quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Partitura de Bach encontrada na Alemanha

Uma especialista mostra partitura com transcrições de peças de órgão escritas pelo compositor barroco alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750); as obras foram encontradas durante restaurações na cidade alemã Weimar.



fonte: UOL

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Descarada e feliz!


Atriz de "Lost" chama Santoro de "sexy"
e quer logo contracenar com ele


A atriz Kim Yun-jin, 33, que interpreta a coreana Sun na série "Lost", afirmou que considera Rodrigo Santoro,31, muito atraente. O ator acabou de assinar o contrato para participar da terceira temporada do seriado.

"Ele é sexy. Mal posso esperar para fazer uma cena com ele", revelou Kim em entrevista à revista "Prestige Hong Kong". Kim afirmou que Josh Holloway, que interpreta Sawyer, é o mais bonito do elenco. "Ele é um bad boy e tem aquele charme do sul (dos Estados Unidos)." Mas ela disse que prefere homens asiáticos e que não está comprometida com ninguém.

Na trama - em que um grupo de sobreviventes de um desastre de avião vive em uma ilha misteriosa - Kim é casada com o ator Daniel Dae Kim.

A atriz revelou que quando conheceu as características de sua personagem achou-a submissa demais. Mas segundo ela, o criador do programa a tranqüilizou, dizendo que o papel iria sofrer mudanças no decorrer do seriado.

"Assinei o contrato antes de ler o roteiro. Quando li as cenas do programa piloto pensei: As mulheres coreanas não são mais assim. Não são tão submissas. Não posso interpretar o papel. Isso não representa as mulheres asiáticas de uma forma correta."

Kim contou que discutiu o assunto por quase duas horas com o criador do seriado J.J. Abrams. "Ele me explicou que os personagens são arquétipos e não estereótipos."

Kim disse que Abrams lhe contou que Sun iria esconder do seu marido que sabia inglês e que a profundidade de sua personalidade seria revelada no final. A atriz afirmou que mais da verdadeira personalidade de Sun será revelada na terceira temporada de Lost. "Veremos um lado mais sobrio. Ela vai cometer um ou dois erros."

O programa é exibido no Brasil pelo canal pago AXN.

Calma, menina, o ragazzo é comprometido há muito tempo com uma loira. E depois, nós, brasileiras, somos as assanhadas. Imaginem! Apenas fama sem proveito! E pensar que quase atropelei Rodrigo Santoro em Ipanema, mas na época achava-o apenas um gatinho, lindo. Ele não era nem de longe esse pedaço de mau caminho dos dias atuais. Ai, ai!


fonte: Folha Online


"Tateio. A fronte. O braço. O ombro.
O fundo sortilégio da omoplata.
Matéria-menina a tua fronte e eu
Madurez, ausência nos teus claros
Guardados.

Ai, ai de mim. Enquanto caminhas
Em lúcida altivez, eu já sou o passado.
Esta fronte que é minha, prodigiosa
De núpcias e caminho
É tão diversa da tua fronte descuidada.

Tateio. E a um só tempo vivo
E vou morrendo. Entre terra e água
Meu existir anfíbio. Passeia
Sobre mim, amor, e colhe o que me resta:
Noturno girassol. Rama secreta."


Hilda Hilst
Salvador Dalí - "The Persistence of Memory"

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Pontos nos "is"

Depois da notícia do mensalão, o que causou grande impacto mais uma vez esse ano foram os comentários que saíram do cérebro e boca de alguns artistas que se reuniram na casa do Ministro Gilberto Gil em apoio à reeleição do presidente Lula.

Então, "a ética seria uma grande bobagem, política se faria com as mãos sujas e seria absolutamente normal, porque sempre foi assim e qual é o espanto se continua a ser?" É difícil que alguém compreenda o que se passa na cabeça de alguns seguidores do Partido dos Trabalhadores, o PT. Acho muito doido!

Imaginem, que todo brasileiro leu ou soube por alguém do que foi dito na tal reunião e ficamos assim, ó, de boca aberta, com a cara no chão sem entender nada. Como alguém compõe "Coração de Estudante" num belo dia e muitos anos depois apaga tudo com uma frase de arrepiar? Não existem mais os princípios morais? Os fins justificam os meios? O impensável aconteceu. Estou abestalhada e quanto mais leio sobre o efeito das frases, pior fico.

Gosto do Arnaldo Jabor, mesmo que não concorde sempre com ele. Acho que hoje, pelo menos para mim, senti que ele colocou os pingos nos "is", deu nome à coisa. Nada alivia a minha desesperança, mas fiquei rendida ao inevitável. Nada mais a pensar ou tentar entender. Ponto final.

E para quem não sabe, vale a curiosidade: Jabor, que estudou no Colégio Santo Inácio e na PUC, também foi integrante da UNE. Mas vamos a isso:


"A reunião dos intelectuais e artistas com Lula, no Rio, destampou a panela da verdade. Quando dizem: "Os fins justificam os meios, mensalão não é crime" ou "Não estou preocupado com a ética do PT nem com qualquer ética. Isso não interessa; eu acho que o PT fez o que tem de fazer para governar o país...", esses bravos criadores de arte e pensamento estão à luz do dia, num ato falho espetacular, a verdadeira ideologia que orienta o PT.

Os petistas do governo ficam enrolando e, aí, vêm uns artistas ingênuos e abrem o jogo cuidadosamente escondido. Prestaram um serviço à verdade, porque muita gente boa repete, como robôs de Lula: "Sempre foi assim, corrupção endêmica, sobras de campanha, houve erros éticos, todos os partidos fizeram isso..."

Esta falsa explicação é enlouquecedora, porque ilude, elide a verdade meridiana que é a seguinte: não foi apenas um desvio "ético" ou uma "roubalheira tradicional". Não. Foi um plano armado para mudar o Estado por dentro, por um bando de sujeitos que se consideram "superiores" à nós, com a "missão" de usar a democracia para apodrecê-la. Ideólogos ignorantes e narcisistas tentaram mais uma "revolução" ridícula. Aliás, erram sempre e continuarão a errar. No entanto, é espantoso que gente que estudou e que come continue a achar que foi "caixa 2 ou desvio ético de alguns companheiros". A barra foi muito mais pesada. E pode voltar a ser.

Os quadrilheiros do governo não são de esquerda, não; são de direita, autoritários. Não só desviaram bilhões de reais de aparelhos do Estado, de fundos de pensão, por contratos falsos , mas roubaram também nossos mais generosos sentimentos. E não é só a mentira que indigna. É a arrogância cínica com que mentem. E a mentira vai se acumulando como estrume e acaba convencendo muitos ingênuos.

Sempre houve corrupção no Brasil? Claro que sim, mas o ladrão tradicional sabia-se ladrão, roubava em causa própria e se escondia pelos cantos para não ser flagrado. Os ladrões desse governo roubam de testa erguida, como se estivessem fazendo uma "ação revolucionária". Dizer que "sempre foi assim" é burrice ou má-fé".

E depois, Arnaldo Jabor também escreve: "Não tem papo. Lula está reeleito." Eu também acho.




fonte: Arnaldo Jabor in Segundo Caderno do "O Globo".

Mais barato que um Jaguar ou um Porsche

Eu quero uma!


A lindinha virou objeto de desejo e de consumo. Vi no blog do Fernando Vilarinho, "Bibliotecas em Portugal". Sofro com a minha luminária, que se mexe para tudo quanto é lado porque tem um braço imeeeeenso, mas não é prática como essa.

Estas, têm a vantagem em não incomodar as restantes pessoas que estiverem ao nosso lado; têm lupa, visão nocturna, etc. Existem em vários tamanhos, formatos, com diversas funcionalidades, e cores para todos os gostos! Autonomia entre 20 a 40 horas. São comercializadas por esta empresa americana.




fonte: Bibliotecas em Portugal

"Nós no Morro" levam Shakespeare a sua terra natal

O vilarejo-natal de William Shakespeare aplaudiu com entusiasmo a apresentação da sua peça Os Dois Cavalheiros de Verona, no último domingo, pelo grupo brasileiro de teatro Nós do Morro, formado na favela carioca do Vidigal e convidado da Royal Shakespeare Company para um festival internacional em Stratford-Upon-Avon.

O público encheu o Courtyard Theatre, a 200 metros da igreja onde está enterrado o monstro-sagrado da dramaturgia mundial, e não deu sinais de se importar com o fato de que os atores falavam português, enquanto um cartaz eletrônico mostrava as palavras originais em inglês.

Fãs de Shakespeare, como os que se dispõem a ver suas peças em outros idiomas, conhecem bem as histórias e acompanham a trama sem dificuldade, o que valoriza ainda mais a atuação no palco.

As risadas e palmas do público durante duas horas e meia de espetáculo, sem intervalo, comprovaram a apreciação da montagem dirigida por Guti Fraga.

Alguns atores ingleses do grupo Gallery 37, de Birmingham, se incorporaram à apresentação, em papéis secundários que levaram ao uso de algumas frases em inglês.

Mesmo assim, e incluindo as misturas de canto e dança nos dois idiomas, era difícil distinguir as nacionalidades de quem se movimentava pelo palco. E como se movimentavam, inclusive para se fazer de cenário, porque a apresentação de uma peça nova a cada dia não permite montar cenários fixos.

