quarta-feira, 8 de maio de 2013

Violência Urbana

Os ânimos pululam, as pessoas desistiram de racionalizar, culpa da violência constante? Talvez, mas não podemos esquecer que a polícia não pode fazer o papel do bandido, esperamos que tenham ações de inteligência para que os danos a pessoas inocentes sejam o menor possível ou nenhum. Há pessoas honestas e inocentes vivendo nas favelas do Rio de Janeiro. Segue abaixo a declaração de Marcelo Freixo, com a qual concordo, com relação à notícia do momento: A ação policial que levou à morte um traficante do Rio de Janeiro.

"O que estamos defendendo é que se tenha controle legal sobre as ações de quem responde pelo Estado. Que aja conforme o interesse público. Porque hoje se mata um traficante e a amanhã pode matar qualquer pessoa. Não se trata de uma defesa de um traficante ou outro. O tráfico é cruel, é violento e massacra a vida dessas comunidades, mas o Estado não pode competir com o tráfico de quem tem mais capacidade de ser violento. Tem algo que diferencia o Estado e o crime, que é a nossa necessidade de cumprirmos a lei. E esse episódio precisa ser investigado. Por que o helicóptero estava sozinho, já que não tinha operação por terra? Por que os tiros são dados colocando a vida de terceiros em risco? Não podemos permitir isso. Uma operação como essa jamais aconteceria em outro território que não fosse uma favela da Zona Norte ou Zona Oeste do Rio. A dignidade das pessoas não pode ter CEP. O tráfico é bárbaro, tem que ser enfrentado, mas o Estado não pode abrir mão do seu papel legal. Nós queremos uma política de segurança pública eficaz, que os policiais sejam valorizados, mas que garanta direitos e, acima de tudo, seja comprometida com a dignidade humana", afirmou Marcelo Freixo.

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