terça-feira, 31 de outubro de 2006

Drummond

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - Minas Gerais, no dia 31 de outubro, há 104 anos atrás. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.

Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias.

Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.



Poesia

Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.


Carlos Drummond de Andrade
Caspar David Friedrich - "Wanderer above the Sea of Fog, ca. 1818"
(pintor alemão, romantismo - 1774-1840)


n.r.: dizem que morreu de tristeza pela morte da filha.


texto: Releituras


Letra: Ferida Exposta ao Tempo


É forçoso dizer que me faz falta
o poema que existe e nunca li,
como se alhures
brotassem coisas que não vi
e que distantes,
carentes,
dependessem de mim.
Algo como se o intocado fosse a sinfonia
inacabada, mais:rasgada
como o quadro nunca esboçado, perdido
na abatida mão do artista.

O ausente
é uma planta
que na distância se arvora
e é tão presente
quando o passado que aflora.

E a literatura, mais que avenida ou praça
por onde cavalga a glória, é um monumento,
sim, de dúbia estória: granito e rima,
alegoria ao vento, lugar onde carentes
e arrogantes
cravamos nosso nome de turista:
-estive aqui, desamado,
riscando a pedra e o tempo
expondo meu sangue e nome
com o coração trespassado.


Affonso Romano de Sant'Anna
Emile Bernard - "Buckwheat Harvesters at Pont-Aven, 1888"
(pintor simbolista francês - 1868-1941)


Parabéns!!!




Ricardo, comemora o dia de hoje com toda a família bonita que você tem. Eu ainda não tinha tido chance para perceber que você tem uma companheirona ao teu lado e isso é muito bacana.

Queridíssimo, beijos e desejos de muita saúde e milhões de felicidades no dia de hoje. Muita luz e muita força para todos vocês!

Cristina

Com essa, lá vem exploração!

Elefantes reconhecem própria imagem no espelho

Eu gosto muito da BBC. Onde mais encontar tantas notícias interessantes sobre estudos científicos?

De acordo com um estudo americano, os elefantes têm a capacidade de reconhecer sua própria imagem no espelho. Até agora, esse tipo de reação só tinha sido observada em seres humanos, nos grandes primatas e nos golfinhos nariz-de-garrafa.

O estudo, realizado pelo Centro Nacional Yerkes de Pesquisa de Primatas, da Universidade americana de Emory, analisou o comportamento de três elefantes asiáticos em frente a um espelho de grandes proporções (2.5 por 2.5 metros).

Um dos animais, a elefanta Happy, passou no clássico teste da marca na testa, usado para avaliar o reconhecimento de imagem em crianças e macacos. Ela tocou o “X” pintado em sua testa com a tromba repetidas vezes. A marca só podia ser vista pela elefanta através do espelho. Happy ignorou uma outra marca, feita com tinta transparente para garantir que ela não estava reagindo apenas à sensação ou ao cheiro da substância.

Os outros elefantes não passaram nesse teste, mas também deram sinais de reconhecimento de sua imagem, inspecionando, por exemplo, dentro de suas bocas. Os animais também levaram comida para ser consumida em frente ao espelho.

"A complexidade social do elefante, seu conhecido comportamento altruísta e, claro, seu enorme cérebro fizeram dele um candidato lógico para o teste em frente ao espelho”, disse Joshua Plotnik, da Universidade Emory.

Vários animais reagem ao reflexo em espelhos, mas poucos mostram indicações de que sabem que se trata de suas próprias imagens refletidas.

Cães, por exemplo, reagem ao "outro cachorro" e muitas vezes procuram o que acreditam ser outro animal atrás do espelho.

"Os elefantes já tinham sido testados antes, mas os estudos haviam usado espelhos relativamente pequenos e fora do alcance dos animais", disse Plotnik. "Esse estudo é o primeiro a testar os animais em frente a enormes espelhos que eles podiam tocar, esfregar e inspecionar.

"Segundo Frans de Waal, que também participou da pesquisa, "o elefante entra para a elite cognitiva dos animais". "Apesar de os elefantes serem muito mais distantes de nós do que os grandes primatas, eles parecem ter desenvolvido capacidades sociais e cognitivas semelhantes às nossas, entre elas os sistemas sociais complexos e a inteligência", disse Waal. "Esses paralelos entre humanos e elefantes sugerem uma evolução cognitiva convergente, possivelmente relacionada à sociabilidade complexa e à cooperação.

"Os elefantes analisados vivem no zoológico do Bronx, em Nova York.


n.r.: quanto aos cães, ainda tenho algumas dúvidas. Desde pequeno, coloco o meu, um cocker inglês azul-ruão (especifico a cor porque dizem alterar a personalidade do animal na raça), não está nem aí para si mesmo em frente a um espelho e ele não tem problemas de visão.
Permanece a grande dúvida porque meu cachorro é muito zen. Raramente se estressa com outro cão ou cadela, no máximo, uma rosnada básica tipo "não torra a minha paciência" e nada mais. É o exemplo do "não tô nem aí" da espécie canina, é super na paz. Já ouvi algo como: "ele se acha superior", de um ser humano. Me escangalho de rir.



fonte:BBC Brasil

Resposta ao comentário da Fernanda

Para que meus dois leitores não se sintam "perdidos" neste post, explico que Fernanda, um nome que tanto pode ser real ou fictício como também é difícil afirmar que seja de um homem ou de uma mulher - "coisas" da internet... -
fez um comentário duro a respeito do povo português no post onde dou a notícia de que em 2008 será criado o Museu Mar de Língua Portuguesa em Lisboa.


Olá Fernanda, boa tarde!

Espero que a tua raiva e nojo sejam por você ter sofrido algum desgosto com um português ou uma portuguesa e com isso - nem assim, para mim, desculpável - tenha ganho um verdadeiro horror a tudo que tenha relação com Portugal, caso contrário é mesquinho. As tuas palavras são totalmente preconceituosas. E preconceito é coisa que me causa asco!

Não te conheço, não sei se teu nome é realmente Fernanda, se é mulher, idade, se é do Rio, de Pernambuco, Bahia, São Paulo etc, nada! Parto do princípio que você é tão brasileira quanto eu sou, e por isso sinto muito que um país que propaga tanta liberdade, tanto de atitudes quanto miscigenação como o Brasil, que é tão democrático a ponto de reeleger um presidente cujo staff está totalmente envolvido em corrupção, possa ainda em pleno séc. 21 ter idéias tão tacanhas, tão retrógradas da sua parte, Fernanda, com relação a outros povos, neste caso, aos portugueses.

Acredito que você se nivela a estes mesmos portugueses a que se refere no comentário - além de eu ter a certeza que são uma minoria pouco culta e inteligente dos mesmos - que afirmam que nosso português é tão mal falado quanto escrito e que "nos" chamam de macacos etc e tal... enfim, até na culta França existe quem não saiba qual é a capital do Brasil, mas isso você não deve nem imaginar.

Você não deve ter conhecimento da quantidade de cantores brasileiros que vendem discos e fazem anualmente shows em Portugal sempre com casa cheia. Nesse mês, Chico Buarque, que não acho que fale assim um português tão diferente do meu se apresenta em Lisboa, ingresso caro e um montão (montão soa feio, mas existe no nosso português-brasileiro) de portugueses e portuguesas estão lá, assistindo o nosso Chico. Esse "povinho português", como você diz, prestigia o artista brasileiro.

E livros? Você tem idéia do número de escritores brasileiros que são lidos em Portugal além do Paulo Coelho? E admire-se! Brasileiros aqui, sim, Fernada. Em terra brasilis consomem livros de autores portugueses, além de autores cabo-verdianos, angolanos etc. Você algum dia leu alguma notícia sobre a Feira Internacional de Literatura de Paraty? Estes não tem nojo nem ódio como o seu.

