sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Vital Farias

Bom fim de semana!





fonte: Ayrton Freire

É sexta...

E a de hoje é pra curtir...


Mas se joga na mesma!




fonte:Anabelle

Sobre arte...




fonte: i can read

Música, pode ser?




fonte:Euzinha

O sol brilhará

Vejo estrelas num dia iluminado de sol... quem acredita, sempre alcança.




fonte: restart my heart

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Torquato Neto


Um site muito bem planejado sobre o artista, com suas obras, fotos, sua história e sua música.

Aqui - http://www.torquatoneto.com.br/


fonte:Euzinha

Um desejo

Uma foto sua... sorria!




fonte: restart my heart

Um sonho

Uma casa na árvore.




fonte: restart my heart

Help Portrait



Help-Portrait é uma iniciativa do fotógrafo e artista gráfico norte-americano Jeremy Cowart .

Cowart propõe que, no próximo dia 12 de dezembro, fotógrafos do mundo inteiro reunam-se em suas cidades para fotografar pessoas que não têm como dispor de registros fotográficos de si próprias ou de suas famílias . Moradores de rua, de asilos, órfãos, pacientes hospitalizados. Pessoas, enfim, com uma carência tão específica como a de uma autoimagem digna podem ser encontradas em todas as partes.

No vídeo que explica a proposta do projeto (veja abaixo ), Cowart deixa claro que não se trata de exibir portfolios ou de promover o trabalho de fotógrafos , mas de usar a fotografia como instrumento de inclusão social . A ideia é ajudar as pessoas a encontrarem beleza em si mesmas e na realidade em que estão inseridas. Os organizadores do Help-Portrait querem conhecer os laços que unem essas pessoas e as histórias que elas têm para contar.

Para participar :

- Acesse o site: http://community.help-portrait.com/
- Crie uma conta
- Pesquise se sua cidade já possui um grupo no Help-Portrait -- se não houver, você pode criá-lo .

Em seguida, articule-se com pessoas de sua cidade (convide outras) , escolha comunidades ou instituições para visitar . Os voluntários dessa iniciativa em cada localidade -- a quem Cowart chama de "exército de criativos" -- são incentivados a organizarem-se de modo a fazer dessas sessões fotográficas coletivas um evento especial. Ele sugere que cada um desses grupos articule-se de modo a obter doações em alimentos , bebidas , impressoras , papel fotográfico, etc..

Vamos lá ? Ajudar pessoas a encontrarem beleza em si mesmas e em suas realidades é mais simples do que parece.


fonte:Adriana Paiva

Bom dia!



Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...

Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...

Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...

Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto
Esse canto de amor
Oh! oh! oh...

Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo

Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...

Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair

Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...

E nesse dia branco
Se branco ele for
Esse canto
Esse tão grande amor
Grande amor...

Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo

Comigo, comigo.


Daqui a pouco eu volto, bom dia!


fonte:Ayrton Freire

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Hey!




fonte: restart my heart

Formas




fonte: CacaoCocoa

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Pra dar paz



Nhem-nhem-nhem
Nhem-nhem ô xorodô
Nhem-nhem-nhem
Nhem-nhem ô xorodô
É o mar, é o mar
Fé-fé xorodô

Oxum era rainha,
Na mão direita tinha
O seu espelho onde vivia
A se mirar.

Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?

Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá.

Onde ela vive?
Onde ela mora?

Nas águas,
Na loca de pedra,
Num palácio encantado,
No fundo do mar.

O que ela gosta?
O que ela adora?

Perfume,
Flor, espelho e pente
Toda sorte de presente
Pra ela se enfeitar.

Como se saúda a Rainha do Mar?
Como se saúda a Rainha do Mar?

Alodê, Odofiaba,
Minha-mãe, Mãe-d'água,
Odoyá!

Qual é seu dia,
Nossa Senhora?

É dia dois de fevereiro
Quando na beira da praia
Eu vou me abençoar.

O que ela canta?
Por que ela chora?

Só canta cantiga bonita
Chora quando fica aflita
Se você chorar.

Quem é que já viu a Rainha do Mar?
Quem é que já viu a Rainha do Mar?

Pescador e marinheiro
que escuta a sereia cantar
é com o povo que é praiero
que dona Iemanjá quer se casar.


fonte:Ayrton Freire

Miss you

Incubus





fonte:Euzinha

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Selo



Ganhei este selo da Natália do blog Se o "se" não tivesse ficado só no "se" . Adorei a idéia de meu Nuvens tê-la conquistado pelas músicas, sou uma apaixonada por música e agradar aos outros pelo meu gosto musical é sensacional. Obrigada, lindinha.

