domingo, 30 de julho de 2006


Simples Carinho


Amar e sofrer, eu vou te dizer
Mas vou duvidar
Querendo ou não
O meu coração já quer se entregar
Não falta lembrança, aviso, cobrança
Você vai por mim
Mas feito criança
Lá vou na esperança
Eu sou mesmo assim
Quem sabe até, meu destino
Amor sem espinhos
Sou mel da sua boca, calor dos abraços
E tantos beijinhos
Se o sonho acabou, não sei meu amor
Nem quero saber
Só sei que ontem à noite
Sorrindo acordada
Sonhei com você

Às vezes até na vida é melhor
Ficar bem sozinho
Pra gente sentir qual é o valor
De um simples carinho
Te sinto no ar, na brisa do mar
Eu quero te ver
Pois ontem à noite
Sonhando acordada
Dormi com você



Ângela Rô Rô
foto:José Conde da Rocha -
Vista do Arpoador, Ipanema

O inverno chegou!!!!

Tá frio! Tá frio! Tá frio!!! OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

Temos inverno, temos inverno, temos inverno, lá rí lá rí lá. Temos inverno!!!!


sexta-feira, 28 de julho de 2006

Mostra britânica traz os seres 'mais letais' do mundo

Alguns dos seres mais letais da natureza estão em exposição em uma mostra especial do Museu Zoológico Walter Rothschild, na cidade de Tring, na Grã-Bretanha.

Batizada de Terrores Tóxicos do Mundo, a mostra apresenta animais, plantas e minerais venenosos. A criatura mais mortal do planeta, a água-viva australiana Box Jellyfish (ao lado), está presente. Ela pode matar um ser humano em três minutos.

A mostra tem um caráter didático. Ela explica aos visitantes como as criaturas desenvolveram seus venenos.

As plantas são uma parte importante da exposição. A Hemlock, nativa do continente americano, era conhecida dos índios, que utilizavam seu veneno em suas flechas.

São exibidos também minerais como o arsênico, que pode matar um humano que ingerir uma quantidade do tamanho de uma uva. A exibição mostra como o conhecimento dos venenos pode beneficiar a humanidade. O arsênico, por exemplo, vem sendo usado recentemente no combate ao câncer.

A exposição fica em cartaz até o dia 3 de dezembro.



n.r.: se esqueceram do mais letal de todos os seres do planeta, o ser-humano, que desenvolve seu veneno ao longo dos séculos numa autofagia constante, e vem se tornando cada vez mais forte, mais letal. Em dias, esse ser esquecido pela exposição, conseguiu matar centenas de pessoas, a maioria civis libaneses, inocentes, sem chegar a tocá-las com suas próprias mãos. Me sinto como outros tantos, de mãos atadas. Acho que diante disso, só podemos rezar, cada um dentro da sua crença, e os que não creem podem desejar, porque nosso objetivo, que é o de cessar-fogo, é o mesmo.


fonte: BBC Brasil

Anima Mundi 2006 - S.Paulo

433 filmes em cinco dias

Photobucket - Video and Image Hosting
Cena de "Guide Dog", do diretor Bill Plymton - trechos do vídeo

A 14ª edição do Anima Mundi, festival internacional de animação que exibe este ano 433 produções de 40 países, pode ser vista até o dia 30, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Entre os destaques deste ano, de diversas ténicas de animação, estão "Guide Dog", novo curta de Bill Plympton (que fez a vinheta e o cartaz do festival); o onírico "Tyger", do brasileiro Guilherme Marcondes; "Santa da Casa", de Allan Sieber, da Toscographics; "História Clássica com Final Feliz", da portuguesa Regina Guerra.

Entre os longas, está "Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll", com os personagens criados pelo cartunista Angeli, uma das maiores atrações do Anima Mundi. "Wood & Stock" deve entrar finalmente em cartaz este ano.

Photobucket - Video and Image Hosting
Cena do longa-metragem "Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll", de Otto Guerra


Angeli talvez seja um dos pais do rock brasileiro. Tudo bem que Roberto Carlos, Rita Lee e Raul Seixas vieram antes, mas para uma geração crescida sob a sombra da ditadura militar o cartunista paulistano foi um dos que melhor traduziram o que era a cultura do rock.

Com os personagens criados nas páginas da extinta revista "Chiclete com Banana", que editava por conta própria nos anos 80, ele foi inventando tipos para traduzir a fauna revelada com o fim da ditadura. Enquanto a Blitz e o rock carioca revelavam o prazer de ser jovem depois da abertura política, Angeli, nas suas revistas e na Folha, descortinava uma São Paulo pós-industrial cheia de defeitos de fabricação em forma de gente - o punk Bob Cuspe, a gótica boêmia Rê Bordosa, o paranormal Rampal e o gay Nanico. Cada figura criada pelo desenhista também encerrava uma tribo quase sempre ligada a um gênero musical.

Duas de suas criações saem das páginas do jornal para ganhar outros rumos. A dupla de velhos hippies Wood e Stock estrela o primeiro longa baseado na obra de Angeli, que será exibido amanhã no Anima Mundi. "Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'Roll", do gaúcho Otto Guerra, reúne não apenas o núcleo bicho-grilo do título (a mulher Lady Jane, o filho Overall), mas quase todos os personagens criados pelo cartunista paulistano.

O outro lançamento são os livros que compilam as histórias do pré-adolescente Ozzy, filho da geração Nirvana, que era publicado pela Folhinha nos anos 90.

São quatro volumes ao todo, dois deles saem agora e os outros dois em novembro.

fonte: UOL

quinta-feira, 27 de julho de 2006

"DESEJOS E HEROIS QUE TODOS TEMOS"

Um amigo, que não consegue se manter quieto, nas horas vagas faz um trabalho lindo, colorido e super criativo. Irresistível, não é mesmo? Alguns deles já estão no Rio e em São Paulo.

