Se a ministra portuguesa recusou comparações com o nosso museu, é problema dela e do jornalista da agência lusa que a entrevistou - em bom português - com a intenção de gerar polêmica e conseguiu, pelo menos deste lado do Atlântico. Não só acredito como tenho de te informar que o enfoque do museu português será certamente diferente do nosso, a nossa cultura é bastante diferente apesar de termos a mesma língua. E é esse o grande barato de existirem portugueses, russos, chineses, franceses, japoneses, alemães, iraquianos, brasileiros etc. A diferença cultural! Caso contrário para que sair daqui para ali? Que enfadonho um mundo tão igualzinho de costumes, idéias, sabores, cores. Chato, Fernanda, muito chato!

Quem sai ganhando e para mim é o mais importante, é a língua portuguesa. A minha, a sua, a dos portugueses e de alguns povos africanos. Pela sua beleza e riqueza, a língua portuguesa merece ser conhecida e reconhecida em toda a parte do mundo e não apenas em São Paulo. O povo português ganha um museu que deve existir em qualquer país de língua portuguesa.

E existe palavra com mais significado e sentimento que saudade? Só existe em português. Fernanda, onde você vê "cópia barata" eu vejo uma belíssima iniciativa cultural. E é o máximo que posso comentar. Não conheço o projeto do museu. Por enquanto sei da idéia e aprovo.

Fernanda, tenho certeza que não vou mudar seu pensamento, aliás o tempo já me ensinou que o preconceito é feio, sujo, mas existe e olha que sou branquinha, branquinha. O preconceito não tem cor, classe social, nacionalidade ou sexo. Existe, infelizmente. Mas nunca poderia ficar calada. Em primeiro lugar porque o blog é meu e nele escrevo o que me dá vontade de escrever e sinto nojo a todo preconceito, acho inadimissível, mas não posso curar o mundo dessa praga.

Bem, tudo isso é para você compreender - caso queira, também se não quiser, tanto faz - que este ódio é apenas seu, isolado e não afeta em nada aos portugueses. Não vou apagar seu comentário. Serve de exemplo. É mais um preconceito velado, além do que existe em relação aos negros no Brasil. Tendo dinheiro, tudo pode ser "perdoado".

Quando converso com estrangeiros que adoram várias cidades do Brasil e continuam vindo aqui a passeio, eles não são capazes de acreditar que no Brasil ainda exista brasileiros pensando no Brasil como colônia portuguesa.

Amo ter nascido aqui, amo ser descendente de portugueses e ter DUAS nacionalidades. Adoro me considerar uma cidadã do mundo, que viaja menos do que gostaria, por falta de grana. E não há muito mais o que dizer, Fernanda. Só que, juro... há documentos comprovando...e na Biblioteca Nacional tenho certeza de que você poderá encontrá-los. O Brasil é independente, republicano e democrático.

Cristina Caetano


segunda-feira, 30 de outubro de 2006


João e Maria


Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque e ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião, o seu bicho preferido
Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

alguém grita: "LINDOOOOO!!!!"

Chico Buarque/Sivuca

CD antiguinho, "CHICO AO VIVO"

Museu da Língua Portuguesa de Portugal vai abrir em 2008


A ministra da Cultura de Portugal, Isabel Pires de Lima, disse nesta segunda-feira que o Museu Mar da Língua Portuguesa, que vai abrir em 2008, deverá ser instalado no atual Museu de Arte Popular, em Lisboa, pela sua localização estratégica e pelo fato simbólico de estar frente ao Tejo.

A ministra rejeitou comparações com o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, afirmando tratar-se de duas "realidades semelhantes", mas formalizadas com ópticas diferentes.

O novo museu, que custará cerca de R$ 6,8 milhões, financiados em partes iguais pelo Orçamento de Estado e por fundos comunitários através do Plano Operacional de Cultura, é "uma opção da política cultural do Ministério", disse Lima.

O Museu Mar da Língua Portuguesa - Centro Interpretativo das Descobertas ocupa os três mil metros quadrados do atual Museu de Arte Popular luso e poderá ser visitado a partir de 2008.

O atual acervo do Museu de Arte Popular será integralmente transferido para o Museu Nacional de Etnologia, também na zona de Belém, durante o próximo ano, disse aos jornalistas o presidente do Instituto Português de Museus, Manuel Bairrão Oleiro.

O mesmo responsável garantiu a manutenção dos murais do museu, pintados por Tom Anahory, Paulo Ferreira, Carlos Botelho e Estrela Faria que, apesar de não se enquadrarem no programa do novo museu, estarão sempre visíveis para o público e para pesquisadores.


fonte:Lusa

Teresinha


O primeiro me chegou como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada, e, assustada, eu disse não

O segundo me chegou como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada, e, assustada, eu disse não

O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada também nada perguntou
Mal sei como ele se chama mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito posseiro, dentro do meu coração


Chico Buarque/Maria Bethânia


Gente Humilde


Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar


Garoto/Chico Buarque/Vinícius de Moraes

Copy & Paste

O Código Aleijadinho, de Leandro Müller


Em dezembro de 2004 o best-seller da vez era O Código da Vinci, de Dan Brown. Era quase Natal, e o presente era meio óbvio. Na onda daquele sucesso vinham os chamados livros derivados, como o 'Decifrando O Código da Vinci', que não vendiam menos. Nessa altura, o Sylvio Siffert (Livraria Argumento) vislumbrou a possibilidade de entrar nesse filão e, numa tarde num bar de Ipanema, Roberto Edretti (Livraria da Travessa) disse a Leandro Müller: “Por que a gente não faz O Código Aleijadinho?" Pegou na hora.
Os dois primeiros deixaram o projeto, mas Leandro continuou e acabou alterando a déia inicial, modificando tudo e criando uma obra diferente, mais independente de O Código da Vinci. Assim surgiu um dos livros mais interessante dessa temporada chatíssima de eleição no Brasil.

Muitos mistérios cercam a figura do Aleijadinho. O mais impressionante deles foi o resultado da exumação do seu corpo em 1999. Até então, se pensava que ele morrera de hanseníase (lepra), porém, a verdadeira causa mortis foi porfiria. Além disso, os ossos da mão apresentaram uma coloração avermelhada e, após a analise laboratorial, foi detectada uma concentração anormal de cobalto, chumbo, cádmio e níquel nesses ossos. Como tais elementos eram muito utilizados na composição de pigmentos de tinta, especula-se que o Aleijadinho também tenha feito pinturas. Vai saber. É nessa última perspectiva misteriosa que está focado o romance.

Há também muitos fatos curiosos ligados à concepção da história, aos personagens e à pesquisa dos locais, fatos e obras de arte citados no romance. Por exemplo, no Fórum de Ciência de Cultura do Campus da Praia Vermelha da UFRJ existem vários estudos de restauração de antigos painéis que foram pintados por cima com tinta branca. A partir dessa idéia, Leandro foi até a igreja da Sé de Mariana para procurar uma parede semelhante, na qual pudesse ser descoberto um painel similar. Qual não foi a sua surpresa ao constatar que, na capela lateral daquela igreja, já havia, de fato, um estudo para restauração de um painel, oculto atrás de camadas de tinta...

Depois de intensa pesquisa in loco, tudo fotograficamente registrado em detalhes e 1 ano debruçado sobre mapas das cidades que visitou, Leandro nos brinda com o Código Aleijadinho.
Eu já estou no meio do livro, que me chegou via Glaucia Lewicki.
E você, vai esperar a próxima saga comercial do Paulo Coelho?


by Eduardo Tetera - inconsciente e-coletivo

domingo, 29 de outubro de 2006


O Bêbado e a Equilibrista


Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel,
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil.

