terça-feira, 26 de maio de 2009

Conhecer o proibido...

Como assim?




Que pena, nem foi emocionante, nenhum confronto tráfico/Bope... deve ter sido um tédio. E deve ser mesmo um tédio visitar o Corcovado, o Pão de Açúcar, os nossos museus, as praias mais lindas e distantes. Boring, boring.

Me poupe, eles foram lá a procura de quê? É óbvio que existem casinhas, onde habitam moradores que tentam levar uma vida normal sobressaltada pela violência. E não existem pobres onde eles moram, claro que não, por isso eles nunca viram um e é urgente e necessário subir uma favela pra ter contato com algum, tocar num bicho raro. Papinho besta da turistinha que não sabia disso, fala a verdade, criatura! Ela e outros queriam emoções fortes que infelizmente não aconteceram, o tal prazer mórbido de estar em cima do acontecimento quando acontece uma desgraça, tipo tiro pra tudo o que é lado com direito a sangue de alguns feridos. E aonde está a quebra de preconceito só por isso e agora, minha senhora? Se há anos existe assistência social nas favelas e ONGs criadas e mantidas por pessoas da classe média.

"Vamos ver o que vai acontecer.." Pois é, mané, não aconteceu...

E os turistas foram atrás de qual proibido, cara-pálida? O poder do tráfico deixar ou não subir a favela? Não deixa mesmo, só pode ir até onde eles deixam. Me poupe... Pior do que isso, só ver esses mesmos turistas passeando em jipes de empresas que levam o nome "Jungle Tour", um passeio "aventureiro" pelas ruas do Rio. Jipe pra quê? Cadê a lama e o terreno escorregadio e acidentado que exige o uso de um 4x4? A referência a vivermos numa selva me irrita profundamente e pior ainda vindo de brasileiros que denigrem a imagem da cidade só pra ganhar dinheiro.

Ó dó, isso não me causa orgulho algum. Ninguém percebe a crueldade por detrás disso.


fonte:UOL

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