quarta-feira, 31 de maio de 2006

Filosofando: "Como surge uma idéia ?"

Batwoman vai retornar como lésbica

A heroína Batwoman vai reaparecer como uma socialite lésbica que namora uma policial nas revistas em quadrinhos 52, da DC Comics, de acordo com um porta-voz da editora.

Tenho um pequeno trauma: meus primos se fantasiaram no Carnaval, quando éramos pequenos, de Batman e Robin - um Robin que usava fraldas - a minha, foi uma índia americana lindíssima, machadinha na mão, com tranças falsas, porque meu cabelo ainda era ralo para a idade.

Gostei, mas não pude me fantasiar de Batwoman. acho que mamãe devia achar a fantasia muito sem graça para a época.

Fiquem sabendo que mesmo sendo pequena, queria ser como a Batwoman, não consigo entender até hoje como em tão tenra idade achava sempre o Batman um "bundão" - desculpem-me, não encontro palavra melhor - quando ela entrava em cena.

Kathy Kane, o "verdadeiro" nome da Batwoman, tinha sido assassinada pela Liga dos Assassinos e o Tigre de Bronze em uma revistinha de setembro de 1979, mas voltará com uma mulher rica e refinada.

Na 52, ela vai reaparecer como uma lésbica que tem um romance com a ex-detetive Renee Montoya. No mundo dessa revista americana, super-heróis tradicionais como Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha já não existem.

A nova encarnação da Batmulher é mais um dos personagens de etnia e sexualidade variada que vêm entrando nas histórias da DC Comics.

Entre eles está o adolescente mexicano Besouro Azul, que substitui o antigo Besouro Branco, e os Great Ten, um grupo de super-heróis chineses patrocinados pelo governo.

Outros velhos conhecidos dos aficcionados dos quadrinhos, como o Firestorm e O Átomo, voltaram às histórias como um negro e um asiático, respectivamente.

E como surgiu essa idéia? Se ela será lésbica, vejo minha fantasia infantil de ser poderosa, sepultada. Alegria de umas, tristezas de outras. C'est la vie!


fonte: BBC Brasil

terça-feira, 30 de maio de 2006


O Corpo Exige


Presto distraída atenção ao meu corpo.
O que me pede, eu faço.
Às vezes, não entendo logo suas ordens, mas
cedo sempre.
Me achego a ele e indago:
-O que queres? Ah, é isso? Então, concedo.
Sempre que eu resisti
um de nós saiu-se mal.

Nas 24 horas do dia, ele pede,
e quando cala, fala
num discurso de sonhos
que me abala.

Ele sabe. Eu sei que ele sabe,
e sabe antes de mim, e nele
eu sei dobrado, sou um-e-dois
como os dois cortes de um sabre.


Affonso Romano de Sant'Anna
foto: Amare


"Que importa o sentido se tudo vibra?"


minha voz
não chega aos teus ouvidos

meu silêncio
não toca teus sentidos

sinto muito
mas isso é tudo que sinto


Alice Ruiz
foto:Amare



Plano


Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.


Nuno Júdice

Dia/Noite


Nos olhos que olham
Nas sombras da noite
Verás os meus olhos.
Nas mãos que pressentes
Quando anseias um abraço
Sentirás as minhas.
Estarei mais presente
Ausente, nas sombras da noite
Que as mãos que tocas
Os olhos que olhas
Na claridade crua do dia.


Encandescente
foto:Fujita


Bilhete


Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...


Mário Quintana
foto: Ralph Man


segunda-feira, 29 de maio de 2006

Professora brasileira é premiada pela Unesco

A nossa Flor de Lótus


A professora Lea Cruz Fagundes será premiada por usar a web para estimular alunos com problemas de aprendizado.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco, pela sigla em inglês) faz 60 anos em 2006 e para isso premiará personalidades em todos os países membros que desenvolveram projetos nas áreas de atuação da organização. No Brasil cinco pessoas foram escolhidas, entre elas, a professora Lea Cruz Fagundes, especialista em educação e incentivo à pesquisa.