Meu Brasil

Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil.
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar...

João Bosco e Aldir Blanc




"Eu me equilibro todos os dias, no circo onde sou palhaço"

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

CHEGOUUU!!!!

Bunny Lover







Ao vivo, na minha mão é muito mais linda, os detalhes são fantásticos, desde o envelope, a embalagem até o produto final. O acabamento é cuidado.

O trabalho do Ricardo Rodrigues é absolutamente fantástico. São objetos de coleção, bonecos, quadros etc. Um de seus trabalhos pode ser visto na foto da revista aí abaixo. A edição é portuguesa deste mês, outubro.





WISHES&HEROS - wishes-heros.blogspot.com

I can't take mey eyes of you


And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you

I can't take my eyes...

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you

I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you

I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new


Damien Rice
foto:David Martins

quarta-feira, 25 de outubro de 2006


Acordares


Acordei e encontrei o teu cheiro, não a ti porque tinhas já saído. Mas deixas sempre o teu cheiro para me acordar, para eu rolar para o teu lado da cama, ainda quente, as marcas da tua cabeça na almofada, as marcas do teu corpo nos lençóis e uma das pontas está mais amachucada, foi essa a ponta que prendeste e cerraste na mão, enquanto a minha boca te procurava e apagava de ti os vestígios do dia, das horas, do tempo que não foi meu …
E no lençol ficou marcado o grito que a tua mão soltou, quando no teu corpo só estava eu, e nada mais sabias senão da minha boca, e nada mais havia senão a vontade do teu corpo, que se levantava ao meu encontro, e agitavas a cabeça marcando a almofada...E deixavas cheiro e calor para eu te encontrar ao acordar.



Encandescente
Tarsila do Amaral - "Sono"

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Estilo

Os sapatos da moda da estação



Lacroix faz as versões exóticas dessa estação


fonte:UOL

Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Recife, digitaliza acervo

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Recife (PE), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), está digitalizando seu acervo e o colocando à disposição dos internautas para consulta.

O maço colorido de "Os Anjos Terrestres"

Só em 2006, mais de 18,6 mil documentos passaram pelo processo. Dentre eles estão cerca de 650 embalagens de cigarro antigas (a maioria delas sem data definida), fotografias, folhetos de cordéis e livros, incluindo 39 obras de Joaquim Nabuco, que contam um pouco da história nacional.

"Dedicado aos portuguezes", o maço "Paulo e Virginia"

Um dos destaques é a coleção de cartões postais, a maioria do Rio de Janeiro e Recife.

Desse total, 1.151 documentos e 4.892 arquivos digitais estão disponíveis na página eletrônica da Fundaj e no portal Domínio Público do MEC.

cigarro "O Estudante Emprovisado" (sic)

O Projeto Núcleo de Digitalização, que busca preservar acervos ao evitar o manuseio de originais, funciona desde 2003. Os investimentos passam de R$ 800 mil.


fonte:UOL

100% brasileira - Empresa privada não é o bicho-papão

Vale do Rio Doce compra empresa canadense e se torna a 2ª maior mineradora do mundo


A Companhia Vale do Rio Doce concluiu, no final da tarde desta segunda-feira, a aquisição da 75,66% do capital da mineradora canadense de níquel Inco, e deve se tornar, assim, a segunda maior mineradora do mundo, atrás apenas da anglo-australiana BHP Billiton.

A mineradora brasileira adquiriu mais de três quartos do capital da Inco com a compra pública no mercado de 174.623.019 ações ordinárias da empresa, por 86 dólares canadenses (o equivalente a R$ 162,65) cada ação. A operação completa é estimada em US$ 17,2 bilhões (R$ 36,79 bilhões).

A Inco é a segunda maior produtora de níquel do mundo. Com a aquisição, a Vale do Rio Doce, maior produtora de minério de ferro do mundo, diversifica seus negócios, já que cerca de três quartos das receitas da empresa brasileira vêm de negócios com minérios ferrosos.

O negócio é concluído dois meses e meio após a Vale fazer uma oferta de quase US$ 18 bilhões (R$ 38,50 bilhões) à vista pela mineradora canadense.

Além da conclusão desta fase da negociação, a Vale divulgou ainda que prorrogou o prazo de sua oferta pública pelas demais ações da mineradora canadense até a meia-noite (horário de Toronto) de 3 de novembro deste ano "para prover aos acionistas da Inco que ainda não aderiram à oferta oportunidade de analisá-la e aceitá-la".

De acordo com comunicado, a Vale pretende "tomar medidas para adquirir as ações ordinárias da Inco remanescentes no mercado".

Segunda maior do mundo
Com a compra da segunda maior produtora de níquel do mundo, a Vale, que tem valor de mercado de cerca de US$ 50 bilhões, subirá três posições no ranking global das maiores mineradoras, ficando em segundo lugar, atrás da BHP Billiton. A Vale produz atualmente cobre, bauxita, potássio, alumina e alumínio, além de minério de ferro.

A Vale informou, ainda, que pretende recompor o Conselho de Administração da Inco e retirar as ações da companhia das listas das bolsas de Nova York e Toronto assim que possível.

A empresa brasileira acrescentou que pretende, assim que o número de acionistas da Inco for reduzido, fazer com que a mineradora canadense deixe de ter obrigação de divulgar informações no Canadá e nos Estados Unidos.

Lucro recorde
A canadense Inco teve o maior lucro de sua história nos três meses encerrados em setembro, com ganhos de US$ 701 milhões, conforme os critérios contábeis canadenses (Canadian GAAP), valor 11 vezes maior do que os US$ 64 milhões apurados no terceiro trimestre do ano passado.

Entre as razões para o bom desempenho está o aumento do preço do níquel. Em seu relatório de resultados, a Inco menciona que o preço médio da tonelada do minério na Bolsa de Londres foi de US$ 29.178 no terceiro trimestre de 2006, contra US$ 14.576 no mesmo intervalo do ano passado.

A Companhia Vale do Rio Doce já havia recebido aprovação do governo canadense para efetuar a compra de todas as ações ordinárias em circulação da Inco, última etapa legal para a concretização do negócio.

China
A Vale do Rio Doce anunciou hoje também que abriu negociações com o grupo siderúrgico Baosteel para a implantação de uma indústria de processamento de minério de ferro na China, possivelmente na província de Guangdong.

Um acordo inicial para construção de uma joint-venture de pelotas em Rizhao, na província de Shandong, não deu certo, e a Baosteel está agora procurando outro local, incluindo Zhanjiang, na província de Guangdong, afirmou José Carlos Martins, diretor-executivo de metais ferrosos da Vale.

"Qualquer que seja e quando quer que seja que a Baosteel decida construir, a Vale auxiliará a empresa como parceira ou como fornecedora de pelotas", afirmou Martins. O tamanho do investimento da Vale dependerá da Baosteel, acrescentou.



fonte: Reuters e Valor Online

domingo, 22 de outubro de 2006

O bebê de Malauí, seu pai e Madonna

Pai de bebê diz que não concordou com adoção

E uma história que seria cor-de-rosa fica fosca e agora, perde o brilho e finalmente a cor. A adoção de David Banda, a criança de um ano que a cantora Madonna está tentando adotar, está se tornando numa história confusa e triste.

