quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sabor a mel






Pudesse eu desfazer em pó todas as inquietações
que nos consomem e nos tiram este sorriso franco
soubesse eu navegar nas palavras nos poemas e canções
e aquietar-me à noite em cama vestida de branco
Pudesse eu afugentar os medos os silêncios e os gritos
que me mordem todos os dias e não me deixam respirar
soubesse eu dar todos os abraços ainda que aflitos
e acompanhar-te sempre no teu doce caminhar
Teria o sossego que tanto procuro e me escapa dos dedos
rente ao convés do barco onde te cubro, minha pele
falar-te-ia do mar do vento de nós e dos segredos
que guardo na saudade do teu abraço, sabor a mel.



Maria in O Cheiro da Ilha
foto:Andreas Heumann

4 comentários:

Cristiano Melo disse...

Muito belo esta prosa poética.

Viajei como o barco nas palavras apaixonadas de alguém que, no fundo, só quer se encontrar em meio à insana ilha humana. Afinal, quem é o insano, a narradora ou a ilha?

beijos

Adorei

Maria disse...

Fico sempre sem geito quando vejo aqui palavras da ilha... mas gosto sempre que tenhas gostado!!!
Faz um ano estavas por aqui.
Vai um arroz de lampreia?
:)))

Beijinhos
(e um copo de água!)

Cris Caetano disse...

Gosto muito do que a Maria escreve, Cris.

Acho que a ilha humana é insana, Cris e por isso traiçoeira quando nos leva ao torpor porque tantas vezes acreditamos em sentimentos que não existem por não serem verdadeiros.

Beijos

Cris Caetano disse...

Como disse ao Cris, gosto do que escreves, muito mesmo. :)

Verdade, foi hoje... inesquecível! :)
Declino, deixo pra ti e pra Ana, vou no arroz de tamboril com gambas. nhami! :)))

Beijão, Maria

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