Lea Fagundes foi premiada por desenvolver um novo método de aprendizagem baseado na inclusão digital. Segundo a professora, sua pesquisa se estruturou na busca de soluções para os problemas de aprendizagem de crianças que estudam em escolas públicas.

Ela afirma que as crianças das escolas públicas têm dificuldade em aprender devido aos problemas sociais a que são submetidas, e que isso pode comprometer a inteligência e o raciocínio dos estudantes.

No entanto, a professora diz que apesar disso, elas têm um grande potencial. "A escola precisa aprender a tratar disso porque a diferença está no sofrimento social", afirma. O estudo, foi pesquisar se o computador e a internet poderiam ser meios eficientes de ajuda aos alunos na obtenção de um bom desempenho na escola.

Lea Cruz Fagundes descobriu que com o uso dessas tecnologias o desenvolvimento das crianças é muito favorecido. "Essas crianças apresentaram um talento que nem a gente imaginava. Além disso, acabou o fracasso. As crianças conseguem inclusive superar as suas dificuldades", explica.

O prêmio será entregue em 7 de junho em cerimônia no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília.

n.r.: há uns dias atrás, Morganashiva no seu blog Raios de Lua falava sobre a Flor de Lótus e começava assim:
“O supraconsciente é o verdadeiro fundamento, e não o subconsciente. Não é analisando-se os segredos da lama de onde nasce a flor do lótus que explicamos sua existência. O segredo da flor do lótus está no arquétipo divino que floresce para sempre nas alturas, na luz”.
(Sri Aurobindo)

E concluía da seguinte maneira:
"Observar o que há de melhor no ser humano. Buscar a luz que se encontra em cada ser. Apreciar as mais belas obras de arte – tanto as feitas por Deus quanto as feitas pelos homens. Procurar incessantemente a verdade, viver honestamente, amar a sabedoria – caminhos que conduzem ao Divino.

Buscar a flor do lótus, sempre."



fonte: IDG NOW e blog "Raios de Lua"

Musicoterapia

Estudo afirma que música pode reduzir a dor crônica


Uma pesquisa feita nos Estados Unidos confirmou que ouvir música pode ter um efeito positivo sobre pessoas que sofrem de dores crônicas. A equipe de pesquisadores testou os efeitos de música em 60 pacientes que há anos sofriam de dores crônicas.

De acordo com o estudo, divulgado pela publicação especializada Journal of Advanced Nursing, a redução dos níveis de dor daqueles que ouviam música foi 21% superior do que a dos que não ouviam. O índice dos que sentiam depressão em decorrência da dor crônica também diminuiu 25%, enquanto que o índice dos que não escutavam música com regularidade permaneceu inalterado.

Os participantes da pesquisa foram pessoas que que vinham sofrendo de condições como osteoartrite, problemas de disco e artrite reumática há mais de seis anos.

A maior parte dos pesquisados relatou que a dor atingia mais de uma parte de seus corpos e era contínua. Dentre eles, algums ouviam música através de fones de ouvido durante uma hora por dia, enquanto que o restante não compartilhava do mesmo hábito.

Entre os que ouviam música, metade era capaz de escolher suas músicas favoritas e os demais podiam escolher a partir de uma lista de cinco fitas relaxantes oferecidas pelos pesquisadores.

"Nossas conclusões mostraram que ouvir música tinha um efeito estatístico considerável nos dois grupos, reduzindo sensações de dor, depressão e incapacidade e aumentando sensações de poder. Portanto, qualquer coisa capaz de aliviar a dor é bem-vinda", afirma a dra Sandra Siedlkecki, da Cleveland Clinic Foundation, instituição por trás do estudo.