O pai do bebê, Yohane Banda parece ter mudado de idéia e agora ao contrário de defender Madonna, passa a idéia de ter sido enganado. Seu filho seria apenas criado por Madonna e posteriormente, numa idade qualquer que não parece ter sido acordada entre os dois interessados, voltaria para os braços do pai, tal qual a conhecida história do filho primogênito que retorna à casa. Caso contrário ele não teria concordado.

Tudo é estranho. Sempre que Madonna é notícia, algo soa como estranho. Há sempre a sensação de marketing por trás do assunto. Acho Madonna uma artista bastante inteligente pela forma com que tem conduzido a sua carreira e se mantém nela. Se é certa ou errada a forma como a conduz, não entra em questão. Aliás, acho que é coisa que só à ela diz respeito e a partir deste ponto, gosta dela quem quer.

O caso é um embróglio gigantesco e envolve muito dinheiro e uma criança. O casal é rico, conseguirá dar ao David uma vida cheia de oportunidades longe da casa paterna, mas apenas o bebê será "salvo" pelas mãos mágicas de Madonna e do marido. David Banda já foi enviado à Grã-Bretanha para viver com a cantora e sua família. Agora ela tem a guarda provisória sendo necessário esperar 18 meses se passarem até conseguir a guarda permanente, o que significará adotar definitivamente David como seu filho.

Sou daquelas - parece música de Chico - que gostaria que houvesse menos burocracia na lei de adoção, e mais generosidade quanto ao futuro das crianças que precisam de uma família. Além disso, cada família que tivesse um filho natural e no caso de ter condições financeiras para criar mais outro, pensasse em adotar antes de conceber mais um filho natural. Que fique claro que considero um tipo de escolha pessoasl e democrática. Seria apenas o desejo de ver um número maior do que a estatística anual demonstra em suas pesquisas a respeito de crianças adotadas.

É bastante normal perceber pessoas bem sucedidas na vida sentindo culpa. Culpa por não passarem fome como passam um número gigantesco de pessoas neste planeta. Onde está a culpa em correr atrás do sucesso pessoal, conquistá-lo e finalmente viver às custas dele? Não é mérito louvável? Seria melhor fugirmos da luta por uma vida melhor e também da sorte porque a mesma não alcança a todos? Daria resultado e o mundo estaria salvo da fome e da dor. Claro que não!

Canso de ler sobre algumas celebridades de vários países que se deslocam aos confins do mundo e saem de lá com uma criança adotada nos braços. Parece que eles têm a certeza de estarem "salvando" mais uma da vida cheia de má sorte. É uma meia verdade. Uma estará "salva" mas as que continuaram por lá morando, não.

Antes de mais nada, é melhor dizer logo que acho que todos temos muito a fazer por quem passa fome em várias regiões do mundo, mas sem acreditar que individualmente somos "A" salvação. É um erro, um maneira terrível de nos enganarmos e é horroroso para a vida de David, que começa sua vida como objeto de disputa. O Supremo Tribunal do Malauí começará a julgar uma ação contra a adoção do menino apresentada por grupos de defesa de direitos humanos.

David tem pouca ou nenhuma noção do que vai lhe acontecendo, mas os meses irão passar - 18 meses, no mínimo - nessa altura estará quase com 3 anos e apegado à família que o acolheu e eles à ele. Não imagino qual será o fim dessa história.

Será possivel que não existam crianças na Grã-Bretanha a espera de adoção? Inglesinhas e estrangeiras, filhas de emigrantes, lindamente coloridas ou não e de diversas idades precisando de uma família? Quem adota costuma chamar aquele que se torna seu filho ou filha, de filho/a do coração. Só por isso adotar é um ato simples. É querer! Na hora H, pais e criança se escolhem. Acredito que deva ser uma magia dentro da realidade. Não é por acaso que acontece. Ninguém é "salvo", e não existe culpa onde só existe a vontade de amar.



Felipe Massa do Brasil - GP do Brasil


Fernando Alonso, bi-campeão - 2006

Pela primeira vez em minha vida, assisti pela TV, do início ao fim, a todas as voltas de um GP de Fórmula 1. Ontem já havia assistido aos treinos.


Seria a despedida de Schumacher e Felipe Massa largava na poli, depois de dizer que seu macacão verde-amarelo tinha lhe dado sorte.

Foi bacana! Foi emocionante!. Lindo foi ver Shumacher ultrapassando Raikonnen já nas últimas voltas. Ele que teve um pneu furado, e parecia desfolhar como um livro por causa da deslocação de ar que a velocidade provocava, ultrapassava como se nada tivesse alterado seu tempo na corrida. Impressionante seu controle sobre o carro. Impressionante!

E o contentamento pela vitória de um brasileiro em um GP do Brasil, me fez lembrar do Senna, que quando largava em 1º lugar na pole-position, mantinha a sua posição até o final da corrida. Felipe Massa fez o mesmo. Ganhou! Acenou com a nossa bandeira.

Tã, tã, tã. Tã, tã, tã. Tã, tã, tã...


foto:UOL

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Acho o ser humano muito doido

Longe de ser uma crítica, é apenas uma idéia. Algumas vezes, a criatividade e a doidice estão num limite muito tênue. A criação é divertida e colorida, embora eu não tivesse coragem para usá-la.

É o PodDress, o mais novo acessório, que permite grudar o iPod na roupa do usuário.




fonte:UOL Tecnologia

Exposição na Espanha traz fotos do Brasil

O fotógrafro espanhol José Ramón Crespo está expondo 50 fotos tiradas em Pernambuco, na Gallera de Valencia, no sudeste de Espanha.


Uma das quatro partes da exposição "Olinda", retrata bonecos e mamulengos feitos por meninos de rua. Eles usam os personagens para falar sobre a vida nas ruas de Recife.




fonte:BBC Brasil

Cristo Redentor entre os finalistas na disputa das "7 Maravilhas do Mundo"

Será que é dessa vez?

O Cristo Redentor é um dos 21 finalistas que concorrem a um lugar na nova lista das sete maravilhas do mundo.

A estátua e outros 20 monumentos ou lugares foram selecionados por especialistas entre 200 candidatos indicados pelo público.

A votação está sendo organizada por uma fundação suíça sem fins lucrativos chamada New7Wonders, especializada em preservação, restauração e promoção de monumentos, e o resultado será anunciado no dia sete de julho de 2007.


Concorrentes

Acrópole de Atenas (Grécia)
Alhambra de Granada (Espanha)
Angkor Wat (Camboja)
Pirâmide de Chichen Itzá (México)
Cristo Redentor (Rio de Janeiro)
Coliseu de Roma (Itália)
Estátuas da Ilha de Páscoa (Chile)
Torre Eiffel (França)
Grande Muralha (China)
Basílica de Santa Sofia em Istambul (Turquia)
Templo de Kiyomishu em Kyoto (Japão)
Catedral de São Basílio (Moscou)
Machu Pichu (Peru)
Castelo Neuschwanstein (Alemanha)
Petra (Jordânia)
Pirâmides de Giza (Egito)
Estátua da Liberdade de Nova York (EUA)
Stonehenge (Grã-Bretanha)
Ópera de Sydney (Austrália)
Taj Mahal (Índia)
Timbuctu (Mali)


fonte:BBC Brasil

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Quindim, quindins, quindão


Os quindins de Iáiá


Os quindins de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os quindins de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os quindins de Iaiá
Cumé?

Cumé que faz chorar
Os zóinho de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os zóinho de Iaiá
Cumé, cumé, cumé?
Os zóinho de Iaiá
Cumé?