Vamos às regras:

Regras:

1. Postar o link do blog que nos presenteou com o selo (ok)

2. Indicar 15 blogs a quem vai ser atribuído o selo e dizer PORQUÊ nos conquistaram!


Então vamos lá, sem ordem de preferência:

A Katana de Bambu
- pelo humor ácido.

Minha Literatura Agora - pelas dicas ótimas de livros e pelos textos literários.

Saia Justa - pela diversificação nos posts.

Se o "se" não tivesse ficado só no "se"
- por tratar de sua experiência com pessoas com problemas mentais.

O Cheiro da Ilha - pela sua sensibilidade.

KARELTJE en ikke !!! - porque trata de animais.

Metamorfraseando - pela poesia.

Encantaventos - pela poesia.

Salvo-conduto
- pela sua indignação aos acontecimentos no mundo.

Casario do Ginjal
- pela urbanidade de seus posts.

Pin-gente
- pela poesia.

Plan(o)alto - pela sua sensibilidade e pelas fotografias.

Mundo Marginal - pela sua maturidade.

Desesperada busca por sentido - pelo seu amor.

Pedras no Sapato - pelas alfinetadas inteligentes com humor.



Italiano pode estar perto de desvendar suposta 'obra perdida' de DaVinci

Um "detetive" de arte italiano acredita estar mais perto de desvendar o enigma de uma famosa “obra perdida” do pintor renascentista Leonardo da Vinci.

Após anos de tentativas, o especialista em engenharia eletrônica Maurizio Seracini recebeu o apoio das autoridades de Florença para realizar sua investigação em um dos mais emblemáticos edifícios da cidade.

Seracini crê que por trás de uma das paredes do Palazzo Vecchio, onde funciona a prefeitura florentina, esconde-se há quase 450 anos um mural onde está pintada A Batalha de Anghiari, descrita como um dos estudos mais minuciosos sobre anatomia e movimento já feitos por Da Vinci.

A maior pintura já realizada por ele, três vezes maior que A Última Ceia, foi abandonada incompleta em 1506 por razões ainda desconhecidas. Durante várias décadas, pintores como Rafael passaram pelo salão onde ela se localizava, o Salone dei Cinquecento, para estudá-la e fazer cópias dela.

A obra desapareceu sem deixar rastro durante uma reforma do salão iniciada em 1563. Com a mudança, a sala foi revestida com pinturas do arquiteto e pintor Giorgi Vasari retratando vitórias militares dos Medicis.

Em 1975, quando procurava no Salone dei Cinquecento pistas sobre o paradeiro da Batalha, Seracini se deparou com o sinal que originou sua teoria: as palavras "Cerca Trova" – literalmente, procure e ache – inscritas em uma das bandeiras pintadas na cena. A única inscrição de toda a pintura, em um ponto acima da linha dos olhos dos espectadores.

Seracini acredita que Vasari, um admirador de Da Vinci, deixou ali uma indicação capaz de permitir a investigadores do futuro localizar o trabalho do mestre renascentista.

Pistas


À época, utilizando equipamentos de diagnóstico por imagem, Seracini logrou alguns avanços na sua investigação. Porém, não a tecnologia disponível não permitia ao cientista "ver" com detalhes por trás da parede do salão.


Não foi senão em 2000, quando já dirigia sua própria companhia de investigação forense de arte, Editech, que ele retornou com equipamentos que lhe permitiram reconstituir as reformas na estrutura do prédio e localizar uma estreita camada de ar por trás da parede em que as obras de Vasari estão pintadas.

Hoje diretor do Centro Interdisciplinar de Ciência da Arte da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD), Seracini acredita que isto aponte para a existência de uma parede de concreto construída à frente da original, por trás da qual sobreviveria o estudo de Da Vinci.

Idas e vindas de negociações com as autoridades de Florença foram necessárias até que, neste mês, o cientista recebeu do prefeito florentino, Matteo Renzi, apoio político para levar a cabo novos estudos com a finalidade de "enxergar" a parede anterior com mais detalhes.

"O novo maior me disse que em breve daria permissão para que eu retome os trabalhos no Salone dei Cinquecento e complete a pesquisa do mural perdido", afirmou ele à BBC Brasil.

'Código Da Vinci'

A autorização oficial daria sinal verde para Seracini e sua equipe projetarem raios de nêutron através da parede para verificar se a construção oculta uma pintura à base de óleo de semente de linho, que Da Vinci teria usado.

A investigação minuciosa e tecnológica tem rendido a ele comparações com Robert Langdon, o personagem fictício do livro O Código Da Vinci e do filme homônimo baseado na obra. E, de fato, como a imprensa tem destacado, Seracini é a única pessoa em carne e osso mencionada na trama de Dan Brown.

