domingo, 30 de junho de 2013

Sem sentido








Boa semana!




quinta-feira, 27 de junho de 2013

Finalmente uma conclusão, bem básica

Sobre os manifestantes



Uma minoria, politizada há muito tempo - independente de classe social -, sabe pelo que luta e sabe o que quer. A maioria vai pela micareta. Há os coxinhas, recém acordados do berço esplêndido. Estes se manifestam pacificamente.

Uma minoria, também despolitizada e perdida, acredita que estão fazendo uma revolução e se é revolução tem de ter sangue, é preciso bagunçar para mostrar o descontentamento. E uma outra minoria vai apenas para saquear lojas. Estes são os baderneiros.

E é óbvio que no meio disso também há os fascistas, que devem ser repudiados por qualquer um que tenha cérebro.




n.e.: Só espero que a luta por um Brasil melhor não esfrie com o tempo, e espero, sinceramente, que os que acordaram agora, finalmente se interessem e fiscalizem, se realmente aquele que recebeu seu voto fez, durante seu mandato, aquilo que se propôs fazer.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sempre esperei por ti





Sempre esperei por ti. Pelos sonhos que queríamos sonhar.
No meu leito o silêncio e o frio.
Sempre esperei por ti. Pela vida que queríamos viver.
Nos meus braços a ausência e a saudade.
Sempre esperei por ti. Pelos beijos e pelo amor, que era nosso.
Em mim a dor do impossível.
Sempre esperei por ti. Tenho o teu nome em cada flor e em cada janela.
Mas não te tenho a ti.
No entanto, sempre esperei por ti...




fonte:Maria in O Cheiro da Ilha

Estranha






Ela é estranha. Tem olhos hipnóticos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor.


Caio Fernando Abreu

terça-feira, 25 de junho de 2013

Se tanto me dói que as coisas passem






Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem



Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Últimas notícias - Protestos pelo Brasil



Prefeitos das 26 capitais foram convidados pela presidente Dilma Rousseff para o debate sobre mobilidade urbana e as tarifas do transporte, nesta segunda-feira, 24. Os temas mobilizaram as manifestações recentes no País. Governadores também foram convidados para o encontro. Na abertura do encontro, Dilma apresentou cinco pactos a serem apresentados aos líderes.

A presidente defendeu, entre outros pontos, a realização de um plebiscito para que a população decida sobre a necessidade de uma reforma política. Os demais pactos referem-se à responsabilidade fiscal, saúde, educação e transporte público. Em seu discurso, Dilma defendeu ainda uma legislação que classifique a corrupção como crime hediondo.

Abaixo, os principais trechos do discurso da presidente:

16h50 – Após a fala da presidente, a transmissão da reunião foi interrompida.

16h49 - ”Meu governo não vai transigir na manutenção da lei e da ordem, coibindo a ação de vândalos e arruaceiros. Reafirmo meu compromisso de ajudá-los. Mas quero repetir principalmente que meu governo está ouvindo as vozes democráticas. É preciso saber escutar a voz das ruas. É preciso que todos, sem exceção, entenda esses sinais com humildade e acerto.” “Se aproveitar bem o impulso dessa nova energia política poderemos fazer mais rápido muita coisa. (…) Gostaria de pedir que dois ministros do meu governo fizessem rápidos esclarecimentos sobre a saúde e sobre o transporte público.

16h45 - O quinto pacto é sobre a educação pública. “Avançamos muito nas últimas décadas, mas precisamos de mais recursos. “Meu governo tem lutado para que 100% dos royalties do petróleo e 50% do pré-sal sejam investidos na Educação. Confio que os senhores congressistas aprovarão esse projeto que tramita com urgência. “

16h42 - O quarto pacto é relacionado ao transporte público. “Fazer mais metrôs, VLTs e corredores de ônibus. O governo federal já desonerou impostos. (…) Desoneramos também o IPI para compra de ônibus”, enumerou Dilma que falou sobre desoneração de impostos em combustíveis. “Decidi destinar R$ 50 bilhões para novos investimentos em obras de mobilidade urbana.” “O nosso pacto precisa, pois, assegurar também uma grande participação da sociedade na discussão política do transporte. Estou criando o Conselho Nacional do Transporte Público com participação de representantes da sociedade civil. “

