigamente a data era ocasião de grandes festividades para marcar o fim do Natal e uma torta especial era preparada onde era escondido um feijão, que seria depois procurado com afã pelos comensais.

Aquele que encontrasse em seu prato era nomeado "rei dos judeus" e ficava encarregado de presidir os festejos daquele dia, que freqüentemente incluíam alguma peça de teatro.

Sabe-se que William Shakespeare, por exemplo, escreveu "Noite de Reis" para as celebrações de 6 de janeiro de 1601, a pedido de um grupo de advogados da Corte de Londres, e que a obra foi representada no Palácio de Whitehall, na presença da rainha Elizabeth I.

Nos ritos católico, anglicano e ortodoxo, a festa de 6 de janeiro se chama Epifania e é 148 anos mais antiga que o próprio Natal, pois foi celebrado pela primeira vez no ano 194 da nossa era.

Além da visita dos magos, neste dia se celebra também o batismo de Cristo por São João Batista e as bodas de Canãa, durante as quais Jesus fez seu primeiro milagre, segundo o Evangelho.

No século XXI, em plena era dos shopping centers e do intenso estímulo ao consumo da indústria e dos meios de comunicação, esta data se tornou, ainda, em um poderoso incentivo às vendas, que para boa parte do comércio funciona como um prolongamento do Natal.

Mas quem eram esses magos míticos que faziam parte inseparável da tradição cristã? Segundo o evangelho de São Mateus, eram peregrinos orientais dotados de profundos conhecimentos astronômicos que chegaram até a Judéia, seguindo uma estrela guia com a intenção de homenagear o Jesus recém-nascido.

Eles levaram ouro, que é um presente que se dá a príncipes e reis; incenso, uma substância usada nos altares de várias religiões; e mirra, um composto usado para preparar os corpos que serão embalsamados.

Segundo as tradições orientais, os magos não eram apenas três e sim 12, mas acabaram prevalecendo os relatos ocidentais nos quais se fala de três, possivelmente para corresponder melhor aos três presentes trazidos para Jesus.

Acredita-se que esta tradição tenha surgido dos relatos sobre uma casta de sacerdotes persas, seguidores do profeta Zoroastro, que eram chamados de magos e desenvolveram uma religião que incluía elementos de grande prestígio na Antigüidade, como a astrologia e a magia, razão pela qual eram conhecidos como homens sábios, capazes de prever o futuro.

Em tradições posteriores ao Evangelho, os três magos se tornaram em outros tantos reis do Oriente, mas a majestade não fez com que perdessem seus poderes mágicos e por isso são chamados de Reis Magos desde os primeiros anos da Idade Média.

A transformação em reis pode ter ocorrido para cumprir a profecia descrita nos Salmos: 72,11: "Todos os reis se prostrarão diante dEle".


Fonte:UOL e Wikipédia

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Vende-se quadros de Munch

Norueguês vende coleção de Munch

"Madonna" - Edvard Munch
O magnata norueguês Fred Olsen, 77, deciciu vender sua coleção de quadros de Edvard Munch. Segundo a casa Sotheby's em Londres informou nesta quarta-feira, a venda faz parte de uma tradição na família do magnata.

O pai de Olsen era um norueguês patrono de artistas que começou a montar a coleção na década de 20. Quando os nazistas invadiram a Noruega, em 1940, ele salvou as pinturas ao levá-las para a fazenda da sua família.

Desde então, de anos em anos, a família faz leilões "para assegurar que as pinturas sejam apreciadas ao redor do mundo", explicou Philip Hook, diretor do departamento de arte impressionista e moderna do Sotheby's, à agência Associated Press.

Segundo ele, os trabalhos deverão arrecadar de US$13,8 a US$ 20,7 milhões. O leilão principal está marcado para o dia 7 de fevereiro.

Curriculum vitae astrológico

Empresa chinesa seleciona funcionários pelo signo

Uma empresa de recursos humanos da China publicou um anúncio de empregos e avisou que vai dar preferência aos candidatos que nasceram sob o signo do cachorro no horóscopo chinês.

