quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Arte contra a violência

Obra de Portinari é liberada para campanha anti-violência



A família do pintor Cândido Portinari abriu mão dos direitos autorais sobre cinco mil obras do artista desde que elas sejam utilizadas em mensagens contra a violência. A idéia é lembrar a morte do menino João Hélio Fernandes, de 6 anos, que foi arrastado por quatro bairros do Rio por um carro que assaltantes roubaram da mãe dele, Rosa Fernandes Vieites. O garoto ficou preso ao cinto de segurança.

"Mesmo na festa máxima (o carnaval), não se pode ficar calado sobre uma coisa como esta. Não podemos deixar que isso caia no esquecimento", disse João Cândido Portinari, filho do pintor e diretor do Projeto Portinari da PUC-Rio.

Na terça-feira de carnaval, o filho do pintor mandou um e-mail para mais de 2.100 pessoas da lista de endereços eletrônicos do projeto Portinari com três desenhos que o pai fez para os painéis Guerra e Paz, obra do pintor que está na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. Dois painéis retratam mães com filhos mortos no colo. Sobre a cópia de uma dessas gravuras, João Cândido colou uma foto de João Hélio no local do rosto da criança.

"As imagens que meu pai fez sobre a guerra são de um impacto tão dramático que acho que dizem mais que palavras. E as pietás, as mães com os filhos no colo, são mães universais. Poderia ser qualquer mãe", disse João Cândido ao Estado.

Ele contou que ouviu no rádio a mensagem do publicitário Nizan Guanaes sobre o assassinato de João Hélio, que, depois de descrever o brutal assassinato, pergunta: "E aí... nós não vamos fazer nada?". Ficou imaginando então o que ele poderia fazer.

"Pensei que o que está ao meu alcance é ceder os direitos autorais dessas cinco mil imagens do nosso site contanto que sejam usadas nesse protesto", disse. "Era minha obrigação. É pouquíssimo. Mas se cada um fizer sua parte, quem sabe a gente consegue mudar isso", disse.

João Cândido considera o problema da violência "de extrema complexidade". Acha que ele exige a união de todos e o trabalho de especialistas. "Evidente que a decisão depende das autoridades. Elas estão sempre às voltas com milhares de problemas e é preciso haver pressão da sociedade, para que dêem prioridade a isso", afirmou.


fonte:Blog do Noblat e Estadão

Mais um crime hediondo ou caso isolado ?

Ex-menino de rua planejou morte de franceses
Vítimas de quem tentavam salvar


Menos de um mês após a morte do menino João Hélio que morreu após ter sido arrastado por 7 km preso ao cinto de segurança de um carro, é mais uma vez manchete de todos os jornais do Brasil e de jornais estrangeiros o bárbaro assassinato de três franceses.

Mais um crime brutal chocou a cidade maravilhosa(?) ontem. Salvo das ruas pela ONG Terr'Ativa há 10 anos, Társio Wilson Ramirez, hoje com 25 anos, e 2 homens recrutados por ele são acusados de matar a facadas os 3 franceses da entidade que o acolheu e desenvolve projetos para menores em Copacabana. Christian Pierre Doupes, de 38 anos, Delphine Douyère, de 36 e Jérôme Faure, de 42, foram mortos com facadas profundas pelo corpo, ontem de manhã em Copacabana.

O crime aconteceu pouco depois das 7h30m, no escritório da ONG, no terceiro andar do prédio 55 da Rua Ronald de Carvalho. Segundo o delegado Marcus Castro, o crime foi premeditado porque Társio comprou facas, luvas cirúrgicas e máscaras. Os assassinatos teriam sido motivados por vingança do ex-menino de rua, que trabalhava há 10 anos na ONG e fora acusado de desviar R$80 mil da entidade. A tragédia chocou a França.

Delphine e Christian moravam no nono andar do mesmo prédio e tinham um filho de 2 anos. Jérôme, que vivia no décimo andar, foi amarrado a uma cadeira e chegou a ser torturado pelos criminosos. Társio, Luiz Gonzaga Gonçalves de Oliveira, de 27 anos e José Michel Gonçalves Cardoso, de 25, vão responder a inquérito por triplo homicídio qualificado, crime punido com pena de 12 a 30 anos de reclusão.

Quando os três acusados chegaram ao prédio, o porteiro os deixou entrar porque Társio lhe disse que os outros dois eram técnicos de informática. No momento do crime, um pintor que trabalhava numa obra próxima ao prédio, ouviu gritos abafados e avisou ao porteiro, que interfonou para a sede da ONG, onde Luiz Gonzaga disse que tudo estava bem. Em seguida, o criminoso saiu do prédio com as mãos ensangüentadas, sendo seguido por Társio, com uma mochila nas costas e sangue nas mãos. O porteiro fechou a portaria principal e chamou a polícia militar.

Társio, encontrado e levado para a 12ª DP(Copacabana) e responsável pelos pagamentos (do contador, de contas de água, luz, gás e telefone, entre outras despesas), disse, inicialmente, que tinha sido ferido por assaltantes. Em seguida afirmou que ele e Delphine tinham dado um desfalque na ONG. Depois, alegou que fora ao escritório apenas para dar um susto nos responsáveis pela instituição, porque estaria sendo obrigado por eles a assumir o desvio do dinheiro.

O delegado afirmou que o crime foi premeditado após descobrir que na semana passada, os três acusados estiveram numa loja no Centro do Rio, onde compraram máscaras de Clóvis (boneco típico do carnaval do subúrbio), luvas cirúrgicas e gaze.

Luiz Gonzaga de Oliveira foi preso no Hospital Alberto Schweitzer, em Realengo, onde era medicado por causa do corte nas mãos e José Michel Cardoso foi capturado numa loja de material de construção, no Centro da cidade, onde trabalhava como balconista.

Um colaborador da ONG, que não quis se identificar, contou que o casal de franceses fazia trabalhos sociais com menores carentes de Copacabana. Para o delegado, o caso está esclarecido.


Os franceses

Membro da equipe pedagógica da ONG, Jérôme era da cidade de Lyon e chegou ao Brasil em 1998. Já Delphine, secretária executiva da organização, veio da Normandia para o Rio em 1996. Christian, que cuidava da parte administrativa, era da cidade de Gers e chegou ao Brasil em 2003. Max, filho de Delphine e Christian, estava com a faxineira na hora do crime. O menino ficará com amigos dos pais até que sua avó, mãe de Delphine chegue de Paris.

A família

"Eu não compreendo isso"

por Deborah Berlinck, do jornal O Globo

"E por 30 mil euros...matam três pessoas?". A voz do outro lado da linha era de uma estranha calma, aquela de quem levou um choque. Aos 68 anos, Joseph Doupes, o pai de Christian Doupes, um dos três franceses assassinados, perguntava à repórter o que havia acontecido. Ele recebera um telefonema do Rio. Só sabia uma coisa: o filho estava morto.
- Disseram para nós que eles morreram. Mas não sabemos de nada do que aconteceu. Não esperávamos por essa...Pois é, vamos ao Rio buscar o corpo e nosso neto no final da semana.
Christian e sua mulher, Delphine, vieram para a França no verão europeu na bela região dos Pirineus, onde moram Joseph e sua mulher. Trouxeram o filho. No domingo, Joseph falou pela última vez com Christian: era a festa de aniversário de 2 anos do neto.
- São pessoas que gostam de ajudar as pessoas...Eu não compreendo isso - disse, indignado, o pai de Christian.
- Eles amavam o Brasil, falei com eles no domingo. Estavam felizes, festejavam os 2 anos do filho, fazia um tempo bonito.
Ele disse que, apesar da violência no Rio ser conhecida, nunca imaginou que isso pudesse acontecer em Copacabana.
- Pelo que ele(Christian)nos falava, o lugar não era muito violento. Mas eu não sei, não conheço a cidade.


