segunda-feira, 18 de maio de 2009

Vertigem



Fui ao Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro, conferir a exposição Vertigem, de OSGEMEOS, e quase a perco porque minha mãe havia pedido para ir comigo e ela deixa tudo para "amanhã". Aproveitei que seria um passeio com direito à mais uma exposição, na Casa França-Brasil, do francês JR, e levei minha tia também.



Dá sempre orgulho visitar o CCBB, arquitetura estonteante, funcionários eficientes e um ascensorista hiper simpático que nos indicou a exposição de moedas no 4º andar, ótima, vale a pena conferir.



A exposição "Vertigem" - dos artistas grafiteiros, Gustavo e Otávio Pandolfo, OSGEMEOS -, estava distribuída por três salas e apesar de pequena, trabalhou as percepções de uma forma emocionante. Adoro o traço especial desses dois, único, um colorido que mexe com as nossas emoções. E começava assim, com cor e espanto logo na primeira sala. A exposição é alegre, basicamente pelas cores (característica do trabalho desses dois artistas), além de ter um lado marcante e comum no grafite, que é o da crítica social. As instalações trabalham outras sensações, a segunda que entramos apelava à interagirmos com instrumentos musicais, onde crianças faziam a festa, e não entendi porque os únicos adultos presentes éramos nós e os pais das crianças que se divertiam com os instrumentos. Só não fui pra bateria porque o garoto que lá estava, não dava conta de se levantar tão cedo.


E quase ia me esquecendo do impacto na entrada, onde estava a escultura "Cabeça", e outras de mãos, tudo lindo.



Mas o que me interessava mesmo estava na última sala, duas obras, numa delas, um cubo-cabeça chamado "Luminescence", onde você entra e encaixa a sua cabeça e tem uma visão infinita de si próprio, de todos os ângulos possíveis e imaginários, pelo espaço criado com espelhos e luz, quase um culto à imagem, um narcisismo sem limites, feminino.


Valeu a pena pra mim, mesmo conhecendo o trabalho deles, pela surpresa que tive do seu potencial artístico, e pra quem tinha uma idéia totalmente diferente do que é o grafite, como minha mãe e minha tia, bem... elas adoraram.



Pena que nunca é possível tirar fotos numa exposição (nem levei a camera, usei o celular), até porque se for permitido, o que vai ficar de gente na frente das obras... ficaria impossível admirar a exposição, mas consegui tirar uma dentro da última sala, me aproveitando da fila para ser encoberta pelo povo e sair do foco da funcionária/polícia repressora, até porque, não sou muito de seguir regras, só sigo aquelas que interferem no direito individual do outro, aí sigo, porque também gosto que respeitem o meu.




fonte:Euzinha

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