A oferta de emprego da Companhia de Desenvolvimento em Recursos Humanos Jilin Jiangshan informa que apenas pessoas nascidas em algum ano do cachorro devem se candidatar.

Dong, o administrador de pessoal da empresa, explicou a preferência por causa das características do signo chinês, entre elas, a lealdade.

"Acreditamos que as pessoas nascidas nos anos do cachorro têm boas características como lealdade e honestidade", disse Dong, que nasceu sob o signo do cachorro, à agência de notícias Associated Press.

A legislação chinesa proíbe discriminação no local de trabalho, mas os termos são vagos. "Como uma empresa de recursos humanos, são essas as características que nós precisamos."

De acordo com o zodíaco chinês, o ano de 2006 é do cachorro, bem como os de 1922, 1934, 1946, 1958, 1970, 1982 e 1994.


Os Surma da Etiópia

Povo remoto na Etiópia mantem costumes

O povo Surma vive em uma área remota da Etiópia e mantém costumes de séculos, como o uso de disco de madeira pelas mulheres para esticar os lábios.Os Surma vivem perto da fronteira com o Sudão. Uma das poucas mudanças no tradicional estilo de vida local foi a chegada dos fuzis de assalto Kalashnikov.Divergências são resolvidas com lutas, como há séculos. Se um homem mata o oponente, uma de suas parentes é entregue à família do morto.

Durante suas férias, as crianças Surma pintam o rosto e o corpo com giz. Este garoto disse que se inspirou nas estrelas ao colorir a face.

Fotos: Sergei Vertelov e Leonid Kruglov

Pôster de 50 Cent armado é criticado na Grã-Bretanha

O cartaz da polêmica
A entidade britânica que avalia a qualidade de peças publicitárias, a Advertising Standards Authority, criticou um cartaz que mostra o rapper americano 50 Cent com um revólver na cintura e segurando um bebê, dizendo que a imagem promove a "glamourização" de crimes com armas de fogo.

O pôster promove o filme "Fique Rico ou Morra tentando", em que o rapper atua.

Na foto, 50 Cent, cujo nome verdadeiro é Curtis Jackson, aparece de costas, sem camisa, todo tatuado e com o revólver colocado em seu jeans. É possível ver o rosto do bebê sobre seu ombro.

A Universal Music, responsável pelo disco com a trilha sonora do filme, disse que a intenção da imagem é mostrar a luta do rapper para sair de seu gueto, e também a escolha que ele teve de fazer entre a criança e a violência representada pelo revólver.

Nos Estados Unidos, um cartaz semelhante ao divulgado na Grã-Bretanha também foi alvo de críticas. Nele, 50 Cent aparecia com um revólver e um microfone.

Depois de muitas reclamações, o cartaz foi retirado pela distribuidora do filme nos Estados Unidos.

"Fique Rico ou Morra tentando" estréia no Brasil em três de fevereiro.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

O ócio e suas consequências

Tribunal italiano vai decidir se Jesus existiu

Esqueça o debate nos Estados Unidos sobre criacionismo versus evolução. Um tribunal italiano está questionando Jesus - e se a Igreja Católica Romana está infringindo a lei ao ensinar que ele existiu há 2 mil anos.

O caso colocou frente a frente dois homens na casa dos 70 anos, da mesma cidade italiana e que frequentaram o mesmo seminário durante a adolescência.

O réu, Enrico Righi, tornou-se padre e escreve para o jornal de sua paróquia. O acusador, Luigi Cascioli, virou um ateu declarado que, após anos de burocracia legal, vai ter seu dia no tribunal no final deste mês.

"Entrei com esse processo porque quero dar o último pontapé contra a Igreja, defensora do obscurantismo e da regressão", disse Cascioli à Reuters.

Ele sustenta que Righi, e, por extensão, toda a Igreja, violaram duas leis italianas. A primeira é o "Abuso di Credulità Popolare" (Abuso da Credulidade Popular), criada para proteger o povo contra golpes e esquemas. O segundo crime, diz ele, é "Sostituzione di Persona", ou falsa identidade.