Os especialistas

Juiz de menores critica educadores de ONGs

por Cáudio Motta e Natanael Dasmasceno, do jornal O Globo

O juiz da 2ª vara da Infância e da Juventudo, Guaraci Vianna, defendeu ontem a regulamentação da atividadde de educador, o profissional de ONGs que lida com menores. O magistrado sugere uma ampla discussão sobre a criação de um curso para esses profissionais, que na opinião do juiz, deveriam ter aulas até de proteção pessoal.
- Devemos encarar a educação de menores com a seriedade que o tema merece. O grande problema hoje é que a maioria das pessoas que trabalham em ONGs não se capacita. Isto cria vínculos não profissionais positivos e negativos, e gera não apenas perda de tempo como tragédias - disse o juiz.
Guaraci Vianna não acredita que o recrudescimento da violência venha dificultando o trabalho com menores carentes.
- O trabalho em si já é difícil por lidar com jovens, ainda mais os que não têm referência familiar. Acredito que a mioria das pessoas só ouviu falar nessa ONG(Terr'Ativa) após esse fato. o problema não está em ajudar o menino, mas em não saber como ajudá-lo - afirmou.
Apesar das críticas do juiz, ONGs que têm projetos voltados para menores de rua e carentes classificaram o episódio de ontem como uma exceção. Cleise Moreira, psicóloga que coordena programas voltados para crianças e adolescentes na Fundação Bento Rubião, que atua há 20 anos, diz que nunca houve um caso em que um adolescente assistido tenha se voltado contra alguém da instituição.
- Pelo contrário, alguns chegaram a intervir para nos livrar de situações constrangedoras nas localidades onde atuamos - disse a psicóloga.
Cleise explica que, entre outros projetos, atua em programas para menores infratores, prestando serviços de defesa e acompanhamento e que muitos deles são encaminhados ao mercado de trabalho.
Já a psicóloga Cláudia Guimarães, coordenadora do Núcleo de Relações Institucionais da Fundação São Martinho, afirma que o crime em Copacabana foi um caso isolado e que, em seus 12 anos de trabalho, nunca viu um problema semelhante.



Preferência pela rua

Menores que vivem em áreas carentes ou não têm casa, preferam ficar expostos à violência das ruas a ir para os abrigos da prefeitura. Reportagem publicada na semana passada pelo GLOBO-Zona Sul mostra que uma criança terá passado 15 vezes por um abrigo até chegar à fase adulta. A informação é de Ivone Bezerra de Mello, fundadora da ONG Projeto Uerê, que atende a 470 crianças e adolescentes traumatizados pela violência.
Um levantamento feito pelas ONGs Ex-Cola e Terra dos Homens mostra que, em 2006, havia 662 menores abrigados na Zona Sul, a maioria em instituições privadas. Desses, 60 vieram das ruas. Enquanto isso, adolescentes têm aparecido com frequência cada vez maior como autores de homicídios. Relatórios da 2ª Vara da Infância e Juventude sobre adolescentes detidos entre 2005 e agosto de 2006 indicam que um número cada vez maior de infratores está envolvido em casos como assassinatos do menor João Hélio ou da socialite Ana Cristian Johannpeter.



n.r.:Com esse post extenso, conclúi-se que muito é necessário fazer para melhorarmos um pouco a grave situação de violência constante, se pensarmos apenas no Estado do Rio de Janeiro. Melhorias na educação e na economia têm resultados a longo prazo se iniciarmos imediatamente.
Cansados e acostumados que estamos a tantos crimes e a tanta violência de todos os tipos, podemos concluir de imediato, que a impunidade é fator primeiro para não haver freio na violência. O ECA(Estatuto da Criança e do Adolescente) permite que crianças possam ficar na rua, em sinais de trânsito fazendo malabarismos a "UM REAL" para supostamente ajudarem no orçamento familiar. O Código Penal permite que um acusado a 30 anos de prisão, cumpra por bom comportamento apenas 6 anos de reclusão pela pena máxima. Maiores de idade utilizam menores para praticarem crime porque a punição a um menor de idade é de no máximo, 3 anos de reclusão. Continuaremos assim?
Ao mesmo tempo que precisamos mudar nossas leis, é necessário mantermos nossas crianças na escola em tempo integral. Algumas de nossas escolas, por falta de professores liberam os estudantes a partir das 10h00 da manhã. Por quanto tempo continuaremos com esse "modelo" de educação? Como ficamos, mais um crime hediondo ou um caso isolado?



fonte:O Globo Online e jornal O Globo

Vitória da sociedade portuguesa

Portugal deve oficializar em abril a legalização do aborto


O governo português terá 60 dias para regulamentar a nova lei do aborto para Portugal, segundo um decreto, entregue no Parlamento luso nesta terça-feira, que legaliza a interrupção da gravidez até dez semanas.

Elaborado pelo PS (Partido Socialista), PCP (Partido Comunista Português), PEV (Partido Ecologista "Os Verdes") e "Bloco de Esquerda" (BE), a proposta tem oito artigos, um deles dedicado a alterar o Código Penal, dois a revogar a legislação em vigor sobre o aborto e outros cinco com indicações sobre os novos termos.

"Os procedimentos administrativos e as condições técnicas e logísticas de realização [do aborto] em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido são objeto de regulamentação por portaria do Ministério da Saúde", diz um dos artigos do texto.

De acordo com a proposta subscrita pelo quatro partidos portugueses, o Código Penal incluirá mais uma situação em que o aborto não é punível: "por opção da mulher, nas primeiras dez semanas de gravidez".

O consentimento da mulher será prestado em documento assinado pela própria "entregue em estabelecimento de saúde até ao momento da intervenção e sempre após um período de reflexão não inferior a três dias a contar da data da realização da primeira consulta".

Assistência completa às grávidas

No Código Penal português ficará ainda determinado que essa primeira consulta se destina "a facultar à mulher grávida o acesso à informação relevante para a formação da sua decisão livre, consciente e responsável".

A consulta deve "proporcionar o conhecimento" sobre as condições de efetuação do eventual aborto e das "suas conseqüências para a saúde da mulher", sobre "a disponibilidade de acompanhamento psicológico" e "de acompanhamento por assistente social durante o período de reflexão e a existência de mecanismos de apoio social às mulheres grávidas e à maternidade".

Para esse efeito, "os estabelecimentos de saúde, oficiais ou oficialmente reconhecidos, para além de consultas de ginecologia e obstetrícia, devem dispor de serviços de apoio psicológico e de assistência social às mulheres grávidas".

Os mesmos estabelecimentos são obrigados a garantir "obrigatoriamente" às mulheres que solicitem a realização de um aborto "o encaminhamento para uma consulta de planejamento familiar".

A nova lei vai manter o princípio de que se a grávida for "menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz" o consentimento "é prestado pelo representante legal, por ascendente ou descendente ou, na sua falta, por quaisquer parentes da linha colateral (provenientes de um mesmo tronco, sem que sejam descendentes uns dos outros, como irmãos, tios e primos)".

n.r.: fica claro perceber que quando uma sociedade se une para exigir modificações nas suas leis, ela alcança seu objetivo. Mas à uma sociedade passiva, como se comporta atualmente a sociedade brasileira, que se acostumou com todos os acontecimentos, mesmo quando estes agridem o maior direito de todo cidadão, como a sua liberdade por falência absoluta da segurança pública resta, a sorte.
Três franceses que viviam no Rio de Janeiro recuperando jovens de favelas não tiveram a mesma sorte. Foram brutalmente torturados e assassinados por um homem, hoje com 25 anos, mas que desde os 15 anos estudou e trabalhou através da ONG que os franceses mantinham no Brasil. Por quanto tempo mais assistiremos à crimes bárbaros como esse no Brasil? Quando começaremos a exigir alterações urgentes no Código Penal?


fonte:agência Lusa

Corpo Humano

"Corpo Humano: Real e Fascinante"


Numa concepção diferenciada e inédita, a mostra "Corpo Humano: Real e Fascinante" é uma oportunidade única para o público em geral explorar os mistérios de sua própria existência. Por isso, recorre a 16 corpos e 225 órgãos verdadeiros para revelar - em todos os seus aspectos - o funcionamento do corpo humano e seus sistemas. Graças a uma técnica chamada polimerização, corpos de homens e mulheres foram embalsamados (receberam substâncias que evitam a decomposição) e preservados para exposição.

Desenvolvida em caráter prioritariamente educativo, sob direção médica do norte-americano Dr. Roy Glover, "Corpo Humano: Real e Fascinante" estimula também a interatividade, uma vez que dispõe de setores onde o público pode tocar órgãos internos reais - experiência até então inimaginável para a absoluta maioria dos indivíduos.

Ao longo da história da Humanidade, grandes personalidades estudaram e escreveram sobre o corpo humano: Aristóteles, Platão, Hipócrates, Vesalius e Descartes. Além deles, artistas como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Raphael e Rembrandt contribuíram com significativos legados no que se refere à imagem do corpo a partir da combinação do talento e da observação detalhada. Com base nas raízes deste conhecimento e propondo um tratamento inovador e igualmente respeitoso ao tema, "Corpo Humano: Real e Fascinante" utiliza corpos e órgãos dissecados para revelar a função de um sistema anatômico completo e seu papel no corpo como um todo, e para possibilitar uma melhor compreensão de como maus hábitos ou doenças podem interferir em seu funcionamento, órgãos saudáveis e não-saudáveis são colocados lado a lado.