"Pesquisei documentos por muitos, muitos anos e nunca encontrei nada que sugira que a pintura tenha sido destruída, danificada ou removida. Não há evidências para supor que não esteja mais lá", disse o cientista.

O professor afirma que Vasari tinha o hábito de preservar obras-primas e que faria todo sentido que "não fosse capaz de destruir um Da Vinci". "(A Batalha) era considerada pelos contemporâneos de Leonardo como uma das grandes obras de arte dele. Representou o máximo alcance da arte no seu tempo."


A obra é conhecida apenas por trabalhos feitos posteriormente com base nela.

Se a teoria do professor Seracini for comprovada, a descoberta será um acontecimento na história da arte, e a prefeitura de Florença ganhará muito mais importância mundial como museu. Entretanto, caberá às autoridades decidir se devem ou não remover a pintura de Vasari, considerada uma obra-prima em si mesma.

Em declarações à imprensa, um porta-voz do prefeito disse que, por ora, a intenção é apenas descobrir se há de fato uma pintura oculta por trás das paredes do Salone dei Cinquecento. "Podemos não achar nada, mas se houver um Leonardo, seria de imensa importância para todo o mundo", declarou.


fonte: BBC Brasil

Don't worry...



fonte: i can read

domingo, 25 de outubro de 2009

Dia Mundial do Macarrão



Aproveitem!




fonte:Euzinha

A kiss!

É impossível ouvir Prince no YouTube, mas quando não é de um jeito, se consegue de outro. Kiss!



Bom domingo!


fonte:Euzinha

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Hoje é sexta, então?

Se joga!





fonte:Ayrton Freire

Clarice Lispector

Os Laços de Família




A mulher e a mãe acomodaram-se finalmente no táxi que as levaria à Estação. A mãe contava e recontava as duas malas tentando convencer-se de que ambas estavam no carro. A filha, com seus olhos escuros, a que um ligeiro estrabismo dava um contínuo brilho de zombaria e frieza assistia.

— Não esqueci de nada? perguntava pela terceira vez a mãe.

— Não, não, não esqueceu de nada, respondia a filha divertida, com paciência.

Ainda estava sob a impressão da cena meio cômica entre sua mãe e seu marido, na hora da despedida. Durante as duas semanas da visita da velha, os dois mal se haviam suportado; os bons-dias e as boas-tardes soavam a cada momento com uma delicadeza cautelosa que a fazia querer rir. Mas eis que na hora da despedida, antes de entrarem no táxi, a mãe se transformara em sogra exemplar e o marido se tornara o bom genro. "Perdoe alguma palavra mal dita", dissera a velha senhora, e Catarina, com alguma alegria, vira Antônio não saber o que fazer das malas nas mãos, a gaguejar - perturbado em ser o bom genro. "Se eu rio, eles pensam que estou louca", pensara Catarina franzindo as sobrancelhas. "Quem casa um filho perde um filho, quem casa uma filha ganha mais um", acrescentara a mãe, e Antônio aproveitara sua gripe para tossir. Catarina, de pé, observava com malícia o marido, cuja segurança se desvanecera para dar lugar a um homem moreno e miúdo, forçado a ser filho daquela mulherzinha grisalha... Foi então que a vontade de rir tornou-se mais forte. Felizmente nunca precisava rir de fato quando tinha vontade de rir: seus olhos tomavam uma expressão esperta e contida, tornavam-se mais estrábicos - e o riso saía pelos olhos. Sempre doía um pouco ser capaz de rir. Mas nada podia fazer contra: desde pequena rira pelos olhos, desde sempre fora estrábica.

— Continuo a dizer que o menino está magro, disse a mãe resistindo aos solavancos do carro. E apesar de Antônio não estar presente, ela usava o mesmo tom de desafio e acusação que empregava diante dele. Tanto que uma noite Antônio se agitara: não é por culpa minha, Severina! Ele chamava a sogra de Severina, pois antes do casamento projetava serem sogra e genro modernos. Logo à primeira visita da mãe ao casal, a palavra Severina tornara-se difícil na boca do marido, e agora, então, o fato de chamá-la pelo nome não impedira que... - Catarina olhava-os e ria.

— O menino sempre foi magro, mamãe, respondeu-lhe. O táxi avançava monótono.

— Magro e nervoso, acrescentou a senhora com decisão.

— Magro e nervoso, assentiu Catarina paciente. Era um menino nervoso, distraído. Durante a visita da avó tornara-se ainda mais distante, dormira mal, perturbado pelos carinhos excessivos e pelos beliscões de amor da velha. Antônio, que nunca se preocupara especialmente com a sensibilidade do filho, passara a dar indiretas à sogra, "a proteger uma criança” ...