Para encontrá-lo é só ir até WISHES&HEROS em http://wishes-heros.blogspot.com
ou contactá-lo em: wishesheros@gmail.com

Maratona cultural

Ateliês de Santa Teresa fazem maratona "Portas Abertas" no fim de semana




Em sua décima sexta edição, uma das maiores empreitadas coletivas de artes plásticas do circuito carioca, o projeto Arte de Portas Abertas, é realizada no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, a partir de sexta-feira (28), com encerramento no domingo. Durante o fim de semana, 55 ateliês do bairro, com obras de 65 artistas, abrem suas portas à visitação das 10h às 19h, promovendo no bairro um verdadeiro "burburinho" cultural. Na efervescência do bairro, há ainda espaço para um roteiro gastrônomico e de compras, entre 18 estabelecimentos que também estarão abertos, e ainda para visitação de 16 museus e espaços culturais.

Além da participação dos ateliês de Santa Teresa, o Arte de Portas Abertas congrega em mais uma edição de grande porte eventos paralelos, como intercâmbios com artistas estrangeiros e de outros Estados, obras efêmeras em interferências, shows musicais beneficentes e um diálogo sobre arte urbana entre a artista plástica Mônica Nador e o grupo de grafiteiros Santa Crew. Outra novidade é a realização do primeiro Prêmio Chave Mestra (associação dos artistas visuais de Santa Teresa).

Esses eventos estarão concentrados no mais novo "quartel-general" do "Arte de Portas Abertas", o casarão da UNEI, no nº 294 da Rua Monte Alegre. O espaço recebe ainda a mostra "Index", que serve como ponto de partida do projeto, ao oferecer um verdadeiro mapeamento dos estilos de trabalho dos artistas participantes. Lá, o público poderá observar uma obra de cada ateliê e programar o que deseja conferir em extensão.

Para atender os visitantes, a estrutura do "Arte de Portas Abertas" oferece um serviço de transporte em vans, partindo de dois pontos da cidade (do Largo do Machado e do Largo da Carioca, próxima à estação do bondinho). Ao custo de R$ 5 é possível transitar por todo o circuito de ateliês durante todo o dia, num número ilimitado de viagens.

O "Arte de Portas Abertas", iniciado em 1996, com apenas 16 ateliês e uma projeção de público de cerca de quinhentos espectadores, ganha fôlego e chega à primeira década com perspectiva de freqüência de pelo menos 30 mil pessoas no fim de semana. Desde de 2001, o evento passou a comportar apenas uma edição por ano - não mais duas - e, por isso chega já à 16ª produção em dez anos. A repercussão do evento projetou Santa Teresa como pólo de produção artística e proporcionou ao bairro nova dinâmica cultural.

Arte de Portas Abertas
» Quando: de 28 a 30/07, das 10h às 19h
» Onde: Bairro de Santa Teresa, Rio de Janeiro.
» Quanto: entrada franca
» Informações: (21) 25075352 (Chave Mestra)



fonte: UOL


Atrás da porta


Quando olhastes bem nos olhos meus
E teu olhar era de adeus, juro que não acreditei
Eu te estranhei, me debrucei
Sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei, e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés, ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei prá maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Prá te mostrar que ainda sou tua
Até provar que ainda sou tua.



Chico Buarque e Francis Hime
sempre, e unicamente na voz de Elis Regina
foto: Edward Weston



fonte: Terra música

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Sob o tenebroso inverno carioca



Mulher toma sol no Leblon, zona sul do Rio, em mais um dia de inverno quente e seco no Sudeste brasileiro.


foto: Bruno Domingos/Reuters

Osgemeos, Galeria Fortes Vilaça - S.Paulo

Dupla osgemeos abre sua primeira individual em São Paulo



A dupla paulistana osgemeos realiza sua primeira mostra individual. "O peixe que comia estrelas cadentes" entra em cartaz a partir desta quinta, dia 27, na Galeria Fortes Vilaça, em São Paulo.

A ampla exposição modifica o ambiente da galeria, desde a interferência na fachada, com uma pintura em formato de cabeça, até obras murais nas paredes e telas com materiais alternativos. Os artistas plásticos exploram, ainda, sua marca registrada: os personagens de rosto amarelo-vivo, circundados de multidões anônimas.

O peixe que comia estrelas cadentes
» Onde: Galeria Fortes Vilaça
Rua Fradique Coutinho, 1500, S.Paulo
» Quando: 27/7 a 16/9.
Horários: terça a sexta, das 10h às 19h;
sábado, das 10h às 17h
» Quanto: entrada franca
» Informações: (11) 3032-7066




imagens: "As estrelas são peixes fora d'água" (2006). Spray, tinta látex, transfer e lantejoula sobre madeira; "O menino que brincava sozinho" (2006). Spray, tinta látex, lantejoula, azulejo e madeira
fonte: UOL


José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?


Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?


E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?


Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?


Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!


Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?



Carlos Drummond de Andrade
Christian Coigny,
"Le Reveil"

terça-feira, 25 de julho de 2006

Acho que é piada

Fumo pode reduzir efeitos de bebida alcoólica, diz estudo

Fumar um cigarro enquanto se consome uma bebida alcoólica pode reduzir os efeitos de embriaguez, sugerem cientistas do Estado americano do Texas.

A pesquisa, contudo, foi feita apenas em ratos de laboratório, que receberam diversas doses de nicotina e bebida alcoólica.

Os pesquisadores acreditam que os níveis mais baixos de álcool encontrados em ratos "fumantes" são explicados pela forma como ele é absorvido no sangue.

Mas, se o mesmo se aplicar aos seres humanos, os pesquisadores advertem que os fumantes provavelmente tenderão a beber mais para compensar a diminuição dos efeitos do consumo de álcool.

Em artigo publicado em Alcoholism: Clinical and Experimental Research, os cientistas expõem a sua teoria para explicar porque o nível de álcool no sangue dos ratos diminuiu na medida em que o de nicotina aumentou.

Eles acreditam que a nicotina atrasa a passagem do álcool pelos intestinos - um importante local para a sua absorção. Enquanto são retidas no estômago, as moléculas de álcool são metabolizadas, deixando menos delas para passarem do estômago para o intestino, e, assim, para o sangue.

n.r.: Bacana a teoria de neutralização de elementos. Posso ser pessimista e mázinha? Claro que sim. Pelo estudo você tem duas opções, morra de cancêr ou morra de cirrose. ;) E tanta roupa para lavar no tanque...


fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Histórias de viagem, de Paulo Coelho


Joseph Mallord William Turner



Esther(Alemanha)

Um momento de alegria aparece. Está ali, esperando para ser vivido.
Mas então não fazemos nada. O momento de alegria acha que não foi percebido, então passeia diante de nossos olhos, e aguarda nosso sorriso de compreensão.
De novo, ficamos imóveis.
"O que se passa?", pergunta o momento de alegria.
"Não sei", respondemos. "Talvez o medo de que você não volte. Estou em paz, e prefiro continuar assim."
"E se eu não voltar, o que você tem a perder?", insiste.
"Minha tranquilidade".
Com a cabeça baixa, o momento de alegria se afasta. E continuamos com a nossa paz de espírito - aquela paz das tardes de domingo, que ninguém sabe exatamente para que serve, nem o que fazer com ela.