Todos os corpos e órgãos exibidos são de indivíduos acometidos de morte natural, que optaram por participar de um programa de doação de seus próprios corpos em benefício da ciência e da educação, realizado pela República Popular da China. A iniciativa fornece material anatômico para comunidades médicas e científicas, para fins educacionais e de pesquisa, não só em solo chinês - onde estão os maiores especialistas na dissecação de corpos - como também no exterior.


"Corpo Humano: Real e Fascinante"
» Onde:
Oca - av. Pedro Álvares Cabral, s/nº
» Quando: de segunda a sexta, das 9h às 19h;
sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h
» Quanto: de R$ 15 a R$ 30
» Informações: tel. (11)6846-6000


fonte:Exposição Corpo Humano

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Dente inteligente

Pesquisadores criam dente que libera remédios


Pesquisadores estão desenvolvendo um dente que libera automaticamente medicamentos especialmente para pacientes que necessitam de doses periódicas, de acordo com a edição desta terça-feira do jornal britânico The Daily Mail.

O artefato, conhecido como Intellidrug, é pequeno o suficiente para ser inserido dentro de dois molares artificiais no fundo da arcada dentária. O dente artificial poderia ser eficaz especialmente para pessoas que sofrem de Mal de Alzheimer, e que costumam se esquecer de tomar seu medicamento, pessoas que necessitam de remédios para controlar a pressão ou pacientes com dificuldade para engolir comprimidos.

Segundo Thomas Velten, do Fraunhofer Institute for Biomedical Technology, na Alemanha, citado no Daily Mail, "é importante para alguns males que exista um nível constante de mendicamento no sangue. Com este sistema, nós podemos regular o momento em que a dose é ministrada, mesmo que o paciente esteja dormindo".

O artefato é mantido na boca com clipes e adesivo dental, e contem um reservatório onde a droga é mantida em pastilha. Quando a saliva passa pelo dente falso, a droga se dissolve e é empurrada por uma válvula para a outra extremidade, entrando na boca e sendo absorvida pelo organismo, explica a reportagem.

Dois sensores eletrônicos detectam a quantidade de medicamento que está sendo liberada na boca e o quanto ainda resta no Intellidrug, que contém ainda uma minúscula pilha. O reservatório provavelmente vai precisar ser recarregado novemente em duas semanas, mas isso poderá variar de paciente para paciente, segundo o Daily Mail.

O Intellidrug já foi testado com sucesso em porcos. Os testes em seres humanos devem começa no segundo semestre e o artefato pode ser lançado no mercado em 2010, afirma o jornal.


fonte:BBC Brasil

Aquarelas de Lasar Segall - S.Paulo

O Museu Lasar Segall dá início às comemorações de 40 anos da fundação da instituição. Celso Lafer, curador da mostra, preparou um ensaio inédito para o catálogo sobre os múltiplos olhares de Lasar Segall em sua obra, especificamente nas aquarelas. As celebrações incluem ainda o lançamento de um catálogo com as mesmas obras expostas na mostra.



Museu Lasar Segall
»Onde:
Rua Berta 111, Vila Mariana - SP
»Quando: Terça a sábado, das 14h às 19h;
domingo e feriados, das 14h às 18h
»Informações: (11) 5574-7322


fonte:UOL

Aquarelas de Lasar Segall - S.Paulo

O Museu Lasar Segall dá início às comemorações de 40 anos da fundação da instituição. Celso Lafer, curador da mostra, preparou um ensaio inédito para o catálogo sobre os múltiplos olhares de Lasar Segall em sua obra, especificamente nas aquarelas. As celebrações incluem ainda o lançamento de um catálogo com as mesmas obras expostas na mostra.



Museu Lasar Segall
»Onde:
Rua Berta 111, Vila Mariana - SP
»Quando: Terça a sábado, das 14h às 19h;
domingo e feriados, das 14h às 18h
»Informações: (11) 5574-7322


fonte:UOL

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Poema inédito de Pablo Neruda por US$3.700

Um poema inédito do Nobel de Literatura chileno Pablo Neruda, escrito em 1963, está à venda por US$ 3.700.

Neruda escreveu o poema, dedicado a uma amiga, sobre uma tábua de madeira. Elvira Morel, comemorava seu aniversário em Limache, 120 quilômetros ao norte de Santiago.

Na ocasião, o poeta chegou e reclamou do barulho que os convidados faziam. "É meu aniversário e estou na minha casa. Se não está gostando, pode ir embora", teria dito Elvira Morel, segundo relato ao jornal "El Mercúrio".

Neruda, amante das festas, não se foi e decidiu pedir desculpas à aniversariante por meio de um poema de 14 linhas escrito com sua pena de tinta verde. "Perdoe o poeta/Um pouco o que lhe passa/Aos poetas e aos loucos/Dá-lhes tua casa", escreveu Neruda na madeira.

O neto de Elvira é quem oferece o poema, por US$ 3.700, em anúncio nos classificados do jornal chileno.


fonte:ANSA

Múmia careca

França devolverá ao Egito os fios de cabelo da múmia de Ramsés II


A França devolverá rapidamente ao Egito alguns fios de cabelo que supostamente pertencem à múmia de Ramsés II e que um particular pôs à venda na Internet em novembro, informaram fontes judiciais da cidade de Grenoble.

As mechas foram oferecidas por um cidadão que supostamente as herdou de seu pai, que participou das análise feitas na múmia do faraó, em Grenoble (França), entre 1976 e 1977.

Horas depois de anunciados na Internet, os fios de cabelo foram confiscados pela polícia e enviados à agência central de bens culturais de Paris.

No aspecto puramente judicial, a investigação está encerrada há mais de um mês e o vendedor, que foi detido, não será acusado de nada.

No fim de novembro, um carteiro francês de 50 anos pôs à venda na Internet uma dezena de pequenos sacos plásticos que continham alguns fios de cabelo e pequenos pedaços do material que envolve a múmia de Ramsés II por um preço mínimo de 2.000 euros (cerca de 2.600 dólares). O assunto provocou a indignação dos arqueólogos e autoridades egípcias.

A múmia de Ramsés II, conservada no Museu do Cairo, foi enviada à França há 30 anos com a finalidade de averiguar por que o cadáver do último grande faraó, que reinou de 1279 a 1213 AC, estava se desintegrando. Naquela ocasião, os especialistas de Grenoble, entre eles o pai deste carteiro francês, estudaram apenas algumas amostras do tecido enviadas por Paris, onde se encontrava a múmia.




fonte:AFP

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007


Milagre


É grande o silêncio,
Aguardo o milagre,
Chegas amor finalmente,
Ó meu amor mesmo tarde;

E vou livremente,
Contigo ao meu lado,
Tenho o meu mundo contente,
Neste sonhar acordado.

- Onde está a tua voz, quero ouvir a tua voz...
- Onde está a tua voz, queria ouvir a tua voz...

O desejo pretende,
Louvar a saudade,
A tua voz anda ausente,
E eu estar contigo é milagre.



(Madredeus)
foto:Geoffroy Demarquet

Bléin, Blón, Bléin, Blón

Horário de verão termina à meia-noite de sábado


Acertem os ponteiros do relógio, o horário de verão termina à meia-noite do próximo sábado (dia 24), quando os relógios deverão ser atrasados em uma hora nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

A medida vigora desde o dia 5 de novembro de 2006. A expectativa do governo era a de que a mudança no horário provocasse, durante 112 dias, uma redução na demanda de energia entre 4% e 5% no início da noite, horário em que o sistema elétrico é mais utilizado.



O resultado efetivo da medida neste ano ainda está sendo contabilizado pelo governo. O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) chegou a estimar que a economia atinja R$ 50 milhões, valor equivalente à geração de usinas termelétricas que deixariam de ser utilizadas com a mudança no horário.

O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931, com duração de cinco meses. Até 1967 a mudança no horário foi decretada nove vezes. Desde 1985, no entanto, a medida vem sendo adotada sem interrupções, com diferenças apenas nos Estados atingidos e no período de duração.


fonte:Folha Online

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Design espanhol - CCSP

"Prontos para ler" reúne o melhor do design da Espanha


São mais de 300 títulos editados entre 2000 e 2005, numa mostra que já passou por Nova York e Buenos Aires. Os títulos são de literatura e ensaio, arquitetura, arte e design, coleções infantis e livros de bolso, publicados por editoras convencionais como Anagrama, Seix Barral, Tusquetes, Santillana, Planeta e Siruela, e editoras não convencionais como Acantilado e Avitar. Há também uma seção dedicada a livros de artista e publicações de instituições que possuem linha editorial própria.