16h39 - ”O terceiro pacto é na questão da saúde. Quero propor a aceleração de investimentos já existentes.” Entre as ações, Dilma falou sobre o envio de médicos às cidades mais necessitadas e a contratação de médicos estrangeiros. “Sei que vamos enfrentar um bom debate democrático. Gostaria de dizer à classe médica, que não se trata de medida hostil. Trata-se de medida emergencial, localizada, tendo em vista a grande dificuldade que enfrentamos para localizar médicos em número suficiente para trabalhar nas áreas mais pobres.” Segundo a presidente, a contratação de estrangeiros só ocorrerá quando não houver outra possibilidade.

16h37 - A presidente destacou a reforma política entre os cinco pontos. “Tenhamos a iniciativa de romper esse impasse (de aprovar a reforma).” “O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado onde está.” Dilma fala sobre o combate à corrupção e defendeu a que atos de corrupção dolosa seja qualificada como crime.

16h35 - A energia que vem das ruas é maior que qualquer obstáculo. Não há porque ficarmos inertes, incomodados ou divididos. Por isso, eu trago propostas concretas e disposição política para discutirmos ao menos cinco pactos.

16h34 - O povo está agora nas ruas dizendo que querem que as mudanças continuem. Ele está nos dizendo que querem mais cidadania. As ruas estão nos dizendo que querem serviços públicos de qualidade, querem representação política permeável. (…) querem que o cidadão, e não o poder econômico, esteja em primeiro lugar. Cabe a cada um de nós cumprir essa nova e decisiva dimensão da vontade popular.

16h32 – A presidente agradeceu a presença dos governadores e prefeitos.


. . .


Acho que o primeiro passo foi dado, acredito que não era necessário esperar que o povo fosse às ruas para que finalmente a presidente anunciasse as medidas descritas acima.



fonte:Estadão

domingo, 23 de junho de 2013

Voltando à programação normal




Boa semana!







Para refletir




Em função do momento que vive o Brasil eu achei que seria interessante deixar aqui a análise do Deputado Jean Wyllys, a qual achei bastante lúcida. O que vale aqui é a análise e a reflexão independentemente da preferência por este ou aquele partido.




Em entrevista ao A Tarde Online, o deputado Jean Wyllys analisa as manifestações pelas ruas do país e aponta as respostas que o legislativo deve dar para refletir os interesses das pessoas que estão se manifestando nas ruas:

"A Tarde - As falas de algumas pessoas denunciam um certo descompasso sobre como agir de forma direta na sociedade, para além das ruas...

Jean Wyllys - Nós somos uma democracia jovem ainda. Os governos Lula fizeram alguma coisa que é inegável. É que houve, que é fato inegável, um mérito, houve de fato redução da pobreza durante o governo de Lula. E emergiu uma nova classe média que é a classe C. Ela teve acesso às redes sociais... mas ela já vem sendo alijada há muito tempo do direito à Educação de qualidade. Ausência de educação para a cidadania, impediu que as pessoas participassem da política, no sentido assim, da fiscalização sobre o poder, impediu que elas fizessem a democracia participativa. A democracia é representativa e participativa. Agora, como estamos numa democracia jovem, chegou a hora dessas pessoas fazerem a democracia participativa. Essas manifestações foram o primeiro momento dessa democracia participativa. Eu acredito que com a experiência negativa as pessoas vão aprender, na próxima, elas terão objetivos mais claros, coisas mais concretas. Mas essa colcha de retalhos não funciona. A única que foi apresentada concretamente foi a do MPL e essa foi atendida. Com essas experiências dos fascistas, dos vândalos, elas vão ver que democracia participativa não é só ocupar as ruas sem um objetivo concreto - uma democracia são suas instituições democráticas. Acho que foi bonito, foi um primeiro movimento. E eu vou ser nesse momento positivista: sem ordem não há progresso. O caótico é bacana para o espetáculo, para a pauta da TV. Eu defendo, por exemplo, que o partido esteja lá, é um direito dele. Quando você perguntava para um desses meninos nas ruas, diziam: "A gente é contra tudo isso que tá aí". Mas eu perguntava: mas contra tudo isso que taí o que? Não sabiam dizer. A gente é contra partidos. Sim, mas você quer colocar o que no lugar dos partidos? O que eu percebo é que essa juventude foi pra rua sem alfabetização politicamente, foi só com a vontade e isso é bom. Eles pediam por exemplo explicação pelos gastos da Copa. É tarde, deveria ter sido discutido antes, E quem estava discutindo eram os partidos de esquerda. Houve discussões, capitaneadas por partidos. Não me venham agora dizer que os partidos tem de estar fora porque quem estava discutindo isso enquanto o gigante dormia eram os partidos.