Festa em Santiago de Compostela - Espanha


Fogos de artifício na catedral durante festa religiosa nesta segunda-feira na cidade espanhola de Santiago de Compostela.


fonte: UOL

A arte pelo mundo


Mulheres com trajes típicos participam de montagem teatral em montanha a 3.100 metros de altitude na China. O espetáculo mobilizou mais de 500 atores amadores e custou cerca de US$ 31 milhões.


fonte: UOL

domingo, 23 de julho de 2006

E agora? Quem explica? Ou culpa-se de novo a sociedade?

Sábado, 22 de julho de 2006, 10h30, na Estrada das Paineiras
Turista é morto em assalto a caminho do Corcovado


Durante o ano inteiro, todos os anos, sábados e domingos são dias de intenso movimento de turistas nacionais e estrangeiros na Rua Cosme Velho (zona sul e zona nobre do Rio de Janeiro), e ruas adjacentes pela localização de um dos mais famosos cartões postais do Rio: o Corcovado, além de outros como o Museu Internacional de Arte Naïf, a Bica da Rainha, o Rio Carioca e o Largo do Boticário, nesse momento invadido e ocupado pelo Movimento dos Sem Teto, Movimento dos sei-lá-o-quê.

Fica difícil passar pela cabeça de qualquer um, em sã consciência, que seja possível acontecer um ato de violência num local como esse. Mas acontece, aconteceu e vai acontecer novamente, porque este paulista de passagem pelo Rio, que tinha a intenção de visitar o Corcovado com a sua família foi vítima de um assalto que seria seguido de sequestro, e vem daí o motivo de sua morte.

Ele é mais um a entrar para a estatística da violência no Rio de Janeiro. Assim como todos sabemos qual será a explicação do acontecido: "foi apenas um caso isolado". Realmente... no mesmo lugar e no mesmo momento, ele não teve outro que lhe fizesse companhia na morte. Ele foi um caso isolado. Abaixo, a notícia transcrita do Jornal O Globo - 2ª edição, Domingo, 23 de julho de 2006, página 29:


Paulista é morto a caminho do Cristo Redentor
Funcionário público, que estava no Rio a passeio, levou dois tiros ao tentar evitar o seqüestro da mulher e da filha
por Liana Leite

Um passeio ao Cristo Redentor, no Corcovado, acabou em tragédia para uma família do interior de São Paulo. O funcionário público Aparecido Edivaldo Rodrigues, 42 anos, foi assassinado com dois tiros ao tentar evitar o seqüestro de sua mulher e de sua filha, na Estrada das Paineiras, no caminho do Mirante Dona Marta para o Corcovado. Ele foi levado para o Hospital Adventista São Silvestre, mas não resistiu aos ferimentos. Os tiros atingiram a cabeça e as costas.

Edivaldo, a mulher e seus três filhos voltavam de uma viagem de férias em Conceição da Barra, divisa da Bahia com Espírito Santo, e retornariam para São Paulo ontem mesmo.

Segundo o filho mais velho, Bruno, 21 anos, por volta das 10h30m de ontem, os cinco subiam as Paineiras, no Ecosport vinho DML 3755, e já estavam a 2,5 quilômetros do Corcovado, quando foram interceptados por dois bandidos num Gol cinza. Edivaldo lutou com um dos bandidos e foi baleado. Bruno foi ameaçado, mas conseguiu, com a ajuda do pai, evitar o seqüestro da irmã e da madrasta.

Vítima foi levada ao hospital por uma van


Uma patrulha do Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur), baseada no Corcovado foi avisada do caso pelo motorista de uma van que havia passado pelo local.

— Meu pai só queria defender as duas, o carro eles podiam levar. Mas o pior foi a demora do socorro. Ele poderia estar vivo — conta, revoltado, o jovem, que também lutou com os bandidos e ficou com machucados nos pés e braços.

O local não tem postos policiais e apenas dois carros baseados no Corcovado e no Mirante Dona Marta fazem a segurança da área. A madrasta de Bruno, identificada apenas como Nazaré, está revoltada com a demora do socorro:

— Tivemos que levá-lo de van ao hospital. Não foi fácil conseguir essa carona, ninguém queria parar e, além disso, os bombeiros não fizeram o seu trabalho.

Depois que Edivaldo foi baleado, os dois bandidos fugiram em direção a Santa Teresa, mas perderam o controle do veículo e bateram na mureta. Eles percorreram aproximadamente três quilômetros. Segundo a polícia, depois da batida os assaltantes fugiram em um táxi.

De acordo com Bruno, apenas o celular de seu pai foi roubado. A carteira, o jovem havia escondido embaixo do banco:

— Quando voltei ao carro para verificar o que tinha acontecido, o restante da família ficou com meu pai tentando pegar carona para levá-lo ao hospital. Ele respirava com dificuldade, mas ainda estava consciente.

A família voltou de Conceição da Barra na noite de sexta-feira e se hospedou numa em Macaé, no Norte Fluminense. Os cinco deixaram o local, por volta das 7h7h de ontem, com destino a pontos turísticos do Rio de Janeiro.

Para Bruno e o restante da família, a cidade está fora de suas vidas. Ele compara a violência de São Paulo e Rio:

— Se puder, não volto nunca mais, esse lugar é uma terra de ninguém. Em São Paulo o Primeiro Comando da Capital (PCC) manda as pessoas descerem dos ônibus para incendiar, aqui matam todo mundo e ainda querem seqüestrar duas mulheres indefesas.

O irmão caçula, de 10 anos, que também presenciou a morte do pai, ficou em estado de choque e só perguntava quando eles iriam embora. Bruno, a irmã e a madrasta dizem se sentir sem chão e revoltados.