"A Espanha tem uma ampla tradição de produtos editoriais bem-acabados e criativos. A mostra é diversa e destaca não somente designers mas também editoras que dão atenção especial à sua identidade visual", explica Ana Tomé Diaz, diretora da Agência Espanhola de Cooperação Internacional em São Paulo, parceira da Prefeitura de São Paulo na realização da mostra.



Em março, a exposição será complementada por um ciclo de debates sobre o design de livros na Espanha e no Brasil, que irá discutir temas como políticas públicas, ensino e formação para o design gráfico. Do lado brasileiro, já estão confirmados Augusto Massi e Kiko Farkas, entre outros.


fonte:Folha de S.Paulo

Lula colossal

Calma! Nada a ver com o presidente do Brasil




Uma lula adulta imeeensa foi encontrada por um pescador neo-zelandês na região da Antártida. Com aproximadamente 450kg e 10 m de comprimento, ela é 150kg mais pesada que a maior encontrada anteriormente.




fonte:UOL

História guardada por séculos

Escavação para obra em Atenas


Uma obra em Atenas revelou um anfiteatro grego de 2.500 anos de idade, que segundo arqueólogos pode ter sido palco para a apresentação de peças.

Os arqueólogos que supervisionavam as escavações para a construção de um prédio na área de Menidi, conhecida como Acarnes na Antiguidade, descobriram 13 fileiras de arquibancadas de pedra que provavelmente faziam parte de um teatro ao ar livre.

"O mais provável é que seja um teatro antigo do século 4 a.C. Se tivermos sorte, podemos encontrar artefatos que nos ajudem a entender exatamente o que isso era", disse Vivi Vassilopoulou, diretora-geral de antiguidades do Ministério da Cultura.

O teatro de Acharnes foi mencionado por escritores da Antiguidade, mas serão necessárias mais escavações para determinar a identidade da descoberta, que está parcialmente coberta por uma rua. Aristófanes fala da região na comédia "Os Acarnenses". A província de Ática, onde fica Atenas, possui seis outros teatros semelhantes.


fonte:Reuters

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Quarta-feira de Cinzas

Fim de noite. Fim de Carnaval. Quarta-feira de Cinzas. Vamos fechar com Chico?


Noite dos Mascarados
- Quem é você?
- Adivinha se gosta de mim
Hoje os dois mascarados procuram os seus namorados perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- ...que eu quero saber o seu jogo
- ...que eu quero morrer no seu bloco...
- ...que eu quero me arder no seu fogo
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor
- Eu tenho um pandeiro
- Só quero um violão
- Eu nado em dinheiro
- Não tenho um tostão...Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
- Eu sou tão menina
- Meu tempo passou
- Eu sou colombina
- Eu sou pierrô
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser
Seja você quem for, seja o que Deus quiser



Chico Buarque
foto:Carnaval em Veneza



n.r.: eu não gosto de Carnaval, ou não gostava. Por isso, tenho de admitir: o Carnaval de rua, com blocos pequenos, o "Carnaval de antigamente" é muuuuito bacana; "Gigantes da Lira", "Laranjada"...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Enfim, os limites

O menino João Hélio foi assassinado na frente de sua irmã e sua mãe e várias pessoas que impotentes não puderam fazer nada para salvá-lo. Tive pesadelos, não perguntei a alguém se aconteceu o mesmo, mas certamente sim. Os brasileiros finalmente acordaram, e da pior forma possível. O tranco, o choque foi violento. Desde o dia do assassinato do menino João Hélio, decidi não tocar no assunto. Lembrei-me então que sou uma cidadã brasileira que reclama e sofre e discute diante de tanta inércia por tantos anos e achei-me muito covarde me mantendo calada justamente agora. Não me verão participando de missas de solidariedade porque a questão não é religiosa, é política e de segurança pública. Rezo e continuarei rezando por crer no poder da prece e crer em Deus, só! Que se reunam, mas para pensarem em alternativas, em pontos do código penal que precisam urgentemente ser modificados, pensem também na reestruturação da Lei que protege a criança e o adolescente. É um crime permitir que crianças menores de idade possam perambular pelas ruas em bando. Lugar de criança é na escola! É um crime fingir não ver um número imenso de crianças cheirando cola pelas ruas. Não foi uma criança que assassinou cruelmente João Hélio, foi um bandido, como outros tantos que estão soltos por aí, pela certeza da impunidade, pela falência da nossa política de segurança. O bandido não teme ser preso, as brechas na lei penal permitem que um acusado a cumprir pena por 30 anos cumpra no máximo 6 anos, além disso, o sitema prisional brasileiro não recupera ninguém.

O presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva reforçou novamente seu discurso em defesa da cautela para a discussão de mudanças na legislação penal em meio ao clima de comoção provocado, há uma semana pela morte desse menino. Com licença e desculpas pela má palavra, mas...senhor presidente: "qual é cara-pálida?!" Comoção?! Uma semana se passou! É o que diz a notícia do Jornal O Globo de hoje além das habituais notícias de violencia no Rio de Janeiro, como:
"Bandidos fazem 2 falsas blitzes e fecham Av. Brasil"
"Força Nacional faz primeira operação em favela. Confronto no morro do Alemão deixa 6 mortos e provoca protestos de moradores"


Comoção, sr. Presidente?!!! Como assim, comoção?!!! Basta!!! Ou somente quando um neto ou filho de uma autoridade do governo sofrer o mesmo que esse menino e vários outros antes dele sofreram é que será oportuno modificarem a nossa lei penal?
Como há muitos a falar muito mais sobre o assunto, escolhi e resolvi postar o que escreve hoje o antropólogo Roberto daMatta na sua coluna do Jornal O Globo.



Enfim, os limites
por Roberto DaMatta

Assisti pela Rede globo, tocado pela indignação, mas comovido e solidário, a entrevista dos pais de João Hélio, o meninozinho cruelmente assassinado no Rio de Janeiro. Vi, também, o retorno da tese reacionária, arcaica e brasileiríssima segundo a qual, quando se trata de lei, a pressa é inimiga da perfeição. Se tudo o que é legal e poderoso se reveste, como na antiga Roma, da imobilidade que tem como serviçais o protocolo do silêncio confundido com sabedoria e liturgia lenta travestida de equilíbrio, não haverá como estabelecer uma sociedade igualitária no Brasil.
A recusa, a covardia e o medo de discutir os limites da responsabilidade criminal - que, como sabem os psicólogos, são, a partir de uma certa idade, sempre arbitrários - diante do corpo de um meninozinho destroçado por bandidos falam bem da impunidade como um valor neste país.

Estudante de sociedades humanas, sei que não há coletividade sem algum tipo de desvio, pecado, tabu ou crime. Só as abelhas não rompem regras, justamente porque não as têm. Mas sei também que, em todos os sistemas, há uma consciência aguda para o crime, a menos - e é isso que me assusta - que a violação da norma seja ela própria um valor. O assalto a mão armada, o risco de ser queimado vivo quando se entra num ônibus é hoje, no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras, algo tão corriqueio que estamos prestes a apagar a velha distinção entre o normal e o patológico no que diz respeito à violência contra a propriedade e contra a vida em geral.

Para um sistema social consciente de sua iníquia distribuição de renda e que tenta corrigí-la apresentando aos seus cidadãos o exemplo tradicional da educação, da honestidade e do trabalho, mas que, simultaneamente, também adota formas anômalas de sucesso por meio do crime contra a propriedade e o cargo público (que vai do "rouba, mas faz"; ao "eu não sabia"; sem esquecer o "mas esse problema está resolvido..."), existe o sério risco de dissolução da fronteira entre o certo e o errado.
Ademais, há o risco de, em nome da pobreza e da iniqüidade social, justificar todos os crimes que, em tese, seriam "sociais". Se a sociedade é injusta na raiz, onde está a legitimidade de prender e punir pessoas que, no limite, são vítimas dessa injustiça? Como punir o criminoso hediondo se ele é, em primeiro lugar, uma vítima da sociedade que seria mais injusta que ele?

Mas será que todo injustiçado vira necessariamente um criminoso? Para que lado desemboca a justiça? Ela segue sempre na direção da brutalidade contra a pessoa humana ou um menino indefeso? Se pensarmos que a justiça social pode ser liquidade na ponta de uma arma e não por meio da regra da lei, para onde vai o idéia de democracia e de justiça social? Se o governo, por incompetência, mendacidade ou medo, entregar a justiça social aos "movimentos" e aos que se sentem injustiçados, deixando que eles façam a justiça que julgarem mais indicada para o seu caso, que tipo de sistema estaremos estimulando? Seria possível imaginar uma justiça sem limites, deixando intocado um sistema que abona uma polícia ineficiente e um quadro legal fundado no privilégio das vergonhosas proteções que distinguem a lei de quem com ela rompeu? Não seriam esses apêndices de privilégio legal os maiores produtores de injustiça, de crime e de legalidade, justamente porque este país, que só tem governos voltados para o povo, assiste rotineiramente aos mais escabrosos escândalos envolvendo membros do governo serem premiados com a impunidade? Qual a relação entre limite e justiça? Entre compaixão e reparação moral? Entre o conforto do sofrimento indizível e a coerência moral e política reparadora para com as vítimas, cujo único pecado foi o de ter progredido na vida?

