quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Liberdade



I
Pedra a pedra, tijolo a tijolo, palavra a palavra
Derrubo o meu muro de Berlim.
O meu muro de silêncios feito,
A raiva surda argamassa que mantinha seladas
Portas e janelas, esperanças e ilusões.
E visto de novo a esperança
Despindo as roupas velhas, sujas e enegrecidas
Que no passado vesti.
Reencontrando-me retomo o rumo
E o fio da vida.
Os amanhãs serão só meus,
E o futuro
Branco e livre
Como eu quiser!

II
Só o limite da página limita a minha liberdade,
Limita as palavras que escrevo,
Limita aquilo que quero,
Limita aquilo que sou.
Mais ninguém!
Se dura sou assim me fizeram,
A vida puta e canalha assim me tornou.
Quando caída, derrotada,
Sozinha me levantei.
Se amparo pedi recebi escárnio,
E a mão, sempre alguém a pisou.
Da vida não espero favores ou dádivas,
Que presentes envenenados
Ela sempre me ofertou.
Já de aço me revesti,
Já de ódio me vesti,
Para o resto da caminhada.
Espero as tempestades que se avizinham
Firme o corpo,
Os pés cravados no chão.
E ao vento solto o meu grito de desafio e de revolta:
De meu tenho este corpo, este querer,
Esta ânsia, esta vontade,
De rasgar trevas e quebrar amarras,
De me rasgar e abrir,
E saber-me e ser
Liberdade.


Encandescente
foto: Geoffroy Demarquet

O muro reinventado

Vanished Berlin Wall


Instalação inaugurada hoje, mostra o muro de Berlim com luzes e tecidos.



Um muro de Berlim fluorescente que se "materializa" ao ser iluminado por luzes azuis compõe uma instalação realizada pela artista coreana EunSook Lee diante do Portão de Brandenburgo, no mesmo local em que o verdadeiro muro que dividia a cidade foi erguido.



Batizada de "Vanished Berlin Wall" ("Muro de Berlim Desaparecido"), a obra será inaugurada esta noite e permanecerá em frente ao portão até o dia 9 de novembro, quando serão completados 18 anos da queda do Muro de Berlim.



O período de exibição da obra coincidirá por nove dias com a mostra do escultor colombiano Fernando Botero (de 25 de setembro a 25 de novembro), cuja peça de resistência é um gigantesco cavalo de bronze, "Horse 06", colocado diante do Portão de Brandenburgo.



A instalação é formada por 11 painéis com a mesma altura do muro original, revestidos por uma espécie de tecido transparente fluorescente, visível ao ser iluminado por lâmpadas de neon que emitem uma luz azul.



fonte: ANSA

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Cemitério em Buenos Aires é abrigo de gatinhos

Buenos Aires - Recoleta



Um dos bairros mais conhecidos internacionalmente, a Recoleta é imperdível, seja por seus cafés, bares, feira de artesanato ou até mesmo pela noite, dedicada ao público jovem. Imitando Paris, possui grandes áreas verdes e fachadas em estilo francês.



Apesar de ter perdido um pouco no setor de diversão para Porto Madero, o charmoso bairro ainda concentra algumas construções de época e uma das ruas mais caras do comércio portenho.



A feira de antiguidades, localizada na praça da Recoleta, é ponto de parada obrigatória.



E, mesmo que possa parecer mórbido, entrar no cemitério da Recoleta é uma atração, no mínimo, pitoresca. Lá estão enterradas as principais figuras da história argentina, entre elas, a talvez mais famosa, Eva Perón. Lá, estão personalidades enterradas de 1862 a 1930.



Há visitas guiadas que podem ser agendadas na frente do cemitério. Você pode entrar à toa no local, mas dificilmente vai encontrar os túmulos, pois o local é imenso. As visitas duram 90 minutos e custam 3 pesos, e acontecem sempre aos sábados e domingos, às 16h, com saída do portão principal do cemitério.



É lá que fica o Hard Rock Café argentino, com sua lojinha de camisetas, bonés e moletons famosos que circulam por aí.