Grande parte do público permaneceu no teatro após a apresentação, para uma discussão com os atores e outros organizadores do evento, parte do festival The Complete Works (Os Trabalhos Completos).

O Nós do Morro surgiu na favela carioca do Vidigal, mas já se expandiu por outros lugares e conta hoje com 1.800 participantes, atuando em teatro, cinema e televisão. Seus atores formaram a base do desempenho no premiado filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.


fonte:BBC Brasil

Maria Callas, Diva em Veneza

Veneza homenageia Maria Callas e sua relação com a cidade

Maria Callas, além de ter sido a maior cantora lírica do século 20, era considerada também um ícone de glamour junto a Audrey Hepburn. Uma diva absoluta que exerce até hoje grande fascínio, a quase 30 anos de sua morte, e que "nasceu artisticamente" no Teatro La Fenice de Veneza, em 1947, onde se revelou ao mundo nos anos sucessivos.


Para homenagear esta relação especial entre a diva e a cidade dos canais, na ocasião do 63º Festival de Cinema de Veneza, a Associação Cultural Maria Callas apresenta uma exposição fotográfica intitulada "Callas, Diva em Veneza". A mostra será inaugurada nesta quinta-feira (31), no espaço Centrale Lounge, ao lado do Teatro La Fenice.

"Na exposição estão 13 imagens inéditas, a maior parte em preto e branco, que retratam a cantora no seu discreto e inconfundível glamour. Vemos desde a Callas posando em trajes de banho no Lido de Veneza em 1957 ou brincando com o marido à beira do mar, até a Callas dirigindo uma lancha e chegando em companhia de Luchino Visconti ao Palácio do Cinema", explica Bruno Tosi, organizador da mostra.

As imagens mostram anos de ouro na vida de Callas, testemunhando o amor da soprano pela cidade italiana, que no último verão batizou com o nome da estrela uma ponte ao lado do Teatro La Fenice e que em cinco anos poderá receber também um museu dedicado inteiramente a ela.

Em Veneza, a vida de Callas mudou completamente, principalmente após o encontro com o armador grego Aristotele Onassis, em 1957. Foi lá também que ela se revelou como soprano dramática em 1949, interpretando Elvira na ópera "I Puritani", cantando ininterruptamente no Teatro La Fenice até 1954 e recebendo os primeiros significativos sucessos da parte da crítica.


fonte: Folha Online

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

"A Bruxa de Portobello"

É o nome do novo livro de Paulo Coelho, que será lançado no dia 27 de setembro no Brasil e em Portugal.

Em seu blog, Paulo Coelho liberou os sete primeiros capítulos desse seu novo livro que começa com o relato de Heron Ryan, 44 anos, jornalista sobre seu encontro e paixão por Athena, a bruxa de Portobello, que é assassinada no primeiro capítulo.

Blog - http://paulocoelhoblog.com/




Mineirinho, mineirinho, Uai!

Dino das Minas Gerais


A foto mostra esqueleto reconstituído do Maxacalissauro, dinossauro que viveu há cerca de 80 milhões de anos; os ossos foram achados em Minas Gerais e pode ser visto no Museu Nacional do Rio de Janeiro.

O fóssil de um dinossauro chamado Maxacalissauro e que viveu há mais de 80 milhões de anos foi apresentado hoje por pesquisadores do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

A reconstrução do esqueleto demorou mais de um ano, desde a descoberta dos ossos em uma extensa área rural de Minas Gerais.

O exemplar apresentado hoje, jovem para sua espécie, tem treze metros de comprimento e pesava cerca de nove toneladas. Apesar de sua envergadura, o Maxacalissauro era herbívoro e podia alcançar vinte metros de cumprimento, informou o pesquisador Alexander Kellner.

O Museu Nacional lançou hoje um concurso para que crianças e adolescentes de até 16 anos escolham um nome para o animal.

Não é prá lá de fofo dar nome a um monte de ossos? Acredito piamente que na intimidade já ia sendo chamado de Max. Alguém imagina ouvir durante o tempo de sua "montagem": "aí, cadê o crânio do MA-XA-CA-LIS-SAU-RO?"

Foi no Museu Nacional que conheci a minha primeira múmia, e se não estou enganada - não, não estou - ela era de D.Pedro II. A múmia propriamente dita era egípcia, ela havia pertencido à D.Pedro II. Assim como outras várias preciosidades de valor histórico/arqueológico e antropológico que podem ser vistas no Museu Nacional, estão lá pela contribuição de D. Pedro II e alguns membros de sua imperial família. Mas esse assunto é mais longo e é para outro post.

O Museu Nacional fica na Quinta da Boa Vista - que precisa de reformas -, em São Cristóvão. As exposições são normalmente de terça a domingo, das 10 às 16hs.



fonte: UOL

Quiprocó astronômico

Decisão sobre Plutão cria racha entre astrônomos









Plutão foi rebaixado! Parece que a decisão da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) de retirar o status de planeta de Plutão causou descontentamento entre alguns cientistas.

O principal cientista da missão robótica da Nasa (agência espacial americana) a Plutão, New Horizons, criticou a decisão, adotada na quinta-feira, qualificando-a de "constrangedora".

"É uma decisão horrenda; é ciência malfeita e jamais vai passar pela avaliação da categoria (de astrônomos) por duas razões", disse ele.

"Primeiramente, é impossível e artificial colocar uma linha divisória entre planetas anões e planetas. É como se nós declarássemos que as pessoas não são pessoas por uma razão arbitrária, como 'elas tendem a viver em grupos'".

"Em segundo lugar, a definição em si é ainda pior, porque é inconsistente."

Um dos três critérios para o status de planeta é que ele precisa ter "limpado as áreas vizinhas em sua órbita".

Os maiores objetos no Sistema Solar vão agregar a matéria em seu caminho ou expeli-las.

Plutão foi desqualificado porque sua órbita altamente elíptica se sobrepõe à de Netuno – ou seja nem agregou nem expeliu o outro planeta.

Stern destacou que Terra, Marte, Júpiter e Netuno também não "limparam" totalmente as suas zonas orbitais.

A Terra tem órbita com 10 mil asteróides próximos. Júpiter, por sua vez, é acompanhado de 100 mil asteróides "troianos" (asteróides que seguem na mesma órbita que um determinado planeta).

Estas rochas são essencialmente fragmentos que sobraram após a formação do Sistema Solar, há mais de 4 bilhões de anos.

"Se Netuno tivesse 'limpado' a sua zona, Plutão não estaria lá", acrescentou.

Stern disse que astrônomos com posições semelhantes à sua organizaram uma petição para restituir a Plutão sua classificação de planeta.

Decalques onde se lê "buzine se Plutão ainda é um planeta" estão sendo vendidos pela internet, e e-mails sobre a decisão que circulam na rede mundial de computadores estão chamando a IAU de "União Astronômica Irrelevante".

Owen Gingerich preside a comissão que define planetas da IAU e ajudou a elaborar uma proposta inicial elevando o número de planetas do Sistema Solar de nove para 12.

O professor emérito de Harvard atribuiu o resultado em grande parte a uma "revolta" dos dinamicistas - astrônomos que estudam o movimento e os efeitos gravitacionais dos corpos celestes.

"Em nossa proposta inicial, nós tomamos a definição de um planeta que geólogos planetários queriam. Os dinamicistas se sentiram terrivelmente insultados que não os tivéssemos consultado para saber o que pensavam. De alguma forma, havia um número suficiente deles para criar um grande protesto", disse Gingerich.

"A revolta deles criou uma grita suficiente para destruir a integridade científica da resolução (anterior)."

"Havia 2,7 mil astrônomos em Praga (onde ocorreu a reunião da IAU) durante o período de dez dias. Aqueles que discordaram e estavam determinados a bloquear a outra resolução apareceram em maior número do que os que acharam 'bem, esta é apenas uma daquelas coisas em que a IAU está trabalhando'".

Gingerich, que estava nos Estados Unidos e perdeu a votação, disse que gostaria da introdução, no futuro, de votos eletrônicos.

Alan Stern concorda: "Eu não pude votar porque eu não estava no plenário, em Praga, na quinta-feira, dia 24. De 10 mil astrônomos, 4% estavam naquele recinto - não se pode nem alegar consenso."

"Se todo mundo tivesse que viajar para Washington DC todas as vezes que se desejasse votar para presidente, nós teríamos resultados muito diferentes porque ninguém iria votar."

Outros astrônomos estão felizes em ver Plutão retirado da lista de planetas. Iwan Williams, presidente de ciência de sistemas planetários da IAU, disse: "Plutão tem muitos e muitos amigos; nós não temos muito entusiasmo em ver Plutão e todos os seus amigos no clube porque fica lotado. No final da década, nós teríamos cem planetas, e eu acho que as pessoas diriam 'meu Deus, que confusão eles fizeram em 2006'."

O pivô desse quiprocó se negou a prestar declarações à BBC.




fonte:BBC Brasil

Carmem Calvo - Museu Afro Brasil

Museu Afro Brasil diversifica com a mostra da espanhola Carmem Calvo

Uma das protagonistas do movimento artístico espanhol conhecido como "La Movida Madrileña", a artista plástica Carmen Calvo se estabelece também como pioneira no Museu Afro Brasil. A exposição que se iniciou dia 22, é a primeira desde a abertura da casa, em outubro de 2004, que não tem o viés de produção africana ou afro-relacionada.