Enfim, que sociedade é essa que recusa punir e detesta estabelecer ou sequer discutir limites? Que acha certo e "normal" mudar a Constituição para dar mais poder ao governo, mas que toma como apressado, neurótico ou imoral discutir medidas para acabar com crimes hediondos como esse que vitimou o menino João Hélio? Por onde começar senão de modo radical, pela raiz? E a raiz aqui é a (maior)idade para a responsabilidade penal que, no Brasil, está incoerentemente desvinculada da maioridade política. Se um sujeito tem, aos 16 anos, o discernimento e a responsabilidade para escolher quem vai administrar o país, porque ele é singularizado quando comete um delito? Não seria um fator de aliciamento preferencial dos menores pelos bandidos? Não seria essa inocência presumida que se atribui à própria juventude uma dimensão ponderável da ausência de limites como uma ética e um valor?



fonte:Jornal O Globo

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Estou cessando as atividades. Beijinhos à todos! Volto depois da quarta-feira de cinzas.
Para ser totalmente verdadeira, ando muito triste. Vai passar. Sempre passa.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Turismo - 1ª Edição - Visconde de Mauá

Visconde de Mauá


É um distrito do município de Resende, no estado do Rio de Janeiro, Brasil. De forma mais ampla, o nome Visconde de Mauá é atribuído ao conjunto das vilas de Mauá, Maringá e Maromba e seus diversos vales, como o Vale das Cruzes, Alcantilado, Pavão e Grama. Situada a 1200 metros de altitude, na Serra da Mantiqueira, compreende parte dos municípios de Resende-RJ, Itatiaia-RJ e Bocaina de Minas-MG. As vilas ficam, em média, a 40km das sedes desses municípios.

Visconde de Mauá tem cerca de seis mil habitantes. A principal atividade econômica da região é o turismo, com mais de 100 estabelecimentos de hospedagem e dezenas de restaurantes, alguns especializados em trutas e receitas à base de pinhão.

A região se localiza em área de preservação ambiental, na serra da Mantiqueira, a 1200 m de altitude. Os visitantes são atraídos pelas belezas naturais das cachoeiras e vales.

É a porta de entrada para quem vem de São Paulo ou Rio de Janeiro. O acesso para Visconde de Mauá é através da Via Dutra, no Km 311/RJ. Vindo do Rio, a saída fica 3 km depois de Resende. Vindo de São Paulo, é logo depois da Polícia Rodoviária de Itatiaia. Passe a entrada para Penedo e siga até o fim do asfalto. Depois, são 15 km de estrada de terra até a entrada de Mauá. Em Mauá se localizam serviços como caixa eletrônico, agência dos Correios, polícia, farmácia e posto de informações. A vila acompanha o percurso do rio Preto, onde se praticam canoagem e bóia-cross. Na estrada para Campo Alegre também encontram-se pousadas amplas e hotéis-fazenda.

História
O nome Visconde de Mauá homenageia Irineu Evangelista de Sousa, barão e depois visconde, que recebeu as terras da região em 1870, como concessão do governo federal para exploração de madeira, que seria transformada em carvão vegetal. Em 1889, ainda no Império, seu filho, Henrique Irineu de Souza, instalou nas terras um núcleo colonial, formado por famílias de imigrantes europeus. A iniciativa fracassou e a maior parte dos colonos retornou aos países de origem. Em 1908 o governo federal compra as terras de Henrique e cria o Núcleo Colonial Visconde de Mauá, segunda tentativa de receber colonos europeus. Este núcleo acaba extinto em 1916.

Cachoeiras

Cachoeira Véu da Noiva
No mesmo caminho da Cachoeira do Escorrega, saindo da vila da Maromba, após a 1ª ponte, existe uma estradinha a esquerda leva até a Cachoeira Véu da Noiva.


Cachoeira do Escorrega
Seguindo adiante, na bifurcação, suba pela esquerda e você encontrará a Cachoeira do Escorrega. Como o próprio nome está dizendo, possui um tobogã natural onde as pessoas deslizam e mergulham no poço de águas geladas.


Toca da Raposa
Um pouco mais a frente, com uma queda de 5 metros, a cachoeira da Toca da Raposa encontra-se entre as pedras, no meio da mata.


Cachoeiras do Alcantilado
Saindo da Vila de Visconde de Mauá, após o único posto de Gasolina da região, entre na primeira a direita. Atravesse a ponte da Gávea, dobre a direita novamente. Após 1 km você encontrará o mirante do Alcantilado. Mais 2 km ä sua esquerda está a estrada que leva às cachoeiras. Passe pela ponte e mais 500m estará no portão de entrada da Fazenda onde se localizam as cachoeiras. São 1500 metros pela mata com pássaros, borboletas e 9 pontos de atrações entre cachoeiras, grutas, piscinas naturais e mirantes. Possui um bar e estacionamento e cobra pequena taxa de visitação de R$5,00 por visitante.


Corredeiras do Alcantilado
Parque temático com esportes radicais para crianças e adultos. Situado no vale do Rio Alcantilado, abaixo das cachoeiras do Alcantilado. Bóia-cross nível infantil e adulto, tirolesa com três níveis, arvorismo com dois níveis, escalada em corda, rapel, pêndulo, estilingue, trilhas, área de play-ground, lanchonete. Lá encontra-se também o Museu Duas Rodas.


Eventos

Maio: Festa do Pinhão e Concurso Gastronômico
Junho: festa de São João (Maringá)
Setembro: Temporada da Truta


Passeios

Cachoeira da Santa Clara
Cachoeira do Alcantilado
Cachoeira do Escorrega
Cachoeira do Santuário
Cachoeira do Véu da Noiva
Cachoeiras da Saudade
Corredeiras do Alcantilado
Museu Duas Rodas
Pedra Selada
Poção da Maromba
Poção do Marimbondo
Toca da Raposa


Para quem gosta de um pouco de aventura, há a Ecomauá, perfeita para caminhadas, passeios off road e muita aventura pelas trilhas das montanhas monitorados por guias autorizados. Passeios com guia em cavalos de raça, por trilhas especiais, trekking e camping selvagem. Dentre os muitos esportes que podem ser praticados na região, destacam-se o alpinismo, o rapel, a canoagem, o rafting e montain bike.

Conheço Itatiaia, Resende e claro, Visconde de Mauá, onde não apareço há uns anos. Com isso posso dizer que o Rio de Janeiro tem muito mais para oferecer além da praia de Copacabana e do Sambódromo


fonte:Wikipédia e Guia Mauá (http://www.guiamaua.com.br/)

Vrum, Vrum, Vrum

Peugeout 2007 SW




Às amigas e amigos:
Há tempo suficiente. Meu aniversário é em outubro!




fonte:Interpress Motor

Novidades no blog

A essência do Nuvens sobre o Atlântico é ser informativo na área cultural, e sem esquecer que o cotidiano é importante para todos nós, vez por outra sai uma notícia a respeito do assunto. Já há algum tempo, venho sentindo uma coceirinha na pontas dos dedos que teclam esse teclado "made in Portugal" para acrescentar outras dicas, também muito interessante, como o turismo.
Não é possível continuar resistindo, recebo incontáveis newsletters sobre lugares parasidíacos deste Brasil e não só, que ainda não conheço e que sei que várias pessoas também não conhecem. Longe de querer promover agências de viagens ou pousadas, ou hotéis (só se receber por isso, obrigada!) pretendo me deter exclusivamente às cidades e ao que elas oferecem. Meu tempo anda escasso na mesma, mas nessa nova empreitada vou partilhar com todos vocês que visitam meu Nuvens, paisagens de sonho, porque todos precisamos sonhar e visualizar - mesmo que por enquanto seja em imagens - a beleza que a natureza nos oferece para continuarmos sobrevivendo neste mundo maluco.


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007


Timidez


Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...


— mas só esse eu não farei.


Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...


— palavra que não direi.


Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,


— que amargamente inventei.


E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...


— e um dia me acabarei.


Cecília Meirelles
foto:Saelon Renkes

Message in a bottle

The Police reunido deve anunciar turnê mundial


O grupo de rock britânico, The Police, deve anunciar uma turnê mundial de trigésimo aniversário durante uma coletiva em Los Angeles, na segunda-feira (11), um dia após o trio se reunir para abrir o Grammy.



