segunda-feira, 29 de julho de 2013

Bora seguir o exemplo?



"Os 300 funcionários de limpeza da SuperVia, que transportou nesta JMJ mais de 2,8 milhões de passageiros, número cinco vezes maior do que a média diária, quase não tiveram o que recolher durante esta "Semana Santa".

Os trens chegavam e saíam das estações sem sujeira no chão ou nas lixeiras.

Ao fim das viagens, ainda era possível sentir o cheiro de capim-limão utilizado como aromatizantes nos carros."

Acrescento que mesmo com filas de quase duas horas para os banheiros, ninguém foi pego fazendo xixi pelas ruas, e também os peregrinos ajudaram recolhendo sua própria sujeira das praias.

Civilidade é um bom exemplo a ser seguido, não é mesmo?

fonte: Ancelmo Goes

Pessoa





Tenho uma dor de concha extraviada.
Uma dor de pedaços que não voltam.
Eu sou muitas pessoas destroçadas.



Manoel de Barros

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O fofinho



Não sou católica, nem tampouco me tornarei uma, mas rendo-me totalmente à fofurice do Papa Francisco. Ele humaniza a Igreja com a sua simplicidade e com seus discursos que falam de compreensão, amor, fé e justiça. Acho muito difícil que a Igreja Católica tenha outro Papa como ele, prevejo mudanças na Igreja enquanto ele estiver à sua frente. Tomou uma posição contra as drogas, o que cria algum conflito com algumas pessoas, mas não comigo. Além disso, os peregrinos, que encheram a cidade, são muito alegres e a alegria deles é contagiante. Enfim, o Papa Francisco é fofinho.





Papa tomou chimarrão no trajeto de papamóvel entre a multidão. Ele recebeu a bebida de um peregrino e a tomou enquanto não chegava ao palco.




foto:Estadão

quarta-feira, 24 de julho de 2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

Jornada Mundial da Juventude







Hoje começa oficialmente a JMJ e até o momento, tirando a figura simples e carismática do Papa, a quem chamo de fofinho, o que se viu me deixou envergonhada e indignada. Ontem tanto o Governador, como o Prefeito, demonstraram uma tremenda incompetência na logística do deslocamento do Papa pela cidade, expondo sua vida. A sorte é que todos os que estavam pelo caminho queriam a mesma coisa: apenas um contato com o Papa. E hoje foi a chave de ouro, pelo menos espero que seja a última gafe do governo. Com um transporte público que já é ineficiente e gerou um catupilhão de protestos no mês passado, sem alguma explicação, peregrinos e a população do Rio de Janeiro, ficaram presos dentro dos vagões do metrô - o melhor meio de transporte para levar os peregrinos à praia de Copacabana - e tiveram de ser retirados, e por falta de energia, as duas únicas linhas do metrô foram totalmente paralisadas. É uma mistura de vergonha e indignação o que sinto. O desgoverno está instalado.




domingo, 21 de julho de 2013

A idéia é boa...


Também sou pacifista e achei a idéia boa, ações sociais, mesmo que obrigatórias, inevitavelmente abrem a cabeça das pessoas, o indivíduo se vê obrigado a parar de enxergar seu próprio umbigo. Eu até acho que não seria má idéia se história política - e principalmente a nossa história política - fosse ensinada nas escolas por que o que se percebe de desconhecimento por grande parte da população jovem é impressionante. Segue abaixo a matéria da Ruth Aquino.



por Ruth Aquino, para Revista Época.


Você quer mesmo um Brasil melhor?
Então faça por onde: em vez de só cobrar, que tal exercer seriamente o civismo e a cidadania?

Então faça por onde – em vez de sair mascarado, quebrando e saqueando. A violência é pouco eficaz. O crime é contraproducente se o objetivo for aperfeiçoar uma democracia. Vivemos um momento histórico, inspirado por revoltas populares na Tunísia, Espanha ou nos Estados Unidos. É hora de aproveitar para o bem a energia de jovens brasileiros idealistas, que rejeitam os vícios da política tradicional e corrupta. Sejam sujeitos e não objetos. Em vez de só cobrar – e virar massa de manobra –, que tal exercer seriamente o civismo e a cidadania?