"Solo lamento no ser un niño"


Carmen, nascida em Valencia, iniciou sua produção na Espanha pós-Franco. Com o fim da repressão e da ditadura do general (1939-75), grupos de jovens, identificados sobretudo com a cena noturna da capital federal, começaram a se mobilizar por liberdade cultural e artística. Um desses coletivos iconoclastas que tiveram seu auge na década de 80 chamava-se "La Movida" (expressão usada para se referir à vida noturna, algo como "a balada", em tradução livre), e agremiava artistas de diversas vertentes. Entre seus representantes, o cineasta Pedro Almodóvar tornou-se um dos nomes mais conhecidos.

Representações de sexo e violência, exploradas em múltiplas formas, são características do movimento e refletem-se também na obra de Carmen Calvo. Calvo usa ainda, em suas colagens, esculturas, pinturas, instalações e, mais recentemente, fotografias, uma mistura de temas religiosos e infantis. Assim, busca "transformar dramas pessoais em questões universais", como afirma o texto de divulgação da exposição.

"L'espirit"


Carmen Calvo
» Onde: Museu Afro Brasil - Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega
Av. Pedro Álvares Cabral s/n. Parque Ibirapuera - Portão 10.

» Quando: 22/8 a 22/10.
Terça a domingo, das 10 às 17h30.
» Quanto: Grátis
» Informações: (11) 5579-0593


fonte: UOL

sábado, 26 de agosto de 2006

Apresentando-me a mim

Gostaria de ser apresentada a mim mesma.

Somente hoje percebi que estou mais uma vez na fase que começo a chamar de concha. Meio introspectiva, muito mais aérea. Também já sou capaz de me aperceber fora do mundo, desse nosso mundo real. Recolho-me a um canto, onde de preferência, só possa escutar o barulho da natureza. Acordo mais cedo, ando devagar pelas ruas admirando a luz do dia, o céu, as cores, sem pensar em nada, a cabeça vazia. Difícil explicar como isso acontece. Como gostaria de ser apresentada a mim mesma.

Gostaria de saber aonde foi parar o manual de instruções que trouxe comigo no dia em que nasci. Minha mãe teima em dizer que nasci careca e pelada, que nada trouxe de lado algum. Não creio! Coisas de mãe: não facilitar a vida dos filhos para aprenderem a lidar com o mundo enquanto crescem e se afirmam. Coisas de mãe.

Minha introspecção só é quebrada pelo som do telefone ou a voz de algum amigo que encontro na rua. Passada a rotina social, volto, como animalzinho ensinado e condicionado para a minha conchinha. Faço-me a pergunta se por acaso, nesse lugar só meu, existiria uma espécie de bateria recarregável onde me escondo de tempos em tempos. Mas o estranho, é que as baterias têm como função fazer o objeto/coisa voltar a funcionar. Não é o meu caso.

Estranhamente, há dias nesse processo, sinto-me flutuar, gravidade zero. Não percebo o mínimo de agitação em mim, nada. Atrái-me a rede de minha infância instalada na varanda cheia de plantas, que suspensa no ar, me dá essa sensação de flutuar sozinha e em paz. Paz, palavrinha tão pequena, mas que possui um efeito de bem estar imenso.

Quem sabe, me sinto no ninho protegida e segura? Quem sabe? Será um ato de meditação mais longo que o normal e inconsciente? Não faço idéia. Nem sei responder a tantas questões. Obedeço apenas as ordens do meu corpo e mente sem pensar, sempre foi assim...

Mas hoje, em pleno sábado, essa instrospecção me leva a refletir, mas na reflexão não obtenho resposta. Sinto minha mente dizer: "não penses!" Obedeço! É mesmo! Refletir para quê? É maravilhoso me sentir assim.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Copy & Paste do Copy & Paste

Dessa vez não foi no "Farol" da Cristina! Peguei vocês!!!! Estou me tornando mestra em "copy & paste". Já sei: "tonta!".

Agora, a sério. Fui até o blog do Cláudio, "Jogando conversa fora" - jogandoconversafora.blogspot.com e achei essa novidade. Diz o Cláudio:


"A Palpiteira descobriu um sistema de comunicação online muito bom. Bem, não sei se foi ela quem descobriu, mas eu descobri por causa do post dela que reproduzo aqui.

Com a palavra, Claudia Palpiteira, uma das melhores blogueiras que eu conheço:

"Gente, você não tem noção do que esse sistema de comunicação significa e da facilidade de utilização. Consegue dar conta da dimensão? Através dele é possível conversar com qualquer pessoa que esteja acessando a mesma página que você, seja ela qual for.

Basta adicionar o endereço desejado, sem o inicial "http://www." na página do Gabbly ou, simplesmente, digitar "gabbly.com/" antes de qualquer endereço.

Por exemplo:
http://gabbly.com/endereçodoblogdesejado.blogspot.com

Exemplo: http://gabbly.com/uol.com.br.

Acho que é o tipo de notícia que deve ser espalhada para todas as pessoas que acreditamos prontas para esse tipo de informação."

Gostei, é muito bacaninha!


fonte: Jogando conversa fora


Canteiros


Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade

Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento

Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria

Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
Deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um toco sozinho ...
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração


Fagner
Claude Monet - "Jardim em Giverny"


Canteiros é baseado no poema "Marcha" de Cecília Meirelles e a música incidental é "Águas de Março" de Tom Jobim.


Prazer em bebê-lo...

Chá, café e chocolate quentinho com estilo




1. Importada, de porcelana, R$ 24, na Benedixt.
2. Divertida, os pequenos e grandes vão adorar tomar chocolate quente nela. De porcelana, R$ 12,50, na Raul's.
3. Elegante Blue and Brown, R$ 49,90, o set com duas peças, na Doural.
4. O modelo Quartier, da cerâmica brasileira Oxford, é clean nas cores e moderno no design da alça, R$ 9,99, na Biagallo Presentes.
5. Estreitinha e comprida, de porcelana, R$ 93, o jogo com quatro canecas, na Momussk.
6. Miss You Mug, como se diz em inglês "sinto saudade de você, caneca", R$ 99, acompanha pires, na Zona D.
7. De porcelana, com quadrados coloridos, para alegrar a mesa, R$ 16,57, na Mickey Presentes.
8. De porcelana, simples e azul, pintada à mão, modelo da casa, R$ 16,25, na Raul's.
9. De porcelana, tem formato perfeito para ser abraçada e aquecer as mãos, de preferência na frente da lareira. O conjunto de quatro canecas e pires, R$ 110, na Empório Carol Martini.



10. Pintada à mão pela artista plástica Rosa Maria Piatti, faz belo presente para quem vive a dois. O par de canecas vem numa caixa de madeira, também pintada à mão, R$ 140, na Arango.
11. Engraçadinhas dentro e fora do armário, com desenhos de bichinhos, R$ 48, a dupla, na Spicy.
12. Para beber chá, café ou chocolate, Maxi Mug Könitz, de porcelana, R$ 45, o set com duas unidades, na Mickey Presentes.
13. Para os admiradores dos felinos, da alemã Alimport, R$ 22, na Biagallo.
14. Brilho violeta na Mug Oops, R$ 22,10, na Doural.
15. Classe no coffee break com o modelo Office Hours. Repare na alça, R$ 33, na Benedixt.
16. Jogo com quatro peças, R$ 65, na Spicy.
17. Optical art na caneca, R$ 69, acompanhada de pires, na Zona D.

Guia de compras



fotos:Ricardo D'Angelo

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Chega de impunidade

Dia da blogagem coletiva para um basta a violência

Carlos do blog "Beco dos Bytes" (becodosbytes.blogspot.com) me avisou e obviamente aderi para ser mais uma voz contra tanta violência a que somos submetidos diariamente sem que nenhuma atitude por parte das autoridades que tem competência sobre a gestão do assunto tome medidas que sejam de fato eficientes para que possamos ter o básico direito de ir e vir em qualquer cidade brasileira e a qualquer hora.

Diferentemente do que dizem os especialistas sobre o assunto violência e insegurança - um não existe sem o outro - nós, sociedade de "culpados" por não termos nascido em favelas, há muito viramos vítimas. Somos tão vítimas como vários trabalhadores que por falta de condições materiais, são obrigados a morar nas favelas e a serem "coniventes" por medo de seus algozes e por pura atitude de sobrevivência.

Este post faz parte da blogagem coletiva proposta pela Laura (lauravive.blogspot.com). A partir daqui vou transcrever parte do post do Carlos, que já começa dizendo que todos nós estamos fartos de tanta violência e tanta impunidade. "Como o tema é muito amplo, o texto será concentrado no nosso querido país, o Brasil.