O anúncio marcado para às 11h (horário local) será feito pelo líder Sting, o baterista Stewart Copeland e o guitarrista Andy Summers no clube noturno Whisky A Go Go em West Hollywood.


fonte:G1

Livro mostra faces da favela pelas mãos de grandes autores

Grandes autores, entre eles Drummond, Rubem Fonseca, João Antônio, Lygia Fagundes Telles, Paulo Lins, Luiz Ruffato e Marçal Aquino, mostram as várias faces da favela, ora em cenas violentas, com drogas, tiros, massacres, ora em cenas ternas, com a narração de amores, canções, e heroísmo. É este o perfil do livro "Cenas da Favela", organizado por Nelson de Oliveira para o selo Geração Editorial, agora associado com a Ediouro.

Nelson de Oliveira, o organizador, premiado no Casa de las Américas, de Havana, e mestre em Letras pela USP, garimpou nos livros dos grandes nomes clássicos ou jovens da literatura brasileira. Além de contos, o livro traz trechos de romance, diários e poemas.

São 24 autores: Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca, João Antonio, Wander Piroli, Lygia Fagundes Telles, Cecília Prada, Carolina Maria de Jesus, Paulo Lins, Sérgio Fantini, Ferréz, Luiz Ruffato, Marçal Aquino, Alberto Mussa, Chico Lopes, Fernando Bonassi, João Anzanello Carrascoza, Marcelino Freire, Nelson de Oliveira, João Paulo Cuenca, Luis Marra, Ronaldo Bressane, João Paulo Cuenca, João Batista Melo e Antônio Fraga.

"Cenas da Favela" traz contos célebres como "Feliz ano novo", de Rubem Fonseca (1925), que chegou a ser proibido pela ditadura militar em 1975, e "O guardador", de João Antônio (1937-1996), além de poemas, como o contundente "Favelário nacional" , de Drummond (1902-1987), e trechos do diário "Quarto de despejo", de Carolina Maria de Jesus (1914-1977).

Também está na antologia a imortal da Academia Brasileira de Letras Lygia Fagundes Telles (1923), com o conto "O x do problema", do livro "Cemitério dos ratos" (1977). Outro escritor presente é Paulo Lins (1958), autor do romance "Cidade de Deus", filmado por Fernando Meirelles. Em "Cenas da Favela" ele publica o bonito e engajado conto "Destino de artista", sobre dois compositores de samba-enredo, Empadinha e Azeitona.


fonte:Folha Online

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Roupas x Sexo

Pesquisa mostra que mulheres preferem um bom guarda-roupa


A maioria das mulheres dos Estados Unidos prefere um armário cheio de roupa ao sexo, segundo uma pesquisa realizada com mulheres de dez das maiores cidades do país.

De acordo com o estudo, realizado pela empresa Unilever, 61% das norte-americanas considera que seria mais traumático perder uma peça de roupa favorita do que ficar sem sexo durante um mês. A maioria das mulheres deixaria de manter relações sexuais durante quinze meses, se ao final desse período encontrassem um
armário repleto de roupa nova. Inclusive, 2% das indagadas assumiriam sem problemas três anos de abstinência se tivessem a mesma recompensa.



Mas o sexo não é o único perdedor nesta batalha: as relações sentimentais, o amor e os homens também aparecem abaixo da roupa na lista de preferências femininas. A média das indagadas entre os 18 e os 54 anos manteve no armário sua peça de roupa favorita durante doze anos e meio, um ano a mais do que durou sua relação sentimental mais longa.

A maioria das mulheres está convencida, ainda, de que, sim, existe amor à primeira vista; mas só quanto à roupa. O amor instantâneo é real para 70% das perguntadas quando se apaixonam por alguma saia, blusa ou sapatos, enquanto este número cai para 54% quanto a detectar o homem adequado à primeira vista. Entre o poder do sexo oposto e o da roupa para fazer sentir as mulheres se sentirem bem, também não há lugar para dúvida. Para 48% das mil entrevistadas, um homem não pode lhes transmitir
tanta segurança nem lhes fazer sentir tão sexy como sua roupa favorita.

Possivelmente, viver num país com um W. Bush como presidente possa destruir a libido de qualquer uma, porque o resultado da pesquisa é grave! 61% é muito! São muitas mulheres trocando o sexo por um armário cheio de roupa!!! Também não quero pensar muito em como será o guarda-roupa dessas mulheres para se sentirem tão seguras com a troca. Vestidos floridos dos anos 80, calcinhas samba-canção com o elástico roto, a lycra gasta pelo passar dos anos e das lavagens? Cruzes!!!

Logo de cara, imagino a pior das imagens a respeito da roupa interior e exterior dessas senhoras, caso contrário, puxa! Fica dificílimo entender e mesmo assim...
Mas, talvez...que tipo de homens atravessaram ou atravessam seus caminhos para as deixarem tão...tão...frias, sem fantasias? Onde se escondeu o desejo de 61% das mulheres norte-americanas? Que mêdo levou-as a subtraírem algo tão natural a qualquer ser-humano?

A pesquisa ganha um tom ainda mais pesado quando inclúi que o sentimento é dispensável. Porque?! Talvez pelas guerras constantes, onde a única coisa mutável é o país onde acontecem, homens que partem e não retornam mais, e novamente outros homens que partem e não retornam deixando uma dor profunda, que não cicatriza pela repetição. A questão não é fazer ou não ter. É não ter vontade "DE"! Eu não troco "o que há de vir" por "aquilo que passou", nem pensar! Tomara que elas encontrem em si mesmas a segurança que buscam nos outros. Tomara!



fonte: agência EFE

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Patrimônio - Rio de Janeiro

Igreja é restaurada para celebrar os 200 anos da vinda da família real


Nem a poluição produzida em 100 anos pelos veículos que passam pela Rua Primeiro de Março conseguiu obscurecer o encanto da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, que já foi a catedral da cidade. Sob uma espessa camada de fuligem, sobreviveu em todo o seu esplendor a pintura dourada que adorna a talha e o teto da capela principal.

Essa foi a primeira surpresa para os restauradores que trabalham desde setembro diligentemente na limpeza dos ornamentos do templo. "No teto e na parte mais alta da igreja parece que a pintura foi feita ontem", diz Wallace Caldas, consultor do projeto de restauração, enquanto aponta as delicadas guirlandas e os arcanjos de asas abertas do alto de um andaime, a 15 metros de altura. A limpeza executada por 25 técnicos é uma das primeiras etapas de um extenso programa de restauração orçado em 11 milhões de reais, bancados pela prefeitura. Até março de 2008, quando se comemora o bicentenário da chegada da família real portuguesa ao país, a expectativa é que a Igreja do Carmo recupere a glória dos tempos em que o príncipe regente dom João a consagrou capela real. "O interior sofreu poucas alterações desde o início do século XIX. Queremos recuperar a igreja, deixando-a o mais próximo possível do que ela era nessa época", diz o consultor. Será criado, também, um espetáculo de som e luz para a nave do templo.

O interior da Igreja do Carmo é uma obra-prima do rococó, característico do fim do século XVIII. A historiadora Myriam Ribeiro, da UFRJ, resume sua importância. "A Igreja do Carmo está para o rococó como o Mosteiro de São Bento para o barroco. Se um turista quiser visitar apenas duas igrejas no Rio, são essas duas que ele não pode perder." O barroco, que precede o rococó, é mais dramático e exuberante. Todos os espaços são preenchidos. No rococó, o ouro surge de uma forma mais delicada em guirlandas e em outros motivos decorativos da talha de mestre Inácio, deixando espaços para os fundos claros e desornamentados. Uma das questões com que os restauradores precisaram lidar foi justamente descobrir a cor original das paredes da igreja. "Encontramos um bege escuro e, embaixo dele, uma camada de verde. Mas, depois de mais de 100 prospecções em toda a nave, descobrimos que no início do século XIX o tom usado era o bege clarinho", diz a restauradora Yanara Haas, do Iphan.

Do lado de fora, a situação é diferente. As fachadas sofreram muitas alterações e acréscimos ao longo dos séculos. Apenas o 1º andar da fachada para a Primeiro de Março é original. "O exterior foi construído em um estilo pombalino, mais severo, enquanto o interior é rococó", diz a historiadora Myriam. A torre situada na esquina com a Rua Sete de Setembro, onde está uma escultura de bronze de Nossa Senhora da Conceição, é das primeiras décadas do século XX. Essa torre chegou a ceder e sua estabilidade foi motivo de preocupação. "Fizemos um levantamento estrutural e constatamos que ela está estável, apesar de ter se deslocado 56 centímetros do seu eixo", diz a técnica do Iphan. A restauração da torre e da fachada iniciou-se há dois anos. Agora, é a vez da fachada lateral, muito danificada ao longo dos anos. Muitos elementos decorativos perdidos são reconstituídos em uma oficina no canteiro de obras. A limpeza da fachada lateral também revelou uma curiosidade: os restauradores descobriram que em parte dela foi usada uma pintura semelhante à textura do granito. Isso apesar de a própria pedra ter sido utilizada nas paredes.



