quinta-feira, 19 de julho de 2007

Engraxate brasileiro inspira filme em Nova York

O editor e o engraxate


Como tantos outros brasileiros em Nova York, Aguilar Benício trabalha como engraxate para os bacanas de Wall Street. Não numa engraxataria, que ele não é mané. Os brasucas descolados, como Gil, arrumam emprego de engraxate particular para os que Tom Wolfe chamava de "mestres do universo" em seu "A Fogueira das Vaidades" (VanityFair).



São os proprietários das corretoras de valores do distrito financeiro de Nova York e seus funcionários, para os quais um dos símbolos de status máximo, maior mesmo que as camisas monogramadas ou as abotoaduras, é ter um engraxate ali, à disposição, ao estalar dos dedos. Sendo bom, a chance de o profissional em questão ser brasileiro é grande. Sendo ótimo, é provável que você esteja falando de Gil.

"Gil" existe no livro "Confessions of a Wall Street Shoeshine Boy" (confissões de um garoto engraxate de Wall Street, de Harper Collins), que o jornalista Doug Stumpf lança nesta semana nos EUA. É a história de um engraxate de Santo André (SP) que presencia sem querer um caso de "inside trading", o uso de informação privilegiada para ganho ilegal com ações, e acaba se envolvendo num enrosco com perseguições, falcatruas, sexo, Bahamas e ameaças de morte.

Seria ficção? Mais ou menos. A Folha reuniu Stumpf e sua "musa inspiradora" para um almoço no Brazil Grill, em Manhattan. "Gil" não é Gil, é o carioca Murilo Junior, da Penha, e prefere ser chamado de "Flamenguista". E o caso existiu mesmo. Certo? Mais ou menos.

A conferir.



fonte:Folha de S.Paulo

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