Vou começar falando sobre um fato que presenciei e que nunca vou esquecer. Há algum tempo, perto da minha casa, um grupo de flanelinhas “tomou conta” de uma parte da calçada aonde as pessoas costumavam parar seus carros. Além de “vigiarem” os carros, eles gostavam de perturbar as pessoas que passavam pela rua, especialmente idosos e crianças – os mais indefesos. Um certo dia, eu presenciei uma cena lastimável. Estava na parte de fora da padaria que fica ao lado do território dos flanelinhas e vi que eles estavam bem agitados, fazendo uma verdadeira bagunça, brigando entre si e falando palavrões bem cabeludos quando uma senhora já de idade passou pelo local e foi ofendida pelo grupo. Sentindo-se totalmente agredida, ela avistou o que deveria ser a solução (pelo menos o melhor que poderia ser feito) do seu problema, um policial estava parado do lado de fora da padaria. A senhora se aproximou e contou o que havia acabado de acontecer ao policial, que rapidamente a levou até o grupo. Eu, que estava observando, procurei me aproximar um pouco mais para saber qual seria a atitude do policial. Infelizmente, o pior aconteceu. Ao chegar próximo do grupo, o policial diz: “Aê, a vovó tá fazendo queixa de vocês!” Um dos marginais se vira e responde, “Fazendo queixa, é!? Pode deixar que a gente vai cuidar dela!” E depois disso, todos começaram a rir num tenebroso tom de deboche, enquanto a pobre senhora teve que ir embora completamente sem acreditar no que havia acabado de acontecer.

Até hoje, sempre que me lembro disso, fico com o mesmo sentimento de impotência perante tamanha safadeza. O policial que deveria nos proteger, na verdade, protege os nossos agressores. Não sei se o grupo, que felizmente não está mais por aqui, fez algo a mais contra a indefesa velhinha (espero que não), mas o ato daquele policial não é único. É apenas mais um dos vários que deveriam nos proteger, mas que não protege."



Posso dizer que há muito tempo, na rua onde moro e arredores, o assalto a carros a noite é semanal, dizer que são diários seria exagero. Mas não é exagero dizer que quase são diários. Era assim.
Há dois meses, a coisa ficou banal. Os assaltantes já se aperceberam que aqui como em muitas outras ruas, nada se altera com relação a segurança, e passaram a ser totalmente descarados no alto do conhecimento que têm que continuarão impunes. Agora eles chegam a pé, em horário de bastante movimento de pessoas nas ruas, sem se preocuparem que algo possa impedí-los de um roubo, de um ganho. A maldita frase "perdeu, perdeu!" já é parte do inconsciente de qualquer morador do Rio de Janeiro.

E contrário ao que usualmente serve como desculpa, pelas ruas a que me refiro, nem por isso, receberam um policiamento mais constante. As pessoas assaltadas, cujos carros, dinheiro e documentos são levados pela bandidagem, dão queixa na delegacia mais próxima. Mas o que fazer? A última notícia que tivemos através dos jornais é que a polícia não têm dinheiro para pôr gasolina em seus carros e que os telefones também foram cortados por falta de pagamento. Como fazer para pedir ajuda? Não sei.

Um turista português morreu esfaqueado na praia de Copacabana, poucas semanas depois de um turista paulista morrer na Estrada das Paineiras - outro local turístico - defendendo sua família de um sequestro. E ainda há moradores do Rio que escrevem aos jornais e comparam um assassinato como esse a um assalto nas ruas de Paris, ou Nova York, ou noutra grande cidade qualquer que membros de sua família costumam visitar. Realmente, não foi um filho dessa pessoa que morreu.

Aqui, somos violentados em nossos direitos, outros povos vem aqui fazer turismo e morrem e mesmo assim alguns moradores dessa cidade não enxergam nada do que está acontecendo. E na mesma semana em que o jovem português de 19 anos morreu, na quinta- feira e sexta-feira houve um total de 28 assaltos contra turistas. Foi notícia em vários jornais e rádios do Rio de Janeiro.

Nesse fim de semana, por medo da violência, um pai e uma mãe foram apanhar a filha em uma festinha na Barra da Tijuca, na volta à casa, ouvem um barulho e a mãe está sangrando após ter sido atingida por uma bala perdida na cabeça. No Jornal "O Globo" de hoje - ver em www.oglobo.com.br - é noticiado que o carro que foi perfurado pela bala até ontem não havia sido periciado. É dessa forma que estamos vivendo nosso dia a dia.

Não consigo entender como algum turista ainda queira vir para o Rio de Janeiro. Não venham! A situação de violência aqui é grave. Estar vivo é pura questão de sorte!


Hoje é o Dia do Folclore

Dia de homenagem à cultura popular brasileira

Em 1965, o Congresso brasileiro oficializou o dia 22 de agosto como o Dia do Folclore, numa justa homenagem à cultura popular brasileira. A palavra folclore tem origem no inglês antigo, sendo que "folk" significa povo e "lore" quer dizer conhecimento, cultura.

O folclore brasileiro, portanto, é a cultura de nosso povo e não há nada mais nacional do que ele. Afinal, ele é precisamente o conjunto das tradições culturais dos conhecimentos, crenças, costumes, danças, canções e lendas dos brasileiros de norte a sul. Formada pela mistura de elementos indígenas, portugueses e africanos, a cultura popular brasileira é riquíssima.

Na área musical, por exemplo, são inúmeros e muito variados os ritmos e melodias desenvolvidos em nosso país. É o caso do frevo, do baião, do samba, do pagode, da música sertaneja... Há ainda as danças típicas das festas populares, como o bumba-meu-boi, o forró, a congada, a quadrilha e - é claro - o próprio carnaval, um verdadeiro símbolo de nosso país.

Um dos aspectos mais interessantes do folclore brasileiro, porém, são os seres sobrenaturais que povoam as lendas e as superstições da gente mais simples. O mais popular é o Saci, um negrinho de uma perna só, que usa um barreta vermelho, fuma cachimbo e adora travessuras, como apagar lampiões e fogueiras ou dar nó nas crinas dos cavalos.

Na Nordeste do Brasil, homens vestem o boi para participar da dança típica na festa do Bumba-Meu-Boi.

Mas há vários outros seres fantásticos em nosso folclore: o Curupira, um anão de cabelos vermelhos, que tem os pés ao contrário; a Mula-sem-cabeça, que solta fogo pelas narinas; a Boiúna, cobra gigantesca cujos olhos brilham como tochas; e o Lobisomem, o sétimo filho homem de um casal, que vira lobo nas sextas-feiras de luas cheias.

E você? Conhece o nosso folclore? Faça aqui o teste!


fonte:UOL

Desastre ambiental

Ao fundo um homem observa a serpente coberta de petróleo nas ilhas Guimaras. O naufrágio de um petroleiro no último dia 11 foi responsável pelo pior desastre ambiental da história das Filipinas.



Um dos últimos desastres ambientais de imensas proporções de que se tem memória foi do afundamento do petroleiro "Prestige" (embarcação grega que navegava com bandeira das Bahamas e transportava petróleo para a filial suíça de um grupo petrolífero russo), quando seu interior repleto de petróleo se dividiu em dois em 19 de novembro de 2002.

O governo espanhol demorou uma semana para enviar um representante, dez dias para nomear um responsável e vinte e dois para comparecer ante o Congresso para explicar as medidas tomadas durante a crise, algumas delas muito controversas, como a de afastar a embarcação da costa. Quando, em 14 de dezembro, José María Aznar, presidente do governo, visitou pela primeira vez a Galícia, a maré negra já havia chegado à região da Cantábria, ao País Basco e tingido toda a costa norte espanhola.

Graças a grande mobilização de voluntários espanhóis, principalmente os moradores da Galícia, salvaram várias espécies marítimas dessa catástrofe ambiental.


fonte: UOL e Revista Época
foto: Joe Hares / EFE

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Teatro Oficina comemora 45 anos

"Os Sertões" em S.Paulo


Em 16 de agosto de 1961, um grupo de atores-estudantes ocupou o terreno da Rua Jaceguai, 520, no Bixiga, bairro de São Paulo. Surgia o Teatro Oficina há 45 anos que numa conturbada época de censura no Brasil se acostumou a furar cercos, sejam eles morais, econômicos ou de tijolos.

Para a comemoração, o Oficina montou o ciclo completo de "Os Sertões". É o resultado do projeto de seis anos atrás que ousou adaptar ao teatro a epopéia de Euclydes da Cunha, lançada em 1902. A senha para ingresso gratuito poderá ser retirada no local a partir das 17h.

A apresentação dá largada à temporada do ciclo com as cinco peças, uma a cada final de semana. Depois da reestréia de "A Terra", que retorna de sex. a dom., seguem-se "O Homem 1", "O Homem 2", "A Luta 1" e "A Luta 2" (sessões sempre sex., às 20h, e sáb. e dom., às 18h).

De 20 a 24/9, o grupo Uzyna Uzona apresenta a obra completa em sessões seqüenciais. Os ingressos custam de R$ 30 (por sessão) a R$ 100 (pacote para os cinco espetáculos).


Informações pelo tel.(11) 3106-2818 ou em www.teatroficina.com.br.


fonte: UOL

sábado, 19 de agosto de 2006

Por uma boa causa

"Acabei de comprar uma t-shirt!!!"

Esse foi o jeitinho que a Cristina do blog "O Farol das Artes" - ofaroldasartes.blogspot.com - encontrou para promover o site "Associação Pelos Animais" em www.pelosanimais.org.pt. Na compra de uma t-shirt você ajuda a esterelizar um animal sem família. Eu já encomendei a minha!!!

