quinta-feira, 7 de abril de 2011

Hora de refletir





"A psicanalista carioca de 62 anos Regina Navarro dedica boa parte do tempo a dizer o que muitos não querem ouvir. Há anos vem repetindo, por exemplo, que o casamento monogâmico está em vias de extinção – para o horror dos mais conservadores. Seus dois livros mais recentes, porem mostram que protegida pelo anonimato da internet milhares de pessoas admitem pensar como ela.

As convicções dela, baseadas em sua experiência de vida e de consultório, encontraram eco na interação com internautas pelo o site "Cama na rede", com enquetes e depoimentos, e "Se Eu Fosse Você", em que internautas comentam situações expostas por outros internautas. Nas 50 perguntas reunidas em "A Cama na Rede", boa parte das respostas anônimas corrobora a tese defendida por Regina – de que o pacto de fidelidade sexual funciona para poucos e que as pessoas deveriam descolar a idéia de amor e posse. Ou, como ela resumiu “Um casamento pode ser bom. Para isso a maioria vai ter que reformular antigos conceitos, principalmente o de exclusividade” A autora do Best-seller A cama na Varanda (1997) parte da premissa de que o mito do amor romântico, que rege as relações ancorado na idéia de duas metades que se completam e se bastam, é incompatível como os desejos e diferentes necessidades de cada um gera frustrações.

E os internautas a municiaram de mais argumentos: por exemplo, à pergunta sobre se o casamento é o melhor caminho para a vida a dois, 80% disseram que “não”. Assim como a maioria admitiu já ter sido infiel, sentir que o tesão pelo parceiro diminui com o tempo e julgar que é possível viver bem com vários parceiros sexuais. Ainda que os números e depoimentos impressionem, uma ressalva: não se trata de uma metodologia cientifica. Apesar de o subtítulo de a A cama na Rede ser “O que os brasileiros pensam sobre Amor e Sexo”, o terapeuta sexual e diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, Oswaldo Rodrigues jr., pondera que os resultados de uma enquete virtual não podem ser generalizados, uma vez que resumem ao universo dos internautas que visitaram o site em questão.

Mas destaca que nas respostas compiladas há um debate a ser iniciado. Ela não é a única nem a primeira a defender a necessidade de buscar outros arranjos amorosos – segue a tradição de pensadores que questionam comportamentos e convenções como uma construção, histórica, social e cultural, inclusive o ícone Simone Beauvoir."

"Hora de Refletir Sobre Exclusividade Afetiva" in http://pt.shvoong.com/


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Estou eu na net, escolhendo livros e meus olhos batem no referido aí acima, abri o link e pensei: "vou escrever sobre isto".

Então, que me perdoem psicólogos, psicanalistas e afins, mas na minha opinião, o que diferencia a nós, seres humanos dos outros seres vivos, é o raciocínio e a capacidade de controlar nossos impulsos.

Mesmo que as leis não ditassem regras, como, por exemplo: "você vai ser preso se matar alguém", eu não mataria um semelhante meu mesmo tendo a certeza de que não seria presa. E isso serve com relação ao respeito e amor por outra pessoa, que na minha visão não tem nada a ver com o 'amor romântico', nem nada a ver com relação a posse. Meu ponto de vista é bem mais simplistas, mas geralmente as teorias analíticas não tem nada de simplistas, procurando sempre pelo complexo.

Mas continuando... ninguém me obriga a unir a minha vida a de uma outra pessoa - tem algo mais simples do que isto? -, portanto se tomo a decisão de tê-la na minha vida vou respeitar os sentimentos dela e ter respeito pelos meus, e confesso que nunca me senti frustada numa relação monogâmica.

Com relação a sentir atração por outra pessoa, há imensas pessoas interessantes que passam por nossas vidas, sem ser o nosso 'mais que tudo' e pelas quais podemos sentir atração ou alguma admiração (e há quem confunda), mas é o amor, ou quem sabe, o raciocínio lógico (eu amo, sou amada e portanto sou feliz) que faz com que a traição não aconteça.

Nunca traí, nunca trairei e nem sofro de insônia com a possibilidade disso vir a acontecer, não acontecerá. Acho inclusive que enquanto estamos num relacionamento e sentimo-nos atraídos por outro alguém, vale refletir se o relacionamento vai bem, e se a resposta for negativa o melhor sempre é o rompimento, bem mais digno do que fazer uma pessoa infeliz. Não sou melhor do que ninguém, mais especial por não trair (ato considerado dificílimo para muitos), portanto acredito (e sei que existem) muitas outras pessoas que pensam e agem como eu.

E que a pessoa que escreveu o texto acima me perdoe mas não me considero conservadora e nem baseio a minha reflexão em religiosidade, apenas me baseio em sentimentos e no meu raciocício que é bastante livre para aceitar que pessoas traem, mas que essas pessoas não têm afinidade comigo. Tenho a opinião, nada científica, apenas baseada na minha vivência, que muitas pessoas que concordaram com a não-exclusividade afetiva, possam ter concordado apenas para aliviar a culpa que sentem quando traem. Porque há, os que traem com culpa e os que traem sem culpa, mas isso é outra reflexão (a culpa).

Ainda há pessoas que casam porque não suportam viver sozinhas, as que querem filhos e não querem tê-los sozinhas, homens que necessitam de quem lhes arrume a casa e esquente os pés ao mesmo tempo e há os outros, que estão a fim de que dê certo. Mas que fique bem claro que não pretendo ser a dona da verdade, nem estudei o assunto, é apenas uma opinião pessoal. E acho interessante que a psicanalista levantou um tema que acaba por ser bastante atraente para um debate.

Aceito tranquilamente que muitas pessoas traem - também seria muita ingenuidade minha se não aceitasse - mas não aceito que para ter uma relação devo aceitar que ela não seja monogâmica. Sou adepta daquela: "antes só do que mal casado". O que fica bem é que nenhuma das duas partes seja enganada, porque gosto não se discute e há quem viva bem no tal "relacionamento aberto", mas não há nada de bacana quando uma pessoa é enganada e acaba por sofrer.

O texto diz que é 'hora de refletir sobre a exclusividade afetiva' e obviamente haverá quem concorde comigo e quem discorde, mas era para refletir e foi o que fiz: refleti.

O tema "relacionamento" ainda será tema de livros durante longos anos.




fonte:Shovoong.com

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