A Tarde - Como isso respinga no Congresso e em 2014?

Jean Wyllys - Isso já respingou lá no Congresso. Após a grande manifestação de segunda-feira, tivemos uma reunião grande do colégio de líderes. Ivan Valente que é líder do PSOL não estava então eu como vice-líder fui. Antes da gente abrir a reunião, estávamos conversando entre nós e eu vi que a grande maioria dos deputados não entende o que está acontecendo mesmo. Por quê? Porque a maioria dos deputados é alheia... alheia aos novos tempos. É alheia ao fato de que essa juventude está em rede, que ela está articulada em rede. Os deputados não perceberam essa mutação, não estão nas redes sociais, não dialoga no twitter com essa gente, não sabe o que está atravessando o corpo social, portanto, foram pegos de surpresa. Eu fui o primeiro a falar e eu disse: a gente precisa dar uma resposta. E a resposta que as pessoas querem é que a pauta legislativa reflita os seus interesses. São interesses difusos e há pautas que não tem consenso. Mas é possível identificar o que é de consenso. E o que é de consenso tem de estar nessa pauta. Por exemplo: educação é um consenso. A nossa pauta poderia esboçar esse consenso votando os 10% dos royalties do pré-sal. Isso é função do Legislativo. Nós poderíamos atender à essa reivindicação colocando em prática o PNE - Plano de Educação e Metas, que passou pela Câmara dos Deputados e parou no Senado - Renan Calheiros não põe na pauta. Havia consenso em relação à segurança também. Então, a gente podia votar a PEC 300. E no bojo dessa votação discutiríamos que polícia nós queremos. Uma polícia que não faça como a polícia da Bahia na quinta-feira. A polícia da Bahia foi uma das mais truculentas em todas as manifestações, a que mais reprimiu durante os manifestantes. "


A íntegra da entrevista aqui: http://atarde.uol.com.br/politica/materias/1512952-jean-wyllys-jaques-wagner-nao-cumpriu-a-promessa-dele

fonte: Portal A Tarde

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Apartidários e Antipartidários





por Rafael Mafei Rabelo Queiroz para o Estadão

Ficaram enormes os protestos. Enormes em número de participantes e tamanho de pautas. O movimento pelo passe livre, coeso em sua demanda e estratégico em sua forma de atuação, ganhou como enteado a luta pela rejeição da PEC 37 – vá lá, também uma demanda razoavelmente específica –, mas agora a turba que ocupa as ruas dia sim, outro também, faz lembrar o Tim Maia: mais saúde, mais educação, mais moradia, mais tudo!



Alguns militantes de partidos que compareceram às manifestações nos últimos dias com apetrechos de suas agremiações – camisas, bandeiras, bonés ou o que valha – foram duramente reprimidos pelos demais participantes. Nem se importaram em refletir se muitas dessas pautas, pelas quais o pessoal do Movimento Tim Maia (mais tudo!) protesta agora, são em grande parte aquelas pelas quais a turma de muitos partidos se bate faz tempo.



Pode isso, Arnaldo? Segundo o pessoal o Movimento Tim Maia (MTM), pode, porque as manifestações agora são “apartidárias”.