O custo de cada t-shirt é de 7 Euros, sendo que os portes de envio são de 65 cêntimos por cada t-shirt para Portugal, e 1,55 EUR por t-shirt para o resto do mundo. O pagamento pode ser efetuado por transferência bancária (pela Internet ou qualquer Multibanco), depósito ou Paypal, sendo que o NIB é indicado na mensagem de confirmação do seu donativo.


E no Brasil, podem contribuir para a Suipa, o SOS Gatinhos ou Gatos do Campo de Santana


fonte: O Farol das Artes

sexta-feira, 18 de agosto de 2006


Amor e medo


Estou te amando e não percebo,
porque, certo, tenho medo.
Estou te amando, sim, concedo,
mas te amando tanto
que nem a mim mesmo
revelo este segredo.


Affonso Romano de Sant'Anna in Coleção "Poesia Falada"
Henri Matisse -
"Odalisca com calça vermelha"

Cute, cute

Alto-falante para Ipod


O gadget Flower Pod é direcionado principalmente para o público feminino, é feito em polyester e conta com uma razoável potência de 10 watts. O dispositivo é compatível com outros tocadores digitais, CD players e walkmans.

Eu ainda não tenho um Ipod, mas nada me impede de ganhar de presente o alto-falante que é uma gracinha! Portanto...




fonte: UOL

Frase da semana

Assaltos no Rio

"Isso acontece em qualquer lugar", diz secretário de turismo.

E enquanto ele diz isso, o carioca leva a sua vida preocupado com a segurança do seu prédio, de sua casa e do trecho da rua na qual vive. Alguém já disse:"cada povo tem o governo que merece".

Enquanto isso, correndo por fora, estamos nós, uma minoria de cariocas, preocupados com o que acontece em qualquer hora, todos os dias, em qualquer lugar da cidade, cansados de ouvir comparações da violência do Rio de Janeiro com a violência de Paris ou Nova York. É muito chato ser minoria.


fonte: UOL

quinta-feira, 17 de agosto de 2006


O mundo é grande


O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.


Carlos Drummond de Andrade
Salvador Dalí - "Landscape with butterflies"

Blog bacana !

No blog "O Farol das Artes", soube pela Cristina de um blog novo, muito bacana que tem tudo a ver com amor e cidadania:

http://proudtosay.blogspot.com/


fonte: O Farol das Artes

Censura e o mêdo da concorrência

China proíbe "Os Simpsons" no horário nobre


Os desenhos do Mickey e Os Simpsons serão proibidos no horário nobre dos canais de televisão da China para proteger a produção local, segundo informações da imprensa estatal chinesa.

O Partido Comunista chinês afirma que também está preocupado com os efeitos da cultura estrangeira nas crianças chinesas.

Segundo a imprensa do país, desenhos animados estrangeiros não serão exibidos na televisão chinesa entre 17h e 20h a partir de 1º de setembro.

Reguladores de exibição de programas também afirmaram que querem proibir programas que misturam personagens de animação e cenas ao vivo.

Desenhos animados estrangeiros, principalmente do Japão, são populares entre as 250 milhões de crianças na China e os estúdios de animação do país lutam para competir com os desenhos "importados".

A proibição não foi anunciada oficialmente, mas jornais criticaram a medida.

"Esta é uma política preocupante e míope, não vai resolver os problemas fundamentais da indústria de animação chinesa. Os telespectadores, adultos ou crianças, não terão escolha a não ser apoiar de forma passiva os produtos chineses", afirmou o jornal Southern Metropolis.

A animação chinesa usa estórias tradicionais, como Jornada para o Oeste, a respeito das aventuras do Rei Macaco.

A produção local precisa inventar personagens que tenham a mesma atração do americano Mickey Mouse ou do japonês Pokemon.

Em 2000 os canais de televisão receberam ordens para limitar o uso de desenhos animados estrangeiros no momento em que a animação japonesa dominava o mercado.

O governo aumentou o controle há dois anos, afirmando que os desenhos animados chineses tinham que cobrir pelo menos 60% do tempo disponível no horário nobre da televisão.


fonte: BBC Brasil

Paulo Autran é Harpagon em sua 90ª peça

Paulo Autran vive clássico de Molière, "O Avarento"

por Geisa Agricio


Uma das conceituações que servem para exprimir o termo "clássico" o coloca como algo que serve de exemplo, um modelo. Paulo Autran, aos 83 anos, considerado o maior ator vivo do teatro brasileiro, escolheu para encenar em sua nonagésima peça o texto "O Avarento", de Molière, de 1668. Um clássico (o texto) por um clássico - o ator que se tornou uma referência maiúscula na historiografia do teatro nacional - é o que se pode dizer da montagem que entra em cartaz em São Paulo no próximo sábado, dia 19. O espetáculo, dirigido por Felipe Hirsch, tem ainda de quarta a sexta três apresentações de pré-estréia para convidados.

"Para essa marca, eu queria um clássico, desde de 'Rei Lear' [de Shakespeare, montado por Autran há 8 anos] não fazia um, assim como há muitos anos não atuava em comédia, e Molière tem uma obra deliciosa e um personagem rico, e com uma idade aproximada à minha, por tudo isso me pareceu a escolha ideal", conta o ator que interpreta Harpagon, o ancião extremamente apegado a posses satirizado pelo dramaturgo francês.

Explorar Paulo Autran como um clássico permite viajar nas mais diversas interpretações, tão versáteis como os seus personagens imortalizados no palco. Tomando clássico pela concepção do tradicional, Autran fez algumas apostas afetivas "conservadoras", incluindo na equipe pessoas que lhe são caras e com quem já trabalhou várias vezes, como sua mulher Karin Rodrigues, que vive a alcoviteira Frosina, e o velho amigo Elias Andreato, que o dirigiu em "Visitando o Sr. Green" (2000) e "Adivinhe Quem Vem para Rezar" (2005), no papel de Flecha.

Mas o que leva algo ao patamar clássico também pode ser um marco de algo novo, de tamanho arrojo, que marca época e introduz novas lógicas, e, no quesito ousadia, Autran não é um tipo retrógrado. Convidou pela primeira vez à direção um dos mais badalados encenadores do circuito atual, o jovem de 34 anos Felipe Hirsch, da Sutil Companhia de Teatro, que ganhou notoriedade com montagens de textos inéditos e utilização de uma certa linguagem cinematográfica em suas produções.

"Era um flerte que já durava pelo menos uma década, desde que vi o Paulo no palco quis trabalhar com ele, e depois que ele foi assistir a uma peça minha em 2001, começamos a conversar sobre essa possibilidade. Integrar um projeto com ele era para mim a única possibilidade de fazer um espetáculo fora da minha companhia", disse o diretor.

Paulo confiou também a Hirsch o trabalho de tradução e adaptação. O diretor, segundo ele, tomado pelo clássico e pelo amor de Autran ao teatro, optou por uma encenação em que o personagem seja maior que o ator, a performance, o cenário ou qualquer outro elemento cênico: "Eu sempre me vi tentando produzir muito num sentido de fora pra dentro, trazendo muita coisa pra peça, como linguagem de cinema, e graças a esse espetáculo e a vivência com o Autran, me vejo apaixonado pelo teatro primordialmente", explica.

O elenco, selecionado pelo talento, de acordo com o protagonista, foi escolhido entre indicações de Autran e Hirsch, e mescla, em clima familiar, diferentes gerações do teatro. Assim, fazem parte da peça Gustavo Machado e Cláudia Missura, nos papéis de filhos do avarento, além de Luciano Schwab, Tadeu Di Pyetro e Arieta Corrêa, atriz que deixa o CPT de Antunes Filho após seis anos e volta-se à comédia depois de diversas produções trágicas.

O Avarento
» Onde: Teatro Cultura Artística - sala Esther Mesquita
Rua Nestor Pestana, 196, Centro, São Paulo

» Quando: Pré-estréia para convidados de quarta (16) a sexta.
Estréia estréia sábado (19), às 21h, em temporada de quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 18h.
» Quanto: R$30 a R$80.
» Informações: (11) 3258-3344.


fonte: UOL

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Agosto ainda é um mês estranho para mim

Meu blog comemorou ou comemora 1 ano este mês. Minha dúvida quanto ao fato de ter ou não passado a data comemorativa, é porque não sinto curiosidade em verificar qual foi o dia em que meu queridíssimo "Nuvens sobre o Atlântico" nasceu.

O mês de agosto está sendo bastante estranho para mim. Me sinto mais aluada do que o meu normal, mas não estou nada deprimida.

Há um ano, meu tio, irmão da minha mãe, morreu muito de repente, foi cancêr. A notícia me foi dada por uma de minhas primas (a mais maluca) que teve a sensibilidade de um hipopótamo. Eu ainda estava sonada quando recebi a notícia de sopetão: "Cristina, o tio... morreu!" Foi exatamente asssim, e minha mãe, logo ali, sentada na minha cama esperava o que de tão importante essa minha prima tinha para falar comigo tão cedo. É o jeito dessa minha prima ser, nada a fazer. Mas ela é ótima pessoa.

Só que o acontecimento foi como se meu "avô" morresse pela segunda vez, essa foi a parte difícil de absorver. E é muito extenso explicar o porquê, mas tem muito a ver com afinidade e afeto, a história dessa grande família que começou com um "Caetano" no Brasil.