— Não esqueci de nada..., recomeçou a mãe, quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. — Ah! ah! - exclamou a mãe como a um desastre irremediável, ah! dizia balançando a cabeça em surpresa, de repente envelhecida e pobre. E Catarina?

Catarina olhava a mãe, e a mãe olhava a filha, e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos, ela ajeitava depressa as malas, a bolsa, procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. Porque de fato sucedera alguma coisa, seria inútil esconder: Catarina fora lançada contra Severina, numa intimidade de corpo há muito esquecida, vinda do tempo em que se tem pai e mãe. Apesar de que nunca se haviam realmente abraçado ou beijado. Do pai, sim. Catarina sempre fora mais amiga. Quando a mãe enchia-lhes os pratos obrigando-os a comer demais, os dois se olhavam piscando em cumplicidade e a mãe nem notava. Mas depois do choque no táxi e depois de se ajeitarem, não tinham o que falar - por que não chegavam logo à Estação?

— Não esqueci de nada, perguntou a mãe com voz resignada.

Catarina não queria mais fitá-la nem responder-lhe.

— Tome suas luvas! disse-lhe, recolhendo-as do chão.

— Ah! ah! minhas luvas! exclamava a mãe perplexa. Só se espiaram realmente quando as malas foram dispostas no trem, depois de trocados os beijos: a cabeça da mãe apareceu na janela.

Catarina viu então que sua mãe estava envelhecida e tinha os olhos brilhantes.

O trem não partia e ambas esperavam sem ter o que dizer. A mãe tirou o espelho da bolsa e examinou-se no seu chapéu novo, comprado no mesmo chapeleiro da filha. Olhava-se compondo um ar excessivamente severo onde não faltava alguma admiração por si mesma. A filha observava divertida. Ninguém mais pode te amar senão eu, pensou a mulher rindo pelos olhos; e o peso da responsabilidade deu-lhe à boca um gosto de sangue. Como se "mãe e filha" fosse vida e repugnância. Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso. A velha guardara o espelho na bolsa, e fitava-a sorrindo. O rosto usado e ainda bem esperto parecia esforçar-se por dar aos outros alguma impressão, da qual o chapéu faria parte. A campainha da Estação tocou de súbito, houve um movimento geral de ansiedade, várias pessoas correram pensando que o trem já partia: mamãe! disse a mulher. Catarina! disse a velha. Ambas se olhavam espantadas, a mala na cabeça de um carregador interrompeu-lhes a visão e um rapaz correndo segurou de passagem o braço de Catarina, deslocando-lhe a gola do vestido. Quando puderam ver-se de novo, Catarina estava sob a iminência de lhe perguntar se não esquecera de nada...

— ...não esqueci de nada? perguntou a mãe.

— Também a Catarina parecia que haviam esquecido de alguma coisa, e ambas se olhavam atônitas - porque se realmente haviam esquecido, agora era tarde demais. Uma mulher arrastava uma criança, a criança chorava, novamente a campainha da Estação soou... Mamãe, disse a mulher. Que coisa tinham esquecido de dizer uma a outra? e agora era tarde demais. Parecia-lhe que deveriam um dia ter dito assim: sou tua mãe, Catarina. E ela deveria ter respondido: e eu sou tua filha.

— Não vá pegar corrente de ar! gritou Catarina.

— Ora menina, sou lá criança, disse a mãe sem deixar porém de se preocupar com a própria aparência. A mão sardenta, um pouco trêmula, arranjava com delicadeza a aba do chapéu e Catarina teve subitamente vontade de lhe perguntar se fora feliz com seu pai:

— Dê lembranças a titia! gritou.

— Sim, sim!

— Mamãe, disse Catarina porque um longo apito se ouvira e no meio da fumaça as rodas já se moviam.

— Catarina! disse a velha de boca aberta e olhos espantados, e ao primeiro solavanco a filha viu-a levar as mãos ao chapéu: este caíra-lhe até o nariz, deixando aparecer apenas a nova dentadura. O trem já andava e Catarina acenava. O rosto da mãe desapareceu um instante e reapareceu já sem o chapéu, o coque dos cabelos desmanchado caindo em mechas brancas sobre os ombros como as de uma donzela - o rosto estava inclinado sem sorrir, talvez mesmo sem enxergar mais a filha distante.