O bairro também abriga o Museu Nacional de Belas Artes, recheado de novidades e instalações em sua volta, prédios e monumentos e a embaixada do Brasil.




fonte:Folha Online e UOL Bichos

Mar de Murano em S.Paulo

Mar de Vidros


Produzidas entre 1915 e 2000, a mostra traz um panorama das criações da Ilha de Murano


Duas mostras que giram em torno do universo decorativo e “do lar” estréiam esta semana no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Uma delas é a mostra “Casas do Brasil 2007”, no MCB, que debate a ocupação do espaço urbano e as moradias nas metrópoles. A outra é “Mar de vidros – Murano 1915-2000”, com peças que representam o melhor da vidraria italiana no século 20.



Na primeira, as atrações são fotos de moradias paulistanas, principalmente, mas que refletem o morar em grandes metrópoles de maneira geral. De barracos em locais inóspitos a projetos de prédios que refletem o sonho de consumo das classes mais abastadas, está tudo devidamente representado na exposição – que ocupará três das principais salas do MCB.



Já quem é fã dos vidros que fizeram famosa a ilha de Murano, não pode perder “Mar de Vidros”. A coleção de vasos e utilitários mostra como a arte vidreira conquistou status de arte decorativa com novas técnicas utilizadas por Ercole Barovier e outros grandes nomes do design italiano.






fonte:Casa da Chris

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Sinto soninho depois do almoço. E você, não?!

Concentração no trabalho 'cai no meio da tarde'


A grande maioria dos trabalhadores britânicos se desliga do trabalho no meio da tarde, depois de atingir o pico de produtividade às 10h30 da manhã, segundo uma pesquisa realizada pela empresa de direito trabalhista Peninsula.

O estudo entrevistou 2.736 pessoas que trabalham em escritórios na Grã-Bretanha, a maioria em horário comercial.

Entre os entrevistados, 82% disseram que trabalham melhor de manhã, enquanto 76% admitiram que por volta das 15h30 começam a pensar em outros assuntos.

"As pessoas nos disseram que perdem a concentração depois das 15h30 e começam a planejar o que vão fazer depois do trabalho, o que vão comer no jantar, para onde vão sair à noite, ou simplesmente passam o resto do dia navegando na internet", disse Alan Price, da Peninsula.

"Parece que os funcionários pensam que já fizeram quase tudo o que precisavam a essa hora e que podem se desligar (do trabalho). Infelizmente, isso pode ser frustrante para os chefes das empresas, porque eles pagam os empregados para que eles trabalhem um certo número de horas", afirmou Price.

A consultoria britânica diz que é difícil monitorar a produtividade dos funcionários durante a tarde, mas afirma que há medidas que podem ser tomadas para reduzir a falta de interesse pelo trabalho.

"É preciso pensar em introduzir metas que possam ser alcançadas e que permitam que o funcionário saia um pouco mais cedo como prêmio ou instituir um prêmio semanal por excelência no trabalho", sugeriu Price.

"Os empregadores também precisam garantir que os funcionários tenham intervalos para descansar ou sair um pouco do escritório, mesmo que por poucos minutos, para que eles não fiquem desinteressados ou preocupados com outros assuntos."


fonte:BBC Brasil

sábado, 27 de outubro de 2007

Órfã virtual, digital e tudo o mais

Quando o ato de comunicar é pouco


Depois dizem por aí, que só "quem não se comunica, se trumbica". Não é verdade! Me trumbiquei apesar de me comunicar.

Tudo começou na manhã catastrófica da passada quarta-feira, no dia em que uma chuva intermitente com um índice pluviométrico de 45 dias caiu num único dia na cidade do Rio de Janeiro, deixando seus moradores e não só, ilhados nos quatro cantos da cidade pelo deslizamento de parte da encosta do túnel Rebouças - aqui perto - além de deixar várias ruas alagadas. Já não era pouco.