O pessoal do MTM confunde, porém, apartidário com antipartidário. Apartidária é a demanda que nasce de algum tipo de organização não institucionalizada como partido – pode ser um grupo de amigos, uma ONG, uma associação de moradores de bairro etc. É possível aderir à demanda isoladamente, sem ter de comprar um pacote fechado de ideias, como um programa de partido ou uma tradição dogmática religiosa. Antipardiário, ao contrário, é aquele que não aceita a existência de partidos, ou rejeita que seu pleito político, qualquer que seja, venha a ser abraçado por algum partido, somado a seu programa e por ele defendido na arena política formal.



Quem é verdadeiramente apartidário, faça como fez o Movimento Passe Livre: organize-se, debata ideias, bole uma estratégia, conheça sua demanda muito melhor do que seus adversários (quem assistiu ao Roda Viva da semana passada viu o quanto os organizadores do movimento conhecem profundamente bem a sua pauta), não se deixe capturar por um partido ou qualquer outra organização, mas não se recuse a interagir com as instituições políticas formais. Muitas das entidades da sociedade civil organizada que têm sucesso em fazer avançar suas demandas políticas não querem ser partidos, mas não rejeitam que suas propostas sejam incorporadas por um ou vários partidos. Ao contrário, às vezes é justamente o que buscam, pois isso aumenta as chances de que suas demandas sejam alcançadas.



Quem se diz apartidário, mas na verdade é antipartidário, deve desde já passar a mão no telefone e cancelar todos os compromissos futuros até… bem, o resto da vida, e viver como uma espécie de easy rider das manifestações de rua, protestando a esmo e para sempre, do nada ao lugar algum. E se num desses protestos aparecer alguém do seu lado gritando “Anauê!” ou esticando o braço em riste com o cabelos bem aparadinhos, camisetas apertadas e botas pretas de cano longo do tipo “meu Deus, não é possível que isso seja confortável!”, não se assuste. São seus novos amigos antipartidários, muito prazer. Eles também acham que essa coisa de coordenar suas demandas em grupo, como em um partido, faz com que comprometamos parte dos nossos ideais. Além do que demora muito para se chegar a qualquer decisão – e no fim os políticos sempre virão impor alguma condição em troca! Devo dizer, porém, que experiências políticas anteriores dessa toada favoreceram regimes de governo totalmente centrados no Executivo (porque o Legislativo era reduzido a nada) e controlados através de regimes de governança muito pobres, de tipo plebiscitário, quando muito. Se estiver de acordo com isso, vá em frente, mas por favor tente impedi-los de quebrar coisas e bater em pessoas. (Atenção: peça com muito jeito, pois esse pessoal costuma ser bravo.)



Partidos são intermediários entre povo e governo. Na democracia brasileira, como em quase todas as outras, além de lutarem por suas próprias bandeiras (que são justas em muitos casos), fazem a mediação entre as instituições políticas formais e pleitos de grupos apartidários, empresas, e sociedade civil organizada. Muitos importantes avanços políticos que conseguimos no Brasil aconteceram por esta via, como a Lei da Ficha Limpa, orgulho nosso de cada outubro de ano par, que só saiu do papel porque foi abraçada por políticos e partidos constrangidos pela pressão popular. Também nosso movimento de direitos humanos, que desde a década de 1980 passou a colocar no debate público a demanda por condições justas de moradia, educação e saúde para todos os brasileiros (muitas das mesmas bandeiras do MTM, vejam só!), teve início fora do mundo político institucionalizado e depois foi abraçado por partidos à época novos (PT, PSDB) que os levaram para dentro da arena política, passando a disputar o poder com diversas dessas bandeiras – ou alguém acha que direito à educação, moradia e saúde ganharam tal importância na Constituição por caminhos antipartidários?