No meio da fumaça Catarina começou a caminhar de volta, as sobrancelhas franzidas, e nos olhos a malícia dos estrábicos. Sem a companhia da mãe, recuperara o modo firme de caminhar: sozinha era mais fácil. Alguns homens a olhavam, ela era doce, um pouco pesada de corpo. Caminhava serena, moderna nos trajes, os cabelos curtos pintados de acaju. E de tal modo haviam-se disposto as coisas que o amor doloroso lhe pareceu a felicidade - tudo estava tão vivo e tenro ao redor, a rua suja, os velhos bondes, cascas de laranja - a força fluia e refluia no seu coração com pesada riqueza. Estava muito bonita neste momento, tão elegante; integrada na sua época e na cidade onde nascera como se a tivesse escolhido. Nos olhos vesgos qualquer pessoa adivinharia o gosto que essa mulher tinha pelas coisas do mundo. Espiava as pessoas com insistência, procurando fixar naquelas figuras mutáveis seu prazer ainda úmido de lágrimas pela mãe. Desviou-se dos carros, conseguiu aproximar-se do ônibus burlando a fila, espiando com ironia; nada impediria que essa pequena mulher que andava rolando os quadris subisse mais um degrau misterioso nos seus dias.

O elevador zumbia no calor da praia. Abriu a porta do apartamento enquanto se libertava do chapeuzinho com a outra mão; parecia disposta a usufruir da largueza do mundo inteiro, caminho aberto pela sua mãe que lhe ardia no peito. Antônio mal levantou os olhos do livro. A tarde de sábado sempre fora "sua", e, logo depois da partida de Severina, ele a retomava com prazer, junto à escrivaninha.

— "Ela" foi?

— Foi sim, respondeu Catarina empurrando a porta do quarto de seu filho. Ah, sim, lá estava o menino, pensou com alívio súbito. Seu filho. Magro e nervoso. Desde que se pusera de pé caminhara firme; mas quase aos quatro anos falava como se desconhecesse verbos: constatava as coisas com frieza, não as ligando entre si. Lá estava ele mexendo na toalha molhada, exato e distante. A mulher sentia um calor bom e gostaria de prender o menino para sempre a este momento; puxou-lhe a toalha das mãos em censura: este menino! Mas o menino olhava indiferente para o ar, comunicando-se consigo mesmo. Estava sempre distraído. Ninguém conseguira ainda chamar-lhe verdadeiramente a atenção. A mãe sacudia a toalha no ar e impedia com sua forma a visão do quarto: mamãe, disse o menino. Catarina voltou-se rápida. Era a primeira vez que ele dizia "mamãe" nesse tom e sem pedir nada. Fora mais que uma constatação: mamãe! A mulher continuou a sacudir a toalha com violência e perguntou-se a quem poderia contar o que sucedera, mas não encontrou ninguém que entendesse o que ela não pudesse explicar. Desamarrotou a toalha com vigor antes de pendurá-la para secar. Talvez pudesse contar, se mudasse a forma. Contaria que o filho dissera: mamãe, quem é Deus. Não, talvez: mamãe, menino quer Deus. Talvez. Só em símbolos a verdade caberia, só em símbolos é que a receberiam. Com os olhos sorrindo de sua mentira necessária, e sobretudo da própria tolice, fugindo de Severina, a mulher inesperadamente riu de fato para o menino, não só com os olhos: o corpo todo riu quebrado, quebrado um invólucro, e uma aspereza aparecendo como uma rouquidão. Feia, disse então o menino examinando-a.

— Vamos passear! respondeu corando e pegando-o pela mão.

Passou pela sala, sem parar avisou ao marido: vamos sair! e bateu a porta do apartamento.

Antônio mal teve tempo de levantar os olhos do livro - e com surpresa espiava a sala já vazia. Catarina! chamou, mas já se ouvia o ruído do elevador descendo. Aonde foram? perguntou-se inquieto, tossindo e assoando o nariz. Porque sábado era seu, mas ele queria que sua mulher e seu filho estivessem em casa enquanto ele tomava o seu sábado. Catarina! chamou aborrecido embora soubesse que ela não poderia mais ouvi-lo. Levantou-se, foi à janela e um segundo depois enxergou sua mulher e seu filho na calçada.

Os dois haviam parado, a mulher talvez decidindo o caminho a tomar. E de súbito pondo-se em marcha.

Por que andava ela tão forte, segurando a mão da criança? pela janela via sua mulher prendendo com força a mão da criança e caminhando depressa, com os olhos fixos adiante; e, mesmo sem ver, o homem adivinhava sua boca endurecida. A criança, não se sabia por que obscura compreensão, também olhava fixo para a frente, surpreendida e ingênua. Vistas de cima as duas figuras perdiam a perspectiva familiar, pareciam achatadas ao solo e mais escuras à luz do mar. Os cabelos da criança voavam...