Eram 5h30 da manhã e vi, para minha tristeza, o sinal do modem da minha banda larga, Vírtua, totalmente off. Desisti de ir à academia, pois o noticiário na rádio e na TV davam notícias catastróficas devido a chuva. Coloquei a trela no meu cãozinho que precisava fazer suas necessidades urgentes e levei-o, debaixo de chuva e com capa e gabardine (eu e ele, respectivamente) até debaixo de uma marquise para que ele tivesse o mínimo de privacidade nesse momento tão íntimo. Sasha (é o nome dele) é um cocker spaniel inglês, educadíssimo, que detesta fazer as suas necessidades básicas em casa. Hábitos adquiridos num Portugal mais ou menos tranqüilo, sem a violência carioca nas ruas. Então lá fomos nós, munidos de folhas de jornal e sacos plásticos porque ninguém merece escorregar em... bem, vocês sabem bem no quê.

Voltei, telefonei à NET (Vírtua) e começou o meu calvário que só terminou hoje às 12 horas e 38 minutos. Fui informada, na quarta-feira (prestem bem a atenção) de que o Rio de Janeiro, inteirinho, estava sem sinal de internet e me deram a previsão de voltar às 22hs. Não voltou. Tinha eu já o número da reclamação anotado e volto a telefonar. E lá estava eu, outra vez, a informar: código Net, nome do assinante, confirmar endereço e "em que posso ajudá-la?". Bem, estava triste, chateada por ter sido "enganada" quanto à previsão, quando sou informada que o caso era grave e a previsão havia sido estendida até a meia-noite. Novo número de reclamação anotado.

Dia seguinte, quinta-feira, para meu desespero, tudo continuava na mesma: o modem piscando sem parar e nenhum sinal de internet. Toca a telefonar de novo. Atendem. Código Net, nome do assinante, etc, "em que posso ajudá-la?". Dessa vez, já abatida, respondi: "não sei se você poderá me ajudar, mas..." e descrevi meu rosário de queixas do dia anterior. Nova previsão: 18hs. "Quer anotar o número do protocolo?". "Não!" respondi irritada, "já tenho números aqui que me bastam".

Não satisfeita, uns minutinhos antes das 18 horas, resolvi telefonar novamente. Caramba, previsão é o tempo máximo, é tipo data de validade, é para consertar até aquele horário, daí o nome PRE-VI-SÃO. Atenderam (eles atendem sempre, é verdade). As mesmas perguntas, desfio meu rosário de aborrecimento e o atendente, solícito, pede para eu desligar o modem da tomada que ele vai me mandar um sinal (bem haja!). Foi aí que me lembrei de um fato passado, eu era pequenininha... foi de darem uma xupeta num carro que papai tinha quando a bateria foi para o espaço. Na época, papai teve mais sorte, com meu modem não funcionou. A solução era enviar um técnico aqui em casa. Período da manhã ou da noite de sexta-feira, perguntou o atendente. Noite. Ok, das 18h às 22h.

É interessante como a gente não raciocina diante de um atendente do outro lado da linha quando estamos em desespero. Sexta-feira à noite, a chuva já tinha diminuído, é dia de balada. Viriam à minha casa, mesmo? Ah! Outro número de reclamação anotado. Otimista, ou esperançosa, ou desesperada, resolvi arriscar. Mas não adianta, o desconfiômetro fala mais alto. Cabreira, telefonei as 19 horas para confirmar. "Vai, sim!, O técnico chegará aí às 22hs. Algo em mim não acreditava naquelas palavras... Dei número de telefone aqui de casa mais o celular porque avisariam caso o técnico não viesse.

Já nessa altura me lembrei das palavras de um técnico de computador que tinha vindo aqui consertar meu PC e havia comentado que meu modem era "dos antigos". Comecei a acreditar que estava sendo totalmente enrolada e já desconfiava(coisa que não posso confirmar) que a pane no Rio de Janeiro havia sido um tremendo engôdo. Não deu outra, não vieram, nem telefonaram. E lá fui eu, não só desabafar novamente para outro atendente como também para ser enganada mais uma vez. Desta, o carro havia pifado, o técnico não viria, e então porquê, cargas d'água, não havia sido informada pelos telefones que havia deixado com o antendente anterior? - "erro nosso, senhora", disse o novo atendente - e tinha de marcar outra visita. Com muito favor, depois de pedir, consegui o primeiro horário de sábado: de 8h00 às 10h00.