Cumé que faz penar
O jeitão de Iaiá
Me dá, me dá
Uma dor
Me dá, me dá
Que não sei
Se é, se é
Se é ou não amor
Só sei que Iaiá tem umas coisas
Que as outras mulher não tem
O que é?
Os quindins de Iaiá
Os quindins de Iaiá
Os quindins de Iaiá
Os quindins de Iaiá
Tem tanta coisa de valor
Nesse mundo de Nosso Senhor
Tem a flor da meia-noite
Escondida no terreiro
Tem música e beleza
Na voz do boiadeiro
A prata da lua cheia
No leque dos coqueiros
O sorriso das crianças
A toada dos vaqueiros
Mas juro por Virgem Maria
Que nada disso pode matar...
O quê?
Os quindins de Iaiá

"No tabuleiro da baiana tem..."


Ary Barroso

Quindim
substantivo masculino
*Rubrica: culinária. Regionalismo: Brasil.
doce feito de gema de ovo, açúcar e leite de coco
*Derivação: por extensão de sentido.
gesto delicado, mimoso; meiguice
*Derivação: por metáfora. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
pessoa muito querida
"Os quindins de Iaiá. Cumé, cumé, cumé?"

Silicone leva ao suicídio

Suicídio é maior entre mulheres com implantes nos seios

Logo quando li imaginei que o estudo era de alguma universidade na Suécia. Lá, como quase todo mundo sabe, o povo se suicida a 3x4. Hoje está vivo, amanhã, talvez! Brincadeira! Quero dizer, o assunto parece brincadeira.

É um estudo americano e canadense, que foi publicado na revista médica New Scientist. Não tenho nada contra qualquer tipo de estudo científico; se nos dias de hoje é possível diagnosticar, identificar doenças como esquizofrenia, depressão, tristeza, anorexia, bulimia, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) e muito mais, deve-se a quantidades de estudos que foram feitos - e ainda são - ao longo de anos.

Todas essas doenças eram consideradas maluquice. O que não quer dizer, que não existam por aí ainda muitos ignorantes, na concepção total da palavra, que continuam com seu preconceito e gozação em cima deste tipo de doenças.

O tal estudo diz que, mulheres com implantes de silicone nos seios têm entre duas e três vezes mais probabilidade de cometerem suicídio. Esses estudos incluem uma pesquisa americana que acompanhou 13 mil mulheres e um estudo canadense, com 24 mil pacientes.

Os dois estudos inicialmente procuravam supostas ligações entre os implantes de silicone e doenças como câncer e problemas do sistema imunológico. "A única descoberta consistente de todos os estudos foi a inesperada ligação com o suicídio", disse Joseph McLaughlin, diretor do Instituto Internacional de Epidemiologia em Rockville, nos Estados Unidos, que coordenou alguns dos estudos.

O assunto começa a ser interessante no momento em que é considerado um mistério. Então eles continuam:" Os cientistas não sabem a razão da maior probabilidade de mulheres com implantes nos seios cometerem suicídio.

Uma das hipóteses é que as mulheres que sentem a necessidade de fazer a cirurgia têm mais chances de sofrerem de problemas psiquiátricos e tendências suicidas. Esses problemas não seriam detectados, ou seriam ignorados por cirurgiões, colocando essas mulheres sob maior risco.

Um estudo dinamarquês sugere que 8 por cento das mulheres que tiveram implantes haviam sido admitidas em hospitais psiquiátricos antes da cirurgia, principalmente por "neurose e distúrbios de personalidade", além de "abuso de álcool e substâncias".

Das mulheres com implantes que cometeram suicídio, metade havia passado por instituições psiquiátricas antes da cirurgia."

Depois dessa análise, me senti confusa. Acabo concluindo que os cientistas não dizem coisa com coisa. Não me parece que o silicone, como material ou o ato da cirurgia em si, fossem capazes de alterar tão negativamente a psique de uma pessoa, mulher e travesti.

Pois é, e agora que estudo é esse? Alguns travestis colocam implante de seios, mas geneticamente são homens. Será que seriam também afetados pela idéia de suicídio? Mas nada é dito se a pesquisa foi mais abrangente.

E vem agora a parte mais interessante da teoria, o transtorno dismófico corporal (TDC). É um problema comum entre pessoas que passaram por cirurgias plásticas, em que os pacientes são obcecados por falhas pouco perceptíveis ou inexistentes de sua aparência física.

Cerca de três quartos das pessoas com TDC buscam intervenções como cirurgias plásticas e procedimentos dermatológicos. Acredita-se que entre 6 e 15 por cento dos pacientes de cirurgias plásticas nos Estados Unidos sofram da doença.

Segundo os cientistas, os pacientes com TDC tem um risco muito maior de se auto-mutilarem, e por isso mais riscos de se matarem. Outra teoria, mas que é considerada muito remota, é que vazamentos nos implantes poderiam alterar a química do cérebro, despertando tendências suicidas em algumas mulheres.

Vale relembrar que o implante de silicone nos seios, melhor dizendo, a prótese mamária surgiu primeiramente na medicina plástica/reparadora/estética, para suavizar o trauma de uma mastectomia, que pode ser observada na imagem ao lado. Mais tarde o implante de silicone em várias partes do corpo - não apenas nos seios - se tornou bastante popular em função da vaidade pessoal. Não tenho implantes, portanto não faria parte do "grupo de risco". Mas acho sempre melhor pensar e inclusive, se for o caso, contestar do que aceitar todo estudo científico como uma verdade possível.

fonte: BBC Brasil

Prá Rua Me Levar - com Ana Carolina e Seu Jorge

Não vou viver,
como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você


É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...

Ana Carolina / Totonho Villeroy


Tem ainda "Chatterton", onde o timbre do Seu Jorge está um arraso. Mas tem de ser ouvido nesse CD aqui, ó!
E também "Tanta Saudade" na versão de Ana Carolina e Seu Jorge. E sentir Ana Carolina no contrabaixo. É show!!! Me rendi totalmente a esse CD!!!





terça-feira, 17 de outubro de 2006

Pegue a ponte-aérea

No Rio:

No CCBB, "Aleijadinho e seu tempo". Inaugurada no dia 13, a exposição situa o artista Antônio Francisco Lisboa (1738-1814), "O Aleijadinho", em sua época: o ciclo do ouro em Minas Gerais, o Barroco Mineiro.

"O Brasil foi o maior produtor de ouro do mundo no século 18, e Ouro Preto era uma cidade com todas as benfeitorias urbanas da época. Em apenas 70 anos, passou-se dos índios botocudos à Inconfidência Mineira, que foi o auge do pensamento iluminista. Era um ambiente extraordinário para Aleijadinho, que foi muito requisitado para fazer obras religiosas", diz o curador da mostra, Fabio Magalhães.


São 208 peças - oratórios, estátuas, objetos sacros, peças de ouro, mapas - sendo que cerca de 30 são de Aleijadinho.

Aleijadinho e Seu Tempo
» Onde: Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB-RJ
Rua Primeiro de Março, 66, centro,
» Quando: ter. a dom., das 10h às 21h; até 11/2
» Quanto: entrada franca
» Informações: (21) 3808-2020

Em S.Paulo:

No CCSP, "Sérgio Milliet e as Bienais". Milliet Milliet foi o curador de três das primeiras edições da Bienal de São Paulo - a segunda, terceira e quarta - e, como diretor da Biblioteca Mário de Andrade, foi o responsável por montar a Pinacoteca Municipal, atualmente sob a guarda do CCSP.

Nas paredes iniciais do espaço expositivo, estão presentes obras de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Lasar Segall e Anita Malfatti, entre outros egressos da Semana de 22. Há nove xilogravuras de Oswaldo Goeldi e seis de Lívio Abramo, artistas cujas obras ganharam muita visibilidade naquelas bienais.