— Estamos a quatro horas da nossa casa e de mãos atadas. Quero voltar para ver a minha mãe, que passava férias no litoral com a minha avó — desabafa Bruno.

Edivaldo Rodrigues será enterrado no Cemitério Aclimação, na capital paulista, onde está o corpo de seu pai."


Mas 2007 é o ano dos jogos Pan Americanos na "Cidade Maravilhosa" e estamos escolhendo o nome da mascote dos jogos e "o Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro continua sendo... aquele abraço".

"Di" - Caixa Cultural do Rio

Di Cavalcanti - Um Perfeito Carioca

"Paisagem de Subúrbio", de 1928
A paixão do pintor pela cidade é o eixo de "Di Cavalcanti - Um Perfeito Carioca", exposição que está na Caixa Cultural, novo espaço do centro do Rio.

São 51 telas e 59 desenhos e aquarelas reunidos pela curadora Denise Mattar junto a 33 colecionadores particulares e seis instituições. "Quis mostrar outras facetas do artista, como a do pintor de paisagens, já que ele ficou mais conhecido pelas paisagens humanas", explica a curadora.

Em poemas do livro "Viagem da Minha Vida", Di Cavalcanti (1897-1976) fez declarações de amor como "Eu acho que a minha obra pertence ao Rio de Janeiro. Só poderia ser feita aqui" e "Deus deu o alimento sonho ao carioca".

Entre as paisagens, estão marinhas pintadas em Paquetá, ilha onde Di morou, e imagens do Rio como favelas e o bairro de Santa Teresa (região central) à noite. "Ao pôr essas telas lado a lado, podemos ver como mudou a forma de Di pintar e como a cidade mudou", diz Mattar, comparando, por exemplo, uma paisagem quase rural do Rio dos anos 20 com outra repleta de prédios dos anos 60.

"Paquetá"

Também há "paisagens humanas" da cidade como telas sobre gafieiras e o Carnaval. E, em se tratando de Di, não poderiam faltar mulheres. A curadora preparou uma seqüência que parte das lânguidas pintadas no início da carreira até as sensuais dos anos 60 e 70. Nos trabalhos em papel estão 11 dos 16 "Fantoches da Meia-Noite", feitos em 1921.

"Mulata em Rua Vermelha", de 1960
Di Cavalcanti - Um perfeito carioca
» Onde: Caixa Cultural
Av. Almirante Barroso, 25 - Centro, RJ
» Quando: até 17/09, de segunda à sexta, das 10h às 22h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 15h
» Quanto: gratuita
» Informações: (
21) 2262-8152

















"Mulher com Leque", de 1948


fonte: Folha de S.Paulo

sábado, 22 de julho de 2006

Museu da Imagem e do Som - S.Paulo

Programação audiovisual lembra o centenário de Mario Quintana


O Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo promove uma programação dedicada à vida e obra do poeta gaúcho Mario Quintana, em homenagem a seu centenário de nascimento.

Serão exibidos de terça à domingo, sempre às 20h, uma série de registros em vídeo com o poeta, como entrevistas e declamações de poemas, além de depoimentos de pessoas e artistas que conviveram com o escritor.

A programação é organizada em parceria com a Casa de Cultura Mario Quintana de Porto Alegre, e fica em cartaz até 13/8. Todo o material posteriormente ficará disponível no acervo do MIS para pesquisa.




A verdadeira arte de viajar

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!

Mário Quintana, in "A cor do invisível"



Centenário de Mario Quintana
» Onde: MIS - Museu da Imagem e do Som
Av. Europa, 158, São Paulo
» Quando: 20/7 a 13/8.
Horários: terça a domingo, às 20h
» Quanto: R$ 3,00 (inteira) e R$1,50 (meia)
» Informações: (11) 3062-9197 / (11) 3088-0896


fonte: UOL

sexta-feira, 21 de julho de 2006

A falta de humanidade mata inocentes

Violência Cega

"Era fácil e prazeroso aplaudir Israel nos bons tempos em que a nação dos kibutzim dava ao mundo lições de como levar água, agricultura e democracia ao que parecera durante séculos ser um deserto irrecuperável. Era impossível não torcer pelos sobreviventes do massacre nazista e pelos sabras, por exemplo, quando enfrentavam e derrotavam tanques invasores egípcios.

Não é assim hoje. Quando brasileiros enfrentam o pânico e a morte no Líbano - um país que mandou muitos de seus filhos para o Brasil - fica complicado não ver daqui com tristeza e indignação a reação do governo israelense ao seqüestro de dois militares (dois, só dois!) pelo Hezbollah, grupo terrorista que tem quartel-general no Líbano. Complacência ou cumplicidade do governo local com os seqüestradores justificariam protestos e retaliações de diversos tipos - mas nunca a morte de inocentes (já eram mais de 300 dois dias atrás).

Em outros tempos, líderes como Ben Gurion, Golda Meir e Moshe Dayan tinham o respeito do mundo. Construíram uma nação quase do nada e a defenderam com coragem, energia e, sobretudo, inteligência. Talvez tenha sido a experiência socialista mais bem sucedida da História. Nenhuma das antigas virtudes é aparente no atual governo israelense.

Não é preciso qualquer simpatia pelos terroristas do Hezbollah, nem pelos desígnios que a Síria possa ter em relação ao Líbano, para se constatar que Israel abre mão de ter razão quando bombardeia maciçamente áreas urbanas. é uma forma de ataque particularmente cruel e covarde. Disparadas à distância, bombas não escolhem vítimas:indiferentemente, podem acertar colégio, asilos, hospitais ou bases terroristas.

E a onda de destruição vem em momento cruel: o Líbano começava a se recuperar, despois dos anos de ocupação síria, a imagem dos bons e velhos tempos em que Beirute era chamada de "Paris do Oriente".

O Hezbollah, para usar o termo técnico empregado pelo analista internacional George Bush, provavelmente só faz merda - mas que palavras devem ser usadas para definir o que está fazendo o governo de Tel-Aviv?

Diz-se que o bombardeio do Líbano não visa apenas forçar os terroristas a devolver os dois soldados. Teria também (talvez principalmente) o objetivo estratégio de impedir uma nova ocupação do país pela Síria.

Pode ser, pode até dar certo, mas a violência cega das chuvas de bombas tem preço alto demais para Israel: seu governo se desmoraliza ante a opinião pública mundial."

