sexta-feira, 30 de março de 2007

Mostra comemora centenário de Mário Zanini


"Regata no Tietê" (1965), óleo sobre tela da Coleção Museu de Arte Brasileira - FAAP

Mesmo imortal como um dos artistas mais poderosos e referenciais do modernismo brasileiro, Mário Zanini ainda não foi amplamente descoberto. E mapear essa trajetória é o intuito da exposição "Mário Zanini - Territórios do Olhar", coordenada pela curadora Daisy Peccinini.


"Parati", óleo sobre tela de 1964


"Embora comemore os cem anos de nascimento do artista, com 150 obras elencadas, nosso intuito é de celebração e, sobretudo, de revelação", conta Peccinini. Dono de uma trajetória estilística plural (dominava diversos procedimentos, como a xilogravura) e de difícil definição - o que talvez tenha contribuído para a ocultação de sua arte -, Zanini conservava forte espírito urbano, fonte de inúmeras telas contempladas pela exposição.


"Paisagem da Represa de Santo Amaro", em Guarapiranga (SP), feito nos anos 40


Paulista de origem humilde, desenvolveu expressiva linguagem para paisagens, experimentando São Paulo por vários ângulos. "Era um artista que gostava de andar na rua. Ele evoca uma São Paulo mais bela e pacífica, dos rios como espaços limpos e democráticos, da comunhão entre o que o homem criou e o que Deus criou", destaca Peccinini.


Paisagem de trecho próximo à rua do Gasômetro, em São Paulo. Tela de 1942


"Mário Zanini - Territórios do Olhar"
» Onde:
FAAP - Sala Anne Penteado
R. Alagoas, 903, mezanino, Higienópolis, região central - S.Paulo
» Quando: Terça a sexta, das 10h às 20h
Sábado e domingo, 10h às 17h - Até 13/5
» Informações: tel.(11) 3662-7000


fonte:Folha Online

Fernando Botero mostra "A Dor dos Colombianos"

Mostra no Memorial da América Latina, em São Paulo



O artista plástico colombiano Fernando Botero sempre foi contrário ao uso da arte como meio ideológico. Para ele, "a grande pintura tem uma atitude positiva perante a vida". Mesmo com este discurso, o artista não conseguiu passar ao largo da extrema violência que assola o mundo e seu país natal.



A exposição "A Dor dos Colombianos", em cartaz a partir do dia 22 (quinta) no Memorial da América Latina, São Paulo, reúne 67 obras de Botero que retratam a violência na Colômbia, especialmente durante os anos 80 e 90, época do confronto aberto entre cartéis de drogas, paramilitares e o Exército. As obras revelam um contraste entre as figurações roliças e inocentes, características do artista, com cenas de cadáveres baleados e procissões de caixões.



"Em vista da magnitude do drama que vive a Colômbia, chegou o momento em que senti a obrigação moral de deixar um testemunho sobre um período tão irracional de nossa história", disse Botero em 2004, ao doar as obras da mostra para o Museu Nacional da Colômbia, em Bogotá, instituição detentora do acervo.

Não tardou muito para que o pintor, mais uma vez, utilizasse sua arte para testemunhar a respeito de atrocidades. Logo após a doação, ainda em 2004, outro fato chocou o mundo: a tortura de prisioneiros iraquianos pelas forças do Exército americano na prisão de Abu Ghraib, nos arredores de Bagdá, Iraque. Novamente, Botero voltou sua produção para a violência, e realizou uma série sobre o tema que chegou a ser exibida em Nova York no final de 2006, causando polêmica entre os norte-americanos.



A mostra "A Dor dos Colombianos" já passou por diversas cidades colombianas e por outras capitais da América do Sul como Quito, no Equador, Cidade do Panamá e Buenos Aires, na Argentina. Em São Paulo, fica em cartaz na Galeria Marta Traba, no Memorial da América Latina, até o dia 26/4.

"A Dor dos Colombianos"
» Quando:
de 22/3 a 26/4
» Onde: Galeria Marta Traba - Memorial da América Latina
Av. Mário de Andrade, 664 - Barra Funda, São Paulo-SP
» Informações: (11) 3823-4600)
» Quanto: Entrada franca


fonte:UOL

quarta-feira, 28 de março de 2007

A escolha por Salazar

O maior português de todos os tempos


No post de ontem dei aqui a notícia de um concurso que ocorreu em Portugal. Alguns amigos, por motivos óbvios não querem tocar no assunto e preferem - totalmente compreensível - ignorar a discussão.

Hoje, estava lá eu, novamente a ler meu jornal matinal quando comecei a ler a coluna do Elio Gaspari, que fala a respeito de outro dos concorrentes que ficou em 3º lugar na disputa, Aristides Sousa Mendes. Acho que é obrigatório falar sobre este grande português que teve um papel importante na Segunda Grande Guerra e é pouco conhecido, confesso que eu mesma desconhecia sua bravura e humanidade.


Nem Salazar, nem Cunhal. Viva Sousa Mendes


por Elio Gaspari

"Depois do espanto causado pela entrega do título de "Grande Português" à memória do ditador António de Oliveira Salazar (1889-1970), vem a estupefação: o segundo colocado foi o stanilista Álvaro Cunhal que dirigiu o Partido Comunista de 1961 a 1992. No mês dos 33 anos do renascimento da democracia no além-mar, 60% do eleitorado que participou na competição telefônica de uma emissora de televisão dividiram-se entre o que Portugal infelizmente foi e aquilo que felizmente não quis ser.
Mesmo assim, as coisas boas acontecem, e Aristides Sousa Mendes, foi o terceiro colocado, com 13% das preferências, contra 19% dadas a Cunhal.
A amostra foi pequena e viciada. Num país de 10 milhões de habitantes, os telefonemas válidos foram 160 mil. Nada a ver com os 55 milhões de chamadas do Big Brother brasileiro. De qualquer maneira, quando Luís de Camões fica em quinto lugar, com 4% dos votos, as coisas não vão bem. Contudo, é o poeta que ensina:
"Quem há que por fama não conhece
As obras singulares?"

Aristides Sousa Mendes e sua posição no certame são uma obra portuguesa singular. Conhecê-lo é uma dádiva. Ele nasceu em 1885, numa família católica da aristocracia. Passou pele Universidade de Coimbra e caiu na carreira diplomática. Rodou pela Guiana, Zanzibar, Porto Alegre, São Luís e Curitiba. Estava no consulado do porto francês de Bordeaux quando estourou a Segunda Guerra e chegou-lhe uma circular determinando que não se concedessem vistos a judeus.
A cidade transformou-se num corredor de saída para dezenas de milhares de refugiados impotentes, e Sousa Mendes distribuiu resmas de vistos em branco, assinados e carimbados. Calcula-se que tenham sido trinta mil, em poucos dias. Foi a maior operação de resgate conduzido por uma só pessoa durante o Holocausto. Ele recordaria: "Quantos suicídios e outros atos de desespero se produziam, quantos atos de loucura de que eu próprio fui testemunha?"
Salazar mandou dois funcionários trazê-lo de volta a Lisboa.
Sousa Mendes foi para Byonne e emitiu mais vistos. Quando a polícia da fronteira com a Espanha foi avisada para não honrar sua assinatura, escoltou judeus abrindo caminho com seu carro oficial. Chegou a empurrar portões. Levado a Lisboa, foi expulso do serviço público.
Perseguido pelo ditador, Sousa Mendes perdeu o patrimônio da família (a pecúnia, bem entendido, porque, em 1944, dois de seus 14 filhos saltaram sobre a Normandia com as tropas aliadas).
Nada permitia supor que aquele aristocrata monarquista cinqüentão agisse daquela forma. No seu encontro com a História, realizou a obra portuguesa singular.
Sousa Mendes morreu em 1954, doente e miserável. Alimentava-se em centros de caridade da colônia judaica. Seus bens foram leiloados e sua casa senhorial virou galinheiro. Nada se escreveu sobre ele, além do que se gravou na lápide: "Quem salva uma vida, salva o mundo."
Hoje ele é uma glória de Portugal e nome de praça em São Paulo. Tem busto em Bordeaux e parque em Montreal. Vinte árvores foram plantadas em sua memória na Floresta dos Mártires, em Jerusalém."

Sobre Aristides Sousa Mendes aqui.


fonte:jornal "O Globo"
fotos: Salesianos (Aristides Sousa Mendes) e Vidas Lusófonas (Rabino Kruger e Aristides Sousa Mendes)

Tem gato na arte

Gatos pintados como obras de arte viram moda


Um costume praticado no Oriente há séculos está se tornando moda entre os milionários ocidentais: a pintura artística em gatos.