"A Igreja construiu Cristo a partir da personalidade de João de Gamala", diz Cascioli, se referindo ao judeu do século 1 que lutou contra o exército romano.

Um tribunal em Viterbo vai ouvir Righi, que ainda não foi indiciado, numa audiência preliminar em 27 de janeiro. Na ocasião, será determinado se o caso tem mérito suficiente para continuar.

"No meu livro, Fábula de Cristo, apresento provas de que Jesus não existiu enquanto figura histórica. Agora ele deve refutar isso mostrando provas da existência de Cristo", disse Cascioli.

Em entrevista à Reuters, Righi, 76, parecia frustrado com a situação e sem entender por que Cascioli - que, como ele, nasceu na cidade de Bagnoregio - o escolheu em sua cruzada contra a Igreja.

"Somos os dois de Bagnoregio. Frequentamos o seminário juntos. Aí ele escolheu outro caminho e nunca mais nos vimos", disse Righi. "Como sou um padre e escrevo no jornal da paróquia, ele está me processando porque eu 'engano' as pessoas".

Righi afirma que há muitas provas da existência de Jesus, incluindo textos históricos. Ele diz ainda que a Justiça está ao seu lado. O juiz que vai presidir a audiência tentou, várias vezes, arquivar o caso.

"Cascioli diz que ele não existe. Eu digo que ele existe", afirmou. "O juiz é quem vai decidir se Cristo existe ou não".

Mesmo Cascioli admite que suas chances são mínimas, especialmente na Itália Católica Romana.

"Vai ser um milagre se eu ganhar", brincou.


Quadros de Rembrandt falsos doados à museu

Faro (Portugal) - Dois quadros atribuídos a Rembrandt e doados há 62 anos à cidade de Faro são falsos, revelaram análises feitas por um especialista em pintura e pelo Instituto Português de Conservação e Restauro, disse hoje fonte oficial.

No ano em que se comemoram os 400 anos sobre o nascimento do pintor holandês Rembrandt (1606-1669), duas peças alegadamente do pintor - um óleo sobre tela que seria um auto-retrato do artista e um óleo sobre cartão a retratar um amigo, Lieven van Coppenol - foram analisados e as conclusões indicam que as obras são do século XIX.

Embora a Câmara de Faro não tenha pedido um estudo de peritagem sobre as obras de Rembrandt, o sub-director do Instituto Português de Conservação e Restauro (IPCR), Mário Pereira, confirmou à Lusa a solicitação de «exames concretos» sobre o papel, pigmentação, radiografia e florescência aos óleos.

O IPCR é a entidade habilitada a autenticar oficialmente obras de arte em Portugal.

A directora do Museu Municipal de Faro, Dália Paulo, declarou à Lusa, por seu turno, que tanto o IPCR, como o especialista em Rembrandt, Jaap van Der Veen, que trabalha no Museu de Amesterdão HetRembbrandthius, concluíram que as peças «são cópias com pouca qualidade» e «mais recentes».

O quadro de Lieven van Coppenol «é uma cópia livre de gravura a água forte», mas «existem inúmeras diferenças entre a sua imagem e a impressão», concluiu o especialista, referindo que não concebe o quadro como «sendo do século XVII» e que será de «uma época muito, muito mais tardia».

Sobre o suposto auto-retrato de Rembrandt, o especialista fala numa «cópia de pouca qualidade e mais recente», e, por seu lado, o IPCR concluiu através dos pigmentos e florescência analisados que «o azul cobalto e o amarelo de crómio exibidos no quadro »só começam a ser utilizados no início do século XIX».

Apesar de as obras terem sido dadas apenas como cópias fracas de originais do pintor holandês Rembrandt, o Museu Municipal de Faro vai expor em Julho deste ano as duas obras que se pensavam ser de Rembrandt e que pertencem à colecção do algarvio Amadeu Ferreira de Almeida.

Embora padeçam de valor artístico, as duas obras têm valor por pertencerem à coleção do farense Ferreira de Almeida, doada à cidade há 62 anos, explicou Dália Paulo, mencionando que se vai aproveitar a celebração dos 400 anos do nascimento do artista - nasceu a 15 de Julho num moinho junto ao rio Reno - para as expor no museu na rubrica »peça do mês«.