Uma pesquisa anterior publicada na mesma revista que divulgou o recente estudo já havia revelado que ouvir música suave durante 45 minutos antes de dormir pode aumentar o sono em até um terço.

n.r.: Acho que o estudo faz sentido. Ouvir música sempre dá prazer, a não ser que nos obriguem a ouvir música de elevador por muito tempo. A notícia não comenta se houve diferença entre os que ouviam suas músicas preferidas dos que ouviam a partir de uma lista. Tem de ter havido.

Acredito que haja controvérsias quanto a dormir melhor ouvindo música suave. Já desmaiei de sono, com fones de ouvido, ouvindo música naaaaada suave e altíssima. Acho que foi puro prazer musical.

Além disso, as plantas "agradecem".


fonte: BBC Brasil

sábado, 27 de maio de 2006


Aula de pintura


enquanto enrubesço
me ensina a pintar com o corpo
me ensina a perder os medos
e a poder sujar as pontas dos dedos
as unhas e as palmas das mãos
nas tintas de todas as cores
enquanto enrubesço em vinho tinto
sê meu mestre
amor


Cyana Leahy-Dios
Amadeo Modigliani, "Reclining Nude,1919"

[do Livro das Horas do Meio, 1999, Sette Letras]
[Pintor e escultor italiano (1884-1920) - Expressionismo]

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Os Habsburgos recuperam o seu castelo

"Castelo de Drácula"

A Romênia devolveu nesta sexta-feira uma fortaleza medieval conhecida como o "Castelo de Drácula" a seus proprietários de antes da Segunda Guerra Mundial, a ex-família real dos Habsburgos, expulsos da região pelos comunistas quase 60 anos atrás.

Encravado na floresta aos pés dos Cárpatos, o Castelo Bran é um dos imóveis de maior valor do patrimônio real devolvido pelo governo romeno, segundo prevê a conturbada lei de restituição do país.

A entrega do castelo, que acontece depois de uma batalha judicial de cinco anos, alimenta as esperanças de muitos romenos que ainda desejam reaver suas casas, fábricas e terras perdidas para os fascistas durante a guerra e para os comunistas que passaram a dominar o país depois dos conflitos.

"Não consigo acreditar que isso está realmente acontecendo. Fiquei todo arrepiado. Esse era meu lar e eu não estive no castelo desde 1948", disse à Reuters Dominic von Habsburg, herdeiro do rei Ferdinand e da rainha Maria.

"Essa foi uma estrada bastante longa e demorada. Todos desejam voltar para casa algum dia", afirmou enquanto seguia para uma cerimônia de restituição no castelo em Bran. Dominic von Habsburg é um arquiteto de 69 anos que trabalha em Nova York.


Transformada em um museu, a maior atração turística da Romênia - um país pobre banhado pelo mar Negro e que espera ingressar na União Européia (UE) no próximo ano - foi construída no século 14 para proteger a cidade de Brasov dos ataques dos turcos otomanos.

Torres pontiagudas e uma localização remota renderam ao castelo seu apelido famoso - o local é cenário perfeito para um filme de terror. Mas a construção nunca foi parte do romance "Drácula", de Bram Stoker, apesar de o famoso dirigente da Romênia do século 15, Vlad Tepes, ou Vlad, o Empalador, cuja vida inspirou o livro, poder ter passado rapidamente pela região.

"Este é um momento de justiça e um momento de cultura", afirmou o ministro da Cultura do país, Adrian Iorgulescu, a membros da família Habsburgo, repórteres e curiosos.


fonte: Reuters


Impressão 1


Um anjo que amo
quando seu perfume se fixa
e protege,
cravando em nós
os fogos olhos de pureza.

Nele tenho a impressão que
é ou estou
na sua sombra fresca.

Que fica
na copa das árvores violentadas
ou
no bizarro
de um homem mau.


Nestor Lampros
Raphael (Raffaelo Sanzio), "Dama con il liocorno", ca.1505

[Pintor italiano (1483-1520), Renascimento - 1a. fase]

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Astronauta brasileiro pede aposentadoria

Que país é este?