Uma coisa é acharmos importante a renovação das bandeiras políticas dos partidos, ou entendermos necessário melhorar a responsividade partidária a demandas que sejam vindas da sociedade e externas a suas próprias aporias de disputa por poder. Outra, bem diferente, é rejeitar, por princípio, que partidos aceitem nosso convite para bailar e incorporem as demandas coesas de importantes protestos em seus programas. E uma terceira, antidemocrática e totalitária, é achar que só a sua via de fazer avançar demandas políticas – a via antipartidária – deve ser aceita, e que a via partidária deve ser suprimida no grito e no tapa, como fizeram ontem com pessoas que levavam bandeiras de partidos na Avenida Paulista.




fonte: Estadão - Rafael Mafei Rabelo Queiroz é Doutor em Direito pela USP, é professor da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (DIREITO GV) e da Faculdade de Direito da USP.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Parabéns, Chico!







Copa das Confederações



Espetacular o clipe de abertura da Copa das Confederações criado pela equipe de arte da Globo. Quando Daniel Alves aparece, eu grito: lindo!






fonte:Youtube

Eu quero hospitais





E aviso ao Ronaldo que o BNDES não é um banco privado, é uma empresa pública federal.







fonte:Youtube

terça-feira, 18 de junho de 2013

A confusão instalada




E as manifestações continuam - pelo menos até a próxima semana -, pacíficas misturadas à intransigência de anarquistas e as perguntas continuam quanto à enxurrada de protestos. A representante do MPL (Movimento do Passe Livre) disse hoje que assim que a passagem dos ônibus baixar para R$3,00 (três reais), ela para com as manifestações. Muito lógico, ela tem um objetivo cuja solução é o Governo de São Paulo recuar. Isso só vale pra São Paulo, onde há uma liderança relativa à negociação do valor das passagens de ônibus, o que não acontece nos outros Estados.

Mas como fica o resto? O que percebi hoje é que as pessoas se sentirão sem rumo por não se manifestarem, como se as manifestações tivessem algum rumo claro, e ficaram decepcionadas pela representante do MPL acenar com a hipótese da paralisação. Talvez tenham gostado da sensação de poder que a manifestação deu e temem perder isso.

A confusão continua, as manifestações são por motivos diferentes: salário mínimo, corrupção, aumento dos aluguéis, aumento das passagens de ônibus, gastos na Copa de Confederação e Copa do Mundo etc, e os motivos só crescem com o passar do tempo, um cem número de reinvindicações que continua, até o momento, ainda sem metas claras, sem lideranças - mesmo apartidárias.

Não existem representantes que deixem claro, nas pautas em protesto, o que querem de concreto, é tudo muito difuso. Quem vai negociar? Nem foi criado até o momento um comitê de reivindicações para negociar com os Governos. Até agora a pergunta se mantêm. A minha pergunta além dessa é: por quanto tempo as manifestações do jeito que estão continuarão? Até se esgotar a energia de ir para as ruas? Não sei...

"Quem não estiver confuso, não está bem informado" Carlito Azevedo



Belezuras que os brasileiros fazem








Coitado do radialista da Rádio Tupi, que estacionou perto da Alerj enquanto cobria a passeata. Um carrinho usado, do ano 93, ainda estava sendo pago, em prestações.

Eu estava assitindo a TV quando uns bandidinhos da pior espécie, haviam virado o tal carro e colocavam fogo dentro dele. Óbvio que li comentários, absurdos, de que o carro foi ali plantado por alguém para explodir com a intenção de sei-lá-o-quê. E essa ridícula teoria da conspiração, nos dias de hoje, me cheira a ranço de um tempo que não existe mais (provavelmente eu usava fraldas ou nem era nascida) e me dá enjôo.

Pois bem, o rapaz perdeu o carro, que não tinha seguro e hoje, por solidariedade dos colegas, estão fazendo uma vaquinha para ajudá-lo. Além disso, manifestantes que ocuparam o Centro da Cidade, de forma pacífica, apareceram no Paço para limpar a sujeirada que os bandidinhos fizeram. Há bonitezas no meio de atitudes deploráveis. 


Diz lá se não é uma sorte ter nascido nesse país de dimensões continentais, diz! 


foto: Gabriel de Paiva - do Jornal O Globo

Enquanto uns dormiam...