A Holanda também está a comemorar o nascimento do artista com um vasto leque de actividades, nomeadamente um programa de 24 exposições e um musical e uma peça de teatro de Peter Greenaway.

Actualmente as duas peças analisadas pelo IPCR retornaram ao Museu de Faro e encontraram-se em reserva, adiantou Dália Paulo, referindo que as obras da colecção de Ferreira de Almeida estiveram expostos durante 30 anos e que deixaram de o estar em 1998 por políticas de »rotatividade de exposições«.

A questão da autenticidade das pinturas guardadas no Museu Municipal de Faro foi relançada há cerca de um ano pelo estudioso algarvio André Bento, que de dedicou ao estudo de cinco peças das 1.220 da colecção de Ferreira de Almeida, e que falava na autenticidade de uma gravura de Rembrandt, com base em conclusões da leiloeira internacional Sotheby's.


Vida no campo beneficia saúde mental

Quem vive no campo goza de melhor saúde mental do que os habitantes das cidades, sugere uma pesquisa que comparou dados do censo britânico desde 1991.

Apesar de algumas teorias apontarem o isolamento, a falta de vida social e dificuldades de acesso como fatores possivelmente prejudiciais à sanidade de quem vive em áreas rurais, a pesquisa realizada pela Escola de Medicina de Warwick em conjunto com as Universidades de Bristol e de Porthsmouth chegou à conclusão contrária.

Foram analisados dados referentes a 7.659 adultos que vivem na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia.

Levando em consideração fatores como a idade, estado civil, emprego, segurança financeira e o estado de saúde física, "houve uma pequena, mas significativa diferença estatística em termos de doenças mentais comuns entre residentes de áreas urbanas e rurais", afirmam os pesquisadores.

Os moradores de áreas rurais apresentaram um nível ligeiramente superior de sanidade mental do que os urbanos, segundo o estudo, publicado no Jornal Britânico de Psiquiatria.

A diferença relatada na pesquisa entre os moradores do campo e da cidade não se alterou mesmo tomando em consideração o nível socioeconômico, taxa de emprego ou renda familiar.

Os portadores de doenças mentais comuns que vivem em áreas menos densamente povoadas também apresentaram uma taxa mais alta de remissão, intervalo entre episódios da doença.

Mas os pesquisadores afirmam que apesar de terem considerado o número de pessoas vivendo em cada domicílio, e conseqüentemente a quantidade de pessoas vivendo sozinhas, outros fatores que podem afetar a saúde mental, como serviços sociais e acesso a transporte e cuidados médicos não foram levados em consideração.

O estudo afirma que "mais pesquisas são necessárias para entender melhor estas diferenças e como elas podem afetar a saúde mental dos indivíduos".

Novas Sete Maravilhas

Conheça alguns dos concorrentes à nova versão da lista


Um concurso foi lançado para escolher as novas sete maravilhas do mundo.

Uma das candidatas é a Acrópole de Atenas. Construída por volta de 450 a.C. sob a administração de Péricles, um estadista grego, ela foi dedicada a Atenas, deusa padroeira da cidade.

O marco mais famoso de Paris, a Torre Eiffel foi construído por Gustave Eiffel para a Exposição Mundial de 1889, centenário da Revolução Francesa.

Machu Picchu é considerada a capital arqueológica do continente americano. As ruínas ficam em uma montanha a 2.560 metros acima do nível do mar. Recebe a visita de aproximadamente 500 mil turistas por ano.

Stonehenge é o monumento pré-histórico mais importante da Inglaterra. Até hoje não se sabe ao certo a finalidade dele.

A entrada do templo conhecido como "Tesouro", em Petra, na Jordânia, aparece no filme Indiana Jones e a Última Cruzada (1989).

A igreja de Santa Sofia começou a ser construída no século 4º pelo imperador Constantino. Foi destruída e reconstruída duas vezes, chegou a ser mesquita e hoje é um museu.