Para início de conversa, vou começar plagiando - no meu subtítulo - o título de um dos post do meu amigo blogueiro Carlos do "Beco dos Bytes". Porque o que eu li hoje parece piada, mas é coisa séria.

Marcelo Leite é jornalista, colunista da Folha de S.Paulo e autor do livro "Amazônia, Terra com Futuro" (Ed. Ática). Seu site é o "CIÊNCIA EM DIA - Coisas vistas e malvistas no mundo da pesquisa, com lupa especial para biotecnologias e ecologias". O assunto que me chamou a atenção no site do Marcelo, foi saber do pedido de aposentadoria pelo nosso primeiro e provavelmente, o único por muitos anos, astronauta brasileiro a fazer uma viagem espacial. E vou logo concordando com o Marcelo: não me surpreendi.

A privataria do Pontes

"Leio no Estadão que o astronauta tupiniquim cansou da vida de milico e pediu para passar para a reserva. A reportagem de Lígia Formenti e Tânia Monteiro diz que assim ele poderá cobrar por palestras:

A decisão caiu como um balde de água fria entre os defensores da viagem de Pontes ao espaço, principalmente a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Todos imaginavam que, depois da missão que custou ao País US$ 10 milhões, o astronauta atuaria como garoto propaganda do programa espacial e em favor da divulgação científica.

Surpreso? Eu não estou. Primeiro, porque desde muito cedo opinei que a viagem de Pontes era uma aventura inútil (...) Depois, porque já havia parado uns poucos minutos em seu site (Marcos Pontes), o bastante para perceber certa inclinação argentária.

Só modificaria, talvez, o título da coluna em que alvejei pela primeira vez o passeio do moço empreendedor: em vez de "Brincando de astronauta", preferiria agora "Investindo no astronauta". (...)


quarta-feira, 24 de maio de 2006

"Degas - O Universo de um Artista", Masp - S.Paulo

Degas foi a ponte entre o estático e o movimento. Sua constante procura era o segredo do movimento, o movimento da vida, em constante observação. A mostra "Degas - O Universo de um Artista" tem cerca de 200 obras do francês Hilaire Germain Edgar de Gas (1834-1917), o filho de um banqueiro que ficou a ser conhecido na história da arte apenas como Degas.

"Arabesque sobre a perna direita com braços em linha"

O Masp é um dos únicos museus do mundo a contar com a série completa das 73 bailarinas - o D'Orsay, o Metropolitan de Nova York e o Carlsberg Glyptotek, em Copenhague, são os outros.

Romaric Surgel Büel, francês radicado no Rio, um dos curadores da mostra, utiliza as duas idéias como norte de uma exposição que, indubitavelmente, tem como destaque as 73 esculturas de bronze que representam bailarinas. Embora seja uma das preciosidades do acervo, o conjunto raramente é exposto no museu.

"Bailarina de quatorze anos", escultura de 1880

Degas apenas apresentou em vida uma dessas obras: a "Bailarina de 14 Anos", ainda em molde em cera, mas com saia, corpete e uma peruca. "Ele queria aproximar a escultura do cotidiano com o uso desses materiais, mas foi bastante criticado ao exibi-la", afirma Ana Magalhães, especialista na obra do francês e consultora da mostra. A série foi fundida em bronze de 1919 a 1932, após a morte do seu autor.

O universo de Degas são os bastidores, os ensaios das bailarinas, onde o movimento era constante, desde um olhar para a sapatilha à arrumação do cabelo da bailarina. E o curador Büel descreve bem as inovações de Degas.

"Ele retrata pessoas comuns, como cantoras de cabaré, passadeiras, jóqueis, freqüentadores de bares e bordéis. Também os coloca em ambientes que prenunciam o mundo do século 20, como as chaminés industriais de "Cavalheiros Antes da Partida". Faz a ponte do impressionismo para a modernidade", avalia Büel. Organizador de salões impressionistas, admira e é influenciado por alguns colegas de movimento - em "Princesa Pauline de Metternich", o fundo da tela com motivos orientais o aproxima de Van Gogh, por exemplo. Mas Degas é peculiar por sua habilidade em retratar cenas com movimento.