Eu estou acordada desde antes de entrar pra Universidade, mas veremos se acordou mesmo nas eleições que estão por vir e nas próximas e nas seguintes... Agora, vamos combinar, se no Bloco da Preta tinha mais de 1 milhão de pessoas, a manifestação que ocorreu ontem, no Rio de Janeiro, não poderia ter apenas 100 mil pessoas.

domingo, 16 de junho de 2013

It's raining men



Deixo aqui a minha homenagem aos jogadores da Itália, embora não possa deixar Forlan, do Uruguai, de fora. Todo mundo que me conhece sabe que sou apaixonada por futebol. Vou assistir a todos os jogos que puder. Um prazer inenarrável. Para quem gosta, enjoy it! E gostar de futebol e estar assistindo aos jogos não faz de mim uma pessoa alienada, enquanto um neurônio se diverte, o outro, em paralelo, acompanha e pensa nas coisas que estão acontecendo no país. Boa semana!






sexta-feira, 14 de junho de 2013

Musiquinha pra horinha do almoço






fonte: coisas de minha mana com as quais me identifico

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Compartilhe sua Paixão



Ontem a Toulon fez uma campanha muito cute, na minha rua, pelo Dia dos Namorados. No vídeo, os meus vizinhos.







O lixo e a multa



A partir do mês que vem, o morador do Rio de Janeiro que jogar lixo no chão será multado. Ok, que pese no bolso do sujinho a consequência de sua falta de cidadania, mas daí vem uma pergunta: e quem pune a Prefeitura, representada pela Comlurb na coleta do lixo, quanto ao fato de não retirar o lixo das lixeiras para que o cidadão tenha onde jogar o dito cujo? 

Eu costumo achar a maior graça nas notícias que alguns canais de TV dão por essa contradição, ficam mega felizes como se a solução de um problema tivesse sido encontrada sem questionar o lado que faz a lei. 

Eu posso falar do caminho que faço todos os dias pela manhã: vou pra academia e encontro as lixeiras de rua abarrotadas sem espaço pra um mísero papelzinho, faço minha ginástica, volto e as lixeiras estão na mesma. Tomo banho, me arrumo, passo no ônibus e as lixeiras estão lá, abarrotadas, tudo na mesma. Isso acontece quando existem lixeiras, já andei por ruas, durante um longo caminho, e só fui avistar uma laranjinha depois de muito tempo.

Para mim, uma simples moradora nascida nessa linda cidade do Rio de Janeiro, tem algo errado quando ao planejamento da recolha do lixo, que deviam ser feitos cálculos com relação a quantidade de lixo, o número de lixeiras na cidade, etc, etc... mas sou uma simples moradora, não trabalho na Comlurb, nem tampouco na Prefeitura.

Na última enchente, após uma semana, uma quantidade de lixo absurda ainda permanecia na rua, sem ser recolhido, e eu temia que outra chuva forte entupisse os bueiros novamente levando a uma nova enchente. 

Eu acho a ideia da multa linda, mas não questionar como se resolve o básico soa esquisito pra mim. Mas enfim, a mim não me afeta, quando faço algum lanche rápido na rua uso a lixeira da lanchonete, não tenho o hábito de comer andando pela rua, também não tenho mais cachorro, quando tinha me via aflita com o fato das lixeiras estarem sempre abarrotadas e lá vão 3 anos.

Ou seja, boa sorte pra quem precisar usar uma lixeira depois que a multa estiver valendo. 




fotos: uma das fotos é do lixo não retirado após uma semana e a outra é de umas das lixeira que sempre está abarrotada.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Essas coisas de signo



Sou uma libriana com jeito de ariana. Explico a confusão: isso de ter ascendente num signo de fogo faz de mim uma pessoa impulsiva e destemida, mas imaginem quando libra me puxa com sua mãozinha me exigindo pensar e ponderar... É complicado. Dependendo da situação, a ariana vence e se ferra, obviamente. Hoje alguém disse que a música "Elevador", de Ana Carolina, exemplifica uma ariana, sendo assim, segue a música logo abaixo.








Então me lanço,
Me atiro em frente ao seu carro
E ai você decide se é guerra ou perdão
Se na vida eu apanho
Outras vezes eu bato
Mas trago a minha blusa aberta e uma rosa em botão




Praticamente "a louca", né não? Gostei...