O segundo ambiente da exposição explora os primeiros passos da arte concreta no Brasil, com obras de Geraldo de Barros, Franz Weissmann, Almir Mavignier e Anatol Wladyslaw, entre outros.

Sérgio Milliet e as Bienais
» Onde: Centro Cultural São Paulo, CCSP
Rua Vergueiro, 1.000
» Quando: de ter. a sex., das 10h às 20h;
sáb., das 10h às 18h; dom., das 10h às 16h
» Quanto: entrada franca
» Informações: (11) 3383-3463


fonte: Folha Online e Folha de S.Paulo

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Dor dentro da alegria

Preciso expurgar minhas dores, e nada melhor do que lembrar-me de mim no meu "estado natural" ou "normal", se é que a normalidade existe.

Trocar a dor pela saudade, refresca a alma e afasta a tristeza trazendo a alegria da lembrança. Por mais que aja dor, se conseguir escondê-la na alegria da personalidade, com o tempo essa dor irá embora, completamente. Exige um certo esforço de auto-análise, nada físico, por isso muito mais tranquilo e sem prazos, datas de início ou fim de tarefas. Pronto! Acabei!

A partir desta linha é que começa o meu "estado natural".

Tenho um amigo blogueiro, o Eduardo Tetera, que tem bom humor, às vezes um pouco ácido e por isso mesmo, interessante. Ele faz parte como muitos, de uma legião de admiradores - a palavra fã para o Eduardo pode soar histérica - do Renato Russo, do (ou seria da, Edu?) "Legião Urbana", onde o Eduardo - tenho certeza - se inclui assim como eu. Melhor dizendo, muito mais do que eu.

Ainda esse mês vai se ouvir falar do Renato bem mais do que o habitual, e como ainda não havia encontrado tempo e disposição, uma idéia que não sai da minha cabeça vai finalmente ser posta em prática.

Um dos primeiros e maiores sucessos do Renato foi a música "Eduardo e Mônica", o Tetera, também Eduardo, deve ter ouvido demais da conta essa cantoria, não deve ter sido fácil nos anos 80. Tanto que falou em Renato, lembrei-me da música e consequentemente, sem custo, do Eduardo Tetera.

Vá lá, Edu! Não pude resistir. És escritor e então sabes que quando a idéia surge, não há como não deixar fluir. Se ficar presa, nos engasga e não tô a fim de engasgar. Mas peço a todos que não leiam apenas a música, cantem! Porque - agora é a sério - as letras que Renato Russo escreveu até há 10 anos atrás continuam atuais. "Eduardo e Mônica" é leve e inteligente. Naquela época, éramos muito novinhos e cheios de dúvidas.

Vamos a ela então. O link - no título da música - abre o site onde a música pode ser ouvida.

Eduardo e Mônica

Quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
Noutro canto da cidade
Como eles disseram

Eduardo e Mônica
um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
"- Tem uma festa legal e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"- Eu não tou legal, não agüento mais birita"
E a Mônica riu e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"- É quase duas, eu vou me ferrar"

Eduardo e Mônica
trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camelo
O Eduardo achou estranho e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica
eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes
Do Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda estava
No esquema "escola, cinema, clube, televisão"

E, mesmo com tudo diferente
Veio neles, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia
Como tinha de ser

Eduardo e Mônica
fizeram natação, fotografia
teatro, artesanato e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
e decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
e também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa
Que nem feijão com arroz

Construíram uma casa uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana e seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica
voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo
tá de recuperação

E quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?


Legião Urbana, Renato Russo





E num dia desses, Dado Villa-Lobos é entrevistado por Edgar no "Circo do Edgar" no Multishow:
" - Cara, porque você acha que hoje em dia, ninguém mais faz música como as de vocês? As bandas andam muito românticas, o que você acha?"
" - Sei lá, cara! Acho que eles andam vendo muita televisão (risos)"


Mar e Lua


Amaram o amor urgente
As bocas salgadas pela maresia
As costas lanhadas pela tempestade
Naquela cidade
Distante do mar
Amaram o amor serenado
Das noturnas praias
Levantavam as saias
E se enluaravam de felicidade
Naquela cidade
Que não tem luar
Amavam o amor proibido
Pois hoje é sabido
Todo mundo conta
Que uma andava tonta
Grávida de lua
E outra andava nua
Ávida de mar


E foram ficando marcadas
Ouvindo risadas, sentindo arrepios
Olhando pro rio tão cheio de lua
E que continua
Correndo pro mar
E foram correnteza abaixo
Rolando no leito
Engolindo água
Boiando com as algas
Arrastando folhas
Carregando flores
E a se desmanchar
E foram virando peixes
Virando conchas
Virando seixos
Virando areia
Prateada areia
Com lua cheia
E à beira-mar


Chico Buarque
foto:desconhecido

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Anta alemã


Este filhote de anta ainda não tem nome. Fofa até não poder mais, recebe carinhos de papai e mamãe no zôo de Hanover, Alemanha.


fonte: UOL

NAF - Cursos de Fotografia P&B




Inscrições Abertas
Cursos: de 23 de Outubro a 27 de Fevereiro
Horários: 2ª e 5ª das 19h às 21.30h / 3ª e 5ª das 19h às 21.30h
Programa: Introdução à História da Fotografia; O processo fotográfico: película e luz, impressão positivo/negativo; A máquina fotográfica: obturador, diafragma, fotómetro, objectivas; Laboratório: revelação de filme e técnicas de impressão em papel; Desenvolvimento de projecto criativo

Mais Informações:
Núcleo de Arte Fotográfica
http://www.nafist.net
naf.ist@gmail.com


fonte: Ana Andrade Teles e Paulo Maia

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

"Deu a louca na Chapeuzinho"

Esse é o nome do novo filme infantil (comédia) sobre Chapeuzinho Vermelho. Ainda não vi, mas pelo o que li, não perco por nada. E se é o que me parece, melhor seria mudarem o título deste novo filme para "Chapeuzinho, a verdadeira história" ou "Chapeuzinho, a adolescente descolada". Agora sim, nesse filme a história parece ter alguma lógica.

Que me desculpem os "puristas", mas a Chapeuzinho Vermelho que todo mundo está careca de conhecer sempre foi muito sem sal nem pimenta. Insossa e estupidazinha sem ser loira.

Onde já se viu sair sozinha pelo meio de uma floresta fechada tipo floresta Amazônica - sem índios nem onças - com lobo e lenhador (ôpa, aí já parece com a nossa floresta), cantando uma musiquinha ridícula em alto e bom som para visitar a vovó que mora longe.

Ora, se a vovózinha morava longe, então que a menina fosse visitá-la acompanhada de um adulto. Mas não! E cadê o pai e a mãe da Chapeuzinho? E depois, no meio da história, aparece um lobo, que é "o" lobo mau, mesmo que nunca tenha existido "o lobo bom". O dito lobo malvadão consegue enganar a menina fantasiado de avó com aquele focinho gigantesco.

Míope, totalmente míope a Chapeuzinho Vermelho! E "Chapeuzinho" porquê? Aquilo não é um capuz? Pra mim a única esperta é "Alice"...

Sempre me perguntava quando criança como aquela menina podia ser tão burra...enfim... Logo abaixo, é possível ler a sinopse do filme que copiei do site "CCC" - Cinema Com Rapadura - em www.cinemacomrapadura.com.br

Sinopse:

"Deu a Louca na Chapeuzinho" começa no fim da história e retorna ao seu início... Tudo começa quando uma mistura de detetives e policiais peludos e plumados chegam à casa da Vovózinha no bosque para atender a uma chamada de distúrbio doméstico. A princípio, parece apenas outro caso comum de lenhador atacando um lobo vestido de vovózinha, com uma combinação de acusações criminais que incluem invasão de domicílio, intenção de comer e o porte de machado sem licença. Mas as aparências enganam.


