quarta-feira, 10 de março de 2010

...



Pudesse eu ser tu
e em tua saudade ser a minha própria espera.
Mas eu deito-me em teu leito
quando apenas queria dormir em ti.
E sonho-te
quando ansiava ser um sonho teu.
E levito, voo de semente, para em mim mesmo te plantar
menos que flor:
simples perfume, lembrança de pétala sem chão onde tombar.
Teus olhos inundando os meus
e a minha vida, já sem leito, vai galgando margens
até tudo ser mar.
Esse mar que só há depois do mar.


Mia Couto
foto:Owen Meara

4 comentários:

Maria disse...

Bom Dia, com Mia logo de manhã é bom dia com certeza.

Daqui a pouco brindaremos a ti.

Beijinho, Cris.

Cris Caetano disse...

:) :)

Aproveitem!

Beijinho, Maria

jamesp. disse...

Cris,descobri Mia Couto bem recentemente(que vergonha!).Esse poema eu não conhecia e é lindo.Obrigado!
Gostaria de vir mais vezes aqui.Vou tentar.Adoro você e seu blog.
Beijos.
Em Julho devo ir para a terrinha com minha mãe.

Cris Caetano disse...

Você anda muito sumido... sinto a sua falta.

Você me contou e me deu inveja branca :), mas não faça como eu, tire fotos, muuuuitas fotos. :)

Beijos

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