Luiz Garcia,
no Jornal O Globo


O que realmente acho é que o mundo está uma porcaria. Que vivemos nas mãos de governantes que tendo em uma das mãos um charuto cubano e na outra, uma taça de champagne ou um copo de vodca, confortavelmente instalados em bunkers, decidem se vamos continuar vivos ou não.


fonte: Jornal O Globo
foto: Adnan Hajj / Reuters

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Sou uma múmia, não pulei!

Tenho a memória de uma múmia:
20 JULY 2006
11.39.13 GMT




Quando eu nasci, para compensar a minha imensa distração, me foi concedido um senso de direção do qual não tenho o que reclamar (mas não me perguntem o nome de uma rua), e uma boa memória visual.

Algumas vezes sou invadida por um ataque de soberba e a memória visual falha me mostrando que não sou a rainha da cocada preta.

Há um ano atrás tomei conhecimento do "World Jump Day". Fiquei animadíssima para participar, mas era ainda muito cedo. Não seria problema o lugar. Pularia onde estivesse. Conforme o caso, poderia ser discreta ou não, mas pulava!

Ano de 2006, entramos no mês de julho, ouvi comentários: "E aí? Esse mês tem o "World Jump Day". Pensei: "Tudo bem...". E foi à noite que a minha cara caiu quadrada no chão. Tive um insigth: "Ih! Preciso deixar o aviso no blog!", só precisava saber a hora no horário de Brasília. Só!

Internet, site e caí na real: foi! Minha memória visual misturou o dia 20 com o ano 2006 e mentalizou 26, claro que faz um baita sentido, só que 26 é bem diferente de 20 (hoje).

Eram necessários 600.000.000 puladores e foram registrados 600.248.012, para nosso Planeta "entrar nos eixos". Ainda bem que nunca me pediram para salvar o mundo. E mesmo se fosse apenas participando em um filme, lugar habitual para salvar o mundo, eu iria me enrolar toda.

Cobra engole cobertor elétrico

Aconteceu nos EUA

Uma cobra píton da cidade de Ketchum, nos Estados Unidos engoliu um cobertor elétrico de casal e precisou ser submetida a uma cirurgia de duas horas para a retirada, de acordo com o jornal americano Idaho Mountain Express.

O raio-x mostrou o cobertor estendido por 2.6 m dos 3.6m da cobra de 18 anos de idade, batizada de Houdini. O dono do animal, Karl Beznoska, acredita que o cobertor ficou preso no coelho que havia sido servido para Houdini como refeição.

Veterinários disseram que a cobra deve ter levado seis horas para engolir totalmente o cobertor. Karsten Fostvedt, que realizou a operação, disse que "o prognóstico é excelente". Ele precisou consultar um outro especialista para realizar a cirurgia.

O dono disse que o cobertor fica na jaula de Houdini para manter o animal aquecido. Na segunda-feira, a cobra não parecia bem e o cobertor havia desaparecido. Beznoska disse que o animal é bastante "amigável".

O jornal afirma que Houdini é uma espécie de celebridade na cidade, sendo exibida de tempos em tempos por seu dono em bibliotecas locais e escolas.


fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 19 de julho de 2006


Das palavras


Não escrevo das coisas comezinhas
Quotidianas, corriqueiras
Das preocupações diárias
Rotinas
Emoções banais, pequenas
Quase caseiras.
Para escrever de emoções que sejam desmedidas
Loucas, desregradas, descomedidas
Que no amor eu seja vulcão e não fogueira
Que seja terramoto e não tremor
Que seja pátria, causa, objectivo
Estandarte e bandeira.
Se escrever dor
Que seja tão grande que me despedace
Que seja tão cortante que me estilhace
Me quebre
Me divide
Me separe em duas
E que as palavras sejam urro, uivo, grito imenso
Não queixume brando, pranto ou pálido lamento
Escrevendo, escreverei dor maior
Oceano de sofrimento
Mar de mágoa.
Como escrever não sentido a raiva
A revolta
A impotência
E o desalento
De grandes serem as palavras que sinto
E débeis, frouxas, pequenas, banais
Me saírem das mãos
Me escorrerem nos dedos.



Encandescente
foto:Fabrizio Ferri


Salut


Brindo à vida
Bebo-a aos goles
Numa taça de cicuta.
Brindo aos inimigos
Esses sim, sempre presentes
E aos amigos, claro,
Apesar da distância curta
Entre uma palavra e outra.
Brindo a mim
Que a taça me seja leve
Que a cicuta torne breve
O brinde que me concedo.




Encandescente
foto:Sam Haskins


A escolha é vossa


Sou disparatada
Irascível
Exagerada
Carta sem baralho
Porta fechada
Aberração.
Escrevo versos impertinentes
Excessivos
Desabridos
Não convenientes
Desvairados.
Puros desatinos
Delírios
Desvarios
Desacertos
Que eu não acerto
Que eu sou erro
Contra natura
Castigo da Criação.
Sou overdose de mim mesma
Nunca heroína
Sou crack rasca
Não cocaína
Sou em mim mesma
Contradição
Pergunta e resposta
O sim e o não
Pêlo na venta
Cavalo à solta
Ou besta presa
A escolha é vossa!



Encandescente
foto:Helmut Newton

Arte em luto por Raul Cortez


Admiro alguns artistas principalmente, mas não só, pelo seu trabalho, como também pelas suas atitudes e comportamento que vez por outra vêm a conhecimento público. E eu tinha a estória de um acontecimento guardado que se passou comigo sobre o ator Raul Cortez, embora ele não estivesse presente.

Um dia, quando eu vivia no Porto, em Portugal, entrei numa joalheria na Baixa e mesmo com anos de Portugal, o meu sotaque de brasileira ainda se destacava do meu levíssimo sotaque lusitano e por isso, o dono da loja, um senhor extremamente educado e atencioso, começa a contar-me que o Raul Cortez já estivera ali naquela loja e daí para a frente foi tecendo elogios e mais elogios. Já sabido que era um ótimo ator, nesse caso, os elogios eram à pessoa "Raul Cortez", que por ser tão brasileiro quanto eu, me encheram de orgulho patriótico.

