segunda-feira, 11 de junho de 2012

Partida






A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas 
Como se tudo nelas germinasse. 

Soa quando no fundo dos espelhos 
Me é estranha e longínqua a minha face 
E de mim se desprende a minha vida. 


Sophia de Mello Breyner Andreses

2 comentários:

Luis Eme disse...

é um belo poema, ainda que melancólico.

beijos Cris

Cris Caetano disse...

sim, sim...

beijos, Luis

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