À medida que o educado detetive Nicky Flippers e o chefe de polícia sempre de nariz torcido (ou será de nariz peludo?) Grizzly, e o companheiro oficial de polícia Bill Stork questionam os traiçoeiros suspeitos, eles descobrem que cada um tem uma história completamente diferente, embora igualmente louca e confusa, para contar. Não apenas isso, mas parece que o crime tem relação com o infame “Goody Bandit”, que tem atacado os bosques para roubar as inestimáveis receitas que mantêm a floresta cheia de bolinhos.

Ninguém no grupo é exatamente o que parece, e cada um tem seus próprios segredos e truques traiçoeiros. Os detetives logo descobrem que a aparentemente inocente Chapeuzinho tem muita experiência do mundo; que o Lobo Mau foi terrivelmente incompreendido; que a Vovózinha tem uma vida secreta que ninguém poderia ter imaginado; e que o inseguro Lenhador, cuja força física pode exceder – bem você conhece o estereótipo – tem algumas ambições surpreendentes.


Eles não são suspeitos comuns, mesmo assim os investigadores precisam usar os relatos conflitantes das testemunhas oculares para solucionar o mistério, cada vez mais complicado, de quem entre eles cometeu um crime. Quando ao final a verdadeira identidade do malvado vilão é revelada, cabe à Chapeuzinho, ao Lobo, ao Lenhador e à Vovozinha deixar suas diferenças para trás e encontrar a própria interpretação do “viveram felizes para sempre”.



fonte:Cinema Com Rapadura

"Budapeste", de Chico Buarque no Teatro Nacional, em Lisboa

Garantia de sucesso

Destaque da programação do Teatro Nacional de Portugal, a apresentação da peça baseada no livro "Budapeste" de Chico Buarque, já foi agendada para estrear em dezembro do ano que vem. Embora falte ainda definir quem fará a adaptação do texto e os atores que irão encená-la.

"Budapeste" é um dos destaques da vasta programação do Teatro Nacional dentro da temporada 2006/2007. O responsável pela programação, Carlos Fragateiro, disse que sua intenção é dar atenção especial à língua portuguesa, às dramaturgias da lusofonia e aos grandes clássicos.

No próximo mês, nos dias 8 e 9, estará no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, o monólogo "A Confissão de Leontina", baseado no conto homônimo de Lygia Fagundes Telles, vencedor do Prêmio Camões 2005.

Outros contemporâneos lusófonos como António Lobo Antunes, Gonçalo M. Tavares, António Torrado, Diniz Machado, Inês Pedrosa, José Eduardo Agualusa, José Luís Peixoto e Mia Couto integram a programação da nova temporada.

"Elogios

Outra das apostas será a apresentação de espetáculos em julho e agosto, quando a presidência da União Européia passará aos portugueses. Normalmente, o teatro luso fecha suas portas nestes dois meses.

Também serão implementados em Lisboa projetos de colaboração internacional e um conjunto de laboratórios de formação.

'Esperamos, desta forma, corresponder a tudo o que nos foi pedido', disse Fragateiro na sessão de apresentação, que contou com a presença da ministra portuguesa da Cultura, Isabel Pires de Lima, e do secretário luso do Ministério da Cultura, Mário Vieira de Carvalho.

'Estão de parabéns, temos a certeza de que será uma excelente temporada', disse a ministra, depois da apresentação da programação, feita por Fragateiro e pelo cenógrafo José Manuel Castanheira.

'Esta programação corresponde de uma forma muito clara às expectativas que tínhamos, do que devem ser as apostas de um teatro nacional: a defesa de uma programação muito centrada na língua portuguesa, que atravessa várias gerações e nacionalidades', afirmou Lima.

Para a ministra, 'um teatro nacional deve também apostar numa forte dramaturgia clássica', na 'capacidade para gerar internacionalização, não só caminhando para o exterior, mas também chamando criadores e encenadores de vários quadrantes estéticos' e em uma 'certa atenção à descentralização'."


Vamos ao teatro!!!


fonte:UOL

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Renato Russo - "Legião Urbana"


Morte de Renato Russo, ícone do rock brasileiro, completa dez anos nesta quarta-feira


Nesta quarta-feira (11) completam-se dez anos da morte de Renato Russo. O cantor e compositor morreu em 1996 de complicações de saúde decorrentes da Aids.

E eu tinha escrito um texto tão bacana - sem modéstia - sobre o Renato, mas esse computador enervante travou e perdi a linha de criação, também com um copinho de vinho tinto na mão, para começar a comemorar meu aniversário que só tem efeito lá pelas 18h30, ia mesmo ser difícil me lembrar do que escrevi a minutinhos atrás de lá de dentro da alma.

Mas quem acompanhou o início da "Legião Urbana", dançou e cantou ao som do Renato, ficou marcado para sempre. A Legião surgiu em 1983, tinha ainda o guitarrista Dado Villa-Lobos (gatíssimo) e o baterista Marcelo Bonfá na formação, Renato Russo se tranformou em um dos principais ícones do rock brasileiro dos últimos 20 anos. Renato tinha carisma, uma voz grave e potente e falava, falava e ouvíamos e pensávamos muito. De qualquer forma, ele passou para um outro plano onde ainda compõe, canta e dança muito e ri de nós que ficamos aqui aguentando um bando de Ali Babás e muito mais de 40 ladrões. A essa hora está de mãos dadas com Cazuza, rindo muito e cantando: "Que país é esse?" E até hoje, Renato, a gente ainda faz a mesma pergunta, triste né? Não ria, Renato....


fonte:UOL Música

terça-feira, 10 de outubro de 2006




De todo o meu passado,
Boas e más recordações
Quero viver meu presente,
E lembrar tudo depois.

Nessa vida passageira,
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada,
Isso é o que me faz dizer:

"E vejo flores em você"

De todo o meu passado,
Boas e más recordações
Quero viver meu presente,
E lembrar tudo depois.

Nessa vida passageira,
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada,
Isso é o que me faz dizer:

Que vejo flores em você!
Que vejo flores em você!
Que vejo flores em você!


Edgard Scandurra, do "Ira!" - 1986
foto: Transparências

O esfaqueado e seu último suspiro

Ministro propõe CPMF permanente e 10 a 15 anos para diminuir alíquota

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu nesta terça-feira que a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deixe de ser temporária e se torne permanente.

Além disso, ele propôs que a redução da alíquota de 0,38% para 0,08% seja feita "entre 10 e 15 anos", vinculada a um plano de longo prazo de diminuição das despesas correntes do governo (gastos para manter a máquina, fora investimento).

Segundo o governo, não há condições de abrir mão dos R$ 32 bilhões arrecadados com a CPMF de forma imediata. Bernardo justificou que esse seria um sinal positivo de controle fiscal, "para alavancar de vez" o crescimento do país. Ele lembrou que a prorrogação da CPMF acaba em dezembro de 2007.

Ele fez as propostas durante audiência na Comissão Mista de Orçamento do Congresso.

"É preciso esforço para reduzir a carga tributária, e todos concordam com isso" , disse o ministro. "Mas não dá para ser da noite para o dia" , completou. "Com redução de despesas fiscais, dá para abrir mão de uns R$ 20 bilhões dessa receita, sem precisar criar outro imposto em substituição à CPMF", completou.

Ele justificou que um prazo de dez anos, "no mínimo", para a redução gradativa dessa alíquota "seria razoável para conciliar a diminuição nos gastos, o que caberia nos próximos dois mandatos de governo".

