quarta-feira, 27 de junho de 2012

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Diga "Xssssssss"!




Há dias em que o sorriso parece teimar em não sair, mas aí se encontra alguém mais teimoso ainda que nos faz sorrir. Diga "Xsssssssss"!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Partida






A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas 
Como se tudo nelas germinasse. 

Soa quando no fundo dos espelhos 
Me é estranha e longínqua a minha face 
E de mim se desprende a minha vida. 


Sophia de Mello Breyner Andreses

domingo, 10 de junho de 2012

Inveja





A inveja é um dos sentimentos que pode causar as maiores dores no ser humano. 

Geralmente, quando existe uma estima de algum objeto de desejo, e ainda se este der status, a inveja se instala. (Diz-se objeto de desejo para coisas não palpáveis também). É fruto também da comparação com as outras pessoas. Ela não existe sem que antes o indivíduo não tenha feito comparações. É a auto-aversão por não ser como os outros são.

É preciso contudo, diferenciar a inveja, da busca do bem-estar. Pode se dizer que é errado trabalhar, lutar para se conquistar o objeto de desejo? O desejo pela conquista do objeto que nos falta, quando feito com humildade e honestidade, não é inveja.

Se uma pessoa destaca-se em alguma atividade, por mais tola que possa parecer, o invejoso está pronto para aparecer e apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Um eletrodoméstico novo, um tênis da moda, ou mesmo um brinco bem colocado em combinação com uma roupa extremamente comum, já se torna motivo para elogios, nem sempre sinceros. 


Surge um sentimento de raiva, de ira, porque geralmente o invejoso sente-se muito mais merecedor da conquista do que o outro. O invejoso não agüenta ter uma outra pessoa invadindo seu território, que em sua lassidão, deixou de ocupar, por pura incapacidade e ou inércia. O invejoso é capaz de boicotar, de fofocar de fazer armadilhas, a fim de destruir o outro. 

Quer provar, ao menos para si mesmo, que ele é melhor. Mas no seu íntimo, sente-se menor do que os outros, aumenta, se vangloria, enaltece a si mesmo, pois dessa forma abranda o mal-estar do desequilíbrio. Fala excessivamente bem das próprias coisas, procurando diminuir o outro através de crítica. Não percebe muitas vezes suas frustrações, é como se nem existissem, porque logo está de prontidão, pronto para realizar mais um feito de diminuição, descaracterização, burlando suas próprias angústias.

Geralmente, as mulheres exteriorizam mais esse sentimento do que os homens. Estes, procuram outras saídas na exteriorização desse sentimento.

Você com certeza já ouviu frases (ou pensamentos) assim vindas do homem (o que não significa que não venham de uma mulher também):

"Nossa, que bonito carro, gostaria de ter um assim!"

"Que trabalho interessante, queria tê-lo feito!"

"Olha só, que namorado(a) lindo(a), podia ter a mesma sorte!"

Se a surpresa diante de algo, for digna e generosa, não há inveja destrutiva. Trata-se apenas de um incentivo, um grande estímulo para que nos empenhemos em adquirir novas virtudes, produzir melhores trabalhos, realizar melhores conquistas amorosas.

Talvez esse processo todo venha da convivência no ambiente familiar, onde comparações são freqüentes, sem contar com a sociedade, que propaga na mídia processos comparativos, entre as várias marcas apresentadas.

A melhor solução pode estar na forma de utilizar e de encarar a inveja, que, visualizada em termos comparativos pessoais de evolução, do antes e depois, do ontem e do hoje, deixa de ser inveja destrutiva para ser uma inveja de auto-estímulo. Ou seja, o padrão de comparação deixa de ser externo e passa a ser interno.

Aqueles que sabem fazer o bom uso da inveja, utilizam frases assim:

"Nossa, que bonito carro. O meu também me conduz, antes andava a pé!"

"Que trabalho interessante. Eu posso aprender com ele, antes nem sabia como fazer!"

"Que namorado(a) lindo(a). A minha é tão companheira, antes me sentia só!"

O objeto de desejo, só nos dá satisfação, quando a conquista é nossa, e não quando é feita em cima da conquista do outro. Destruir o outro, não fará você chegar aonde o outro chegou. Sua personalidade, desejos, características não são iguais as das outras pessoas, então não adianta usar as demais pessoas como medidas para a vida que é SUA.

texto:Marcia Homem de Mello é psicóloga



 

terça-feira, 5 de junho de 2012

Fica a dica!





Mas com os pézinhos fincados no chão, ok?

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Causos da vida




Dias desses tentei consolar, digamos assim, uma pessoa que desabafava comigo. Ela é alguns anos mais nova e estava indignada em descobrir como as pessoas são "sem noção", como desrespeitam o direito alheio, invadem sua privacidade e criam picuinhas desnecessárias. 

Eu disse-lhe que os "sem noção" são a maioria na nossa sociedade, até porque usar os neurônios que têm geralmente dá trabalho, pensar dá mesmo muito trabalho, envolve horas pesando os dois lados de uma mesma situação, envolve pensar nas consequências das coisas e a maioria das pessoas não tá nem aí pra consequência de coisa alguma. 

Aí, por mero acaso, hoje li (sem participar) vários comentários, a partir de uma imagem na net, que erroneamente dizia que uma determinada religião - que faz sacrifícios de animais - havia sido proibida numa cidadezinha interiorana de São Paulo. Claro que não foi, até porque seria inconstitucional proibir a existência de uma religião. O que havia sido proibido era, tão somente, o bárbaro sacrifício de animais em cultos religiosos e uma pessoa, por incrível que pareça, que era contra a proibição do sacrifício, certamente por pertencer a essa religião em questão, justificou sua indignação com a proibição dizendo que deviam proibir o peru de Natal por ser um sacrifício religioso.

Confesso que, ao ler tamanho besteirol, não sei se gargalhava ou se chorava pelo infeliz. Mas o que fazer? São assim as pessoas "sem noção". 

sábado, 2 de junho de 2012

Gostos 3






"Onde quer que vás, leva o teu coração." Confúcio 


 Porque o amor, sob todas as formas, é a única coisa nesta vida que nos dá força pra superarmos qualquer vicissitude.

Gostos 2





Quem em sã consciência gosta de falar para as paredes? Ficar no vácuo numa pergunta ou num comentário? Nem virtualmente eu falo sozinha. Não responder é o máximo da falta de consideração. Não me lembro de ter ficado muitas vezes no vácuo, foram pouquíssimas, até porque não dou uma segunda chance de me deixarem falando sozinha uma outra vez. E você, não se incomoda de ficar sem resposta ou mesmo ser ignorada? Confesso que fico impressionada com o tantão de gente que anda falando sozinho por aí. Coisa de doido...

Gostos 1


 
Não gosto de pessoas que não tem um pinguinho de orgulho. Ainda mais do abusado sem orgulho, aquela pessoa que você se vê obrigada a dizer na lata que não gosta dela, explica os motivos e ela, humildemente, continua te paparicando. Não gosto de pessoas assim.
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