Sábado. Acordei à força, as 7h30 e quando deu 8h10 telefonei de novo... Atenderam. Número código Net, nome disso e daquilo. Ele vem, mesmo? Perguntei. Não vai, respondeu-me a mocinha do outro lado da linha. Foi aí que o desespero tomou conta de mim. Disse cobras e lagartos à simpática atendente que numa paciência de Jó, tentava explicar-me a razão de todo o meu sofrimento. Muito simples. Haviam desmarcado (eles, da Net/Vírtua) todas as visitas à minha casa, porque havia uma visita agendada por eles, sem o meu conhecimento para dia 29, segunda-feira à tarde, para a troca do modem. Pooooooombas!!!!!!!! E como é que até hoje, eu ligo para aí e não me informam que era só isso? Dizia eu à amabilíssima atendente que não tinha culpa de nada e finalmente clareava o horizonte da minha vida virtual. Contei à ela, tintim por tintin da minha desventura, desabafei, disse o quanto me senti enganada pelos atendentes anteriores e a única solução era ela tentar me deixar com menos prejuízo. Ela iria, então, me incluir num encaixe de visita para este sábado. Caso não acontecesse, que eu tentasse novamente, mais tarde para uma outra tentativa num encaixe no domingo, caso contrário era só na segunda-feira e no período da tarde, estava marcadíssimo no terminal que ela tinha à sua frente.

Nada a fazer, bem mais calma já que finalmente haviam me dito a verdade depois de ter sido enrolada por tanta incompetência, agradeci e pedi desculpas por tanto desabafo. Ela me perdoou, ainda bem. E fui, então, curtir uma normal manhã de sábado, quando toca o meu celular com alguém da minha casa avisando que a Net havia telefonado e estariam na minha casa para trocar o modem a partir das 12hs. Rejubilei de felicidade. E tenho a certeza, que da última vez que telefonei, falei com meu anjo da guarda...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A Boa Nova: "Não resistam, chocólatras!"

Reprimir desejo por chocolate pode causar efeito reverso


Psicólogos britânicos descobriram que pessoas que reprimem o desejo por chocolate podem acabar comendo ainda mais quando resolvem ceder à vontade.

Uma equipe de estudiosos da Universidade de Hertfordshire analisou 130 voluntários, divididos em dois grupos.

Liderados pelo psicólogo James Erskine, os pesquisadores pediram aos participantes do primeiro grupo que reprimissem seus pensamentos sobre chocolate e aos do segundo, que os manifestassem em voz alta.

Em seguida, os estudiosos distribuíram chocolates para todos os voluntários e perceberam que os que haviam contido o desejo num primeiro momento comeram quase o dobro da quantidade consumida pelos que haviam falado abertamente sobre sua relação com o alimento.

Este comportamento foi observado especialmente entre as mulheres.

Efeito io-iô

Os psicólogos concluíram que conter o desejo de comer chocolate pode causar um efeito reverso, um fenômeno psicológico que ocorre quando nos dedicamos intensamente a um objetivo e obtemos o resultado exatamente contrário.

Os estudiosos disseram que o trabalho ajuda a explicar por que algumas mulheres são mais propensas ao efeito “iô-iô”, voltando a engordar depois de fazerem dieta rigorosa, em que cortam radicalmente vários alimentos.

“O pior que se pode fazer a uma pessoa que está de dieta é dizer para não pensar em chocolate. Nós devemos tentar diminuir o consumo do produto oferecendo alternativas, mas não impondo a abstinência”, disse James Erskine.

Erskine já realizou uma pesquisa similar entre fumantes que estavam tentando largar o vício e obteve resultados semelhantes.

O pesquisador está conduzindo agora um novo estudo para entender por que as mulheres foram mais vulneráveis ao efeito reverso.