Não me lembro de ter feito comentários sobre o fato, são coisas que sem querer deixamos passar. Embora, sempre que o visse, associava-o a conversa com o senhor da joalheria no Porto. Inevitável. O fato não teria tanto sabor de coisa boa se tivesse acontecido aqui nesta "Terra Brasilis", mas era a impressão de um português sobre um turista que visitava - muitas vezes - sua terra. Por isso, recordar era agradável. E ultimamente temos tão pouco do que nos orgulharmos...

O que eu penso a respeito de perda, quanto à morte, de uma maneira geral e mais ainda quando está relacionada a algum grande valor da arte, li hoje no depoimento de Bárbara Heliodora (crítica de teatro):"Era um ator maravilhoso, ainda poderia fazer muita coisa pela arte".

Site oficial: http://www.raulcortez.com/

No título do post está o link sobre notícias de hoje a respeito desse grande ator.


Zoólogos fazem dicionário sobre animais do Brasil

Obra em dois volumes deve incluir nomes populares e científicos das espécies, lançamento previsto para 2009


Nelson Papavero, do Museu de Zoologia da USP, e Dante Teixeira, do Museu Nacional (UFRJ), estão a poucos anos de completar o trabalho de compilar o maior número possível de nomes vulgares (não-científicos) de bichos do Brasil. Os dois zoólogos estão produzindo um dicionário que deve preencher a lacuna existente nas sabedorias popular e científica sobre animais brasileiros.

Trabalhando desde 1999, a dupla prevê concluir o dicionário em 2009, após pesquisas detalhadas de etimologia e de caracterização taxonômica (classificação biológica) para muitas espécies.Consultando 6.200 fontes, datadas de desde o século 16, os pesquisadores coletaram mais de 38 mil nomes populares de animais, que devem cobrir de 6.000 a 10 mil espécies. Segundo Papavero, esse número ainda é uma estimativa que provavelmente será alterado com a conclusão da pesquisa. A previsão é de que ao fim do trabalho de coleta, cheguem a um número aproximado de 42 mil verbetes de nomes populares.

O trabalho de Papavero e Teixeira é o primeiro grande esforço de compilação desde a publicação do "Dicionário dos Animais do Brasil", de Rodolpho von Ihering, de 1940, nunca atualizado. Ele é hoje a principal referência disponível para nomes populares, mas possui 6.000 verbetes - número extraordinário para a época em que foi feito.

O novo dicionário sairá em dois volumes. O primeiro deles terá o índice pela ordem de nomes populares, acompanhado de ilustrações sobre os grupos principais de animais. O segundo terá um índice taxonômico para buscas pelo caminho inverso. Uma pesquisa etimológica rigorosa deve acompanhar o trabalho, já que muitos nomes vêm do tupi e de outras línguas indígenas. "Esse trabalho deverá ser feito por um tupinólogo", afirma Papavero.

Os pesquisadores dizem acreditar que a nova obra de referência será um auxílio aos dicionários comuns, nos quais nomes de animais estão entre os pontos fracos. "Nem o assum-preto, que aparece em uma canção do Luiz Gonzaga, tem verbete", diz Papavero.

2009 ainda vai longe, mas tudo dá a perceber que o dicionário será tão interessante para pesquisadores quanto pra leigos. As fontes consultadas por Teixeira e Papavero vão desde trabalhos científicos e de literatura recentes até relatos de naturalistas e viajantes de séculos atrás. A diversidade cresce tanto com o tempo e com a distância que algumas espécies possuem dezenas de nomes.

Existem, por exemplo, 37 denominações para a tainha (Mugil curema), peixe também conhecido como cambiru, olho-de-fogo, cacetão ou mondego. Há alguns animais com registros de nomes desde 1500, quando a expedição do espanhol Vicente Pinzón desembarcou na ilha de Marajó. O primeiro animal brasileiro então descrito foi uma mucura (gambá), que ganhou diversos outros nomes em outros tempos e lugares. E por aí vai...


fonte:Folha de S.Paulo

terça-feira, 18 de julho de 2006

Moda Verão 2007

Espalhar o filtro solar na pele corta efeito protetor

Especialistas do Mount Vernon hospital, nos arredores de Londres, analisaram a forma como filtros solares neutralizam a radiação causadora do câncer.

Eles concluíram que espalhar o creme sobre a pele não oferece proteção homogênea e que deixar uma camada esbranquiçada secar sobre a pele é muito melhor. O estudo foi feito em conjunto com a organização britânica Restoration of Appearance and Function Trust.

A coordenadora da pesquisa, Rachel Haywood, disse: "A maioria das pessoas prefere espalhar o creme sobre a pele. Elas acham mais agradável e mais confortável dessa forma, entretanto, pela primeira vez, nossa pesquisa revela que se o creme é espalhado, a proteção é mínima".

Em entrevista ao programa de televisão GMTV, Haywood disse que quando o creme é espalhado a proteção contra radicais livres cai.

Segundo ela, uma quantidade de 2 mg de creme para um centímetro quadrado de pele oferece 55% menos proteção contra radicais livres do que uma camada espessa de filtro solar.

Os pesquisadores usaram restos de pele que sobraram de cirurgias plásticas e simularam em laboratório uma situação de exposição intensa das amostras ao sol. Após a exposição ao sol, os cientistas mediram a quantidade de partículas conhecidas como radicais livres, que provocam danos aos tecidos, presentes nas amostras.

E verificaram que os índices de radicais livres aumentaram em relação direta com a exposição aos raios ultra-violeta UVA, associados ao câncer e envelhecimento prematuro.

Segundo os pesquisadores, quando o creme é esfregado sobre a pele, acaba se acumulando nas dobras e nas glândulas sudoríferas, não oferecendo, portanto, qualquer proteção.

Os cientistas dizem que espalhar o creme pode, na verdade, aumentar os riscos. Isso porque, embora não proteja contra os raios UVA, o creme continua sendo capaz de bloquear os raios UVB, responsáveis pelo avermelhamento da pele.

O que, dizem os pesquisadores, pode encorajar as pessoas a ficar expostas ao sol por mais tempo.

n.r.: eu só fico pensando: se já é difícil besuntar uma criança com filtro solar em condições normais, imaginem deixar a dita emplastada até secar. Isso não vai dar certo...


fonte: BBC Brasil

Flip e Flap!