A ilha de Páscoa, que fica a 3.700 quilômetros da costa do Chile, abriga mais de mil estátuas gigantescas, esculpidas em pedra. Estima-se que as mais antigas sejam do século 8. Não se sabe ao certo qual era a finalidade delas. A ilha foi descoberta no domingo de Páscoa de 1722 pelo holandês Jacob Roggenven.

A cidade-templo de Angkor, no Camboja, é um complexo de edificações esculpidas em pedra construído no século 13 pelo rei Suryavarman 2º.Angkor foi a capital do Império Khmer até 1431, quando tropas tailandesas invadiram e saquearam o local. Em seguida, Angkor foi abandonada, no final do século 15.Hoje é uma das principais atrações turísticas do sudeste asiático.

O Cristo Redentor foi inaugurado por Getúlio Vargas em outubro de 1931. É um dos principais símbolos da cidade do Rio de Janeiro.

Chichen Itzá, na península de Yucatán, foi uma cidade-santuário do povo maia, que construiu ali templos e palácios em homenagem a seus deuses. A foto é do templo dos guerreiros.O resultado da votação para escolher as novas sete maravilhas será anunciado em primeiro de janeiro de 2007.

A votação é paga e por telefone.


Fonte:BBC

Paris ganha confeitaria de alto padrão para cachorro

Paris é vista como um verdadeiro paraíso canino. Os 200 mil cães que vivem na cidade têm entrada permitida em lojas de departamento e até podem ser vistos sentados em mesas de alguns dos melhores restaurantes.

E é em Paris que uma empresária uniu duas paixões parisienses: a pelos animais de estimação e a pela boa comida e criou uma confeitaria inteiramente dedicada aos cães.

"Mon Bon Chien" (Meu bom cão) vende biscoitos de bacon em forma de gato, petiscos de alho e de queijo e até bolachas em forma de osso feitas de foie gras (patê de fígado de ganso).

Os produtos não contêm sal ou açúcar para não prejudicam a saúde dos bichinhos. A dona da boutique gastronômica é uma chefe de cozinha premiada, especializada em massas e bolos. Mas não espalham para os cães: ela é americana.

Harriet Sternstein se inspirou em sua mimada cadela Sophie-Marie, que gosta de biscoitos e tem as unhas pintadas de cor de rosa, para criar a confeitaria canina.
E está fazendo sucesso com os donos e com os bichos.

"As pessoas entram pela primeira vez, acham engraçado, escolhem algum biscoito que acham engraçadinho e voltam com os cachorros para deixar que eles escolham o sabor que gostam mais", explica Sternstein.

Os biscoitos, que também podem ser feitos de pasta de amendoim e de legumes, também podem ser comidos por gente. Mas os donos que quiserem provar os petiscos para cachorro têm que tomar cuidado: eles são duros prá cachorro.

Poema perdido de Lord Byron é encontrado em Londres

Um poema do grande romântico inglês Lorde Byron, que estava perdido, reapareceu em um livro do século XIX conservado no University College de Londres.

Trata-se do único manuscrito conhecido do poema de Byron (1788-1824), que foi publicado sem título em 1816, quatro anos depois de sua criação, informou a instituição.

O poeta assinou o poema com seu nome em caracteres gregos. O texto foi escrito de próprio punho em uma página em branco de uma edição de "The Pleasures of Memory", de Samuel Rogers, mecenas das artes e poeta.

O livro foi publicado em 1792, e teve 15 edições até 1806.

O volume em que Byron escreveu seu próprio poema tem uma dedicatória de Rogers, seguida de uma explicação do primeiro de por que ele estava devolvendo o exemplar ao autor com outros versos, que começam assim: "Absent or present still to thee".

Esta é a segunda descoberta relacionada com Byron na biblioteca do University College: antes, apareceu um manuscrito da "Ode a Nápoles", de 1820, manuscrito por Claire Clairmont, meia-irmã de Mary Shelley, autora do romance "Frankenstein" e esposa do poeta Percy Bysshe Shelley.

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Britânicos investigam troca de visto por sexo

O Ministério do Interior britânico diz estar apurando um suposto esquema de corrupção em que funcionários do Serviço de Imigração do país estariam concedendo vistos em troca de sexo com imigrantes mulheres.