A história da antiga Sé é longa, e na semana passada foi iniciada uma pesquisa arqueológica em busca de vestígios em seu subsolo. No primeiro dia de escavações, encontrou-se sob o piso do altar-mor uma moeda de ouro portuguesa datada de 1785 com as imagens de dona Maria e Pedro III. Os pesquisadores agora torcem para encontrar remanescentes da capela original, uma modesta ermida para Nossa Senhora do Ó, erguida no século XVI e cedida para os religiosos do convento do Carmo. Na segunda metade do século XVIII, quando o Rio se tornava a capital e a exploração do ouro de Minas Gerais estava em seu auge, começou a ser construída a igreja. O escultor Inácio Ferreira Pinto posteriormente fez suas talhas. Nos primórdios, só o altar-mor era dourado. "Com a chegada da família real, o restante também recebeu douramento", explica Wallace Caldas.



Dom João designou a igreja como capela real e catedral, condição que se manteve até 1976. Nos moldes da corte portuguesa, ele estimulava o trabalho de compositores como o padre José Maurício Nunes Garcia, um dos pioneiros da música erudita no país. O Carmo serviu de cenário para acontecimentos históricos como o casamento de dom Pedro e Leopoldina da Áustria, em 1817, e da coroação de dom Pedro I, em 1822. Dom Pedro II também foi coroado em seu altar principal, o mesmo local em que a princesa Isabel foi batizada e se casou. O templo guarda ainda parte dos restos mortais de Pedro Álvares Cabral. "Por seu valor histórico, a Igreja do Carmo vai ser o ícone das comemorações dos 200 anos da vinda da família real ao Brasil", diz o secretário municipal das Culturas, Ricardo Macieira, que promete para o ano que vem a publicação de treze livros, duas exposições e um espetáculo na Praça Quinze sobre a mudança da corte portuguesa para os trópicos. Festas e comemorações têm data para se iniciar e acabar. A recuperação da Igreja do Carmo é garantia de preservação de uma relíquia da cidade.


fonte:Veja Online

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Às amigas e aos amigos deste "Nuvens"

A partir desta semana este meu blog querido sofre algumas mudanças. Como necessito me dedicar a novos projetos profissionais, andarei menos por aqui. Serão menos posts em menos dias da semana e as visitas aos blogs amigos serão menos frequentes. Conto com a compreensão de vocês e antecipadamente agradeço.

Beijos à todos!
Cris Caetano

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Aquecimento global

Ações individuais ajudam a reduzir emissões em 1/3


A organização ambiental WWF disse que indivíduos podem "fazer diferença", e tomar medidas simples para reduzir em um terço as emissões de gás carbônico do planeta.

Um relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (sigla IPCC, em inglês) da ONU concluiu que o aquecimento global é motivado por ações humanas.

Veja como você pode contribuir, com medidas simples compiladas pelo WWF, para conter os efeitos negativos deste processo:

Madeira:
Procure o selo FSC (Forest Stewardship Council), que garante que a madeira foi retirada corretamente. O desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de gases causadores do efeito estufa.

Carne:
Pergunte ao seu açogueiro ou ao supermercado que freqüenta de onde vem a carne que você compra. Cerca de 70% das áreas desmatadas são para abertura de novas pastagens, diz o WWF.

Vegetais e verduras:
Prefira alimentos da estação, e de preferência produzidos localmente. São mais baratos e requerem menos transporte e refrigeração.

Transporte:
Prefira o transporte público; para viagens curtas a trabalho ou de turismo, vá de ônibus; entre viajar de carro e de avião, prefira o carro: apesar de poluente, não emite tantos gases estufa na atmosfera quanto as aeronaves; use bicicleta ou caminhe sempre que possível. É saudável e você estará estará contribuindo para um planeta mais limpo; se não houver ciclovias, fale com seus representantes políticos para que as construam.

Automóvel:
Faça sempre a revisão do seu carro. Um carro que funciona corretamente consome menos combustível e menos gases causadores do efeito estufa; calibre bem os pneus do seu carro. Os pneus bem calibrados evitam um consumo excessivo de gasolina e dão mais segurança; ao comprar, dê preferência aos veículos flex e que sejam mais econômicos;
se puder, abasteça com álcool e não com gasolina.

Em casa:
Use aparelhos eficientes em consumo de eletricidade; retire das tomadas os aparelhos em stand-by (os que ficam com as luzinhas vermelhas acesas); desligue as luzes dos ambientes não utilizados; instale painéis solares para aquecer a água. A longo prazo, você poupará energia e dinheiro; substitua as lâmpadas principais da casa por lâmpadas fluorescentes compactas, consomem 75% a menos que as convencionais; desligue o chuveiro quando estiver se ensaboando; entre usar o microondas e o forno elétrico convencional, prefira o primeiro: gasta um terço da energia do segundo; tampe as panelas quando estiver cozinhando.

No trabalho:
Verifique se as luzes estão desligadas ao sair; mantenha os aparelhos de ar condicionado a 25º C; verifique se os aparelhos de ar condicionado estão na sombra. Eles consomem 5% menos se não estiverem no sol; seja ativo: forme uma comissão para verificar como a empresa pode gastar menos energia.

Resumindo, praticar ações de cidadania não fazem mal a ninguém. E vale lembrar que o estrago já está feito, mas vale a pena minimizá-lo, já que nós, nossos filhos e nossos netos só temos este planeta para vivermos.


fonte:BBC Brasil

sábado, 3 de fevereiro de 2007


Se for possível, manda-me dizer:
- É lua cheia. A casa está vazia -
Manda-me dizer, e o paraíso
Há de ficar mais perto, e mais recente
Me há de parecer teu rosto incerto.
Manda-me buscar se tens o dia
Tão longo como a noite. Se é verdade
Que sem mim só vês monotonia.
E se te lembras do brilho das marés
De alguns peixes rosados
Numas águas
E dos meus pés molhados, manda-me dizer:
- É lua nova -
E revestida de luz te volto a ver.


Hilda Hilst
"The White Skirt" - Balthus
(pintor francês, 1908-2001 - Dada/Surrealismo)


Desperta-me de noite


...
Desperta-me de noite
com o teu corpo
tiras-me do sono
onde resvalo

E eu pouco a pouco
vou repelindo a noite
e tu dentro de mim
vai descobrindo vales.


Maria Teresa Horta
"Death and Life, 1911" (detalhe) - Gustav Klimt

(pintor austríaco, 1862-1918 - Simbolismo/Art Nouveau)

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Aquecimento global.

5 minutos de culpa


Alguns monumentos emblemáticos de cidades européias, como a Torre Eiffel, em Paris, tiveram a luz apagada hoje durante cinco minutos devido a uma iniciativa de organizações ambientalistas para protestar contra a mudança climática.

A iniciativa, que surgiu de um grupo de organizações francesas chamada "Aliança", é realizada com o slogan "cinco minutos de respiro para o planeta". Paradoxalmente, o breve "blecaute voluntário" pode aumentar as emissões de gases do efeito estufa devido à utilização automática de centrais térmicas (carvão e gás) quando os consumidores religarem os interruptores.

Na França, a Torre Eiffel e cerca de dez monumentos de Paris se apagaram. Além disso, uma associação de consumidores chamou os franceses a participar da iniciativa em suas casas. Na Bélgica, outro monumento emblemático, o Atomium, também ficou às escuras, assim como o Parlamento Europeu, única instituição da União Européia que aderiu à iniciativa.

Além dos moradores, vários organismos e empresas decidiram unir-se ao movimento. Os trens também apagaram suas luzes, exceto as de emergência. Na Espanha, Madri participou do "blecaute" promovido pela "Aliança pelo Planeta" desligando durante cinco minutos a iluminação da Porta do Alcalá, um dos seus monumentos mais conhecidos.

Em Valência, no leste da Espanha, foram apagadas as luzes de todos os edifícios públicos, assim como os do complexo da Cidade das Artes e das Ciências, onde em novembro acontecerá uma reunião do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. O Ministério do Meio Ambiente da Espanha encorajou os habitantes do país a aderir ao "blecaute" contra a mudança climática, que também teve a participação de outros monumentos, como a Alhambra, de Granada.