Integrantes da alta sociedade, como o investidor americano Gordon Tate, pagam milhares de dólares para que artistas aclamados internacionalmente transformem seus bichos de estimação em objetos de design.

O novo tipo de arte - que usa pincéis especiais e tinta não tóxica para transformar os gatos - já tem estilos definidos, como o Classicismo Nouveau, o Neo-totemismo e o Avant Funk.



Mas a pintura dos felinos não é apenas usada para fins estéticos. Os defensores do movimento dizem que o novo costume promove uma melhor compreensão do papel dos gatos na sociedade.



Um centro terapêutico, por exemplo, usa os gatos pintados para ajudar na recuperação de mulheres depois de experiências traumáticas. Outra organização diz usar os animais para ajudar homens “a aprender a amar”.



As questões éticas e estéticas envolvidas na nova moda estão sendo exploradas no livro Why Paint Cats: The Ethics of Feline Aesthetics (Por que Pintar Gatos: A Ética da Estética Felina, em tradução livre), de Burton Silver e Heather Busch.



O estudo acadêmico usa entrevistas e fotografias para discutir o direito dos donos de reinventarem seus bichos de estimação em nome da arte.

n.r.: acho que o problema destes donos de gatos, é grave!


fonte:BBC Brasil

terça-feira, 27 de março de 2007


Grandes Expectativas


por Gwenyfar

Hoje não quero ser tomada por grandes expectativas. Quero seguir simplesmente, caminhando devagar, apreciando a paisagem, parando de vez em quando para apanhar uma flor ou ajeitar um ninho de passarinhos. Não preciso de muito para ser feliz. Basta viver de acordo com minha consciência, com o que Ele quer. Que eu continue a apreciar o fim de tarde, o sorriso de uma criança, o brilho das estrelas numa noite de verão.

Tantas são as belezas proporcionadas por este mundo, tanto para agradecer! E assim, simplesmente vou vivendo, buscando a Luz, tentando espalhar amor, colorindo algumas mui preciosas vidas com meu carinho e dedicação.

Amar , somente amar.


Borboletas ao luar
Claude Monet - "Mulher com Sombrinha, 1888"
[Pintor Francês, 1840-1926 - Impressionismo]

Que o brasileiro não tem memória política, todos sabem. Mas os portugueses?!

Salazar foi eleito o maior português de todos os tempos


Minha rotina diária consiste em ler o primeiro caderno do jornal "O Globo" - tenho assinatura - durante o café da manhã. E hoje me deparei com a seguinte manchete na primeira página, cujo título era o seguinte: Portugal: Salazar eleito sua maior personalidade. E assim seguia parte de um texto introdutório sobre a notícia e a indicação da página: Página 24, que a propósito foi mau indicada - coisa que anda se repetindo no jornal. A notícia está na página 25. Talvez tenham despedido o revisor. Faz falta! Enfim...

Chego então na notícia:

Salazar, o maior de todos os tempos em Portugal

Polêmica votação de TV coloca ditador à frente de Pessoa, Camões e Vasco da Gama

Eu acrescentaria Álvaro Cunhal ao subtítulo, me parece mais apropriado. O texto que se segue tem como fonte o jornal "O Globo" e "O Globo Online", além de memórias familiares.

O público da RTP - emissora estatal portuguesa - elegeu o ditador António de Oliveira Salazar como o "maior português de todos os tempos" por ampla margem de voto, enfurecendo muitos dos que se recordam de seu regime repressivo. Salazar foi escolhido por 41% dos espectadores, derrotando figuras da literatura, como Fernando Pessoa e Luís de Camões; nomes ligados às grandes navegações, como o infante Dom Henrique e Vasco da Gama; e estadistas, como o rei Afonso Henriques, Marquês de Pombal e o rei João II.

E não foi uma vitória apertada. A vitória do político, que comandou com mão-de-ferro o país entre 1933 e 1974, criou a polícia secreta Pide e fez de Portugal o país mais atrasado da Europa, provocou reações desesperadas de eleitores de outros “candidatos”. "Apenas masoquistas, imbecis ou loucos poderiam ter votado nesse carrasco como o maior português da história", escreveu um espectador no site do programa (www.rtp.pt). "Deixemos Salazar onde ele está: na lata de lixo da história." Outro espectador prometeu deixar o país, que é uma das democracias mais jovens da Europa ocidental, se Salazar vencesse o concurso.

Antonio Salazar foi o fundador de um regime autoritário de direita que controlou a vida econômica, social e cultural de Portugal entre 1933 e 1974, quando um golpe militar quase sem derramamento de sangue converteu Portugal numa democracia. Também é conhecido por ter dizimado violentamente a oposição. Na Segunda Grande Guerra, enquanto o povo português morria de fome, trens portugueses saíam do país abarrotados de comida para alimentar a tropa nazista. Álvaro Cunhal, um dos líderes comunistas mais pró-soviéticos da Europa ocidental e que se tornou uma força política importante após a queda do regime de Salazar, em 1974, recebeu apenas 19% dos votos.

Segundo a RTP, 160 mil telespectadores votaram no concruso, manifestado suas preferências. O programa foi um dos de maior audiência da RTP nos últimos anos. Mais de 2 mil nomes tinham sido incluídos na lista dos maiores portugueses, mas, em janeiro, uma lista de dez finalistas foi redigida com base nos votos dos espectadores.

Curiosamente, em segundo lugar ficou um dos adversários do ditador, o líder histórico do PCP (Partido Comunista Português) - falecido em 2005, aos 91 anos - Álvaro Cunhal, com 19,1%. Em terceiro, com 13%, ficou o diplomata Aristides de Sousa Mendes. Como cônsul em Bordéus, na França, em uma semana de junho de 1940 ele concedeu 30 mil vistos de entrada em Portugal para fugitivos dos nazistas, cerca de dez mil destes, judeus. A concessão de vistos para judeus havia sido proibida por Salazar, e Aristides foi demitido. Ao voltar a Portugal, foi impedido até de exercer a advocacia, morrendo na pobreza.

Em seguida ficaram, Afonso I (12,4%), Camões (4%), João II (3%), o Infante Dom Henrique (2,7%), Fernando Pessoa (2,4%), Marquês de Pombal(1,7%) e Vasco da Gama (0,7%).

Aproveitando o sucesso da RTP, o programa Eixo do Mal, da TV SIC, realizou uma votação semelhante, só que para eleger o "pior português de todos os tempos". Concorreram Dom Sebastião, rei que morreu numa cruzada africana fora de época e deixou o país sem herdeiro, provocando a posterior anexação pela Espanha; a irmã Lúcia, que alegava ter visto a Virgem Maria em Fátima em 1917; e até o cavalo do príncipe herdeiro Afonso, que caiu e matou o homem que herdaria também a coroa de Castela para Portugal. Mas o vencedor, com 39,1% dos votos, foi também Salazar.

n.r.: tudo o que sei sobre Salazar, além do que a história conta, ouvi da boca de familiares e amigos durante o tempo em que vivi em Portugal. Pessoas que vivenciaram a sociedade portuguesa antes do 25 de abril de 1974, quando finalmente e felizmente, Portugal se tornou um país democrata, graças a um dos concorrentes do programa da RTP, Álvaro Cunhal, o ex-primeiro ministro e ex-presidente de Portugal, Mário Soares entre outros. Fiquei triste, muito mais do que chocada e o que me intriga é quanto a votação para o pior português de todos os tempos, que alcancou a marca de 39,1% e justamente para Salazar. Onde vocês estavam quando da votação para o "maior português de todos os tempos"?

Longe de mim tentar culpar todo o povo português pela má escolha. Nós aqui estamos vivendo o segundo mandato do PT depois de terem sido encontradas inúmeras provas de corrupção do partido e de partidos coligados ao governo no mandanto anterior. Eu só queria entender o que anda acontecendo na cabeça das pessoas...


cortejo funerário no enterro de Álvaro Cunhal em 2005

Sobre Álvaro Cunhal aqui.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Ursinho Knut será o garoto-propaganda da ONU

Ativistas pediram sacrifício de filhote de urso "mimado"


Como a triste história de Knut começou


Um fofo ursinho, batizado de Knut, nasceu no zoológico de Berlim há alguns meses, tendo sido rejeitado por sua mãe logo depois do nascimento, Knut teve que ser alimentado com mamadeira pelos funcionários do zoológico, o que provocou a ira de ativistas ecológicos alemães, preocupados com o desenvolvimento do animal.