É uma vergonha o Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. Ocupamos o 85o lugar no ranking mundial, atrás de Bósnia e Azerbaijão. Faltam médicos e professores em todo o país, não apenas nos confins do Brasil. É um absurdo querer aumentar, por lei, o número de anos de estudo de medicina. Ou exilar residentes em lugares sem condições de trabalho. A atitude desesperada do governo Dilma só expõe a metástase da Saúde. Não há ambulâncias, equipamentos ou médicos suficientes em lugar nenhum no Brasil, e isso inclui Rio de Janeiro e São Paulo.

Relanço então uma ideia que defendi há três anos em ÉPOCA: instituir o serviço civil obrigatório, que substituiria o alistamento no Exército para quem completa 18 anos. O serviço militar, com mais de um século, é um anacronismo num país sem guerra. É sexista, por contemplar apenas homens. Em vez dele, rapazes e moças dedicariam um ano de sua vida para servir à comunidade. Em meio expediente, para não atrapalhar os estudos. Funcionaria como um estágio e poderia ser pago pelo Estado com um salário mínimo. Os filhos da classe média e da elite aprenderiam mais sobre o Brasil real se fossem convocados a ensinar a crianças e adolescentes carentes português, matemática, inglês, história, informática. Design ou balé. Capoeira ou música. Gastronomia ou fotografia.

O serviço civil obrigatório seria uma oportunidade de integração, educação, disciplina. Não existe, em nosso país partido, nenhuma estratégia de entendimento real entre as classes. Não se treinam o ouvido nem a compaixão. Jovens deveriam consagrar um tempo ao bem público. Para criar bases e valores. Desperdiçamos um exército de jovens inteligentes e criativos. Há os que sonham em sair do Brasil sem chegar a entender o país em que nasceram. Nem aprendem a dar bom-dia ou a agradecer por um serviço prestado.

Na Suíça ou na Alemanha, é possível escolher o serviço civil em vez do militar. No Brasil, a Constituição de 1988 também contempla a objeção de consciência, que isenta o cidadão do serviço militar se contrariar suas crenças filosóficas, religiosas ou políticas. Mas não existe um serviço alternativo formalizado. Várias escolas estimulam a consciência social, mas iniciativas isoladas não bastam. Deveríamos preparar jovens para servir a pátria como cidadãos.

Para quem tem filosofia pacifista como eu, o serviço militar é uma agressão. A alternativa não passa pela violência. Ser empreendedor, ser voluntário, ir para a política são, todas elas, formas mais eficazes de mudança. Um estudante de Direito poderia, no primeiro ano da faculdade, dedicar seis horas diárias a atender pequenas causas em favela. Um estudante de contabilidade montaria pequenos negócios para famílias pobres e empreendedoras. Um estudante de letras incentivaria adolescentes a ler e escrever contos ou poesias. Outro ensinaria a ser inventivo no computador, a tocar piano ou a falar inglês. São tantos dons aprendidos na universidade, financiados pelos pais ou com nossos impostos. Por que não retribuir?

Isso nada tem a ver com filantropia ou caridade. “O serviço civil alternativo seria um rito de passagem do jovem para a idade adulta”, diz o empreendedor social Rodrigo Baggio, fundador do Comitê para Democratização da Informática. Baggio encara o serviço civil como “um aprendizado cívico, uma experiência que ajuda o jovem a escolher sua própria profissão e seu futuro”. “Valoriza o currículo”, diz ele. “O jovem que já foi voluntário é hoje mais solicitado no mercado.” O serviço civil ainda gera um pacto social mais eficaz. Deveria, segundo Baggio, haver uma parceria entre governo, sociedade civil, ONGs e empresas, com o apoio do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Uma comissão destinaria o jovem a certo trabalho, a partir de uma capacitação básica em direitos humanos, cidadania e empreendedorismo.

O serviço militar prepara para a guerra. E se preparássemos os jovens para a paz? Há no Brasil 31 milhões de jovens de 18 a 26 anos, segundo o IBGE. Pouquíssimos se alistam nas Forças Armadas. Dá para entender também o desinteresse pelo voto e pela política partidária. Torço por uma mudança de fundo, sem confete e sem violência. Uma Jornada Nacional da Juventude. Que se engaje de verdade, sem ódio e sem sangue nos olhos, num futuro melhor para este Brasil desigual, ineficiente e entregue a políticos sem o menor apreço pelo interesse público.


fonte: Revista Época

É uma força...