Bernardo afirmou ser essa a sua posição como ministro do Planejamento, pois o Palácio do Planalto ainda não tem uma posição fechada sobre a prorrogação da CPMF. Mas ele defendeu que essa é uma discussão que precisa ser iniciada no Congresso "ainda neste ano".

O ministro lembrou que também a Desvinculação de Receitas da União (DRU) deixa de vigorar no fim de 2007. Sua proposta é de elevar dos 20% atuais, para "25% ou 30%" da receita de todos os tributos, o que forma uma fonte de recursos que o governo federal pode aplicar livremente.



Para quem não sabe (duvido, mas vá lá): "A CPMF foi instituída pela lei n 9.311, de 1996, tendo por suporte constitucional o artigo 74 do Ato das Decisões Constitucionais Transitórias (que previu a sua cobrança por dois anos), e substituiu o antigo IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira), idealizado pelo ex-ministro da Saúde Adib Jatene para socorrer o setor da saúde pública."

O IPMF foi criado em 1993, como imposto provisório para gerar exclusivamente recursos à saúde.


"O prazo de validade da contribuição foi sucessivamente prorrogado por emendas à Constituição. A última foi em 2003, quando ficou estabelecido que a CPMF só poderá ser cobrada até dezembro de 2007".
Segundo o artigo "Eficaz e Simples" de Eduardo Maneira no O Globo, em 03/07/2006, continua: "Sua transformação em contribuição permanente, além de livrar o governo do custo político que cada prorrogação acarreta, é certamente melhor do que qualquer outra alternativa de cunho fiscal que tenha por missão arrecadar os R$ 30 bilhões anuais que se recolhem pela CPMF.

Por fim, a perpetuação da CPMF terá o saudável significado de dar transparência e legitimidade a uma realidade de mais de 13 anos."

Aliás, vivemos num país com poucos impostos, juros baixos, onde a classe média (que dizem que ainda existe) e a classe mais desfavorecida vivem refastelados no paraíso do crescimento econômico. E sou mais uma profissional liberal no grupo dos desempregados. Vivas aos impostos do Brasil!!!


fonte: UOL com informações do Valor Online

Brinquedo High Tech

Yumel, o boneco inteligente


A publicidade tem tempo certo. Dia 12 de outubro é o Dia da Criança no Brasil. Há uns anos atrás, esse dia tinha um significado mais puro. Claro que os pais sempre tiveram a consciência que o objetivo era puramente comercial, o consumo de produtos infantis disfarçado num dia especial para os pequenos. Mas me lembro que as crianças viviam num mundo mais mágico, amadurecíamos aos poucos, passávamos por todas as fases de crescimento até chegarmos à vida adulta.

Nos dias de hoje foi preciso criar um "estatuto da criança e do adolescente" que ajuda muito pouco.

Apesar do que dizem - constantemente - os especialistas sobre o benefício desse estatuto, ele tem falhas, pequenos espaços que permitem interpretações que não trazem benefícios às crianças e adolescentes. Tanto é assim, que é assustadoramente comum bandidos encomendarem serviços de roubo ou assassinato à menores de idade, porque a lei é mais branda para esses "criminosos/vítimas". E por fim, a principal responsabilidade de qualquer crime é sempre do executor do crime e não do autor intelectual do mesmo. Enfim... vivemos um período no Brasil onde vários gêneros de especialistas continuam sonhando e transformando em lei seus sonhos, deixando de lado a realidade de uma quantidade imensa de crianças "abandonadas" nas ruas, entre aspas porque existe alguma condescendência para essas crianças estarem na rua, já que elas sempre levam algum dinheiro para casa. Para mim é extremamente difícil concordar com o "mal menor", ou pior, interpretar a situação de forma a que se justifique manter o problema sem solução.

Mas falando enfim do bonequinho....O boneco "Yumel" da Grow, que por si só, é fofíssimo, faz parte de uma nova categoria de brinquedos que prometem interação. É capaz, segundo a Grow, de fazer milhões de combinações diferentes para conversar e contar seus sonhos. É dotado de um sistema de inteligência artificial, com sensores de som, toque e posição. Fala mais de 800 palavras.
Altura aproximada do boneco: 36 cm.
Preço estimado e indigesto: 292 reais.


fonte: IDG Now

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

27ª Bienal Internacional de São Paulo

Até o dia 17 de dezembro, acontece a 27ª Bienal Internacional de São Paulo, no parque Ibirapuera, zona sul de São Paulo. Com o tema "Como Viver Junto", a mostra tem obras de conteúdo fortemente político, experiências comunitárias e recortes antropológicos. O projeto arquitetônico abre para o público a entrada original do pavilhão de Oscar Niemeyer.

A entrada é franca e o acesso á Bienal é pelo Portão 03 do Parque do Ibirapuera. Horários: de terça a sexta: das 9h às 21h; sábado, domingo e feriados: das 10h às 22h. Acesso ao pavilhão até uma hora antes do término da exposição. Para agendamento de visitas guiadas: 5576-7648 ou 5576-7647 (somente por telefone)

Hoje:
O programa de seminários que teve início no sábado passado(dia 7), continua em torno do conceito "Como Viver Junto". Hoje (dia 9) e amanhã (dia 10), o seminário 'Trocas', organizado pela co-curadora 27ª Bienal Internacional de São Paulo, Rosa Martinez, tem como tema central a comunicação e seus diversos aspectos políticos, artísticos, sociais e emocionais.

Participam do evento os conferencistas Maria Rita Kehl, Renata Salecl, Carlos Jiménez, Ernesto Neto, Nicolas Bourriaud e Paulo Herkenhoff.

"Numa época em que a propaganda tornou-se uma técnica privilegiada de produção de subjetividade, e em que os países ocidentais investem nela o dobro dos recursos que destinam à educação, o confronto entre a instrumentalidade do capitalismo tardio e o poder revolucionário da arte permanece como um debate aberto e, espera-se, uma questão significativa", diz Rosa Martinez.

Renata Salecl, professora da London School of Economics, discute a subjetividade da arte no período que ela denomina "capitalismo tardio", partindo da idéia de viver a vida como obra de arte. Carlos Jiménez, historiador e crítico residente em Madri, debate as ilusões criadas pela mídia e a reação da arte contemporânea a esta realidade.

A cidade e seus produtos é assunto para a psicanalista Maria Rita Kehl, que trata as construções urbanas e suas correspondências nos relacionamentos interpessoais. O "viver-junto" é tema para o artista Ernesto Neto, que discutirá como ser "gentil", mantendo a diferença de opiniões.

Nicolas Bourriaud, co-diretor do Palais de Tokyo, em Paris, fala sobre a teoria desenvolvida por ele, a "estética relacional", que permite superar a divisão tradicional entre artista-produtor e público-espectador, possibilitando uma "arena de trocas". Paulo Herkenhoff, curador da 24a Bienal de São Paulo, discute os caminhos percorridos por artistas para conciliar a produção contemporânea com os novos rumos da sociedade.

Programação do seminário "Trocas" na 27ª Bienal:

dia: 09 de outubro

18h00 » Credenciamento

19h00 » Conferência: "Viver entre dessemelhantes" (Living among non-fellow creatures) - Maria Rita Kehl

20h45 » Conferência: "Seja você mesmo!" - Arte e subjetividade no capitalismo tardio ("Be yourself!" - Art and subjectivity in late capitalism) - Renata Salecl

21h30 » Debate


fonte:UOL e Fundação Bienal de São Paulo
Ocorreu um erro neste gadget
Blog Widget by LinkWithin
 
Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.