O marido repetiu-se a pergunta que, mesmo sob a sua inocência de frase cotidiana, inquietou-o: aonde vão? Via preocupado que sua mulher guiava a criança e temia que neste momento em que ambos estavam fora de seu alcance ela transmitisse a seu filho... mas o quê? "Catarina", pensou, "Catarina, esta criança ainda é inocente!" Em que momento é que a mãe, apertando uma criança, dava-lhe esta prisão de amor que se abateria para sempre sobre o futuro homem. Mais tarde seu filho, já homem, sozinho, estaria de pé diante desta mesma janela, batendo dedos nesta vidraça; preso. Obrigado a responder a um morto. Quem saberia jamais em que momento a mãe transferia ao filho a herança. E com que sombrio prazer. Agora mãe e filho compreendendo-se dentro do mistério partilhado. Depois ninguém saberia de que negras raízes se alimenta a liberdade de um homem. "Catarina", pensou com cólera, "a criança é inocente!" Tinham porém desaparecido pela praia. O mistério partilhado.

"Mas e eu? e eu?" perguntou assustado. Os dois tinham ido embora sozinhos. E ele ficara. "Com o seu sábado." E sua gripe. No apartamento arrumado, onde "tudo corria bem". Quem sabe se sua mulher estava fugindo com o filho da sala de luz bem regulada, dos móveis bem escolhidos, das cortinas e dos quadros? fora isso o que ele lhe dera. Apartamento de um engenheiro. E sabia que se a mulher aproveitava da situação de um marido moço e cheio de futuro - deprezava-a também, com aqueles olhos sonsos, fugindo com seu filho nervoso e magro. O homem inquietou-se. Porque não poderia continuar a lhe dar senão: mais sucesso. E porque sabia que ela o ajudaria a consegui-lo e odiaria o que conseguissem. Assim era aquela calma mulher de trinta e dois anos que nunca falava propriamente, como se tivesse vivido sempre. As relações entre ambos eram tão tranqüilas. Às vezes ele procurava humilhá-la, entrava no quarto enquanto ela mudava de roupa porque sabia que ela detestava ser vista nua. Por que precisava humilhá-la? no entanto ele bem sabia que ela só seria de um homem enquanto fosse orgulhosa. Mas tinha se habituado a torna-la feminina deste modo: humilhava-a com ternura, e já agora ela sorria - sem rancor? Talvez de tudo isso tivessem nascido suas relações pacíficas, e aquelas conversas em voz tranqüila que faziam a atmosfera do lar para a criança. Ou esta se irritava às vezes? Às vezes o menino se irritava, batia os pés, gritava sob pesadelos. De onde nascera esta criaturinha vibrante, senão do que sua mulher e ele haviam cortado da vida diária. Viviam tão tranqüilos que, se se aproximava um momento de alegria, eles se olhavam rapidamente, quase irônicos, e os olhos de ambos diziam: não vamos gastá-lo, não vamos ridiculamente usá-lo. Como se tivessem vívido desde sempre.

Mas ele a olhara da janela, vira-a andar depressa de mãos dadas com o filho, e dissera-se: ela está tomando o momento de alegria - sozinha. Sentira-se frustrado porque há muito não poderia viver senão com ela. E ela conseguia tomar seus momentos - sozinha. Por exemplo, que fizera sua mulher entre o trem e o apartamento? não que a suspeitasse mas inquietava-se.

A última luz da tarde estava pesada e abatia-se com gravidade sobre os objetos. As areias estalavam secas. O dia inteiro estivera sob essa ameaça de irradiação. Que nesse momento, sem rebentar, embora, se ensurdecia cada vez mais e zumbia no elevador ininterrupto do edifício. Quando Catarina voltasse eles jantariam afastando as mariposas. O menino gritaria no primeiro sono, Catarina interromperia um momento o jantar... e o elevador não pararia por um instante sequer?! Não, o elevador não pararia um instante.

— "Depois do jantar iremos ao cinema", resolveu o homem. Porque depois do cinema seria enfim noite, e este dia se quebraria com as ondas nos rochedos do Arpoador.


fonte:
Texto extraído do livro "Laços de Família", Editora Rocco

Música pra sexta-feira



Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos.
Encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar.
Encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.

Chegada da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver, em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim.

Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes.
Vizinha de mim,
deixa ser meu o teu quintal,
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como foi.

Eu venho do nada
porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz.
Enrosca-te a mim,
vai desarmar a flor queimada,
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo, e o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar,
mas quero-te bem.

Encosta-te a mim

Encosta-te a mim

Quero-te bem.