A polêmica teve início quando estes ativistas de direitos dos animais na Alemanha passaram a exigir que o filhotinho de urso polar fosse sacrificado por estar "acostumado demais com seres humanos". O que levou toda a população alemã se mobilizar a favor do ursinho foi a declaração do ativista alemão de direitos dos animais Frank Albrecht, "a criação por seres humanos é ilegal e desrespeita a lei de proteção aos animais", disse ele. E ainda acrescentou que o urso teria problemas de comportamento durante toda a sua vida.

Final Feliz


O Ministério do Meio Ambiente da Alemanha anunciou que Knut, o popular filhote de urso polar do zoológico de Berlim, vai ser o "garoto-propaganda" de uma conferência da ONU sobre a proteção das espécies no ano que vem. A conferência mundial das Nações Unidas sobre a diversidade biológica deverá ocorrer na cidade de Bonn, em maio de 2008, e está sendo organizada pelo governo alemão.

O ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, confirmou que Knut será o mascote da conferência internacional. "Isso faz sentido, já que a popularidade do ursinho desperta interesse pelos ursos polares, uma espécie que tem seu meio ambiente ameaçado", disse Gabriel.

Durante o evento, que contou com a presença de mais de cem jornalistas de todo o mundo, Sigmar Gabriel disse que o urso era "um doce", mas acrescentou que, daqui a um ano, na época da conferência, não voltaria a entrar na sua jaula, no entanto, prometeu pagar um "cachê" pelo uso da imagem de Knut em forma de uma doação ao zoológico.

Knut, que foi rejeitado pela mãe depois do nascimento, é o primeiro filhote de urso polar que nasce no zoológico de Berlim em mais de 30 anos. Ele ganhou um programa próprio na televisão alemã e ficou ainda mais famoso quando ativistas ecológicos disseram que seria melhor sacrificá-lo a deixá-lo ser criado por humanos.

Hoje Knut está com quatro meses e 9 quilos. Segundo o veterinário do zoológico, Andre Schuele, não existe preocupação com o futuro do Knut. "Sendo um macho, ele vai crescer e ficar grande e forte. Os ursos polares são animais solitários, e ele ficará bem. Não importa que tenha sido criado por um ser humano - disse.

Knut, nascido em dezembro, foi rejeitado por sua mãe, Tosca. O funcionário do zoológico se mudou para dentro da jaula do filhote a fim de cuidar dele 24 horas por dia.

"Sempre há algo de especial em criar um bebê de urso polar dentro de uma jaula. E, no caso do Knut, o medo de que ele pudesse morrer acabou alimentando a solidariedade das pessoas", afirmou Ragnar Kuehne, funcionário do zoológico. Os dias de celebridade não acabarão tão cedo para o ursinho. Gabriel disse que Knut será usado como símbolo da próxima conferência mundial sobre a proteção das espécies, que vai ser realizado em Bonn.

"Há poucos animais que simbolizam tão bem as conseqüências da mudança climática como o urso polar, pois sem gelo deixará de haver ursos polares", afirmou Gabriel, acrescentando que a espécie começa a ter problemas para encontrar alimento devido ao processo de degelo que está em marcha nos pólos.


n.r.: juro que durante um tempo fiquei confusa quanto ao significado de "preservar a espécie" e "salvar de extinção". Ainda bem que passou...


fonte:Portal Estadão, O Globo Online

Esquadros


Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome.
Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores.
Passeio pelo escuro, eu presto muita atenção no que meu irmão ouve.
E como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma capsula protetora.
Ai eu quero chegar antes, pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus.
E u ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone.
E vendo doer a fome nos meninos que têm fome.

Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela.
Quem é ela? Quem é ela? Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle.

Eu ando pelo mundo, e os automóveis correm para quê?
As crianças correm para onde?
Transito entre dois lados, de um lado eu gosto de opostos.
Exponho meu modo, me mostro, eu canto para quem?

Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela.
Quem é ela? Quem é ela? Tudo enquadrado, remoto controle.

Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço.
Meu amor, cadê você? Eu acordei, não tem ninguém ao lado.

Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela.
Quem é ela? Quem é ela? Tudo enquadrado, remoto controle.



Adriana Calcanhoto
Aldemir Martins - "O Flautista"

domingo, 25 de março de 2007

16th Internacional Electronic Art Festival - Videobrasil

Estão abertas as inscrições



Estão abertas até 20/4 as inscrições gratuitas, de obras para a mostra competitiva da 16ª edição do Festival Videobrasil, que estará em cartaz de 1 a 25/10 no Sesc Avenida Paulista, em São Paulo.

Serão aceitos trabalhos produzidos a partir de maio de 2005, por artistas nascidos nos países da América Latina, Caribe, África, Sudeste Asiático, Leste Europeu, Oriente Médio e Oceania, e que sejam inéditos em exibições no Estado de São Paulo. As obras selecionadas para a mostra competitiva serão divulgadas em julho.

As obras premiadas integrarão um dos três segmentos da mostra competitiva "Panoramas do Sul" do Festival (Investigações Contemporâneas, Novos Vetores e Estado da Arte) e serão incluídas no programa "Itinerância Videobrasil 2008/2009", que promove exibições de videoarte no Brasil e exterior. Outras obras selecionadas poderão ser incluídas no mesmo programa, a critério da curadoria.

A ficha de inscrição e o regulamento da mostra estão disponíveis no site oficial do evento.


fonte:UOL

sexta-feira, 23 de março de 2007

Tradução polêmica

Papa quis dizer "praga", confirma bispo


O quiprocó continua. Afinal o Sumo Pontífice não disse o que disseram o que ele havia dito, mesmo que ele tenha tido a intenção de dizer aquilo que não falou. Vamos entender!

Segundo D. Romer, do Pontifício Conselho para a Família, esclarece que papa usou o termo para definir união de divorciados. “É praga mesmo, é isso que o santo padre quis dizer, pois ele é muito cuidadoso na escolha das palavras”, esclareceu ao Estado, na edição desta terça-feira, 20, o bispo d. Karl Josef Romer, secretário do Pontifício Conselho para a Família, órgão da Cúria Romana presidido pelo cardeal colombiano Alfonso López Trujillo, um dos nomes mais influentes do Vaticano.

D. Romer, um suíço que foi auxiliar do cardeal d. Eugenio Sales na Arquidiocese do Rio antes de ser transferido para Roma, observou que "o importante é saber que a palavra praga, usada pelo papa, não se refere à pessoa, mas à fragilidade do casamento, que hoje parece menos sólido, como se pudesse ser desfeito depois de algum tempo".

A praga social à qual se referiu Bento XVI, acrescentou o secretário do Pontifício Conselho para a Família, deve ser entendida como uma doença contagiosa ou um tecido social doente que afeta não apenas o homem e a mulher que se separam e partem para um segundo casamento, mas toda a família e, principalmente, os filhos.

“Ninguém pode garantir que, se o primeiro casamento não deu certo, a segunda união vá ser melhor, o que, no entanto, pode acontecer”, disse d. Romer, lamentando que muitos católicos pensam que isso seja normal. “Tanto que fazem isso com facilidade, o que significa um desafio pastoral para a Igreja”, acrescentou o bispo.

.....


A polêmica começou quando o papa Bento XVI afirmou na exortação apostólica Sacramentum Caritatis (Sacramento da Caridade), publicado na semana passada, que a segunda união de pessoas divorciadas é “uma verdadeira praga do ambiente social”. O termo "praga" traduzido pelo Vaticano escrito em latim, como indica o título tirado das primeiras palavras do texto, a exortação apostólica Sacramentum Caritatis usa no original a palavra plaga, traduzida pelo Vaticano por praga em português, piaga em italiano, plaga em espanhol, plage em alemão, plaie em francês, plag em polonês e scourge em inglês.

Em todas essas línguas, a palavra significa não apenas praga ou flagelo, mas também ferida ou chaga (que, aliás, vem de plaga em latim).

Endereçada a toda a Igreja - aos bispos, padres, religiosos e religiosas, diáconos e leigos, conforme consta da introdução -, a exortação apostólica é um documento assinado pelo papa que reafirma a doutrina católica e traz orientações para todos os fiéis.

Para d. Joaquim Justino Carreira, coordenador da Pastoral Familiar na Arquidiocese de São Paulo, a polêmica criada pelo texto de Bento XVI foi exagerada e amplificada pela mídia. “O povo entendeu como se o papa tivesse rogado uma praga e não foi nada disso”, diz. O bispo explica que a palavra praga pode ser “chocante”, mas “Bento XVI condenou o pecado e não o pecador”.