Flap! Surgida como alternativa à Flip,
chega pela segunda vez à SP e estréia no RJ


A Flap!, encontro de escritores que nasceu no ano passado em São Paulo como contraponto à Festa Internacional Literária de Parati (Flip), chega neste ano à segunda edição. E com uma novidade: uma versão no Rio de Janeiro.

Organizada por jovens escritores integrantes do Projeto Identidade, a Flap! acontece em São Paulo nos dias 29 e 30 de julho, mais uma vez no Espaço dos Satyros; e antes, nos dias 22 e 23, no Rio, no campus de Ipanema da UniverCidade. A entrada é franca.

A organização do evento confirmou a presença na Flap! em SP de Soninha Francine, Manuel da Costa Pinto, Xico Sá (colunistas da Folha), do cineasta Sérgio Bianchi, do jornalista Ivan Marques e dos escritores Luiz Ruffato, Frederico Barbosa e Claudio Willer.

No Rio estarão Affonso Romano de Sant'Anna, Chacal, Afonso Henriques Neto, Claudia Roquette-Pinto e Marcelino Freire. Haverá debates a respeito de políticas culturais e mesas-redondas sobre o presente e o futuro da literatura.



fonte: Folha Online

Convidada especial do SP Fashion Week

Anabela Baldaque



Convidada especial do evento, a portuguesa Anabela Baldaque trouxe para o Brasil uma coleção de verão bem romântica, com comprimentos, na maioria, na altura do joelho (e um pouco mais para baixo), feminina e bem comportada, para moças "certinhas".




fonte: UOL

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Letônia - Criando identidade por meio das artes

por Anne Midgette

São duas da manhã em Riga, e as ruas calçadas de pedra da Cidade Velha estão lotadas. A loja de "pelmeni", onde você pode se encher de macarrão (a resposta ao ravióli da antiga república soviética) por US$ 1 ou US$ 2 (entre R$ 2,20 e R$ 4,40) está vendendo muito. Uma fila de adolescentes, bem humorados e ligeiramente barulhentos, serpenteia para fora do templo da música alternativa Pulkevedim Neviens Neraksta (Ninguém Escreve ao Coronel).


Prédio histórico restaurado em Riga, capital da Letônia

As janelas enquadram pessoas dançando com música alta: em um restaurante, fechado para uma festa privada; em uma boate que reservou um espaço na vitrine para suas dançarinas stripper; e mais estranhamente, em uma sala de chá, onde corpos exuberantes cavaram um espaço para dançar no meio das mesas redondas e tilintar de xícaras.

Regras? Que regras? Riga, culta, energética e jovem, as cria na medida em que avança. A Letônia é o país mais pobre da União Européia, mas Riga, sua capital, é a cidade mais cosmopolita do Báltico, com lojas elegantes, museus novos, hotéis e restaurantes modernos e apenas traços do que a Letônia hoje chama de ocupação soviética (termo que gerou certo esfriamento nas relações do país com a Rússia).

Empresários estão descobrindo como novas idéias podem dar dinheiro. Por que, por exemplo, um restaurante não pode virar uma boate à noite? Por que os chefes de cozinha da cidade devem continuar presos a peixe, pão preto de centeio e ervilhas cozidas com bacon - prato tradicional da Letônia - enquanto existem tantos novos ingredientes da cozinha de "fusão": lichia, jalapenos, molho hoisin e dim sum?

E por que, indagam os pais e mães da cidade (mulheres têm um grande papel nesta jovem sociedade), as instituições culturais de Riga devem continuar presas ao passado? A vida de concertos clássicos de Riga, que foi abruptamente cortada do sistema soviético, está em movimento, prestes a gerar outra orquestra; os curadores da cidade planejam a construção de um museu de arte contemporânea; e a ópera de Riga é reconhecida como uma das melhores do antigo Bloco Oriental.

A ópera é uma boa metáfora da nova Riga: sua fachada séria esconde uma exuberância subjacente. Pálida e neoclássica, fica na faixa de parque que divide as duas metades da cidade: a Cidade Velha, do mundo antigo, e a seção mais jovem que cresceu fora dos muros da velha fortaleza do século 19 e agora é conhecida como Centro, confundindo os visitantes.

O teatro foi restaurado ao seu esplendor de 1863, com piso de madeira resplandecente, detalhes folheados a ouro e reboco trabalhado; novas expansões deram mais espaço para ensaios e escritórios. A instituição foi dirigida nos últimos dez anos por um diretor carismático e pouco convencional, chamado Andrejs Zagars, que apresenta jovens diretores e cantores de vanguarda vindos de fora.

Zagars, do alto de seus 2 metros, com um olhar penetrante e mandíbula quadrada de astro de cinema e expressão de um gato satisfeito, traz ao cargo experiência artística e empresarial. Nos anos 80 e início dos anos 90, era ator de sucesso; depois do rompimento com a União Soviética, ele abriu e administrou uma série de restaurantes.

"Quero envenenar os letões com ópera", diz ele, falando em seu escritório antes da recente estréia da companhia de "Das Rheingold". "Quero criar um vício."


Achou interessante? Quer mais? Aqui.


fonte: The New York Times

domingo, 16 de julho de 2006

Designer Vincenzo Scarpellini morre de cancêr em S.Paulo

Veja e ouça a arte de Vincenzo Scarpellini

Vicenzo Scarpellini publicava toda semana pela Folha de S.Paulo, desenhos acompanhados de textos breves na tentativa de descortinar a cidade de São Paulo - uma cidade invisível porque foge de si mesma. Alguns desenhos e textos foram escolhidos e publicados em dois livros lançados pela editora Ateliê: "São Paulo - Vidas" e "São Paulo - Trânsitos".

Os desenhos são feitos com crayon e pastel de cera, sempre a partir de lugares ou pessoas visitados pelo artista. Segundo Jô Soares: "É um olhar sutil que enxerga beleza na anarquia".

O site apresenta os livros e a possibilidade de ouvir o texto em vez de lê-lo.


Começo da 9 de julho

Mas há uma maneira de se conciliar com o trânsito.
Encorporá-la numa paisagem mais ampla.
Para tanto, deve-se olhá-lo de longe.
Do alto de uma ponte, por exemplo.
De lá, pequena entre as linhas e as superfícies dos prédios,
uma avenida transforma-se num leito de rio.
No qual o fluxo dos carros desliza, suave.
Apartir deste instante, curta as mudanças de luz.