Já na Holanda, as instituições e entidades públicas não mostraram o mesmo entusiasmo, e o próprio primeiro-ministro, Jan Peter Balkenende, chegou a alertar para o perigo de a ação levar a um blecaute geral. Assim, apenas um ministério, o do Meio Ambiente, apoiou a iniciativa dos ambientalistas, e os trens apagaram a calefação, mas não as luzes.

Na Itália, a Prefeitura de Roma apagou as luzes da Praça do Campidoglio, onde ficam a sede do próprio Governo municipal e do Coliseu. Além disso, a região da Toscana, no oeste, anunciou sua adesão oficial e pediu que todos os cidadãos apagassem as luzes. "Todos podemos e devemos contribuir" para combater a mudança climática, argumentou.

Em Portugal, a principal organização ambientalista do país, Quercus, decidiu não participar do "blecaute" por considerar o setor dos transportes, e não o energético, o principal responsável pela mudança climática. Um porta-voz do Ministério do Ambiente declarou à imprensa que a instituição não aderiria ao protesto nem tinha opinião a respeito dele.



É imensamente prazeroso ver o mundo dedicar 5 minutos em prol do planeta. Estou emocionada. É parecido com o "minuto de silêncio" onde todo o mundo ou quase todo o mundo - sempre aparece alguém falando - pára sem saber muito bem porquê. E depois, José? Você vai lembrar de fechar a torneira enquanto escova os dentes? Você vai falar com o porteiro do seu prédio que a sujeira da calçada desaparece usando a força da vassoura e não a lenta força do jato d'água que sai de uma mangueira? Vai mesmo? E vai adiantar falar com aquele energúmeno que ainda é capaz de responder que você não é o síndico e que ele só recebe "ordens" do síndico? E de que adianta o horário de verão, se nas claras 18:00 do dia acendem todas as luzes do jardim? 5 minutos para se lembrarem. Tá! Me engana!!!

Ainda em tenra idade no colégio ouvia umas amiguinhas mais fatalistas ou talvez visionárias, dizendo que iriam sair do Rio de Janeiro assim que crescessem para se mandarem para estados do país mais altos, como Minas Gerais. Era um fato que o oceano iria invadir nossas cidades, e que algumas inclusive, desapareceriam. E agora, a tal "Aliança" vem com esse ridículo movimento de 5 minutos para lembrar o que? O que o mundo inteiro está careca de saber? Até o presidente dos EUA, que é um gajo muito ...enfim...muito...descobriu que o mundo está "aquecendo". Tudo bem, ele só descobriu agora, afinal de contas ele é muito..., muito...
Bem fez Portugal e Holanda, onde os que se preocupam e trabalham a favor do planeta, são profissionais competentes e inteligentes. Que 5 minutos! Tenham santa paciência!!!




fonte:A gência EFE

Barraco Italiano

Os amores públicos de Berlusconi


O único perigo real na vida de um político, seja no Brasil ou na Itália, é a sua esposa, é sempre melhor torcer para que ela não vire uma "ex", qualquer uma pode acabar com a vida política do ex-marido.

Na última quarta-feira a Itália assistiu entre estupefata e apaixonada, como manda a tradição italiana, a uma briga conjugal pública e vexatória. Verónica Lario, a mulher de Berlusconi, exigiu de seu marido "desculpas públicas" pela primeira página do jornal "La Repubblica", o menos 'berlusconiano' dos diários, por tê-la ofendido flertando com uma deputada do "Forza Italia". Il Cavaliere demorou algumas horas, mas reagiu. E pediu perdão de forma pública, em uma carta aberta na qual reconhece que o casamento atravessa "um período problemático".



Verónica Lario, nome artístico de Miriam Bartolini, é a segunda mulher de Berlusconi e, até onde se sabe, o único elemento discreto na vida desregrada do ex-primeiro-ministro italiano. Não costuma participar de atos oficiais, não costuma aparecer na imprensa - embora sejam conhecidas suas tendências progressistas -, não o acompanha nos fins de semana na Sardenha e não costuma queixar-se. Calou-se inclusive quando seu marido, em uma entrevista coletiva, brincou sobre um suposto namoro entre a própria Verónica e Massimo Cacciari, prefeito de Veneza e filósofo de esquerda. Por isso criou comoção a capa publicada nesta quarta-feira (31/1) por "La Repubblica", tradicionalmente hostil a Berlusconi: "Verónica Lario: 'Meu marido me deve desculpas públicas'" era a manchete.

Os antecedentes eram bem conhecidos do público. Berlusconi chegou ao jantar dos Telegatti [prêmios televisivos concedidos no último sábado] à 1h da manhã em um estado próximo da euforia. Às 2h, prodigalizava piadas e propostas de casamento. Às 3h ofereceu-se como letrista ao cantor Zucchero. Às 4h proclamou que Gianfranco Fini seria seu sucessor como líder da centro-direita. Isto foi cuidadosamente desmentido por seus porta-vozes na manhã seguinte. O enésimo show de Berlusconi ocupou amplo espaço na imprensa.

Não tanto quanto a carta de Verónica. Poucas cartas à redação merecem tanto alarde tipográfico. Neste caso, justificado. "Com dificuldade supero a reserva que caracterizou meu modo de ser durante os 27 anos transcorridos junto de um homem público, primeiro empresário e depois político ilustre, como o meu marido. Considerei que meu papel deve se circunscrever principalmente à esfera privada, com o objetivo de dar serenidade e equilíbrio a minha família. Enfrentei com respeito e discrição as inevitáveis discussões e os momentos dolorosos que fazem parte de uma longa relação conjugal. Agora escrevo para expressar minha reação diante das afirmações feitas por meu marido durante o jantar de gala que se seguiu à entrega dos Telegatti, no qual, dirigindo-se a algumas das senhoras presentes, entregou-se a considerações para mim inaceitáveis: '... se eu não estivesse casado me casaria com você imediatamente', 'com você iria a qualquer lugar'."

"São afirmações", continua a carta, "que considero lesivas a minha dignidade, afirmações que pela idade, o papel político e social e o contexto familiar (...) Diante de minhas filhas, hoje adultas, o exemplo de uma mulher capaz de defender sua dignidade diante dos homens assume uma importância particular. (...) Creio que a defesa de minha dignidade ajudará meu filho a situar entre seus valores fundamentais o respeito às mulheres, de forma que possa manter com elas relações saudáveis e equilibradas."

Na metade da manhã os telefones celulares soltavam fumaça. Uma mensagem circulava por todo o país: "Verónica é grande". Também lançava fumaça a página da Forza Italia na Internet. Diversas admiradoras de Berlusconi acusaram "La Repubblica" de ter inventado a carta. Depois, quando não era mais possível duvidar, chamaram Verónica de tudo. Nos corredores da Câmara dos Deputados, onde se discutia exatamente o projeto de lei sobre casais de fato, não se falava em outra coisa. O prefeito de Veneza, Massimo Cacciari, de reconhecida amizade com Verónica, comentou que a "belíssima carta" não deveria ter sido publicada, mas acrescentou que era "evidente" que o casamento dos Berlusconi estava "roto".

O epicentro da tormenta matrimonial se encontrava exatamente na Forza Italia. Porque a frase de Berlusconi que mais incomodou Verónica, "me casaria com você imediatamente", foi dirigida a Mara Carfagna, antiga "velina" (moças que enfeitam quase todos os programas da televisão italiana) e atual deputada do Forza Italia. Algumas deputadas do partido assumiram o lado da esposa e aproveitaram para se queixar da abundância de antigas "veline" no grupo parlamentar. A crise matrimonial ameaçava se transformar em crise política.

Era preciso intervir, e Berlusconi o fez. Na primeira hora da tarde, enviou sua própria carta às agências de notícias: "Querida Verónica, aqui estão minhas desculpas. Era reticente em privado porque sou brincalhão, mas também orgulhoso. Desafiado em público, a tentação de ceder é forte. E não resisto a ela. Estamos juntos há uma vida. Temos três filhos maravilhosos que você preparou para a vida com a atenção e o rigor amoroso próprios da esplêndida pessoa que é e sempre foi, desde o dia em que nos conhecemos e nos apaixonamos (...) Mas sua dignidade não tem nada a ver, protejo-a como um bem precioso inclusive quando de minha boca saem frases irrefletidas. (...) Não, acredite-me, não fiz propostas de casamento. Desculpe-me, portanto, e lhe suplico que aceite este testemunho público de um orgulho privado que cede diante de sua cólera com um ato de amor. Um dentre tantos. Um grande beijo, Silvio."

Verónica Lario não quis comentar a carta de seu marido.


fonte:El País
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