As acusações estão na reportagem do jornal britânico The Sun e são baseadas nos relatos de um ex-funcionário da divisão chamado Anthony Pamnani.

Segundo o The Sun, Pamnani disse que funcionários do escritório da Imigração de Croydon, o principal centro de emissão de vistos do país, tinham uma preferência por mulheres brasileiras.

"Meninas brasileiras eram as mais bem tratadas. Se imigrantes brasileiros homens e mulheres vinham estender os seus vistos, o cara conseguiria um ano e a menina, dois anos, mesmo se eles tivessem papéis equivalentes. A menina só tinha que sorrir, inclinar-se para a frente e ela ficaria mais", diz Pamnani, na entrevista ao The Sun.

O secretário do Interior, Tony McNulty, afirmou que as acusações estão sendo tratadas com seriedade, mas acrescentou que tem total confiança na integridade do Serviço de Imigração.

“Tenho muita confiança de que os funcionários do setor de Nacionalidade e Imigração desempenham suas funções com profissionalismo e integridade.”

Ainda de acordo com a fonte do The Sun, mulheres feias recebem tratamento diferente da bonitas. Pamnani conta que elas eram ridicularizadas por funcionários e tinham seus pedidos negados.

Pamnani disse ainda, segundo o The Sun, que importantes controles eram ignorados, o que poderia facilitar a entrada de criminosos e terroristas no país.

O ex-funcionário disse ter deixado o emprego quando os seus superiores lhe disseram para restringir imigrantes vindos da Índia e admitir mais do Leste Europeu.


Beijo, beijo, beijo

Girafa beija filhote de quatro dias
em zoológico deKuala Lumpur, na Malásia.


Primeiras Chanchadas

Produtora Cinédia completa 75 anos e ganha mostra no CCBB-SP

"Berlim na Batucada" (1944) de Humberto Barros

Fundada em 1930 pelo produtor, jornalista e diretor Adhemar de Barros, a Cinédia completou 75 em 2005 e ganha, a partir desta quarta (4) e até o dia 15, uma valiosa mostra no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo.

São 20 filmes produzidos entre as décadas de 30 e 50 nos estúdios cariocas _e que ainda estão em atividade, especialmente na recuperação dos próprios filmes _ e que raramente foram exibidos depois dessa época. Nos estúdios da Cinédia surgiram os primeiros musicais brasileiros, posteriormente chamados de chanchadas.

Entre os destaques de "Cinédia 75 Anos", estão o clássico "Ganga Bruta" (1933), de Humberto Mauro; "Alô, Alô Carnaval" (1936), de Adhemar Gonzaga, com Carmen Miranda e Francisco ALves; "Caídos do Céu" (1946), de Guilherme Teixeira, pseudônimo de Luiz de Barros, com Dercy Gonçalves e Walter D'Ávila; e "Somos Dois" (1950), registro do primeiro roteiro de ficção de Nelson Rodrigues, com o cantor Dick Farney no elenco.

"Anjo de Lodo" (1951) traz a vedete Virgínia Lane no papel de uma prostituta. "Berlim na Batucada" (1944), com Francisco Alves e Procópio Ferreira, faz uma sátira à visita de Orson Welles ao Brasil. E o também clássico "O Ébrio" (1946) mostra Vicente Celestino no papel de um sujeito traído pela mulher e pelos amigos que finge morrer e assume a identidade de um bêbado.

Veja a programação completa da mostra "Cinédia 75 Anos" aqui.


CINÉDIA 75 ANOS
» Onde: Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112, Centro - S.P.

» Quando: De 4 a 15 de janeiro
» Quanto: R$ 4,00 e R$ 2,00
Cinepasse, para todas as sessões: R$ 8,00 e R$ 4,00

» Informações: tel.: 0/xx/11/3113-3651

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Releitura: O Concretismo Brasileiro sob a ótica de Gonzalo Aguilar

Argentino defende que que o tropicalismo
significou a morte da poesia concreta


Quando decidiu estudar a poesia concreta brasileira, o professor e pesquisador argentino Gonzalo Aguilar se defrontou com “um vazio assombroso”, nas suas palavras. O fato, contudo, não o desanimou. Aguilar estava decidido a empreender uma tarefa que os brasileiros até agora não se interessaram em realizar: escrever uma obra de fôlego sobre o concretismo.