"Seu olhar é como o de uma câmera fotográfica. Ele congela e reproduz o movimento das figuras com grande apuro. Não à toa também se interessou pela nascente arte fotográfica", diz Büel. Nesse ponto, as bailarinas foram inspiração constante para a observação de Degas. Algumas telas presentes na mostra, como "Dançarinas de Balé" e "Dançarinas Amarelas", evidenciam a obsessão e o talento do artista frente ao movimento. Cavalos também serão outra fonte de inspiração de suas telas, em preocupações plásticas que o aproximam dos precursores do cinema, como Eadweard Muybridge (1830-1904).
"Dançarinas de Ballet"

Todas essas inovações não fizeram de Degas um detrator de obras clássicas. Admirava Ingres (1780-1867) e, quando o mestre neoclássico lhe disse para sempre pintar de memória, seguiu o conselho durante sua trajetória.

"Ao contrário dos impressionistas, que adoravam pintar ao ar livre, Degas era um artista de ateliê. Seu fascínio por Ingres era tão grande que, quando já estava cego, pediu para tatear uma tela do pintor que pertencia à sua coleção", conta Büel. O apreço por obras clássicas e de contemporâneos fez de Degas um grande colecionador. Alguns de seus artistas preferidos têm telas no Masp, como Anthony van Dyck (1599-1641), cujo "Retrato da Marquesa Lomellini, com os Filhos em Oração", faz par com seu "Estudo de Mãos".

Degas - O Universo de um Artista
» Onde: Masp
Av. Paulista, 1.578 - S.Paulo

» Quando: das 11h às 18h (bilheteria fecha às 17h)
de terça a domingo
» Quanto: R$ 7 a R$ 15
» Informações: (11) 3251-5644


n.r.: prestem atenção! Desta vez a entrada não é gratuita.


fonte: Folha de S.Paulo

Esqueleto completo de Mamute descoberto na Sibéria

Pescadores da Sibéria descobriram o esqueleto completo de um mamute, uma descoberta descrita como bastante rara por especialistas russos.

Os restos apareceram quando as águas de uma enchente baixaram, na região de Krasnoyarsk, na Rússia. A espinha dorsal do mamute, os dentes, o crânio, os dentes e as presas sobreviveram intactos. O animal parece ter morrido aos 50 anos de idade.

Os mamutes viveram na África, Europa, Ásia e América do Norte entre 1,6 milhões de anos e 10 mil anos atrás, durante o período Pleistocênico (Período Glacial Pleistocênico também conhecido por Idade do Gelo). Muito parecido com o elefante de nossa época, estes animais possuiam tromba e presas de marfim encurvadas que podiam atingir cinco metros de comprimento, a diferença é que tinham o corpo coberto de pelo. Foram a principal fonte de alimentação do homem na Pré-história.

Alexander Kerzhayev, o vice-diretor do museu na pequena cidade de Novoselovo, afirma que esta é a descoberta mais significativa da qual ele tem lembrança. "Isso acontece muito raramente", disse ele à BBC. "Estou nesta região há 14 anos e esta é a primeira vez. Os ossos, normalmente estão espalhados por uma área ampla". Mas apesar da importância da descoberta, há alguns problemas.

Kerzhayev afirma que seu museu não tem nem o equipamento nem o dinheiro para escavar a descoberta. No momento, sua melhor opção pode ser remover apenas partes do esqueleto. Kerzhayev admite que seria uma pena simplesmente deixar o mamute onde está, à beira do reservatório, mas ele disse que "ninguém parece se importar".

Historicamente, a Sibéria tem sido uma rica fonte de fósseis pré-históricos.

