domingo, 28 de novembro de 2010

Apartamento





Vago pelo apartamento vazio
Feito alma penada
Com pesos acorrentados aos pés
Nus de um homem sem carne.

Desde que partiste,
A mobília ainda paira no ar
Descompassos nos passos levitados
De alma penada.

Já fui um ser, sabes?
Já andei pelo chão,
Com a mobília no lugar.
E tudo o mais que se segue.

Hoje recebo flores de papelão
Feitas por duendes disformes,
Meus únicos companheiros,
Que me oferecem comida envenenada.


Cristiano Melo in Braços Abertos
foto:Olgun Yürekler




6 comentários:

Luis Eme disse...

forte e pesada...

mas sentida.

beijos Cris

Cristiano Melo disse...

Obrigado Cris
Escolheste um bem levinho
rs
Mas combinou com o dia de hoje.
Vou me recolher agora
Obrigado
:)
beijos

Cris Caetano disse...

Ó o autor logo no comentário abaixo, Luis. :)

Beijos e boa semana

Cris Caetano disse...

Meu amigo querido, nada acontece por acaso, mas foi escolhido ao abrir seu livro de olhos fechados. :)

Beijos e boa semana

MOISÉS POETA disse...

MAS QUE MARAVILHA DE POEMA !!
O CRISTIANO , COM CETEZA, ESTAVA INSPIRADISSIMO AO CRIA-LO.
DE LEVE NÃO TEM NADA ; EU VI FOGO PRA TUDO QUANTO É LADO...
ADOREI !!

PARABÉNS AO CRISTIANO E A VOCE , CRIS . QUE POSTOU ESSE POEMA MARAVILHOSO.

APROVEITO E SIGO SEU BLOG . GOSTEI DO QUE LI POR AQUI !

ABRAÇOS AOS DOIS !

Cris Caetano disse...

Oi, Moisés... é que o Cris tem outros mais "pesados", imagina. :)

Obrigada. :)

Abraços e boa semana.

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