Em “Poesia Concreta Brasileira” (Edusp, 2005), um volume de mais de 400 páginas, Aguilar busca diminuir o hiato da produção crítica no Brasil sobre esse movimento literário, ao investigar seu alcance, sua influência e as relações que manteve com outras artes e com o projeto de vanguarda artística. Tanto quanto possível, o livro tenta ter uma visada neutra sobre o concretismo, não se deixando contaminar pela corrente laudatória de seus defensores ou, no pólo oposto, pelo campo da recusa absoluta.

A obra guarda também um definido aspecto polêmico, ao afirmar que o tropicalismo significou a morte do movimento concretista e ao defender um caráter político no trabalho de Augusto e Haroldo de Campos e Décio Pignatari. Na entrevista a seguir, ele diz que prefere ler o movimento como uma “política de poesia”, e não como o resultado da atitude de “poetas alienados a mirar o céu estrelado”.

A entrevista aqui.

"Sinal" fechado! Cuidado! Sapos atravessando

Estrada britânica é fechada para garantir segurança de sapos

As autoridades britânicas decidiram interditar uma estrada na região rural de Norton's Wood, na região norte do Condado de Somerset (sul da Inglaterra), para evitar que sapos sejam atropelados nesta época de reprodução dos animais.

Todos os anos, dezenas deles são esmagados em Norton's Wood nesta época, já que eles precisam atravessar a estrada para chegar ao local em que ocorre o acasalamento, um brejo local.

A decisão de suspender o trânsito na estrada foi tomada depois de uma outra tentativa de evitar as mortes dos animais ter fracassado em 2005.

No ano passado, uma organização de proteção ambiental criou a "Patrulha dos Sapos", que ajudou mais de mil animais a atravessarem a pista em segurança.

Os voluntários trabalhavam em turnos na supervisão da travessia dos anfíbios. No entanto, o coordenador da patrulha, Andrew Town, afirmou que o número de acidentes fatais ainda foi expressivo.

Dadaísmo ou "Dadá"

Centro George Pompidour apresenta a maior retrospectiva dadaísta

O Centro Georges Pompidou, um dos grandes museus de Paris, apresenta a maior retrospectiva já feita do dadaísmo (ou "dadá"), movimento vanguardista europeu do início do século passado que influenciou de forma marcante as gerações artísticas e literárias seguintes, até hoje.

Feita em colaboração com a Galeria Nacional de Arte de Washington e o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), a retrospectiva "Dadá" ficará em Paris até 9 de janeiro, quando o movimento estará fazendo 90 anos. Depois, seguirá em uma nova versão para Washington (entre 19 de fevereiro e 14 de maio) e Nova York (de 18 de junho até 11 de setembro).

São mais de mil obras de 50 artistas e escritores, vindas de coleções públicas e privadas de várias partes do mundo e, agora, distribuídas num espaço com mais de 2.000 m2. Ali estão pinturas, esculturas, colagens, filmes, poemas sonoros, cartas e manifestos que mostram a diversidade estética do movimento.

O dadaísmo foi lançado na cidade de Zurique (Suíça), em 1916, quando a Europa se encontrava em plena guerra. Neutra no conflito, a Suíça acolhia imigrantes de várias partes do continente, entre eles jovens artistas, pacifistas e revolucionários.

Foi no Cabaret Voltaire - uma taberna onde se realizavam sessões literárias e teatrais - que o escritor francês Tristan Tzara (1896-1963), entre outros, lançou o dadaísmo, com sua crítica feroz a uma sociedade estática, aos valores burgueses e às convenções artísticas.

Segundo uma das versões sobre a origem do movimento, os jovens reunidos no Voltaire procuravam um nome para o grupo e, por acaso, encontraram a palavra "dadá" num dicionário alemão-francês. Em francês, "dada" significa "cavalo de pau"; em alemão, quer dizer "aqui, aqui"; em algumas línguas eslavas, "sim, sim". Tzara concluiu, então: "Dadá não significa nada".

