quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Amor?




deito-me sobre tantas coisas inúteis
e me pergunto o que valerá
todo o esforço?

este poema banal
- qualquer deles -
trata-se de traduzir o intraduzível?

a avalanche de microacontecimentos

despencando pelo nosso dorso,
a pele respondendo elétrica;
entre os dedos a escapar-nos;
sob os olhos,
através dos nossos sexos,
e do cataclismo do gozo,
dos corpos,
ou dos pensamentos, que correm
à busca de significado.

o que valerá a minha presença sem sentido
neste mar de sentidos a entrechocarem-se,
neste caos, sem linguagem que o signifique
a não ser o amor que vivi,
vivo,
viverei?


Silvia Chueire
foto: Anke Merzbach

3 comentários:

Maria disse...

Um pouco angustiado (ou angustiante) este poema. Mas poesia é mesmo isto...

Beijinho, Cris

Cris Caetano disse...

Confesso que quanto mais angustiante, mais gosto... deve ter a ver com o fato de eu ter uma personalidade intensa. :)

Beijinhos

日月神教-向左使 disse...

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