domingo, 8 de julho de 2007

Namorar: a melhor coisa do mundo


E viva a diferença


"A melhor coisa do mundo é namorar. Quando se é muito jovem, se é também muito exigente: o outro tem que nos a-do-rar, corresponder a todos os nossos desejos, nos fazer maravilhosas surpresas e não pensa em outra coisa na vida a não ser em nós. Esse tempo felizmente passa, e chega um dia em que, se um homem declarar que pensa em você o dia todo, dá vontade de gritar e tomar um avião para um lugar onde possa ficar inatingível. Amor é bom, mas se for demais não costuma dar certo para nenhum dos dois.

Mas não tem nada melhor na vida do que sair com um homem pela terceira vez, quando as coisas ainda estão começando a se definir. É quando tudo ainda pode acontecer: ou vocês não se verem nunca mais ou não conseguirem dormir esperando que o dia amanheça para poderem se falar de novo. E quando já existe uma certa intimidade emocional e - depois de ter deixado você em casa - ele dá o primeiro telefonema noturno antes de dormir, não é o máximo? É, mas é também um perigo, pois você vai esperar que ele faça isso todos os dias, o que pode acontecer ou não; se acontecer, vai virar rotina; e, se não acontecer, um drama.

Só que o tempo vai passando e, depois de muitas aventuras - e todas valem a pena, é bom que se diga -, você pode enjoar um dia e dizer, com a maior sinceridade: homem, nem pensar (pelo menos por uns tempos). Se algum te propuser tomar um café, vai dizer que está muito ocupada, com um relatório para entregar ou qualquer bobagem do gênero. Isso se ele for corajoso; quem teria a coragem de fazer charme com uma mulher que desvia o olhar e só fala de coisas muito sérias? Porém, se algum homem - não importa a idade, as condições de vidas, o estado civil - chegar a convidá-la para jantar, você vai sair correndo sem nem responder. Medo? Talvez, mas não dele. É que a mulher passa por várias fases e, quando consegue tomar as rédeas de sua vida, prefere ir para casa coer um sanduíche de pão de forma gelado e uma fatia de queijo-de-minas a comer uma pizza e beber uma cerveja com esse homem, por medo de se apaixonar.

Entre um homem e uma mulher sentados numa mesa, existe sempre uma tensão; a não ser que ele seja seu filho ou seu pai, seja qual for a idade de cada um, sejam quais forem as circunstâncias, os dois sabem que entre eles tudo pode acontecer, e é aí que mora o perigo. E homem ocupa muito espaço; qual a mulher que tem tempo de olhar para o teto e ficar pensando em bobagens, de ler um livro ou de ir a um cinema com um homem na cabeça? É engraçado - e injusto - porque eles conseguem. Uma paixão na vida de um homem, mesmo que seja uma grande paixão, não o impede de ir tomar um chopinho com os amigos, olhar a mulher que passa e dizer quanto ela é gostosa, até de dar uma transada rápida se as circunstâncias forem favoráveis, e isso não muda em nada a paixão que ele tem por você. Muito pelo contrário: se isso acontecer, quando ele for te encontrar vai estar no maior astral do mundo e se achando o máximo, é claro. Mas mulher acredita no amor e na paixão - e ainda há quem ache que mulheres e homens são iguais."

Danuza Leão in Conversa com Danuza


fonte:Revista Claúdia

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