.....


A polêmica afirmação de Bento XVI sobre a segunda união de pessoas divorciadas não parece causar preocupação no meio religioso. “Pelo que li do documento, não tem nada de polêmico”, diz o padre Renato Cangianeli, da Catedral da Sé, em São Paulo. Por enquanto, nenhum fiel lhe questionou sobre o teor do documento - se o termo usado é "praga" ou "chaga" - ou sobre a controversa afirmação.

Para o padre Luiz Spolti, da Igreja Nossa Senhora Aparecida, em Moema, a afirmação soou mal, mas a culpa é do exagero da mídia. “Os meios de comunicação, às vezes, se apegam a afirmações fora do contexto.” A maioria das 13 igrejas procuradas pelo Estado nem tocou no assunto em missas do fim de semana.

n.r.: está aqui retificada a tradução da palavra, mas mantem-se a sua própria intenção. Posso afirmar que não passou pela minha cabeça, diferentemente do que pensou a maioria dos fiéis - como declaração no texto - que havia sido rogada uma praga contra os casais que haviam contraído o segundo matrimônio, mas sim de o Papa considerar a dissolução do casamento e um outro matrimônio uma praga, e não estava enganada, segundo a declaração de D. Romer. Mas a polêmica pode ter fim, porque queira a Igreja ou não, as pessoas continuarão em busca de sua felicidade pessoal, e entre vários aspectos relativos à ela, o de manterem um casamento até que a morte os separe ou não. A felicidade é individual e todo ser humano tem direito à ela. Os Papas morrem, são substituídos, mas o amor transcende o querer dos homens, pobres mortais.


fonte:Portal Estadão
foto: Emblema do Estado do Vaticano

quarta-feira, 21 de março de 2007


Reflexão


Há certas almas
como as borboletas,
cuja fragilidade de asas
não resiste ao mais leve contato,
que deixam ficar pedaços
pelos dedos que as tocam.


Em seu vôo de ideal,
deslumbram olhos,
atraem as vistas:
perseguem-nas,
alcançam-nas,
detem-nas,
mas, quase sempre,
por saciedade
ou piedade,
libertam-nas outra vez.


Ela, porém, não voam como dantes,
ficam vazias de si mesmas,
cheias de desalento...


Almas e borboletas,
não fosse a tentação das cousas rasas;
- o amor de néctar,
- o néctar do amor,
e pairaríamos nos cimos
seduzindo do alto,
admirando de longe!...Há certas almas
como as borboletas,
cuja fragilidade de asas
não resiste ao mais leve contato,
que deixam ficar pedaços
pelos dedos que as tocam.


Em seu vôo de ideal,
deslumbram olhos,
atraem as vistas:
perseguem-nas,
alcançam-nas,
detem-nas,
mas, quase sempre,
por saciedade
ou piedade,
libertam-nas outra vez.


Ela, porém, não voam como dantes,
ficam vazias de si mesmas,
cheias de desalento...


Almas e borboletas,
não fosse a tentação das cousas rasas;
- o amor de néctar,
- o néctar do amor,
e pairaríamos nos cimos
seduzindo do alto,
admirando de longe!...


Gilka Machado
Jean Broc - "The Death of Hyacinth, 1801"
[pintor francês, 1771-1850]

Descobrimentos portugueses

Mapa prova que portugueses descobriram a Austrália


Uma carta náutica do século 16 que está em uma biblioteca de Los Angeles prova que os aventureiros portugueses, não os britânicos nem holandeses, foram os primeiros europeus a descobrir a Austrália, diz um novo livro que detalha a descoberta secreta do continente australiano.

O livro "Beyond Capricorn" (Além de Capricórnio) diz que o mapa, que marca locais geográficos de forma acurada em português ao longo da costa leste da Austrália, prova que o navegante português Christopher de Mendonça liderou uma frota de quatro navios até a Baía de Botany em 1522 -- quase 250 anos antes da chegada do capitão britânico James Cook.

O autor, o australiano Peter Trickett, disse que quando viu o pequeno mapa reconheceu todas as baías e cabos da Baía de Botany em Sydney -- o local onde Cook reivindicou a Austrália para a Grã-Bretanha em 1770.

"(O mapa) era tão certeiro que eu pude desenhar nele as modernas pistas de aeroporto, nos lugares apropriados, sem nenhum problema", disse Trickett à Reuters na quarta-feira. Trickett disse que se deparou com uma cópia do mapa enquanto folheava livros em uma livraria de Canberra há oito anos. Ele disse que a livraria tinha uma reprodução do Atlas Vallard, uma coleção de 15 mapas feitos à mão completados até 1545 na França. Os mapas representavam o mundo como ele era conhecido na época.

Dois dos mapas chamados "Terra Java" tinham uma similaridade notável com a costa leste australiana. "Havia algo familiar neles, mas havia algo errado -- era um quebra-cabeça. Como conseguiram ter todos esses lugares com nomes portugueses?", disse Trickett.

Ele pensou que os cartógrafos haviam feito os mapas de Vallard alinhando erradamente dois mapas portugueses dos quais copiavam. É aceito que cartógrafos franceses tenham usado mapas adquiridos ilegalmente de Portugal e de embarcações portuguesas que foram capturadas, disse o autor. "Os mapas originais teriam sido desenhados em pergaminhos feitos de animais, normalmente pele de carneiro ou cabra, de tamanho limitado. Para uma costa do tamanho do leste da Austrália, de 3.500 km, seriam 3 a 4 mapas", explicou ele.

"O cartógrafo de Vallard juntou esses mapas como um quebra-cabeças. Sem marcações de bússolas claras é possível juntar o mapa sul de duas maneiras diferentes. Minha teoria é que ele foi combinado de maneira errada".

Usando um computador, Trickett fez uma rotação de 90 graus da parte sul do mapa de Vallard para produzir um mapa que representa acuradamente a costa leste da Austrália. "Eles forneceram provas notáveis de que navios portugueses fizeram essas viagens corajosas de descoberta no início do ano 1520, apenas alguns anos depois de eles terem navegado o norte da Austrália para chegar às Ilhas Spice -- as Moluccas. Isso foi um século antes dos holandeses e 250 anos antes do capitão Cook", disse.

Trickett acredita que os mapas originais foram feitos por Mendonça, que saiu de Portugal com quatro navios em uma missão secreta para descobrir a "Ilha do Ouro" de Marco Pólo, no sul de Java. A descoberta de Mendonça foi mantida em segredo para evitar que outras potências européias da época chegassem à nova terra, disse Trickett, que acredita que sua teoria é apoiada por descobertas de artefatos portugueses do século 16 nas costas australianas e neozelandesas.


fonte: Reuters

terça-feira, 20 de março de 2007

Skywalk no Canyon

Ponte de vidro é construída no Grand Canyon


Uma ponte com piso de vidro, em forma de ferradura, vai permitir que visitantes "passeiem pelo céu" do Grand Canyon, no Arizona, Estados Unidos, e admirem uma paisagem que, até hoje, era privilégio exclusivo dos pássaros.

A atração, batizada de Skywalk (caminhada no céu, em tradução literal), ficará suspensa mais de 1,6 km acima da base do Canyon e se projetará cerca de 21 metros da borda do precipício.

A obra, de arquitetura ousada, tem inauguração programada para 28 de março, mas já está provocando protestos de ambientalistas, incomodados com uma construção que altera o que é para muitos americanos um monumento sagrado. A iniciativa para a construção da ponte partiu da tribo Hualapai, dona do local, no lado oeste do Grand Canyon. Os índios argumentam que o turismo trará desenvolvimento econômico para a região.

Com cerca de 2 mil índios, a comunidade Hualapai sofre com um alto índice de desemprego (cerca de 50%), consumo de drogas e alcoolismo. A nova atração, que vai custar US$ 40 milhões, fica a vários quilômetros de distância do Parque Nacional do Grand Canyon. Segundo os índios, ela representa uma ótima opção para os turistas, que, no momento, só podem admirar as belezas do Grand Canyon no parque, que está sempre lotado.

Se a atração trouxer o número esperado de visitantes, os Hualapai planejam construir hotéis, restaurantes e até um campo de golfe no local. Os ingressos para visitantes custarão US$ 25, cerca de R$ 53, por pessoa.


fonte:BBC Brasil

segunda-feira, 19 de março de 2007

My name is Bond, James Bond!