Eu tinha 9 anos quando meu avô (muito mais meu pai que meu próprio pai) faleceu de cancêr, e eu muito criança, não entendia aquele sofrimento imenso, foi dificílimo. Minha família é imensa, mas a afinidade dos meus Caetanos com os Caetanos do meu tio é afinidade de alma e sofri muito com o sofrimento deles.

Ainda estou longe de um ser um ser humano com a espiritualidade madura, falta-me ainda muito conhecimento. Ainda estou aprendendo e tenho que aprender muito mais sobre mim e a minha ligação com Deus e com todo o plano astral.

Mas como nada acontece por acaso, o fato deste blog existir, tem tudo a ver com o falecimento desse meu tio. Talvez por defesa, passei muito mais do meu tempo livre, grudada na internet. Achava blog uma bobagem, até porque aqui no Brasil, os blogs sempre me pareceram pessoais demais, na maioria, muito infantis. Não me lembro como aconteceu, mas caí em blogs da weblog e do blogspot e todos, mas todos, eram de portugueses.

Gostei do que li e passei a visitar blogs, links desses blogs e sempre achava irressistível fazer comentários em blogs alheios. Vi muito preconceito, fiquei muito "brava" com muitos comentários que lia nos blogs, dava palpite. Adorava outros blogs e comentava também. Até sentir a necessidade de criar o meu blog.

O nome foi muito fácil. Sou distraída, então eu e nuvens, que tem algo de etéreo, um bocado diáfano, temos afinidades, muita empatia. E depois de viver tantos anos do outro lado do Atlântico, não conseguia me situar em lado nenhum. Sem dúvida, eu me sentia em qualquer lugar no meio desse oceano. Bem mais segura, a meio do caminho, podia me sentir cá (Brasil) e lá (Portugal) ao mesmo tempo.

E foi assim, com essa história de perda, que através do "Nuvens" conheci pessoas fantásticas, que fiz amigas e amigos e que me tornei uma pessoa mais rica por isso mesmo, ganhei muito, aprendi muito mais. Porque a vida é assim: nada acontece por acaso.


Tenho mais mêdo dos vivos

Equipe do novo filme de James Bond se recusa a filmar em "avião fantasma"

Já é a segunda vez que ouço falar de problemas nos sets de filmagens do filme de James Bond desde que escolheram o ator Daniel Craig - um louro com cara de francês, talvez de ucraniano ou também de russo - que substituiu o moreno Pierce Brosnam no papel de James Bond.

Acredito que pareça óbvio que até o presente dia - porque não é a primeira vez que resmungo sobre o ator - ainda não engoli o fato de um loirinho aguado fazer o papel de 007. Para ser loiro tem de ter muito charme, tem de ser um must, caso contrário, parece aguado...

Mas a situação que parece piada, está realmente mexendo com os nervos de todos os envolvidos no filme. Técnicos, funcionários da produção e atores do último filme de James Bond, "Casino Royale", negaram-se a filmar dentro de um avião, porque em seu interior haveria fantasmas, segundo informou o jornal sensacionalista "The Sun".

Várias cenas do filme de ação e espionagem protagonizado pelo inglês Daniel Craig deveriam ser filmadas em um avião no aeródromo de Dunsfold, na Inglaterra.

No entanto, os atores, membros da produção e técnicos do filme estão convencidos de que, dentro do avião, haveria o fantasma de uma mulher morta devido a um ataque cardíaco durante um vôo.

Pediram que entrássemos aí para filmar a cena, mas muitos dentro da produção e atores se negaram por causa do fantasma. Foi um verdadeiro problema", declarou ao "Sun" uma fonte próxima à produção do filme.

Por sua vez, o porta-voz do Aeródromo de Dunsfold, David McAllister, negou-se a falar sobre a atitude da produção, mas esclareceu ter "conhecimento de que esse avião é mal-assombrado".

Homens...sempre tão "corajosos". Bem que podiam avisar À fantasma, que parece não saber, que ela precisa "subir", porque morreu, já foi, passou. Custava muito alguém tentar conversar com a tal senhora e dar-lhe uma ajuda? Eles não assistem a série "Ghost Whisperer"?



fonte: Ansa

Três festas para comemorar 35 anos

Não me surpreende! Somente uma festa para esse rapaz, é pouco, muito pouco. E faz pose de tímido. O Fábio Assunção não é um fofo?




terça-feira, 15 de agosto de 2006

O bicho pegou!

Amigas, amigos, queridas e queridos


Estou bem e vivinha da silva! Mas os posts estão temporariamente suspensos por problemas técnicos no meu PC. Eu volto!!!



segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Há gosto para tudo

Chicotinho high-tech oferece palmada vibratória

Eu sou uma pessoa sem preconceitos, e quando surgem coisas que considero de gosto duvidoso, me esforço para compreender. Quase sempre fico na mesma, não compreendo, mas fico imaginando que algum dia - sabe-se lá quando - eu ainda alcanço a grande sabedoria em compreender o ser humano. Não stresso, aceito a tarefa árdua e me dou todo o tempo do mundo.

A última tecno-novidade é um chicotinho que oferece palmada vibratória. A auto-flagelação não entra nada bem na minha cabeça, menos ainda o tal "um tapinha não dói", mas vá lá entender...

Batizado de VibraWhip (literalmente "vibra-chicote"), o brinquedo erótico - é essa a parte que me custa entender - conta com um sistema vibratório que é acionado por meio de um botão no cabo, que pode vir em diversas cores. Na outra extremidade, está instalada uma pequena mãozinha plástica para, nas palavras do site, oferecer a todos "uma gostosa sessão de tapinhas".

O acessório tem feito sucesso na Inglaterra, onde apareceu na versão local do reality show Big Brother há alguns dias, programa que já está em sua sétima edição naquele país. De acordo com o site Wicked Tickles, o "mimo" não sai por menos de 45 libras (R$ 184).

Bonitinho é. Eu usaria para matar mosquitos, o design é tudo! Muito fashion!!!


fonte: TECHGURU

sexta-feira, 11 de agosto de 2006


O dia em que choveram estrelas


Ninguém vira na noite mais triste os estranhos sinais no céu.
Nem os cientistas com os seus olhos telescópios que vêem a aparência dos astros e dos planetas, nem os poetas que buscam na lua palavras e magia, nem o casal de namorados que contava do amor à estrela mais brilhante, para que o brilho ficasse e o amor fosse brilho e eterno.
Ninguém notara como a lua estava triste nessa noite.
Tão cheia de tão triste. Tão cheia de tão sozinha.
Ninguém reparara que os raios da lua eram brilhantes e transparentes como lágrimas.
Raios, lágrimas da lua. A lua chorando iluminava a terra.

Só a lua guardaria para sempre a história da última noite.
A noite em que as estrelas de tão cansadas se esqueceram do nascer do dia, se esqueceram que era chegada a hora de brilhar no outro lado do mundo, no lado escuro do mundo, onde a noite as protegia do sol que lhes invejava o brilho e o tentava roubar na primeira hora de cada dia, como sempre fizera desde o principio do tempo, desde o principio dos dias.
Só a lua sabia da tristeza das estrelas. Só ela sabia que quando uma cansada se apagava, os sonhos e segredos passavam para as outras estrelas, e que estas os guardavam e os carregavam, para que não se apagasse nos homens a esperança nos sonhos, e nunca deixassem de sonhar.

Durante milhões e milhões de noites, milhões e milhões de homens, fecharam os olhos e respiraram na terra para que esta contasse às estrelas, sonho e segredos.
Mas, na terra que guardava o homem não existia espaço para as vidas vividas, e as outras vidas que os homens queriam viver.
Por isso durante milhões e milhões de noites, sonhos e segredos foram guardados pelas estrelas.
E assim céu e terra eram outro e o mesmo mundo.

Mas era já tão grande o peso de tanta esperança, de tantas vidas, de tantos sonhos que as estrelas guardavam que as mais pequenas e as mais antigas não suportavam o peso e caíam e tornavam-se estrelas cadentes. Caindo apagavam-se e desapareciam no escuro do firmamento, e tornavam-se escuro, deixando um pequenino rasto de luz que as outras estrelas recolhiam e guardavam.
E cada vez existiam menos estrelas e mais sonhos.
E na terra, os homens, quanto mais tristes mais sonhavam.

Até que naquela noite, a noite mais triste, a noite última, as estrelas cansadas adormeceram e esqueceram-se do sol e da hora e do dia, e dos homens que no lado escuro do mundo as esperavam e ficaram paradas no céu, onde o sol ao nascer as encontrou, e para ser ainda mais brilhante lhes roubou a luz que as prendia, e sem luz, uma a uma, começaram a cair.

Quem primeiro viu a chuva de estrelas foi um menino que se tinha levantado bem cedo e da janela espreitava o dia.
Da janela viu o pó fino e brilhante que caía com sons de risos e de vozes.
Ao tocar a terra o pó fino e brilhante tornava-se pó igual ao outro, silencioso, apagado e triste.
O menino estendeu as mãos para apanhar as estrelas que choviam, e nos olhos guardou o brilho e nas mãos guardou os sonhos.