Feliz Dia dos Namorados





Namorar é como criar gremlins... No inicio tudo é fofura, até que algo estranho acontece e da fofura ao ataque é uma simples questão de tempo.





texto:Erik Rivero (meu querido Xuxu)

terça-feira, 11 de junho de 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O cinzento dos dias







É o cinzento dos dias e a humidade no corpo que nos faz ficar assim. O frio que não escolhe e nos encolhe. A distância que de repente fica mais distante ainda, a uma lonjura difícil de chegar. O mar que deixou de ser azul e nestes dias se pinta de castanho. As ondas que se atiram contra nós em vez de rebentarem suavemente... em espuma de mel.

São dias de fome. E de sede.

São noites de silêncio em que nos ouvimos em gritos calados.
 São as palavras a rebentarem o peito e a ficarem aprisionadas nos dedos. É o sim e o não sem sabermos porquê.

Abro uma garrafa de tinto antigo, deixo-o aquecer até aos 17 graus. Já cheira a pão quente. O doce de abóbora ainda está morno. Falta o requeijão de Seia. E faltas tu. 





fonte: Maria in O Cheiro da Ilha

Ouvindo por aí...




Hoje eu ouvi: "Vivo longe da maldade humana". Concluí: está de férias no Rio mas vive numa caverna, solitária, lá pros lados do Himalaia. Ommmmmmmm.





sábado, 8 de junho de 2013

Um Rio de serviços ruins

por Gilberto Scofield Jr.


Voltei ao Rio em janeiro depois de nove anos entre as cidades de Pequim, Washington D.C. e São Paulo — nesta última morei três anos — e o tal do distanciamento crítico impôs uma pergunta que me faço todos os dias, desde que botei os pés aqui: por que diabos os serviços são tão ruins no Rio?

É certo que a qualidade dos serviços nunca foi exatamente uma maravilha. Mas, diante dos preços cobrados aos cariocas hoje, esta deficiência se transformou num deboche e numa irritação. Os serviços no Rio são caríssimos e inexplicavelmente ordinários.

Restaurantes cujos garçons não conseguem descrever um prato, bares onde é preciso ser Denise Stoklos para se fazer notar, casas de show incapazes de começar um espetáculo na hora, táxis com motoristas que perguntam antes para onde vai o cliente, balcões de informações com gente que não sabe nada, ônibus que são máquinas de matar, caixas de banco pouco solícitos, caixas de supermercado que jogam suas compras, vendedores de lojas que discriminam, hospitais com técnicos em enfermagem rabugentos.

No Rio, tudo parece tocado pela incompetência ou pela falta de qualidade. Ou os dois juntos. Dia desses, peguei um táxi com o motorista ouvindo um programa religioso. Aos berros. Peço gentilmente ao sujeito que abaixe um pouco o som. E ele: “Mais um sem Jesus no coração”. E eu : “Ele não está no meu coração porque está preso no meu tímpano. O senhor pode baixar o som, por favor?”. Ele abaixou uma coisa ínfima e foi resmungando até chegar ao destino.

No Jobi, o garçom pede uma cadeira vazia na mesa ao lado, ocupada por uma solitária mulher. A ocupante disse que esperava uma amiga, que já estava chegando, mas o garçom garantiu que não tinha problemas, que ele arrumaria outra cadeira. Quando a amiga chegou, a mulher chamou o garçom, mas ele disse que não podia fazer nada. Diante de reclamações indignadas, o garçom apontou a fila na porta: “Se você quiser ir embora, não tem problema. Tem um monte de gente querendo entrar”.

Um amigo vem sofrendo para agendar a entrega de uma estante nova e o conserto da TV a cabo porque as empresas marcam o dia, mas não se comprometem com horário, como se o sujeito tivesse um dia inteiro à disposição.