Alguns especialistas agora sugerem que as mudanças climáticas estão levando a descobertas que poderiam ter ficado escondidas no subsolo congelado.


fonte: BBC e Wikipédia

Doe Sangue ao HEMORIO

Entre em contacto com o HEMORIO

Se você possui sangue do tipo "O-" ou "A+", entre em contacto com o DISQUE SANGUE: 0800-2820708 para maiores informações ou se dirija ao local. No momento, estes são os tipos de sangue em falta no HEMORIO. Mas se você tem algum tempo livre e seu tipo de sangue não é nenhum dos que são mais necessários no momento, é possível também fazer a doação de sangue. Através desde número de telefone é possível agendar a sua doação. Seu sangue pode salvar vidas.

Doar sangue é seguro e quem doa uma vez, não é obrigado a doar sempre. No entanto, é muito importante que pessoas saudáveis doem regularmente. Se você quer ser um doador voluntário de sangue, no HEMORIO ou no site encontram-se informações mais detalhadas.

Todos os dias do ano, a doação de sangue no HEMORIO funciona de 2º feira à domingo, inclusive feriados, de 7 às 18 horas. Você pode também agendar sua doação - ligue DISQUE SANGUE - 0800-2820708, ou visite o site: Hemorio http://www.hemorio.rj.gov.br/


Rua Frei Caneca, 8 - CENTRO - Rio de Janeiro (próximo ao Campo de Santana)
Não se esqueça que o número do DISQUE SANGUE - 0800-2820708, é gratuito.

Doar sangue é seguro. Pense nisso. Participe!

terça-feira, 23 de maio de 2006

E tudo acaba como ?

Em samba ou pizza ... siriguidum, squidum-dum-dum

E em Weggis, na distante Suíça: samba e mulatas inauguravam o campo de treino do Brasil. Neguinho da Beija-Flor e bateristas suíços inauguraram nesta terça-feira o Estádio Thermoplan, arena que abrigará parte dos treinamentos da seleção brasileira antes da Copa do Mundo.

Senhoras suíças acompanham o desfile de inauguração Estádio Thermoplan, em Weggis.
"felicíssimas e impressionadíssimas ao descobrir que sambar, esquenta!"

O complexo, um velho campo de futebol da liga amadora, foi substituído por um estádio para cinco mil pessoas, com grama importada da Holanda. O custo da obra: US$ 1,5 milhão.

Desfile marcou a inauguração do campo onde o Brasil treinará em Weggis
"Aposto meu passaporte que esta porta-bandeira é do Grupo Brasiléia. A roupa que a porta-bandeira de uma escola de samba usa na "Avenida" é realmente majestosa; seria algo que valeria a pena mostrar aos suíços. Que pena!"

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) optou por Weggis em troca de US$ 2 milhões, pagos pela Attaro, uma empresa de marketing esportivo que, em troca, tem o direito de explorar comercialmente os treinos e amistosos da equipe.

A festa começou às 19h com discurso dos organizadores e danças típicas da Suíça. Poucos torcedores compareceram ao evento, que foi atrapalhado por uma fina garoa. Na seqüência, muita música brasileira.

Principal intérprete da tradicional escola Beija-Flor, do Rio de Janeiro, Neguinho cantou um samba em homenagem à seleção brasileira e fez das dependências do estádio uma avenida improvisada.

Os brasileiros que moram e trabalham na cidade se entusiasmaram com a presença do cantor, que distribuiu acenos e risos, além do bordão: "olha a Beija-Flor ai, gente!", às vezes adaptado: "olha a seleção aí, gente!".

Impressionados e ligeiramente assustados com a fartura de mulatas - todas muito à vontade - e o som da bateria, os suíços apenas observavam. Alguns arriscavam passos, mas desistiam ao conferir o molejo das brasileiras. "Foi uma maravilha, um orgulho para mim", disse Neguinho. "A bateria, formada apenas por suíços, é nota 11", continuou empolgado.

Um dos músicos, que não se identificou, disse em inglês que, apesar de não ser carioca, se esforça para tocar como um brasileiro. "Ainda vou para o Rio", projetou. Neguinho deu um beijo no companheiro de samba. Cerca de quarenta ritimistas do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Sambrasiléa, composto por suíços e brasileiros, completaram a festa.