E a lua, que vivera a noite mais triste que alguma vez existira e que sozinha partia para a outra metade do mundo sorriu, e apagou os raios molhados de lágrimas.
A lua sabia agora, que mesmo sem estrelas no céu, nas mãos do menino os sonhos continuariam a brilhar e a existir.



Encandescente
Candido Portinari - "Meninos Soltando Pipas"

Isto é um coelho

Acho que o criador dá o nome que quiser à sua criatura e vivas à liberdade. Mas fico imaginando as pobres criancinhas desse Rio de Janeiro, que só conhecem galinha, dentro do prato ou depenada e congelada num supermercado. Imaginem então como será um coelho para essas criaturinhas ignorantes da vida animal.

Mas não sou eu que serei contra o robozito ser um coelho, porquê? Serei comparada às senhoras de idade de outrora que só de ouvirem falar em escada rolante se benziam três vezes e ainda rezavam a Ave-Maria. Amém!

O nome do fofo e orelhudo coelhinho é "Nabaztag", difícil de escrever e pior ainda para falar. O cara ao lado do Nabaztag é o Rafi Haladjian - provavelmente foi ele que batizou o coelho -, da companhia francesa Violet. É um coelho WiFi de plástico, cujas orelhas servem como antenas e é capaz de receber e-mails e mensagens de texto de celulares, dizer às crianças que é hora de dormir, alertar sobre colapsos na bolsa de valores e oferecer informações de tráfego atualizadas por meio de dados transmitidos por rede sem fio conectada à Internet e baseada na tecnologia WiFi.

O coelhinho, que tem 23 centímetros de altura e um corpo cônico, branco, que se acende quando ele fala, atende pelo nome de Nabaztag, que quer dizer "coelho", em armênio, o idioma natal de seu criador. O aparelho também consegue abanar as orelhas e cantar.

O Nabaztag custa 115 euros na França, 80 libras no Reino Unido e 150 dólares nos Estados Unidos. O aparelho é produzido em Shenzhen, China.

Desde que chegou ao mercado, no ano passado, o Nabaztag vendeu 50 mil unidades na França, Reino Unido, Bélgica e Suíça, e Haladjian espera vender outras 150 mil antes do final do ano.

Não "entendo" o preço, se é produzido na China, tinha de ser mais barato.


fonte: UOL

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Estou arrasada!

O ator Irving São Paulo faleceu

Soube da notícia mesmo agora e sinto um embrulho no estômago. Eu o conhecia, quase diariamente o via. Ele é, também dono de um cocker, o Nicolau. Não éramos amigos, apenas conhecidos aqui na rua onde moro e ele sempre parava para brincar e falar qualquer coisa para o meu Sasha, que ele chamava de Sassá... Há dias não o via passar e hoje soube porquê. Estava internado e faleceu hoje de manhã. Sinto tristeza, mas acredito que ele esteja bem, com a graça de Deus. Deixo aqui uma pequena homenagem a um homem muito educado, simpático e sempre bem humorado. É uma sensação muito estranha, a de estarmos vivos e de repente não estarmos mais. Que Deus dê muita tranquilidade à sua família porque o momento é difícil. Desejo ao Irving, muita luz e muita paz!

Segundo eu soube, Irving São Paulo estava internado estava internado no CTI do Hospital Copa D'or, em Copacabana, desde o dia 31 de julho em estado bastante grave. O ator chegou ao hospital já com um quadro avançado de inflamação do pâncreas. Segundo a assessoria, ele chegou a ser submetido a algumas cirurgias, mas não resistiu.A causa da morte foi falência múltipla de orgãos em decorrência de uma pancreatite necro-hemorrágica.

José Irving Santana São Paulo, filho do ator e diretor Olney São Paulo e irmão do também ator Ilya São Paulo, nasceu na cidade de Feira de Santana, na Bahia, em 26 de outubro de 1964. Ele tornou-se ator aos 6 anos de idade. Fez várias novelas da Globo, como Final Feliz (1982), Champagne (1983), Bebê a Bordo (1988), A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990), Perigosas Peruas (1992), Mulheres de Areia (1993), A Viagem (1994), Torre de Babel (1998) e Estrela-Guia, feita com Sandy, em 2001 e Um Só Coração, em 2004. Também esteve nas minisséries "A Muralha" (2000) e "Um Só Coração" (2004), além de participar de episódios do programa "Você Decide".

Entre os filmes de sua carreira estão "O Veneno da Madrugada" (2004), de Ruy Guerra, "Cascalho" (2004), de Tuna Espinheira, "Luz del Fuego" (1982) e "Muito Prazer" (1979), ambos de David Neves, e "A Noiva da Cidade" (1978), de Alex Viany.

O velório será realizado a partir das 19h30 no Cemitério São João Batista, em Botafogo. O sepultamento está marcado para sexta, às 11h, no mesmo local.



fonte: Folha Online

Prêmio Jabuti - 48ª Edição

A Câmara Brasileira do Livro divulgou nesta terça-feira os vencedores das 19 categorias da 48ª edição do Prêmio Jabuti. A entrega dos troféus e o anúncio dos vencedores do "Livro do Ano" em ficção e não-ficção acontecem no dia 13 de setembro. Neste ano foram inscritos 2.074 livros.

O vencedor na categoria melhor romance foi "Cinzas do Norte", terceiro romance do amazonense Milton Hatoum, autor de "Relato de Um Certo Oriente" e "Dois Irmãos", livros também vencedores do prêmio Jabuti.

Entre os vencedores está ainda "Um Garoto Chamado Rorbeto" (Cosac Naify), do cantor Gabriel O Pensador, escolhido o melhor livro infantil.

A seguir, a lista dos vencedores:

Romance

Cinzas do Norte
Milton Hatoum
Companhia das Letras

2º (empate) Meninos no Poder
Domingos Pellegrini
Editora Record

Menino Oculto
Godofredo de Oliveira Neto
Editora Record

3º Olho de Rei
Edgard Telles Ribeiro
Editora Record

Biografia

1º Carmen - uma Biografia
Ruy Castro
Companhia das Letras

2º Orestes Barbosa- Repórter, Cronista e Poeta
Carlos Didier
Agir Editora

3º Machado de Assis: um Gênio Brasileiro
Daniel Piza
Imprensa Oficial

Reportagem

1º Operação Araguaia - Arquivos Secretos da Guerrilha
Taís Morais e Eumano Silva
Geração Editorial

2º Juízes no Banco dos Réus
Frederico Vasconcelos
Publifolha

3º Já Vi Este Filme - Reportagem (e Polêmicas) Sobre Lula e O Pt (1984-2005)
Luiz Maklouf Carvalho
Geração Editorial

Infantil

1º Um Garoto Chamado Rorbeto
Gabriel O Pensador
Cosac Naify

2º Chapeuzinho Adormecida no País das Maravilhas
Flávio de Souza
Editora FTD

3º Cacoete
Eva Furnari
Editora Ática

Juvenil

1º Lis no Peito - Um Livro que Pede Perdão
Jorge Miguel Marinho
Editora Biruta

2º Heroísmo de Quixote
Paula Mastroberti
Rocco

3º O Dia em que Felipe Sumiu
Milu Leite
Cosac Naify

Didático e paradidático do ensino fundamental e médio

1º Almanaque: Cortes e Recortes da Terra Paulista
Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária)
Imprensa Oficial

2º Viver, Aprender - Alfabetização - Educação de Jovens e Adultos
Cláudia Lemos Vóvio e Maria Amábile Mansutti/Ação Educativa
Global Editora

3º Matemática do Cotidiano & Suas Conexões
Antonio José Lopes
Editora FTD

Teoria/crítica literária

1º O Local da Diferença
Márcio Seligmann-Silva
Editora 34

2º Fragmentos de uma Deusa
Giuliana Ragusa
Editora da Unicamp

3º Clarice Lispector Com a Ponta dos Dedos
Vilma Arêas
Companhia das Letras

Tradução

1º Livro das Mil e uma Noites
Mamede Mustafa Jarouche
Editora Globo

2º A Balada do Velho Marinheiro
Alípio Correia de Franca Neto
Ateliê Editorial

3º Ulisses
Bernardina da Silveira Pinheiro
Editora Objetiva

Poesia

1º Vestígios
Affonso Romano de Sant`anna
Rocco

2º Elegia de Agosto
Ruy Espinheira Filho
Bertrand Brasil

3º Gaiola Aberta
Domingos Pellegrini
Bertrand Brasil

Educação, Psicologia e Psicanálise

1º O Sonhar Restaurado
Tales Am Ab'sáber
Editora 34

2º Pedagogia da Tolerância
Paulo Freire - Ana Maria Araújo Freire (org.)
Editora Unesp

3º A Violência no Coração da Cidade
Paulo Cesar Endo
Editora Escuta

Economia, Administração, Negócios e Direito

1º A Humanidade e Suas Fronteiras - do Estado Soberano à Sociedade Global
Eduado Felipe P. Matias
Editora Paz e Terra

2º O Valor do Amanhã
Eduardo Giannetti
Companhia das Letras

3º Reforma do Judiciário
Teresa Arruda, Luiz Rodrigues, Luiz Manoel, Octavio Campos e William Santos
Editora Revista dos Tribunais