Sean Connery quer se despedir das telas fazendo o pai de James Bond


O ator britânico Sean Connery, 76, quer interpretar o pai de James Bond no próximo filme do agente para, em seguida, se aposentar defitivamente das telas de cinema.

Connery, que não atua em um filme desde "A Liga dos Cavaleiros Extraordinários", de 2003, comentou que gostaria de fechar a sua carreira cinematográfica interpretando o pai de Bond, mas só se os produtores da série oferecessem um alto cachê.

"Agora estou tirando férias de atuar. Pode-se até dizer que estou aposentado. A única maneira de voltar ao cinema e me despedir para sempre seria com um papel importante, uma oferta que não poderia recusar", disse o ex-James Bond. "Se tivesse um bom papel para mim em algum filme do Bond, claro que eu aceitaria".

Esclareceu também que nunca mais voltaria como o agente 007. "Se o papel estivesse bem escrito, poderia voltar como o pai de James Bond, mas custaria muito aos produtores. Defitivamente, eles teriam que desembolsar muito dinheiro", revelou Connery.

O ator admitiu que deixou de protagonizar a saga devido ao uso crescente de equipamentos tecnológicos nos sets de filmagens e ao "salário decepcionante". "Eu me decepcionei cada vez mais com as engenhocas de ficção científica , como o sapato envenenado de 'Moscou Contra 007'", concluiu.

n.r.: eu a-do-ra-ri-a!!!


fonte:Ansa

Candido Portinari e Mário Gruber no Rio de Janeiro

Desenhos - Candido Portinari
Até 20 de maio


O Centro Cultural do Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro abre no mês de março duas exposições: Desenhos - Candido Portinari e Gravuras - Mário Gruber, 80 anos. A primeira reúne 16 desenhos de Candido Portinari (1903-1962) pertencentes à Coleção Unibanco-IMS. Entre as obras selecionadas, há croquis e esboços de ilustrações para romances e desenhos realizados durante sua viagem por Israel. Outro destaque é uma série de estudos para murais e painéis realizados pelo artista nascido em Brodósqui (SP). Os visitantes poderão conferir, por exemplo, um detalhe do mural inaugurado em 1941 na Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso, em Washington, e o croqui de um dos personagens dos painéis Guerra e paz, doados à sede da ONU, em Nova York.



Gravuras - Mário Gruber, 80 anos
Até 20 de maio


A segunda exposição reúne trabalhos do gravador e pintor paulista Mário Gruber, selecionados entre o conjunto de mais de uma centena de gravuras pertencentes à Coleção Unibanco-IMS. A mostra cobre um período de 50 anos de sua carreira, que começa em meados da década de 1940 e chega até os anos 90, e homenageia, também, os seus 80 anos, que se completam em 31 de maio.




fonte:Instituto Moreira Salles

sexta-feira, 16 de março de 2007

Goya nos 60 anos do Masp

Exposição reune 218 gravuras a partir deste domingo


"Os caprichos", "Desastres da guerra", "Tauromaquia" e "Provérbios ou disparates" são os nomes das quatro séries completas de gravuras do espanhol Francisco de Goya[1746-1828] que serão exibidas no Masp a partir deste domingo(dia 18). Os trabalhos refletem quase 30 anos de trabalho de gravurista de Goya, mais conhecido por sua pintura.

As obras que pertencem à Coleção Caixanova, dona de 5.000 peças de arte na Espanha, ficam em cartaz no Masp até 20 de maio e dão início a uma série de comemorações dos 60 anos do museu paulistano; em seguida, a mostra vai a Buenos Aires, Cidade do México, Miami e Nova York.

Goya

Goya iniciou sua aprendizagem como pintor em 1759, aos treze anos, com Don José Luzan y Martinez. Como era costume na época, começou fazendo cópias de pinturas de vários mestres. Sua primeira encomenda foi no final de 1771 quando inscreveu-se em concurso da Academia de Belas Artes de Parma, recebendo uma menção honrosa: o afresco na Igreja Nossa Senhora do Pilar, em Saragoça. A partir daí, seguiram-se encomendas para o Palácio de Sobradiel e o Monastério Aula Dei.

Em 1780, entrou para a Academia de San Fernando e apresentou a obra "La Crucificada". Nessa pintura, Goya seguiu as regras acadêmicas, provando que era um mestre do estilo convencional. Em 1785, começou a receber encomendas da aristocracia. A primeira encomenda foi para o "Festival Folclórico" do dia de Santo Isidoro. No mesmo ano, executou o primeiro retrato de um membro da nobreza, a Duqueza d'Osuña. Em 25 de abril de 1785, depois da morte de Carlos III e da coroação de Carlos IV, foi nomeado "Primeiro Pintor da Câmara do Rei", tornando-se o pintor oficial do monarca e sua família.

Foi em viagem a Andaluzia, em 1792, que contraiu uma doença séria e desconhecida, transmitida por seu amigo Sebastián Martínez, ficando temporariamente paralítico, parcialmente cego e totalmente surdo. Com a doença, perdeu sua vivacidade, seu dinamismo, sua autoconfiança. A alegria desapareceu lentamente de suas pinturas, as cores se tornaram mais escuras e seu modo de pintar ficou mais livre e expressivo. Parcialmente recuperado, retornou a Madrid no verão de 1793 e continuou a trabalhar como artista da Corte, mas devido à doença Goya passou a não ter mais muito respeito pela aristocracia, expondo nas suas pinturas as verdadeiras identidades e as fraquezas dos modelos. Um exemplo é o retrato do rei Fernando VII de Espanha(na exposição).

Entre os anos de 1810 e 1814, produziu a famosa série de pinturas "Los Disastres de la Guerra" e suas duas obras primas "El Segundo de Mayo 1808" e "El Tercero de Mayo 1808". Pela primeira vez, a guerra foi descrita como fútil e sem glória, onde não havia heróis, somente assassinos e mortos. Em 1821, a Inquisição abriu um processo contra Goya por considerar obscenas as suas "Majas", mas o pintor conseguiu livrar-se, sendo-lhe restituída a função de "Primeiro Pintor da Câmara".

Durante a última parte de sua vida, Goya cobriu as paredes de sua Quinta del Sordo com as famosas "pinturas negras", as últimas e mais misteriosas de seu gênio atormentado. Uma delas, "Saturno devorando a un hijo" (1815) e que se encontra atualmente no Museu do Prado, é uma das pinturas mais horrendas jamais pintadas. Esta pintura constitui uma referência aos conflitos internos de Espanha, durante o reinado absolutista de Fernado VII, mas será também um reflexo da degradação da sua saúde física e mental. Em 1824, Goya se exilou em Bordéus, França, vindo a morrer quatro anos depois.

As séries

As 80 gravuras de Os caprichos (1799) têm forte teor crítico e deixaram a Inquisição da Igreja em alerta, tendo sido retiradas do mercado, na época. Goya descreveu estas gravuras como "assuntos caprichosos que se prestavam a colocar as coisas no ridículo, fustigar preconceitos, imposturas e hipocrisias consagradas pelo tempo".



Nos trabalhos de Desastres da guerra (1808), o artista apresenta os horrores da Guerra da Independência (1808-1814), num dos registros mais dramáticos deste episódio da história espanhola.



Em seguida, com a Inquisição ainda alerta, Goya fez uma série inteira com a temática dos touros, entre 1814 e 1816. Tauromaquia reúne 40 gravuras, feitas numa época de vacas magras para o artista.



A última grande série de gravuras do artista é Provérbios ou Disparates, que reúne 18 trabalhos. Especula-se que a coleção não foi finalizada. Aqui, são retratados monstros à espreita, espíritos que abandonam seus corpos e cenas inexplicáveis que remetem a sonhos.



Goya - as gravuras da Coleção Caixanova
» Onde: Masp; Av. Paulista, 1578, Cerqueira César, São Paulo
» Quando: 18 de março a 20 de maio; de terça a domingo, das 11 às 18 horas
» Quanto: R$ 15; R$ 7 (estudante). Grátis para menores de 10 anos e maiores de 60
» Informações: (11) 3251-5644


fonte:G1 e Wikipédia

quinta-feira, 15 de março de 2007

Batman de luxo

Batman, o cavaleiro das trevas


Poucas obras mudaram tanto o mundo dos quadrinhos como “Batman, o cavaleiro das trevas”, de Frank Miller. Seu lançamento, em 1986, alterou para sempre a imagem do Batman, de herói kitsch nos anos 60 para um atormentado combatente do crime. “Foi um movimento necessário do quadrinho americano em direção à renovação. Os super-heróis estavam cansados e o público estava cansado dos super-heróis”, afirma Laerte, quadrinista do jornal “Folha de S. Paulo”.

