quinta-feira, 3 de julho de 2008

Como salvar o seu casamento

Siga as regras, se tiver coragem


"Não se importe se sua mulher sair com outro homem. Desde que você, claro, conheça esse homem". Esse conselho tem 100 anos. Moderninho, não? Sua autora é a inglesa Blanche Ebbutt que, em 1913, lançou os best-sellers "Don'ts for Wives" e "Don'ts for Husbands" (A&C Black, Ltd), que numa tradução livre, seria algo como, "coisas que uma mulher não deve fazer" e "coisas que um marido não deve fazer". Isso eu li na revista Marie Claire desse mês e na hora achei que devia partilhar esse mimo com quem passa por aqui. O interessante foi que a revista selecionou as dicas mais engraçadas e ao lado das sugestões de 1913, escreveu sobre o que seria seu paralelo contemporâneo.

O que ele não devia fazer em 1913 e o que deve fazer em 2008

Ontem: Não fique falando sobre os dotes de dona de casa de sua mãe. Lembre-se de que sua mulher não é a sua mãe e pode ter outras qualidades.
Hoje: De preferência, não mencione sua mãe em nenhuma circunstância. Mas é bom lembrar que sua mulher não é sua mãe, apenas por segurança psicológica.

Ontem: Não sente à mesa vestido com uma camiseta sem mangas, tendo em vista que apenas sua mulher está presente. Lembre-se de que sua mulher é, acima de tudo, uma mulher e você deve ser elegante.
Hoje: Bem, aos gordinhos a regra se adapta. Evitem camisetas regata, ainda mais aquelas velhas e justas que você se recusa a jogar fora. Aos mais saradinhos, dependendo do dia, vale até sentar sem camiseta.

Ontem: Não se importe se sua mulher sair com outro homem, numa noite em que você não pode sair. Desde que você, claro, conheça esse outro homem.
Hoje: Uau! Excelente dica. Apenas um lembrete: conhecer esse outro homem não diz muita coisa hoje em dia. As regras da cordialidade foram às favas. Mas tá valendo.




O que você não devia fazer em 1913 e o que deve fazer em 2008


Ontem: Não espere que seu marido tenha virtudes femininas e masculinas. Até porque, dessa forma, ele roubará suas funções.
Hoje: Procure incansavelmente pelo lenhador-sensível, um homem que saiba fazer sexo animalesco, mas que também seja capaz de cozinhar um fettuccine à Alfredo para comer de joelhos. É raro, mas existe.

Ontem: Não julgue a masculinidade de seu marido por seus traços. Ser magro e pequeno não reflete a masculinidade.
Hoje: Magro, tudo bem. Mas, pequeno, ninguém merece.

Ontem: Não deixe seu marido intimidá-la, quando quiser manifestar uma opinião. Você tem o direito de se expressar.
Hoje: Vez por outra, lembre-se de deixar seu marido se expressar. Ele tem esse direito.

Ontem: Não saia de casa se você souber que seu marido está chegando do trabalho e você puder ser útil a ele de alguma forma.
Hoje: Não se prenda ao lar apenas porque seu marido vai chegar do trabalho cansado. Se tiver marcado um drink com amigas, vá. Seu marido vai abrir uma cerveja, empacotar no sofá daquele jeito nem um pouco sexy e ficar bem à vontade.

Ontem: Não esqueça de alimentá-lo. Muitas coisas dependem de uma boa digestão.
Hoje: Procure um homem que saiba cozinhar ou curta ficar na cozinha preparando, com você, um jantarzinho à dois. Já a boa digestão é regra que ainda vale: nada pior do que um homem que come como um ogro.

Ontem: Não dê conselhos a seu marido sobre assuntos em que você é mais ignorante do que ele.
Hoje:Tente fazer com que seu marido transcenda o mundo automotivo-futebolístico e se interesse, mesmo que levemente, por cinema, música e literatura. Um homem instruído é sempre melhor companhia.

Ontem: Não pense que existe algo que substitua o amor entre um homem e uma mulher. Respeito é uma boa base, mas respeito sem amor não vai dar muito longe.
Hoje: Não pense que existe algo que substitua o amor. Respeito é uma boa base, mas respeito sem amor não vai dar muito longe.


fonte: Revista Marie Claire

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