Contos e Crônicas

1º Contos Negreiros
Marcelino Freire
Editora Record

2º Histórias Mal Contadas
Silviano Santiago
Rocco

3º A Hora Extrema
Mário Araújo
Editora 7letras

Ciências Humanas

1º 1930: Os Órfãos da Revolução
Domingos Meirelles
Editora Record

2º Dicionário da Terra
Márcia Mota (org.)
Editora Record

3º Gilberto Freyre - um Vitoriano dos Trópicos
Maria Lúcia Garcia Pallares-burke
Editora Unesp

Ciências Exatas, Tecnologia e Informática

1º Elementos de Amostragem
Heleno Bolfarine e Wilton O. Bussab
Editora Edgard Blücher

2º Dinâmica da Água no Solo
Paulo Leonel Libardi
Editora da Universidade de São Paulo

3º 500 Anos de Engenharia no Brasil
José Carlos T.b. De Moraes
Imprensa Oficial/Edusp

Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes

1º O Porto e a Cidade: o Rio De Janeiro entre 1565 e 1910
Nubia Melhem Santos, Maria Isabel Lenzi e Cláudio Figueiredo
Casa da Palavra

2º Amazônia
Araquém Alcântara Pereira
Terrabrasil

3º Sobre os Instrumentos Sinfônicos e em torno deles
José Alexandre Dos Santos Ribeiro
Editora Record

Ciências Naturais e Ciências da Saúde

1º Tratado De Cardiologia - Socesp
Fernando Nobre; Carlos V. Serrano Jr.
Editora Manole

2º Dinâmica das Doenças Infeciosas e Parasitárias vol. 1 e vol. 2
José Rodrigues Coura
Editora Guanabara Koogan

3º Técnicas Radiográficas
Antônio Mendes Biasoli Jr.
Editora Rubio

Capa

1º O Design Brasileiro Antes do Design
Elaine Ramos
Cosac Naify

2º A Costura do Invisível
Adriana Peliano
Editora Senac São Paulo

3º Shalimar, o Equilibrista
Victor Burton
Companhia das Letras

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil

1º Cacoete
Eva Furnari
Editora Ática

2º Palavra Cigana: Seis Contos Nômades
Stephan Doitschnoff
Cosac Naify

3º Contos da Montanha
Lúcia Hiratsuka
edições SM

Projeto/produção editorial

1º Caminhos do Ouro na Estrada Real
Kapa Editorial

2º Lis No Peito - Um Livro Que Pede Perdão
Gustavo Piqueira
Editora Biruta

3º Destaques da Biblioteca Indisciplinada de Guita e José Mindlin
Diana Mindlin
Editora da Universidade de São Paulo




fonte: Folha Online

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

ESTOU EXAUSTA !!!

Para o amor perdido

Fiquei triste. Num momento você estava aqui, no outro já não estava. Igual a bicho de estimação que morre de repente e somem com o corpo. Para onde foi tudo aquilo? Que tínhamos tão seguro. Tão certos de sua eternidade. Para onde foi, hein? Meu peito, depósito subitamente esvaziado, aperta-se no meio de tanto espaço.

Tento identificar o instante, quando o que tínhamos se perdeu. Mas nem sei se o perdemos juntos ou se juntos já não estávamos. Me desespera saber que um amor, um dia desses tão grande, possa ter desaparecido com tanta facilidade.

Como já disse, estou triste; e isso me faz acreditar no poder das cartas. Não falo de tarô, mas destas, escritas e mandadas ou não mandadas. Cheias de questões e metáforas, que assim, misturadas cuidadosamente, num cafona português polido, soam mais sensatas. Qual poder espero desta carta? Simples:que deixe registrado este meu estranho momento. Quando o que devia ser alívio revela-se angústia. E a cabeça não pára, vasculhando cantos vazios.

Não gosto de perder as minhas coisas, você sabe. E hoje, cercada pela sua ausência, procuro o que procurar. Experimentando o desânimo da busca desiludida. Pois, se um amor como aquele acaba dessa maneira, vale a pena encontrar um outro? Será inteligente apostar tanto de novo? Aposto que você está pouco se lixando para isso tudo. Que seguiu sua vida tranqüilamente, como se nada de tão importante tivesse ocorrido. E está até achando graça desta minha carta, julgando-a patética e ridícula. Você, redundante como sempre.

Só há uma coisa certa a respeito disso:não desejo uma resposta sua. É, esta é uma daquelas cartas que não são para ser respondidas. Apenas lidas, relidas, depois picadas em pedacinhos. Sendo esse o destino mais nobre para as emoções abandonadas. Queria apenas pedir um favor antes que você rasgue este resto do que tivemos.

Se algum dia, tendo bebido demais, sei lá, você acabar pensando tolices parecidas como estas, escreva também uma carta. Mesmo sem jamais saber o que você irá dizer, sei que ela fará de mim menos ridícula. Neste amor e, por isso, em todo o resto. Pois adoraria que você fosse capaz de tanto - escrever uma carta é um ato de desmedida coragem. E eu ficaria, enfim, feliz comigo, por tê-lo amado. Um homem assim, capaz de escrever bobagens amorosas.

Então é isso - como sou insuportavelmente romântica, meu Deus. Termino aqui essa história, de minha parte, contando que estas palavras façam jus ao fim do amor que senti. E deixando este testamento de dor, onde me reconheço fraca e irremediável. Porque ainda gostaria de poder acreditar que você nadaria de volta para mim.


in, "Carta de Fernanda Young"



n.r.: como eu adoraria ter escrito, assim, uma carta ...

A coisa aqui tá preta

Meu caro amigo


Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades

Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco

Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

Chico Buarque e Francis Hime



Mais oito morrem em confrontos no Vidigal; total de vítimas na semana chega a 13

Entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta, oito traficantes morreram em confronto com a polícia no morro do Vidigal, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. Desde o final de semana, o número de mortos já chega a 13.

Na madrugada do último domingo, traficantes invadiram a favela para tomar os pontos de drogas no Vidigal. Na avaliação da polícia, trata-se de uma disputa dentro de uma mesma facção do narcotráfico.

A Polícia Militar acredita que o próximo passo dos bandidos será tentar invadir a favela da Rocinha, também em São Conrado.

O policiamento no Vidigal, segundo a PM, não tem duração determinada. Na madrugada desta quarta-feira, um bandido morreu e outro ficou ferido. Balas também cortaram o céu de São Conrado, para desespero dos moradores.



fonte: UOL

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Quadros de Klimt expropriados por nazistas vão à leilão

Quatro dos cinco quadros de Klimt roubados pelos nazistas e objeto durante anos de uma batalha de restituição serão vendidos em breve, anunciou em Nova York a casa de leilões Christie's. A casa vendeu, em junho, a obra "Retrato de Adele Bloch-Bauer", pintada por Klimt em 1907 por um preço recorde.

"Desde que recuperamos os quadros, minha família e eu temos buscado organizar exposições em Los Angeles e Nova York para compartilhar essas obras magníficas", explicou Maria Altmann, sobrinha e herdeira dos proprietários Ferdinand e Adele Bloch-Nauer, em um comunicado da Christie's. "Nossa família decidiu se separar deles".

A obra "Retrato de Adele Bloch-Bauer" foi vendida para o magnata nova-iorquino dos cosméticos Ronald Lauder por US$ 135 milhões e está desde então instalada na Neue Galerie, museu dedicado à arte alemã e austríaca dos anos 1890-1940 presidido pelo empresário.

Pintadas entre 1903 e 1916, as quatro obras restantes representam fases muito diferentes da carreira do mestre austríaco. O "pacote" inclui outro retrato, "Adele Bloch-Bauer 2" (1912), uma paisagem, "Casas em Unterach no Lago Atter" (1916), uma cena no bosque, "Birch Wood" (1903), e "Apple Tree 1" (1911 ou 1912), a representação da copa de uma árvore.

Esses quadros foram, durante anos, objeto de uma batalha legal pela restituição entre o governo austríaco e Altmann, de 90 anos, que finalmente ganhou a causa no início do ano, depois de ter argumentado que as telas haviam sido apreendias pelos nazistas na 2ª Guerra.

"Como a maioria das grandes obras de Klimt estão em museus, essas quatro peças representam uma rara oportunidade para uma aquisição", acrescentou a Christie's. As cinco obras serão expostas ao público na Neue Galerie de Nova York até 18 de setembro.



n.r.: não resisto a falar sobre o assunto, porque imagino um certo número de pessoas criticando o fato dos descendentes e os próprios proprietários dessas obras de arte lutarem por sua restituição. Nada mais justo.
Até mesmo porque, esse "resgate" da posse dessas obras vai muito além do seu valor de mercado. Independentemente do valor que possuam, é preciso compreender a forma como tudo aconteceu durante a ocupação nazista e o holocausto. Como famílias inteiras se perderam - foram mortos - por causa de um louco carismático. É necessário abrirmos a nossa mente para compreendermos o quanto é necessário a todas as famílias que tiveram seus bens saqueados, reavê-las.
Uma vez, uma amiga, Ilana, me contou que o pai dela foi o único sobrevivente de sua família. Ele, alemão e judeu, conseguiu sair da Alemanha pulando para dentro de um vagão de um trem em movimento. Quebrou o braço, mas se salvou.


fonte: Folha Online
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