“Cavaleiro das trevas” traz um Batman envelhecido, com 55 anos, há dez aposentado, após a morte de Jason Todd, o segundo Robin. Mas a crescente violência e uma onda de crimes em Gotham City fazem Bruce Wayne voltar à ativa, mais sombrio e violento como nunca se viu um personagem tão importante dos quadrinhos. Miller ainda teve coragem de colocar Batman lutando contra o maior ícone da DC Comics, Superman.

A edição de luxo da Panini também traz “Cavaleiro das trevas 2”, a fraquíssima continuação de 2002. Também feita por Frank Miller, ficou muito abaixo da qualidade do primeiro “Cavaleiros”.

Batman, o cavaleiro das trevas. Edição definitiva
Frank Miller
Panini, 512 páginas, R$ 95,90


n.r.: o preço é salgaaado!


fonte:G1

Bumbum exportação

Aumento de bumbum vira moda nos Estados Unidos


Ter um bumbum empinado deixou de ser um sonho impossível para inúmeras mulheres americanas que podem, agora, recorrer à aplicação da própria gordura nas nádegas para atingir de uma vez por todas o corpo desejado.

Não é à toa que as intervenções são chamadas "preenchimento de nádegas brasileiro". Os bumbuns das latinas e afro-americanas são particularmente populares em Nova York.

Segundo o último relatório anual da Associação Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), os hispânicos constituem a comunidade americana que mais se submete a operações de cirurgia estética, totalizando cerca de 921 mil intervenções em 2005.

O aumento é atribuído à maior informação disponível sobre os benefícios da cirurgia, à aceitação da especialidade e ao crescente poder aquisitivo desse grupo, mas também, em grande parte, à influência dos meios de comunicação. "A cirurgia está na moda e os pacientes lêem sobre o assunto em suas publicações favoritas, além de vê-lo regularmente pela televisão", indica Bruce Cunningham, presidente da ASPS.

Na clínica do cirurgião plástico nova-iorquino Brad Jacobs, as mulheres que querem modificar o bumbum tomam como referência o guia "Star Butts", na qual podem selecionar os preferidos de estrelas como Paris Hilton, Eva Longoria e Jessica Simpson. Para as latinas e afro-americanas, ter as curvas de celebridades como Jennifer López ou Beyoncé Knowles é uma questão estética, mas também "de direito".

"As afro-americanas e latinas têm uma necessidade étnica de ter o traseiro grande", destaca o cirurgião plástico George Lefkovits, que realiza o "Preenchimento de nádegas brasileiro" há cinco anos em sua clínica em Manhattan.

Em geral, as latinas e afro-americanas se envergonham mais de ter nádegas pequenas do que de seios pequenos. Para contornar o complexo, muitas mulheres recorrem a um cirurgião plástico para garantir o corpo que a genética negou.

A fixação com o bumbum parece ter ganhado mais força com a chegada do século XXI. Na realidade, entre a comunidade de cirurgiões plásticos há um ditado que diz: "Jennifer López fez pelo bumbum o que Pamela Anderson fez pela parte dianteira da mulher".

Se o aumento dos seios com silicone esteve em moda nos anos 80 e a lipoaspiração nas pernas e no abdômen nos 90, o momento agora é do "derrière", usando um termo francês.

As operações para aumentar o bumbum cresceram cerca de 283% de 2000 a 2005, quando foi realizado um total de 542, segundo a ASPS. O procedimento, que pode custar entre US$ 10 mil e US$ 15 mil, dependendo da clínica, consiste em extrair gordura(lipoaspiração) de outras partes do corpo, como os quadris, a cintura, o abdômen ou as pernas, e injetá-la nas nádegas.

A operação leva cerca de quatro horas e a recuperação é bastante rápida, já que a pessoa pode até se sentar no dia seguinte. O procedimento de aplicação de gordura representa um avanço no campo da cirurgia estética se comparada à cirurgia de implantes de silicone, que só é recomendada em pacientes muito magras que não
possuem suficiente gordura extra no corpo.

"O preenchimento de nádegas brasileiro tem menores riscos de infecção do que os implantes de silicone e, além disso, resulta em bumbuns mais naturais, sensuais e suaves ao tato", diz o doutor Ricardo Rodríguez, cuja clínica é em Baltimore, Maryland.

Aos pacientes o médico sempre lembra que "o traseiro perfeito não é necessariamente grande, mas de forma bonita, seja em forma de pêra, pêssego ou coração".

n.r.: acho um exagero, mas sabem como somos: uma mulher fala e as outras acreditam! Qualquer assunto que tenha a ver com corpo, fará sucesso se levar o nome do Brasil. Embora o brasileiro tenha fixação pelo derièrre, não conheço quem tenha perdido um grande amor por causa disso. Corram para a academia, meninas! Nada de cirurgias!


fonte: agência EFE

Vânia Mignone pinta as cores da solidão

Em sua quarta exposição individual, a pintora Vânia Mignone exibe 12 obras inéditas em acrílica sobre madeira. A mostra celebra dez anos de parceria com a galeria que a representa, a Casa Triângulo, em rápida temporada somente até o dia 31 de março.



As telas trazem figuras humanas bem marcadas, contornadas com traços grossos e negros em contraste com um campo pictórico confuso. Apesar das cenas que tangem o cotidiano - personagens circundadas por objetos como mesas, cadeiras, bancos, vasos de plantas -, os ambientes apresentam-se misteriosos, não permitindo ao espectador conhecer ou identificar a natureza do espaço em que estão inseridas as pessoas representadas. As obras remetem assim a universos individuais que inspiram a vivência de sentimentos como solidão e isolamento (físico e afetivo).



Vânia Mignone
» Onde:
Casa Triângulo (Rua Paes de Araújo, 77, São Paulo)
» Quando: 13/3 a 31/3. Horários: terça a sábado, das 11h às 19h
» Quanto: entrada franca
» Informações: tel. (11) 3167-5621




fonte:UOL

António Lobo Antunes leva o prêmio Camões 2007

O português António Lobo Antunes é o vencedor da 19ª edição do Prêmio Camões, a mais importante premiação literária da língua portuguesa. O autor vai receber 100 mil euros (cerca de R$ 270 mil) pela distinção.

O júri deste ano reuniu-se na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e foi constituído pelos brasileiros Letícia Malard e Domício Proença Filho, pelos lusos Fernando J.B.Martinho e Maria de Fátima Marinho, pelo moçambicano Francisco Noa e pelo angolano João Melo.

O Prêmio Camões foi criado em 1988 pelos governos de Portugal e Brasil para estreitar os laços culturais entre os vários países lusófonos e valorizar o patrimônio literário e cultural da língua portuguesa.

Com a vitória de António Lobo Antunes, sobe para nove o total de autores portugueses vencedores do prêmio. Em 18 anos, receberam ainda o prêmio sete brasileiros, dois angolanos e um moçambicano. Os brasileiros distinguidos com o Prêmio Camões são João Cabral de Mello Neto (1990), Raquel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antônio Cândido (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca (2003) e Lygia Fagundes Telles (2005).

Um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos e eterno "nobelizável", António Lobo Antunes, 64 anos, é médico psiquiatra de formação, atividade que exerceu no hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, antes de se dedicar exclusivamente à escrita.

A experiência da sua passagem por Angola durante a Guerra Colonial, entre 1970 e 1973, inspirou muitos dos seus livros. 1979 é o ano que assinala o início oficial da sua carreira literária, com a publicação dos romances "Memória de Elefante" e "Os Cus de Judas".

Com 26 títulos publicados e traduzidos em 16 línguas, Lobo Antunes foi já distinguido com o Prêmio Internacional União Latina (2003), Prêmio Jerusalém (2004), Prêmio Ibero-Americano de Letras José Donoso 2006 (pelo conjunto da obra), Prêmio France Culture (1996 e 1997), Grande Prêmio de Romance e Novela APE/IPLB (1985 e 1999) e o Prêmio de Literatura Européia do Estado Austríaco (2000), entre outros.


fonte:Lusa

quarta-feira, 14 de março de 2007

Não cutuca que eu mordo


Aviso à todos, não estou numa boa fase. Se alguém dizer "oi", perguntarei: "o que FOI??????" .


Tô avisando: NÃO CUTUCA, QUE HOJE EU MORDO!