Encosta-te a mim.


fonte:Euzinha

Play the piano




fonte: iLOVE

Esculturas de Gehard Demetz

Impressionante. Foi o que falei ao dar de cara com as esculturas de Gehard Demetz. Gehard nasceu em 1972, em Bolzano, na Itália, e atualmente, vive e trabalha em Val Gardena, região do Trentino-Alto Ádige, província de Bolzano.








O site dele, aqui.


fonte: FFFFOUND!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Decidida



Não digas ao que vens. Deixa-me
adivinhar pelo pó nos teus cabelos
que vento te mandou. É longe a
tua casa? Dou-te a minha: leio nos

teus olhos o cansaço do dia que te
venceu; e, no teu rosto, as sombras
contam-me o resto da viagem. Anda,

vem repousar os martírios da estrada
nas curvas do meu corpo - é um
destino sem dor e sem memória. Tens

sede? Sobra da tarde apenas uma
fatia de laranja - morde-a na minha
boca sem pedires. Não, não me digas
quem és nem ao que vens. Decido eu.


Maria do Rosário Pedreira
foto: Elena Platonova

Hey!




fonte: restart my heart

Musique

La version française du la musique bresilien... podem falar: tô metida! O filme é Un Homme Et Une Femme.




fonte:Euzinha

Heart



fonte:Ayrton Freire
foto:restart my heart


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Musiquinha





fonte:Euzinha

A China realmente mudou

O evento foi o Shangai Mode Lingerie.






fonte: UOL

Loving




fonte: in the midst of thinking

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Hey!

Hold me!



fonte: restart my heart

Pára de fumar, menina!

Deixar de fumar é chato, principalmente quando ele (o cigarro) já fazia o papel de amigo/muleta das horas difíceis e estressantes...



Alguém tem um cigarrinho aí?


fonte:FFFFOUND

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fácil



E pra quem não consegue... que tal começar a exercitar hoje?


fonte: iLOVE

Amodorro



Odeio esta fragilidade
Que me assalta, possui e,
Em que me amodorro sem ti.
Simultaneamente, amo-a.
Porque te amo e quero.
Porque sem ti desespero
E só a dor da ausência
Me preenche e sobra...



Luís Eusébio
foto: Alain Dussain

Posso contar uma história?

Voltei!




fonte:Ayrton Freire

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Se joga que hoje é sexta

Ou fique em casa...


Mas curta o momento...



Bom fim de semana


fonte:Euzinha

Nuvens hoje apresenta Elliot Smith




fonte:Euzinha

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Música pra hoje




fonte:Ayrton Freire

Boa quinta-feira




fonte:Ayrton Freire

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

E musiquinha?





fonte:Euzinha já volto...

Playing






fonte:dockera
continuo com pouco tempo... essa foi só pra causar um sorriso.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Tempo, tempo




Estou sem tempo e sem ele fico em dívida com as amigas e amigos nas minhas visitas diárias. Vou aparecer, prometo, mas preciso resolver umas coisinhas urgentes... já venho.



Música pra hoje



fonte:Ayrton Freire

Empate




fonte: i can read

Invisível





fonte: i can read

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Apaixonada...



Olhas nos olhos meus...

Sorris...
Falas...

Beijas a minha boca...

Tudo é um sonho, no entanto;...
... Pobre ilusão que exprime
somente o meu desejo imenso de ser tua!


Yde (Adelaide) Schloenbach Blumenschein
desconstruído por O'Sanji
foto: Owen O'Meara

E ao pé do ouvido: hoje é feriado, amem-se!



domingo, 11 de outubro de 2009

Air on the G String

Uma história






Essa música tem cerca de 200 anos. Acho que de alguma forma essas músicas nos ligam ao infinito, ao céu, nos ligam a toda a espiritualidade. E alguns homens foram colocados no mundo pra viabilizarem mesmo isso, nos apresentarem sons, melodias, por-nos em contato com as divindades. Não é à toa que essas músicas durarão para sempre, estarão presentes no eterno futuro da humanidade, despertando paixões e interpretações alucinantes e apaixonadas.

Aí surge um cara e interpreta assim:




Puro delírio, esse homem ligou-se às divindades e eles lhe permitiram vivenciar isso e a tecnologia permitiu que ele dividisse com cada um de nós. O que é maravilhoso é que não ficaremos por aqui, mais ainda está por vir, muita coisa tem para brotar daquele que foi enviado.

Aí aparece um menino coreano:




E surpreende mais uma vez. Põe de fato a música no ambiente eterno, maravilhando, fascinando, encantando...ligando-nos mais uma vez àqueles que olham por nós.

Aí dois gênios brasileiros...caetano Veloso e flavio venturini se inspiram nesse mago da música e nos presenteiam com isto:




Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu...
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você...