“Este efeito parece ser pior entre pessoas que estão tentando suprimir alguma coisa que consideram como problemática", avalia Erskine.


n.r.: meu instinto é totalmente contra a abstinência, de uma maneira geral. E o meu mundo está salvo...Amém!

fonte:BBC Brasil

Espanha doa um milhão de euros para biblioteca em Sarajevo

A Espanha comprometeu-se nesta segunda-feira a financiar com um milhão de euros os trabalhos de reconstrução da biblioteca nacional de Sarajevo, emblema da capital bósnia e símbolo da destruição sofrida por essa cidade durante a guerra de 1992 a 1995.



O acordo de financiamento foi assinado em Sarajevo pelo ministro espanhol da Cultura, César Antonio Molina, o presidente em exercício bósnio, Zeljko Komsic, e o prefeito da capital, Semiha Borovac.

Os recursos espanhóis serão utilizados para a reconstrução da fachada do edifício construído em 1896, no tempo do império austro-húngaro, em estilo mourisco.



O teto e o átrio do prédio já foram reconstruídos com doações do governo austríaco e da União Européia.

Jóia da arquitetura austro-húngara do século XIX, a biblioteca foi destruída em agosto de 1992 pela artilharia das forças servo-bósnias, que sitiaram Sarajevo durante três anos e meio.

O custo total dos trabalhos de reconstrução do conjunto é estimado em 7,5 milhões de euros.


fonte:Agência AFP

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Panorama da Arte Brasileira - S.Paulo

Mostra do MAM-SP reúne novos artistas


Lucia Koch e Gabriel Acevedo Velarde

Gil Vicente

Cinthia Marcelle


Parque do Ibirapuera
Portão 3

Terça à Domingos e feriados - 10hs às 18hs - R$5,50
Grátis aos Domingos
De 20 de outubro até 6 de janeiro de 2008


fonte:Veja S.Paulo

quinta-feira, 18 de outubro de 2007


Un vestido y un amor


Te vi... juntabas margaritas del mantel
Ya se que te trate bastante mal,
no se si eras un angel o un rubi
O simplemente te vi.

Te vi, saliste entre la gente a saludar
Los astros se rieron otra vez, la llave de mandala se quebro
O simplemente te vi.

Todo lo que diga esta de mas,
las luces siempre encienden en el alma
y cuando me pierdo en la ciudad, vos ya sabes comprender
Es solo un rato no mas, tendria que llorar o salir a matar.
Te vi, te vi, te vi... yo no buscaba nadie y te vi.

Te vi... fumabas unos chinos en Madrid
Hay cosas que te ayudan a vivir
no hacias otra cosa que escribir
Y yo simplemente te vi.
Me fui... me voy, de vez en cuando a algun lugar
Ya se, no te hace gracia este pais...
Tenias un vestido y un amor...y yo simplemente te vi.

Todo lo que diga esta de mas,
las luces siempre encienden en el alma
y cuando me pierdo en la ciudad,
vosya sabes comprender... es solo un rato no mas,
tendria que llorar o salir a matar...
Te vi, te vi, te vi... Yo no buscaba nadie y te vi.


Fito Paez
foto: Jim Presley

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Distinções







Ainda há quem fale mal da internet, embora eu só enxergue aspectos positivos nessa utilíssima ferramenta. Através dela criei um blog e por meio dele construí amizades valiosas ao longo dos anos em que vou postando por aqui.

Através desse novo meio de comunicação pude me enriquecer culturalmente e manter o contato com o país que deu origem à minha família, Portugal, onde vivi por 10 anos e onde aprendi a amadurecer convivendo com pessoas de culturas diferentes da minha.

Os anos vão passando e além de solidificar amizades através da blogosfera vou encontrando novos amigos. E uma dessas amizades feitas na blogosfera e solidificada, é a que tenho pela Sininho, do blog "Ecos da Falésia", a Ana Maria Correa, de Lisboa - Portugal, que se auto-define, deliciosamente, como "Sininho: Fada de pequena estatura com alma de Capitão Gancho". Sempre achei essa definição de uma criatividade fantástica.