Os dadaístas se interessavam, entre outras coisas, pelo objeto industrializado e pela prática de novos meios artísticos como a performance, a poesia sonora, a colagem e o cinema. A explicação de Tzara, em 1916, sobre como criar um poema dadaísta mostra bem o espírito do movimento: "Pegue um jornal e uma tesoura. Escolha um artigo do tamanho que deve ter o seu poema. Corte com cuidado cada palavra e coloque-a dentro de um saco. Agite-o suavemente. Tire cada palavra do saco, uma a uma, e a copie conscientemente na ordem de retirada. O poema está feito".

O dadaísmo espalhou-se pelo mundo, encontrando adeptos em Berlim, Barcelona, Paris, Tóquio e Nova York. Repercutiu também na América Latina: a retrospectiva apresenta, por exemplo, uma carta enviada a Tzara pelo escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). O movimento dadá não chegou a durar dez anos.

Inseminação artificial pode "permitir herança genética"

Crianças concebidas por um método de inseminação artificial poderiam carregar DNA de bactérias nos seus cromossomos, segundo um estudo da INIA, a agência de pesquisas agrícolas da Espanha.

Na pesquisa – que foi publicada nas revistas especializadas New Scientist e Human Reproduction –, o esperma de ratos foi misturado com bactérias E. Choli para verificar se algum tipo de mudança genética aconteceria.

Em seguida, o esperma foi introduzido em óvulos de ratos, e alguns dos embriões resultantes dessa fertilização realmente continham um gene da E.coli.

O especialista britânico Simon Fischel, da organização Care Fertility, ressaltou, no entanto, que não existem registros de quaisquer problemas provocados por processos como os descritos pelos cientistas espanhóis.

"O risco permanece teórico por enquanto. Mas, mesmo se outro DNA tivesse se transferido para as crianças, tampouco existem indícios de que isso fosse manifestar outros problemas", afirmou Fischel.

"Há tantos outros fatores que podem afetar o nosso estilo de vida que talvez sejam até mais tóxicos."

"Nosso amigo Radamés Gnattali"

Cineasta prepara relançamento de documentário

O cineasta Aluísio Didier está redigitalizando seu média-metragem "Nosso Amigo Radamés Gnattali" especialmente para as comemorações do centenário do compositor. O filme será exibido durante a semana de homenagens a Gnattali (1906-1988) na sala Baden Powell, no Rio de Janeiro, e também pode passar em São Paulo, em data ainda a ser determinada.

"Os negativos do filme estavam no MAM e ficaram uns três anos sumidos, o que deixou a gente bastante preocupado", conta. Didier e Moisés Kendler começaram a filmar o documentário em 1983, depois de uma certa relutância do próprio biografado.

Alusivo a uma composição de Tom Jobim chamada "Meu Amigo Radamés", a produção destaca Gnattali e Jobim tocando, a dois pianos, na sala Cecília Meirelles, no Rio.

Outros destaques da obra, finalizada em 1991, são Radamés acompanhando Dorival Caymmi em "Marina"; o compositor em um duo pianístico consigo próprio em "1 x 0", de Pixinguinha; e ele interpretando seu "Concerto Romântico", feito para piano e orquestra.

"Radamés, para mim, era um oráculo", relembra Didier, autor de filmes como "Maestro Bocchino" e "Um Certo Dorival Caymmi". "Eu tinha 20 e poucos anos quando o conheci e fiquei impressionado com sua maturidade e fluência ao piano. Depois, tomamos muitos chopes ao entardecer, falando não apenas de música, mas das coisas da vida, que são muito mais importantes", filosofa ele.


Transparências

Na tua boca sem dizer uma palavra
Soletrei em todas as línguas a palavra amor
Sobre a tua pele desenhei, sem saber desenhar
Todos os contornos que tem o prazer
E por silêncio a palavra foi mais pura
E por ser transparente o gesto ficou gravado

Encandescente
"Icarus" - Henri Matisse

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