Luluzinha e a ingenuidade dos anos 40

A menina de vestido vermelho é sapeca e não mede muito a conseqüência dos atos que faz. Mesmo assim, mantém um ar de ingenuidade, algo perdido com a invasão dos mangás. Há muito dessa inocência em "Luluzinha - O Piquenique", álbum lançado nesta semana (Devir, R$ 23).

Numa das histórias, Bolinha decide fugir de casa. Vai para o México. Para não morrer de fome, o comilão leva onze bananas, uma torta de maçã e uma caixa de caramelos. "Esses caramelos vão ser uma mão na roda se eu precisar negociar com os nativos ou algo assim".

Luluzinha tenta convencer o amigo a não fugir para o México (de patins). Ela rasga a página do Atlas onde consta o país. Bolinha olha... e acredita que o México não está mais lá. Fim da viagem.

A edição apresenta histórias publicadas no fim da década de 40 no título "Marge´s Little Lulu". O título começou a circular em 1945. Foi uma resposta à crescente popularidade de Luluzinha, que tinha sido criada dez anos antes pela cartunista Marjorie (Marge) Henderson Buell para a revista "The Saturday Evening Post".

O sucesso, no entanto, não é de Marge, mas de John Stanley, que fazia as histórias para a revista, que circulou até 1984. É dele a definição da personalidade de Lulu, Bolinha e dos outros personagens da turma.

É Stanley quem assina os textos da coletânea. A arte ficou a cargo de Irving Tripp, que deu um sutil toque pessoal aos personagens, principalmente à dupla Luluzinha e Bolinha, que começou a ser publicada no Brasil nos anos 50 em revistas da editora de "O Cruzeiro".

"Luluzinha - O Piquenique" é a terceira coletânea da personagem lançada pela Devir. A primeira é de junho do ano passado. A editora programou outros três álbuns para este ano. E descobriu um novo filão: o do adulto que gosta de rever histórias que lia quando criança.


fonte:Blog dos Quadrinhos

terça-feira, 13 de março de 2007

O papa não é Deus

Papa diz que segundo casamento é uma praga


O papa Bento XVI reafirmou a necessidade do celibato para os sacerdotes e a proibição de divorciados de receber a comunhão no Sacramentum Caritatis, documento divulgado pelo Vaticano.

"O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma benção enorme para a igreja e para a própria sociedade", diz o texto na primeira parte da exortação sobre Eucaristia, Mistério Acreditado. Ainda no documento, Bento 16 classificou como "uma verdadeira praga" o segundo casamento de pessoas já divorciadas. "Trata-se de um problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira praga do ambiente social contemporâneo que vai, progressivamente, corroendo os próprios ambientes católicos".


O papa Bento XVI não é popular, e já se esperava por isso. Não tem uma carinha fofa, as bochechas rosadas do outro, o polonês simpático que o antecedeu. Diferentemente do nosso presidente da república, não acho que a igreja seja hipócrita, acho-a coerente, mesmo que ela cheire a mofo e não tenha a mínima intenção de fazer uma limpezinha por alto nas suas mais retrógadas e empoeiradas idéias.

Ainda bem que o papa é humano, não é divindade e por isso, é compreensível - ou esperado - ouvir besteiras saírem da boca de um homem comum. Podemos discordar à vontade e mandá-lo catar coquinhos numa praia para que encontre alguma luz que o traga de volta à normalidade da vidinha em sociedade. E é claro que me entederam bem! Homem comum! Alguma dúvida? Creio que não! Cabeça, tronco e membros, um homem culto, mas em pele e osso.

Vejamos...um menino - não pode ser menina - decide que quer ser padre, entra para o seminário e estuda, estuda e estuda, filosofia, sociologia, teologia, ciência, matemática, línguas, astrologia - mesmo que depois venha negá-la - etc, e se forma padre e, seguindo carreira, depois bispo, cardeal e se gostar muito de política, pode vir a tornar-se papa. Podemos afirmar, é um homem culto, que ao longo de sua vida pessoal e profissional - em vários momentos elas se confundem - teve o privilégio de conhecer pessoas de níveis sociais e culturais diferentes. Teve o privilégio de conhecer a miséria humana vivida por muitos dos fiéis que costumam frequentar a Igreja em busca de auxílio espiritual onde falta quase tudo, comida, saúde e onde ainda resta alguma dignidade e espiritualidade.

Um padre conhece o ser humano por dentro, no seu melhor e no seu pior, quando ouve as confissões de seu rebanho sentado no confessionário da igrejinha situada na única praça da cidadezinha do interior onde é pároco. Faz carreira, avança para uma igreja melhor numa grande cidade e por aí vai, subindo os degraus da santa igreja pela porta da frente, recebendo seu salário, suas refeições, seus lençóis limpos, seu travesseiro macio e continua ouvindo as confidências de seus fiéis, lutando ou não por seus interesses enquanto os anos passam. Ele muda, o jovem padre, envelhecendo, pode tornar-se bispo, depois cardeal, mas a velha sociedade que o conheceu continua igual, com suas mazelas, só que agora, com os netos de seus antigos fiéis sentados naquela mesma igrejinha onde ele um dia foi padre se confessando, à espera do mesmo apoio espiritual que seus avós e pais precisaram um dia.

Aí, num belo dia dessa historinha, o dito padre que virou bispo e quis ser cardeal, se mete em política na Itália e resolve concorrer ao cargo de papa! E consegue, e é aí que mete os pés pelas mãos e o ouro que só estava incrustado dentro da igreja nos anjinhos e santos dos altares, nos anéis que vemos em suas mãos e no cálice onde bebe o vinho sagrado lhe sobe á cabeça e ele se considera divindade e acha que da sua boca saem parábolas divinas vindas diretamente do Senhor, sendo ele Seu representante - que não tem culpa nenhuma dos representantes que Lhe arranjam aqui entre nós - absoluto.

Ora, como o papa é um homem de carne e osso, que tem de ir ao médico caso fique doente, que vai ao banheiro e faz o número um e o número dois como qualquer mortal, não tem o direito, só porque concorreu a um alto cargo na Igreja Católica e o conseguiu, de abrir a boca para dizer qualquer coisa que lhe venha a cabeça e ofender quem quer que seja, aliás, assim como um presidente da república também não pode abrir a boca em vão por aí, mesmo que acredite na existência do ponto G e até - se for o caso - conheça sua localização, não deve dizer isso por aí em alto e bom som, que é dele(do ponto), íntimo. Não pega bem, fica mal...

O papa diz que o segundo casamento é uma praga. Como?! Ele algum dia lavou uma cueca, uma calcinha, fez almoço e jantar, varreu a casa, limpou os móveis, deu banho nas crianças, levou-as e apanhou-as na escola, foi à reunião de pais e professores, tirou toalha molhada que o marido deixou em cima da cama, ouviu os problemas profissionais que o marido enfrenta no trabalho e disse "vai passar, meu amor! Você tem razão, meu amor!", chegou em casa cansada depois de um dia de trabalho e ainda ouviu do marido que você não o ama, só porque hoje você não tem paciência para fazer o jantar que ele tanto gosta, nem de pegar a sua cerveja preferida na geladeira?! Como, senhor papa?!!! O senhor algum dia pagou os TUBOS para fazer um casamento tradicional na Igreja e depois pagou outros TUBOS porque o casamento foi pro brejo e o divórcio foi tão caro quento o casório?!

Como o segundo casamento é uma praga?! Que venha o terceiro e o quarto e o quinto marido se forem melhores que os anteriores!!! Grande sorte, quem encontrou seu grande amor de primeira! Benza Deus!!! Mas que eu tenha a democrática opção de me apaixonar e viver intensamente da melhor maneira possível, mesmo que essa maneira não seja a melhor para os outros, mas seja a melhor para mim. Que eu tenha o direito de procurar a felicidade onde quer que ela esteja e em qualquer pessoa e não ser obrigada a me manter casada a um homem que quando solteiro fingia que me amava ou me respeitava e depois de casada resolveu tornar-se meu mestre sem antes perguntar-me se eu concordava com isso. Falo pela parte que me toca, como mulher, que é onde o calo me dói.

E não admito que um homem só porque é papa, se ache no direito de pronunciar suas idéias como se elas viessem de Deus, porque não vêm.

Ups, peraí...eu não sou mais uma cristã católica! Nunca casei na Igreja! Porquê será, meu Deus?!

Toda a matéria sobre o discurso do papa aqui.


fonte:BBC Brasil

Hitler pode ser destituído da cidadania alemã

Quase 62 anos após a sua morte, Adolf Hitler poderá perder sua cidadania alemã. Uma política alemã de Braunschweig deseja revogar a naturalização de 1932 do líder nazista - como uma "medida simbólica".