Meu amor..
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu...
Então...
Veio a certeza de amar você...


n.e.:Meu presente de aniversário, do meu namorado, que está longe. O amor dá nisso, coisas bonitas ditas através de música.


fonte: Ayrton Freire

Celebração!

Eeeeeeeeeeeeeeeee





Hoje convido às minhas amigas e aos meus amigos que dividem este espaço comigo pra celebrarem a vida comigo. E a todos os outros que não conheço e que pisarem este cantinho pela primeira vez, as portas (ou a página) está sempre aberta a mais um. É bem-vindo quem vier.







E musiquinha também não falta. Muse, pode ser? Let's dance!




Mas não se enganem... há duas de mim - arremessodepalavras.blogspot.com


sábado, 10 de outubro de 2009

Música pra sábado

Esta é pro James


Adoro! Difícil foi escolher uma, mas esta daí dancei muito.




Este post foi programado, obviamente eu não acordei às 6:00 da matina no sábado.
fonte:Euzinha

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dança comigo?

Bom fim de semana




I love his voice...


fonte:Euzinha

Today!



I need to go to Portugal...


fonte:restar my heart

Clouds



Everytime I see this, you can see a smile on my face...


fonte: restart my heart

Se joga que hoje é sexta!




fonte:Euzinha

Minhas amigas

Quando eu era pequena, acreditava no conceito de apenas
UMA melhor amiga para toda a vida.



Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra,
você encontrará o melhor em muitas amigas.



É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu homem.
É preciso outra amiga quando você está com problemas com sua mãe ou irmã.
Uma quando está se sentindo muito gorda, ou muito magra,
muito alta ou muito baixa...



Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, viajar, rir, ferir, chorar, meditar, brincar, ir ao cinema, ao teatro,
ir ao salão de beleza, se divertir na praia ou apenas ser você mesma.



Uma amiga dirá 'vamos rezar', uma outra 'vamos chorar',
outra 'vamos lutar', outra 'vamos fazer compras', outra 'vamos fugir',
outra 'vamos saltar de pára-quedas'...



Outra 'vamos numa vidente', ou 'vamos tomar um porre',
outra 'vamos paquerar', outra 'vamos para um SPA', ou...
'vamos abandonar tudo e dar a volta ao mundo numa grande aventura!!!'



Uma amiga entenderá às suas necessidades espirituais,
sempre saberá dar o melhor conselho e você sentirá
que é uma resposta divina...
Uma outra amiga entenderá a sua loucura por filmes, livros e DVD´s
uma outra a sua paixão por sapatos ou bolsas...



Uma outra por perfumes, jóias, velas ou incensos,
uma outra por cultura, aventuras e viagens...



Uma outra amiga entenderá seu desejo por chocolates,
outra por quadros, decoração, outra por música e dança...
Outra enviará uma resposta que você precisa por email,
outra estará com você fisicamente em seus períodos confusos,

outra estará a milhares de KM,
mas dará um jeitinho de se fazer presente...
Outra será seu anjo protetor e uma outra será como uma mãe.
Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida,
quer você a veja pessoalmente ou não, independente da ocasião,
quer seja o seu casamento, ou apenas uma segunda-feira chuvosa,
todas são suas melhores amigas e estarão presentes como puderem.



Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias...
Uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade...

Umas da academia, outras do clube, outras daquela viagem...
Algumas de antigos empregos, algumas da igreja ou da Yoga...
Outras da internet, outras amigas de suas amigas,
ex cunhadas, ex rivais, ex chefes ou ex colegas...
Pode ser até mesmo aquela escritora famosa que te ajuda
através de um bom livro ou de um programa na TV...

Em alguns dias uma "estranha" que acabou de conhecer

e em outros até mesmo sua filha ou neta.
Pode ser ainda sua irmã, cunhada, prima, tia, madrinha,
mãe, vó, bisa, vizinha...
Enfim, as possibilidades são infinitas!



Assim, podem ter sido 30 minutos ou 30 anos o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em nossas vidas,
elas sempre deixam um pouquinho delas dentro da gente!



Muito obrigada por fazer parte do círculo de mulheres maravilhosas
que eu tenho o prazer de conviver e que fizeram
e ainda fazem a diferença em minha vida.

Amo todas vocês, independente do nível de amizade
e com a intensidade que até mesmo a distância ou o tempo não diminuem!

E se precisar de mim,
saiba que estarei aqui!

"Ame todos os momentos, todos os dias,
de todas as formas e maneiras, de qualquer
jeito, em todo lugar, sem culpas, sem
pudores, sem preconceitos, sem tabus, sem vergonha.... Uauuuuu!!!

Mas Ame!!!"




fonte:recebido por email
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