Vincenzo Scarpellini - Trânsitos

Valores
O menino que entrou no estúdio queria comprar uma obra.
Mas destacou que só dispunha de modestas economias.
A artista entendeu.
Avisou que não cobraria mais do que o menino tinha no bolso.
Por delicadeza, o menino não escolheu uma obra grande
e saiu sorrindo. Seu nome foi esquecido.
Conhece-se porém, o nome da artista.
Renina Katz, venerável gravurista paulistana.
Vincenzo Scarpellini - Vidas

Arte em Luto

O designer gráfico italiano Vincenzo Scarpellini, 41 anos, morreu neste sábado (15), às 11h30, em São Paulo. Ele estava internado no hospital Nove de Julho, onde se tratava de um câncer no estômago, diagnosticado há um ano.

No Brasil desde 1996, foi um dos responsáveis pela penúltima reforma gráfica da Folha, implementada em maio de 2000. Na época, ele classificou a renovação como uma "revolução silenciosa, porque atinge o âmago do jornal".

Em outubro daquele ano, começou a assinar, com Gilberto Dimenstein, a coluna "Urbanidade", no caderno Cotidiano, elaborando as ilustrações.

Scarpellini nasceu em Ascoli Piceno, na Itália. Formou-se em design e em jornalismo em Roma, onde deu aulas em uma universidade.

Sua experiência profissional na Itália tem como destaque a direção de arte do jornal "Il Manifesto", ligado à esquerda, de 1989 a 1995, com colaboração de Pier Giorgio Maoloni. Assinou também a direção de arte do suplemento "Suq", do mesmo jornal, de 1991 a 1995.

No Brasil, radicou-se inicialmente no rio, onde reformulou o projeto gráfico da revista "Manchete" (feito em conjunto com Carlo Rizzi). Em 1997, começou a fazer trabalhos em são Paulo.

Naquele ano, reformulou o design da revista "A&D", para a Editora Abril, e, em 1998, assinou o projeto gráfico da revista "Nova Beleza".

Ele é autor de "São Paulo - 2 Vidas", editado pela Ateliê em 2005. Escreveu também livros infantis, como "A Invasão dos Sons Espaciais" e "A Turma do Ponto" (com Mônica Rodrigues da Costa), pela editora Harbra.

Em 2002, apresentou no Conjunto cultural da Caixa "San Paolo, Cidade em Fuga", exposição composta de desenhos, óleos e um vídeo.

Em 2005, realizou a mostra "Nodi" (nós) no Palazzo dei Capitani, em Ascoli Piceno, com desenhos, óleos e cerâmicas. A exposição veio para São Paulo, na Caixa Cultural, em 2005.

Scarpellini deixa uma filha, Sophia, 2, e a mulher, Cláudia Marques. O corpo será cremado neste domingo, meio-dia, no crematório da Vila Alpina.


fonte: Folha Online

Parabéns pra você...


O panda Tai Chan, do Zoológico de Washington completou 1 aninho no dia 9 de julho. Ele adora ficar de barriga para cima.

Muito fofo! Dá vontade de levar para casa.


fonte: AFP/foto de Ann Batdorf

sábado, 15 de julho de 2006

Holanda celebra com arte o 400º aniversário de Rembrandt

A Holanda comemora neste fim de semana o 400º aniversário do nascimento de Rembrandt Van Rijn, o filho de um moleiro de Leiden que se transformou no maior nome da história da pintura holandesa.

A cidade natal de Rembrandt, onde nasceu em 15 de julho de 1606, será palco durante o fim de semana de um festival de música do século XVII, enquanto Amsterdã, a cidade que o artista escolheu para instalar seu estúdio, estreará neste sábado, um musical sobre a vida do artista do Século de Ouro.

Nesta produção, o pintor é apresentado como um lutador que sempre confiou na qualidade de seu trabalho, mesmo depois de ir à falência,
após a glória de seus primeiros anos na atual capital da Holanda, para a qual se mudou em 1631.

Os momentos de riqueza foram abaixo após a morte de sua esposa, Saskia Uylenburgh, com a qual se casou em 1634. A reputação social de Rembrandt se deteriorou, devido a suas relações com várias mulheres com as quais não era casado, algo muito mal visto pela burguesia puritana da época.

Por causa dessa vida considerada libertina, os grandes senhores para os quais Rembrant trabalhava deixaram de encomendar-lhe quadros, o que, junto com os hábitos perdulários do artista, acabaram levando-lhe à falência.

Recriando a época à perfeição, o musical mostra o declive econômico do autor de "A Ronda da Noite" (1642).

Os últimos anos da vida de Rembrandt dão ao musical um tom dramático, em meio à epidemia de peste que atingiu a Europa em 1663 e que tirou a vida de sua esposa Hendrickje Stoffels, e de seu filho Tito.

Inauguradas pela rainha Beatrix em 15 de dezembro, as atividades culturais por ocasião do "ano Rembrandt" se prolongarão até fevereiro de 2007.

Nessa data será encerrada a exposição "O Rembrandt judeu", que poderá ser vista a partir de novembro.

Esta exposição tenta documentar com obras e documentos o porquê do pintor holandês ser descrito em diversas ocasiões como um artista judeu, mesmo sem sê-lo.



fonte: Agencia EFE
foto: cena do espetáculo com os atores Wieneck Remmers e Henk Poort, que representam o casal Rembrandt com o retrato de sua esposa ao fundo



sexta-feira, 14 de julho de 2006

SP Fashion Week

Sempre que mostro alguma coisa de que gosto, como alguns modelos de carros, mesmo pedindo, ninguém me atende. Ainda não entendi porquê.



Desta vez não peço nada a ninguém, mas desejo do fundo do meu coração, esses pedacinhos de roupiticha super fashion para mim. Essa semana, ando muito a fim de curtir meu lado fútil e necessário.


O site diz que a coleção da "Água de Coco mostra sua estamparia baseada nos tradicionais azulejos portugueses. Baseada, as estampas estão uma "coisa"!!!



E um bom fim de semana a todos nós, com muita serenidade. Vamos "vibrar" todos num único pensamento de muita positividade para alcançarmos nossa paz interior. Merecemos. Que assim seja!


fonte: UOL Estilo
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