Pois bem, a Sininho nomeou este meu blog com o prêmio "Blog Solidário" porque ela pretende que meu ego se inflame esse ano com tantas nomeações que ela me confere. Além desse prêmio, essa danadinha criou e me conferiu também, o "Prêmio de Visitante". Agradeço mais uma vez, cresço alguns centímetros por conta do orgulho e nomeio outros 7 bloggers. Aí estão eles:

Sininho - Ecos da Falésia
O'Sanji - Plan(o)alto
Mike - Atrás de Um Olhar
Carlos - Beco dos Bytes
Eduardo - Inconsciente e-Coletivo
Luís - Viagens pelo Oeste
Fernando - Um Minuto

Os logos dos prêmios devem ser colocados na barra do blog. Desta vez acho que consigo. Ainda hoje os logos estarão lá se Deus quiser. Aliás, desde o novo template que criei para este Nuvens estou adiando consertar as besteira que fiz que o deixaram tão comprido e visualmente esquisito quando visitado através do Internet Explorer. Mas esse conserto é outra "mão-de-obra" que será adiada por mais uns mezitos.



Raízes lusitanas no Rio de Janeiro

Exposição que reconta história de Portugal dá início às comemorações dos 200 anos da vinda da família real


Romanos, cristãos, mulçumanos e judeus se sucederam, misturaram-se, conviveram harmoniosamente e também lutaram na Península Ibérica, contribuindo para o que é, hoje, o povo e a cultura de Portugal. Se por aqu só se costuma conhecer mais a fundo o país a partir dos Descobrimentos, quem foram os portugueses que aqui chegaram? Uma gente repleta, ela mesma, de origens, que se mostram a nós em "Lusa - A matriz portuguesa", a maior exposição do ano no Centro Cultural Banco do Brasil(CCBB), que já foi aberta ao público na passada sexta-feira, dia 12. A mostra inicia oficialmente as comemorações da chegada da família real portuguesa ao país, completados em março de 2008.

- O maior patrimônio que permanece é a consciência de que a cultura portuguesa, com uma profunda marcca clássica, evoloiu num diálogo constante com diferentes culturas pelas quais se deixou "contaminar" - afirma a arqueóloga Conceição Lopes.



Responsável pelas peças romanas, Conceição é uma entre nove pesquisadores portugueses que fazem a curadoria de cada um dos períodos históricos abordados na mostra, que ocupara´todo o CCBB. São 147 obras, 39 delas tesouros nacionais, que nunca haviam saído da Europa, como o guerreiro celta em granito, do século I a.C., pesando uma tonelada. Mas, mesmo sem a classificação "tesouro", há peças preciosas, como o bocal de poço islâmico - que, com uma estrela de Davi, mostra uma convivência pacífica entre as religiões.

- A tradição mediterrânea se assenta no intercâmbio comercial. As conquistas militares foram, nesse ambiente, uma normalidade - afirma o historiador e arqueólogo Cláudio Torres, responsável pelo período medieval islâmico. - O mercador alimenta e desenvolve contos com o diferente, simplesmente porque precisa ver nele um cliente, e não um inimigo. A civilização mediterrânea marcou, deste modo, uma forma de ser completamente diferente dos fenômenos de colonização posteriores.



Torres lembra que as cidades portuárias do Mediterrâneo, incluindo as da Península Ibérica, continham bairros próprios cristãos, judeus ou mulçumanos, que, mesmo hostis, mantinham a convivência, enquanto no norte europeu, onde dominava o pensamento cristão feudal, os diferentes eram expulsos ou massacrados. Sem a presença de grandes castelos ou monumentos árabes na região que depois formou Portugal, Torres reuniu para a exposição peças de arqueologia, muitas de cerâmica, sobretudo de Mértola, que, segundo ele, é hoje o mais importante centro de investigação da civilização islâmica de Portugal:
- Não temos Córdoba, Granada ou Sevilha, que durante a islamização foram importantes capitais. Mas, curiosamente, as influências na língua, na arquitetura, na vida cotidiana, na gastronomia, são consideráveis.



A língua que forma a pátria

Uma imensa cama com um mosquiteiro até o teto ocupa toda a rotunda do CCBB, apresentando ao visitante a exposição "Lusa - A matriz portuguesa". É um convite a deitar e, com um ouvido no colchão, escutar palavras de diversos dialetos, regionais e sociais, do Portugal contemporâneo. Não por acaso, "cama" é uma das palavras mais antigas do português, anterior aos romanos e, portanto, sobrevivente ao latim.