E há a falta de gentileza. Há coisa de duas semanas, fui à Chocolates Katz do Rio Sul, de que gosto muito, e enquanto bebericava um expresso (R$ 3,80) pedi para provar um cubinho de chocolate extra amargo. Uma delícia. Pedi cem gramas, um potinho de biscoito wafer coberto e a conta. E a atendente: “Vou cobrar seis gramas para incluir o chocolate que o senhor comeu”. Como assim? A prova? Mas se não fosse ela eu não gastaria R$ 35,34 em chocolate!

Um amigo foi ao Cafeína e precisou usar o laptop. Descobriu que a bateria estava acabando e chamou a garçonete: “Você teria uma tomada para eu ligar o meu computador?” E a menina: “Temos, mas o gerente diz que cliente não pode usar".

Há quem explique essa vagabundagem nos serviços apelando para a História. O Rio sempre padeceu de bons serviços para a população porque sempre foi uma cidade dividida desde a Colônia. Para a elite — os senhores de engenho, a corte, os nobres, os governantes da capital, o topo do funcionalismo, os ricos —, tudo. Para os outros, a resignação. Quem mandou não ser “alguém”? Quem mandou não ter “conexões”? Ou seja: se você frequenta o lugar, é um rei. Se não frequenta, que se vire.

Eu prefiro acreditar nos mais pragmáticos: falta investir em treinamento. O que parece é que uma economia turbinada pelo consumo e por programas de redistribuição de renda saiu contratando quem estivesse disponível para trabalhar. E essa mão de obra simplesmente não foi (não é) treinada adequadamente. Só isso explica um cidadão ir a uma região administrativa da prefeitura e ouvir ali que “é mais fácil ligar para o 1746”.

Uma terceira corrente vê passividade nos cariocas. Para essa gente, o carioca não reivindica e não reclama. Uma cidade cheia de belezas naturais parece ser o suficiente e desculpar todas as falhas. Desde que a cerveja esteja gelada, tudo bem que a mesa é bamba e a cadeira, de plástico.

Está mais do que na hora de mudar isso, não?







n.e.: Esta semana ainda reclamei de um sanduíche que demorava muito e recebi a mal humorada resposta: - tem que esperar, tá saindo (sic). Eu reclamo, mas sou das poucas, o carioca não se importa com nada. Está tudo péssimo e está tudo bem. Sou obrigada a andar de ônibus e rezo, pra não cair dentro dele e chegar bem em casa, é sempre uma aventura estressante. E sendo assim... imagina na Copa.


fonte:O Globo - Panorama Carioca

quarta-feira, 5 de junho de 2013

I Chooose

Se você mora em Viseu (Portugal) e arredores, dê uma passadinha na Chooose, lá você encontra Susana Gateira, Poko Pano, Companhia Marítima, Havaianas, Asics e muito mais. Moda praia, roupa esportiva e também tem um ginásio para colocar o corpitcho em dia. Procure pela Rogéria ou Lígia, duas meninas simpaticíssimas que lhe atenderão com prazer.













A Chooose fica na Urbanização Quinta da Saudade, Avenida Dr. Alexandre Alves nº45 - Viseu. A subir do Palácio do Gelo, a seguir a primeira rotunda, nos prédios entre o BPI e o Santander à esquerda, a Chooose fica entre a Coziform e a loja da Meo, entrada para o edificio INEMPI.



terça-feira, 4 de junho de 2013

Abre o olho!







Fabinho, interesseiro e dissimulado, usa o fato de ter vivido num lar de crianças órfãs como artifício para parecer um cara amigo, boa gente e cheio de boas intenções. Personagem comum no nosso dia-a-dia, é um puxador de tapetes e quem o conhece verdadeiramente, de outros tempos, é aniquilado com suas intrigas com a clara intenção de que não atrapalhem seus objetivos. Alguns, que mesmo que não o conheçam há muito tempo, são capazes de enxergar sua fraqueza de caráter e outros, que necessitam sobreviver a base de bajulações, são suas vítimas. Gosto muito quando alguém se lembra de colocar esse tipo de personagem numa novela, mais real impossível, serve para abrir os olhos dos incautos.




fonte:Novela Sangue Bom

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Boa semana!



Resolução de início de semana.


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