Quando foi concedida a Adolf Hitler a cidadania alemã, ele abruptamente rejeitou as congratulações: "A Alemanha devia ser congratulada, não eu!" Era 25 de fevereiro de 1932 e Hitler tinha acabado de se naturalizar, após ser nomeado funcionário público no então Estado livre de Braunschweig - um passo crucial para a continuidade de sua carreira política.

Três quartos de século depois, Isolde Saalmann, uma social-democrata do Parlamento regional da Baixa Saxônia, deseja rescindir este ato burocrático momentoso. O Führer nascido na Áustria, que está morto há quase 62 anos, não deve mais ser um alemão segundo o ponto de vista dela. Destituí-lo de sua cidadania seria uma "medida simbólica", acredita Saalmann. Ela já propôs sua idéia à liderança do Partido Social Democrata no Parlamento regional.

Saalmann é presidente da associação local do partido no bairro de Gliesmarode, em Braunschweig - e se sente incomodada com a ligação histórica de sua cidade com Hitler. Ela fala sobre um "complexo de Braunschweig" que pesa sobre a cidade, que prefere se anunciar como a "cidade leão" devido à sua ligação histórica com Henry, o Leão, o poderoso duque que governou o Estado no século 12. "Se a região da Baixa Saxônia, a sucessora legal do antigo Estado livre de Braunschweig, quiser se distanciar da naturalização de Hitler, isto talvez possa ajudar", disse Saalmann ao jornal "Hannoversche Allgemeine Zeitung".

A cidadania alemã

A história do processo de naturalização de Hitler parece uma farsa. O candidato a político, na época sem Estado, há muito buscava se tornar cidadão alemão - uma pré-condição para ocupar um cargo político na República de Weimar. Mas, fiel à sua megalomania característica, ele se recusava a entrar na fila do cartório como todo mundo. Ele queria que a cidadania alemã lhe fosse entregue em uma bandeja.

Mas o humor difícil do austríaco atrapalhou as primeiras tentativas de torná-lo um cidadão alemão. Em 1930, um membro do partido nazista arranjou para que ele fosse nomeado chefe da guarda de Hildburghausen, uma cidade na região alemã de Turíngia. Isto tornaria automaticamente Hitler um cidadão alemão. Mas o futuro Führer fez estardalhaço: o emprego de policial de aldeia não era do seu agrado.

Os então membros do partido nazista em Braunschweig - uma fortaleza do movimento nazista - acabaram encontrando um meio. A primeira tentativa deles de dar a Hitler um cargo de professor da Universidade Técnica de Braunschweig fracassou, mas eles tiveram sucesso depois, ao encontrar para ele um cargo no escritório de topografia de Braunschweig. O tempo era curto, já que Hitler queria concorrer como candidato nas iminentes eleições presidenciais. O Ministério do Estado, então, lhe deu o cargo de "administrador da delegação de Braunschweig em Berlim".

Sem qualquer habilitação profissional que o qualificasse ao cargo, o imigrante recém-naturalizado fez imediatamente vários pedidos de férias. E, como planejado, nunca assumiu o cargo.

A burocracia

O projeto de Saalmann para expatriação de Hitler enfrenta um pequeno problema: a Constituição alemã proíbe destituir uma pessoa de sua cidadania caso ela fique sem Estado - como Hitler ficaria, já que desistiu de sua cidadania austríaca em 1925. Ele deveria ter sido expulso do país um ano antes, já que foi aprisionado por ter sido considerado culpado de alta traição após o "putsch" de Kapp, em 1923. Mas o juiz simpatizante dos nacionalistas determinou que as leis relevantes da República de Weimar não podiam ser aplicadas a um homem "que pensa e se sente como um alemão, como Hitler". Assim, o líder nazista permaneceu na Alemanha.

Os advogados têm suas dúvidas sobre se um homem morto pode ser destituído de sua cidadania - apesar de Hitler já ter sido destituído de seu status como cidadão honorário de Braunschweig, em 1946. Enquanto isso, peritos legais que trabalham para o Parlamento regional da Baixa Saxônia estão analisando a proposta de Saalmann. Isolde Saalmann rejeita as alegações de que sua proposta visa a conquistar votos nas próximas eleições regionais. "Este será meu último mandato legislativo", ela afirma.



fonte:Der Spiegel

domingo, 11 de março de 2007

Copy & Paste

Li no "O Globo" e copiei aqui, da Adriana Paiva


A jornalista e poeta gaúcha Angélica Freitas -- que lança, nos próximos dias, seu primeiro livro (Rilke Shake) -- hoje(em 4 de março), na Revista da Folha, com poema inspirado em fotografia de Cristiano Mascaro -- homenagem do jornal ao Dia Internacional da Mulher (08/03) :

Praia simples



"Ilha Comprida" (1999) - Foto de Cristiano Mascaro78


Oito mil quilômetros de areia pras garotas brasileiras, eu dizia
e você sorria como sua avó nas fotos, naquele maiô preto
nas praias de Santos
sua avó devia arrasar naquele tempo, eu dizia
e você sorria, pára com isso

uma dinastia de mulheres moldadas nos melhores biquínis
uma dinastia de mulheres dispensando automóveis
pra caminhar nas praias sem havaianas

estou com você, mas minha avó era tímida

também era muito branca

caminho na praia disfarçando o sem-jeito
que não deu pra encobrir com modelitos.

. . . . . . . .


Nos outros "duetos", os escribas Sérgio Roveri, Cecilia Giannetti, Ruy Castro e os fotógrafos Bob Wolfenson, Florence Gaty e João Wainer.


* * *


Angélica por sua irmã Renata . A imagem ilustra a capa de Rilke Shake


família vende tudo

família vende tudo
um avô com muito uso
um limoeiro
um cachorro cego de um olho
família vende tudo
por bem pouco dinheiro
um sofá de três lugares
três molduras circulares
família vende tudo
um pai engravatado
depois desempregado
e uma mãe cada vez mais gorda
do seu lado
família vende tudo
um número de telefone
tantas vezes cortado
um carrinho de supermercado
família vende tudo
uma empregada batista
uma prima surrealista
uma ascendência italiana & golpista
família vende tudo
trinta carcaças de peru (do natal)
e a fitinha que amarraram no pé do júnior
no hospital
família vende tudo
as crianças se formaram
o pai faliu
deve grana para o banco do brasil
vai ser uma grande desova
a casa era do avô
mas o avô tá com o pé na cova
família vende tudo
então já viu
no fim dá quinhentos contos
pra cada um
o júnior vai reformar a piscina
o pai vai abrir um negócio escuso
e pagar a vila alpina
pro seu pai com muito uso
família vende tudo
preços abaixo do mercado

( In: 'Rilke Shake' - Ed. CosacNaify / 7 Letras)

Locais e datas de lançamento :

Rio de Janeiro:
Sábado, 10 de março, às 10h
Livraria Berinjela
Av. Rio Branco, 185 – Subsolo – Loja 10
Tel : (21) 2215-3528

São Paulo:
Segunda-feira, 12 de março, às 20h
Bar Balcão
R. Dr. Melo Alves, 150
Tel: (11) 3063-6091

Leia também:

Três poetas : A radicalidade da nova geração - Texto de Carlito Azevedo .


fonte:Périplus Weblog

Biblioteca da Casa de Rui Barbosa reabrirá as portas

O acervo, com 35 mil obras, ganhou sistema de controle climático


A programação cultural do Rio de Janeiro ganha fôlego novo ainda este mês, com a reabertura da biblioteca da Casa de Rui Barbosa, em Botafogo. Com 35 mil títulos, cerca de 300 deles considerados raridades, o acervo estava fechado ao público desde 2005.

Nesse período, a biblioteca passou por um minuncioso trabalho de conservação, com a intalação de ventilação para garantir os níveis adequados de temperatura e umidade do ar. Os livros também passaram por um delicado processo de limpeza e estão livres, a partir de agora, de ataques de fungos e outros microorganismos.

Além de jóias literárias, os visitantes encontrarão restaurados o piso e as esquadrias de 150 anos, em mogno inglês. O trabalho foi resultado de um acordo de cooperação técnica assinado em 2004, entre a Casa de Rui Barbosa e o Instituto Getty, nos Estados Unidos. A Fundação Vitae financiou o projeto de controle climático, orçado em R$100 mil.



fonte:Jornal O Globo
foto:Revista Museu

sexta-feira, 9 de março de 2007


Poemas


Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...


Mario
foto:Lilya Cornely

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