Esse é apenas um dos aspectos cenográficos da mostra, que tem ainda holografias dos curadores falando para os espectadores, trilha sonora nas salas e projeção de paisagens e arquitetura de Portugal em vídeos. A língua portuguesa não está só na cama, mas numa sala que a vincula ao comércio: são prateleiras com reproduções de manuscritos, sobretudo medievais, e potes contendo especiarias e produtos como argila, pólvora e pó de ferro, que eram comercializados e precisavam ser nomeados.

- A peça central é o manuscrito medieval português do Livro das Aves, que pertence à Biblioteca da Universidade de Brasília - conta o lingüista Ivo Castro, curador da sala. - Também são expostos produtos, geralmente da esfera alimentar, originários de Portugal ou trazidos para o Brasil pelos portugueses. Os nomes desses produtos pertencem a línguas de sociedades com as quais Portugal teve relações de comércio e fazem hoje parte, por isso, do patrimônio lingüístico do português brasileiro.


n.r.: O conhecimento que o Brasil tem de Portugal até o momento é bastante restrito. Sabe-se e fala-se da época do Descobrimento, dos negros de África que foram trazidos para o Brasil como mão de obra escrava e da aversão da rainha Carlota Joaquina, mulher de D.João VI e filha de Carlos IV de Espanha pelo calor desta terra brasilis. Finalmente chega ao Brasil uma exposição rica em cultura que trata das raízes lusitanas e da história genética do povo português, de onde vieram a virtude de sua força, bravura e valentia que o definem.


fonte:jornal O Globo, texto de Suzana Velasco.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007


Menos é mais...mais ou menos


Num passeio ao acaso... um encontro inesperado.
De soslaio... um olhar mais.

mais ou menos

Percebi que me sentiste.
Senti mais mas muito mais.
Menos dúvidas mais certezas.

menos e mais

No entanto, fugimos um do outro.

ainda mais

Sofremos muito mais.
Tudo.

demais

Porque não preferimos o menos?


Daniel Sant'Iago
foto: Geoffroy Demarquet

Hoje faço anos


terça-feira, 9 de outubro de 2007

Se você tiver a sorte de pegar um aviãozinho para Londres...

Exposição em Londres celebra cultura indígena do Brasil


Uma exposição com fotos de tribos que habitam na maior reserva indígena do Brasil, às margens do rio Xingu, será aberta nesta terça-feira na Embaixada do Brasil em Londres.



As imagens, da fotógrafa britânica Sue Cunningham, foram feitas durante a expedição Projeto Xingu: No Coração do Brasil, em que Sue e o marido, Patrick Cunningham, navegaram 2,5 mil quilômetros do rio em um barco pequeno.

"Com essa exposição eu quis mostrar a realidade dos povos indígenas no Brasil", disse Sue Cunningham à BBC. "Quis mostrar que eles existem, que têm uma cultura muito forte, que, sim, ainda dançam nus, cantam nus, estão em harmonia com a floresta, querem permanecer na floresta e querem que a gente os deixe em paz."



Cunningham nasceu na Inglaterra mas foi morar no Brasil aos 12 anos de idade. Ela explicou que estava cansada de ver imagens que mostram o índio como vítima.

"Eu quis mostrar o índio alegre, como ele é quando a gente dá um apoio para que ele permaneça na floresta", disse. "Afinal, são eles que sustentam a floresta. Se eles não estão na floresta, a motosserra vem, para plantar soja, para tirar madeira, vem o garimpeiro, o que for".

A exposição No Coração do Brasil inclui 80 fotos feitas em 48 aldeias e uma instalação.

Elas mostram vários momentos do cotidiano dos índios, entre eles, festivais comemorando o fim da estação chuvosa e funerais.

Cunningham disse que um outro objetivo importante do evento é alertar o mundo sobre os planos do governo brasileiro de construir hidrelétricas na região.

"Em todas as aldeias que visitei os índios me pediram, imploraram, que eu botasse a boca no mundo e falasse dessa ameaça. Eles estão apavorados e não querem que as hidrelétricas sejam construídas".