Esta música me diz muito, me arrepia do cucuruco da cabeça à pontinha do pé. Ser Maria é uma força que nem te conto... é uma estranha mania de ter fé na vida.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

É assim...







Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser.






Clarice Lispector

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Belezura



Sempre que visitamos um amigo, saímos ganhando. Hoje foi esta música. Bifei-a da Maria, do O Cheiro da Ilha.







Sabe Deus tudo o que me vai na alma
Sabe Deus onde encontro a minha calma
Só Deus sabe como calma era manhã em que saíste
nesse dia em que me deixaste e para sempre partiste

Sabe Deus como é fria a nossa cama
Sabe Deus como a minha voz te chama
Só Deus sabe como eu posso viver nesta tristeza
De saber que não vais voltar
esta é a minha certeza.

Mas se Deus quiser tu estarás à minha espera
Onde é sempre Primavera
Mas se Deus quiser voltarei para junto a ti
Renascendo onde morri



fonte:Maria in O Cheiro da Ilha

Será que não foi você que pediu para não ser amado?





Ela parou de amar porque você mandou.

Você não notou, mas sua companhia atendeu seu apelo.

Em algum momento, você cansou de receber amor. Em algum momento, você esnobou o amor.

Em algum momento, você se incomodou de ser amado e disse: "não fique em cima", "me dê espaço", "me deixe respirar", "preciso de liberdade".

Você delimitou um teto, demarcou um ponto de amar: mais que isso me incomoda.

Colocou uma régua na boca. Uma fita métrica no lugar das sobrancelhas.

Pôs uma placa de não avance, censurou a ternura.

E o outro lado começou a se reprimir, a se tolher, a esconder o amor até desaparecer, até perder a graça. O outro lado não pretendeu ser chato, incômodo, invasivo. E não estendeu mais as mãos como antes, e não abraçou como antes, e não beijou com a sinceridade de antes, não comentou seu dia como antes. E se apagou progressivamente. Afastou-se como um rio que pede carona para a neblina. Afastou-se pois você pediu para ser amado menos.

Para o amor permanecer, ama-se sem parar. Ama-se sem se preocupar com a quantidade.

É parar o amor que ele some. É estacionar o amor que ele não volta a andar.

Quem não aceita amor acaba desamado. Acaba levando o fora.



Fabricio Carpinejar

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ah, Brasil....




Hoje é dia de Greve Geral, as centrais sindicais marcaram essa greve com as seguintes propostas:

- Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos;

- Mais investimentos na saúde e educação pública;

- Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;

- Redução da jornada de trabalho de 44 hs semanais, para 40hs sem prejuízo de salário;

- Fim dos leilões das reservas de petróleo;

- Contra o PL 4330 da terceirização;

- Contra o PL 092 que permite privatizar o serviço público;

- Reforma Agrária;

- Reajuste linear e data-base para os servidores públicos.

Para não variar, os coxinhas, recém acordados do berço esplêndido, que nunca se interessaram em nada que acontecia no país, e nem acham possível que partidos de esquerda possam estar em desacordo com o governo, vociferam estar contra a greve de hoje, por ser única e exclusivamente, uma manifestação de apoio à Presidente. Já não sei se começo a sentir pena, mas são um bando de inúteis esses coxinhas. Segue a musiquinha:







terça-feira, 9 de julho de 2013

Saiu no "Gente Boa"






"O casamento da festa junina de uma turma do ensino médio do colégio católico São Vicente de Paulo, sábado, no Cosme Velho, foi entre duas meninas. O padre estava fantasiado de Marcos Feliciano e, depois do "sim", as noivas deram um selinho - e foram aplaudidas por todos."

Estudei no São Vicente, e na minha época diziam que os padres de lá eram comunistas, o que deixava alguns, na época, de cabelo em pé. Sempre foi um colégio de vanguarda. Fiquei feliz ao saber que o São Vicente não mudou com o passar do tempo. E de Marcos Feliciano não preciso falar, não é mesmo? Todos conhecem este político.




fonte:Gente Boa - jornal O Globo

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Pessoa






Paro às vezes à beira de mim próprio e pergunto-me se sou um doido ou um mistério muito misterioso.




fonte:Fernando Pessoa

quarta-feira, 3 de julho de 2013

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