Há planos para a construção de duas grandes hidrelétricas - entre elas, a de Belo Monte, em Altamira - e de seis hidrelétricas menores, estas últimas, em cada uma das seis cabeceiras do Xingu.

"Algumas aldeias vão ser inundadas e outras vão ficar secas porque o rio vai ser desviado", disse Cunningham. "E muitos dos índios não caçam. Eles vivem da pesca. Só caçam em algumas ocasiões especiais e nunca indiscriminadamente".

O projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, previsto para começar em 2011, tem sido alvo de grande debate entre facções favoráveis e contrárias à obra.



A exposição No Coração do Brasil começa nesta terça-feira e continua até o dia 18 de outubro na Galeria 32, na embaixada do Brasil.

No último dia do evento, algumas das fotos serão leiloadas para fins beneficentes.

A expedição Projeto Xingu: No Coração do Brasil foi documentada semanalmente com matérias publicadas pela BBC Brasil entre os meses de abril e agosto.


fonte:BBC Brasil

Bueiros grafitados em S.Paulo

Projeto 6 e meia



Os moradores dos bairros paulistanos da Barra Funda, Bom Retiro e Santa Cecília, convivem diariamente com a decadência dos edifícios, a poluição visual e as calçadas maltratadas.



Acostumados a sempre olhar pra baixo para não tropeçar nos obstáculos criados pelo descaso, estes pedestres, há cerca de um ano e meio, passaram a notar também o trabalho dos grafiteiros Delafuente, 25 e SAO, 25, artistas moradores da Barra Funda que resolveram chamar a atenção para o destrato das vias públicas com pinturas em bueiros, postes, grades e tampas de ferro, em projeto batizado de 6 e Meia.



"O nome é uma referência aos ponteiros do relógio, que nesse horário, apontam juntos para baixo, e o que queremos é isso, que as pessoas olhem para o chão", explica Delafuente, que grafita com seu parceiro SAO desde a época do colégio.



Os trabalhos dos artistas, que já passam dos 50, são constantemente apagados pela manutenção da prefeitura, que de tempos em tempos pinta o meio-fio e os bueiros da região. "Mas muitos locais só foram recuperados depois que fizemos os grafites, eles passaram muitos anos abandonados e só foram notados depois das pinturas", diz Delafuente, engrossando o protesto de muitos grafiteiros de São Paulo contra a política de "limpeza seletiva" da atual administração paulistana.



Segundo o artista, "temos um grande projeto para grafitar uma rua inteira que está degradada, transformando seus elementos urbanos em bichos, árvores e plantas grafitadas, mas isso esbarra em uma burocracia tremenda dos órgãos públicos. É uma pena, pois São Paulo é um caos, e as pessoas acabam sendo modificadas pelo trânsito, stress e a poluição. Se ela faz isso com seus moradores, por que não podemos também modificar a cidade?"




fonte:UOL

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Cow Parade 2007 - Rio de Janeiro

As "Cowriocas" já chegaram


Elas já foram vistas em Nova York, Londres, Tóquio, Paris, São Paulo e muitas outras cidades do mundo. Em 2007 as coloridas vaquinhas da CowParade invadem a cidade maravilhosa. O evento que começou na Suíça em 1998 já foi visto por mais de 100 milhões de pessoas em pelo menos 37 cidades do mundo.



O maior evento de rua já feito no Brasil selecionou artistas cariocas interessados em colocar todo seu talento e criatividade, literalmente, no lombo de uma vaca. Eles transformaram esculturas de vacas de fibra de vidro em obras de arte que estão expostas pela cidade.



São 92 "cows" desenvolvidas por artistas plásticos, designers, arquitetos, estilistas, entre outros profissionais podem ser vistas pelas ruas da cidade do Rio de Janeiro até dia 26 de novembro.



No término da exposição as "vacas" serão leiloadas e a renda arrecadada será revertida para o projeto social Obra Social da Cidade do Rio de Janeiro. O leilão acontece no dia 11 de dezembro.












fonte: site CowParade
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