Fã de futebol, o cantor aposta no hexacampeonato e acredita que o Brasil irá derrotar a anfitriã Alemanha na grande decisão. "Seria lindo ganhar o título na casa deles. Jamais esqueceríamos essa".

Sambistas beijam réplica da taça da Copa do Mundo

O Brasil começa a treinar no Estádio Thermoplan nesta quarta-feira. Todos os ingressos já foram vendidos, e o técnico Carlos Alberto Parreira conta com o apoio do público para embalar a seleção. "O carinho do povo suíço, até agora, tem sido muito positivo. Esperamos que continue assim".

n.r.: as descrições das fotos na cor laranja, são de inteira responsabilidade do site referido como fonte. Eu não tenho nada a ver com o assunto. Que fique bem claro!


fonte: UOL

"Arte de Cuba", CCBB - R.J.

Depois de temporada em São Paulo, a exposição "Arte de Cuba" está no CCBB do Rio com cinco obras a mais, sendo duas delas inéditas.


"Dos mujeres y un paisaje", de Victor Manu

São exibidos pela primeira vez "Tengo" (2005), vídeo de José Toirac, baseado num poema que exalta a Revolução Cubana, e "Noches negras, noches blancas y la babushka orgullosa" (2005), vídeo-instalação composta por Carlos Gairacoa após sua primeira visita a Moscou, no ano passado.


"Noches negras, noches blancas y la babushka orgullosa" (2005)


A exposição trata da arte cubana desde o século 20, com mais de cem obras assinadas por 61 artistas.

ARTE DE CUBA
» Onde: Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66, Centro
» Quando: De 16/5 a 16/7,
de terça a domingo, das 10h às 21h
» Quanto: entrada franca
» Informações: (21) 3808-2020

fonte: UOL

segunda-feira, 22 de maio de 2006


Letra:Ferida Exposta ao Tempo


É forçoso dizer que me faz falta
o poema que existe e nunca li,
como se alhures
brotassem coisas que não vi
e que distantes,
carentes,
dependessem de mim.
Algo como se o intocado fosse a sinfonia
inacabada, mais:rasgada
como o quadro nunca esboçado, perdido
na abatida mão do artista.

O ausente
é uma planta
que na distância se arvora
e é tão presente
quando o passado que aflora.

E a literatura, mais que avenida ou praça
por onde cavalga a glória, é um monumento,
sim, de dúbia estória: granito e rima,
alegoria ao vento, lugar onde carentes
e arrogantes
cravamos nosso nome de turista:
-estive aqui, desamado,
riscando a pedra e o tempo
expondo meu sangue e nome
com o coração trespassado.


Affonso Romano de Sant'Anna
Édouard Manet, "Clair de Lune Sur le Port de Boulogne"


[Realismo e Impressionismo - Pintor Francês (1832-1883)]
[Este poema foi recitado na voz de Tônia Carrero no CD "Affonso Romano de Sant'Anna por Tônia Carrero" da Coleção "Poesia Falada"]



Mistério


O mistério começa do joelho para cima.
O mistério começa do umbigo para baixo
e nunca termina.


Affonso Romano de Sant'Anna
Paul Delaroche, "Jeune Martyre"


[Simbolismo - Pintor francês (1797-1856) ]
[Este poema foi recitado na voz de Tônia Carrero no CD "Affonso Romano de Sant'Anna por Tônia Carrero" da Coleção "Poesia Falada"]

"Eternas Vítimas da Sociedade", o filme

Heloísa Helena é contra a tese de que a responsabilidade pela violência é de todos.

A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) contestou, na manhã desta sexta-feira, o entendimento, compartilhado por várias autoridades, de que a violência que agitou São Paulo nos últimos dias é de responsabilidade de toda a sociedade brasileira.



- Não é justa nem correta a generalização da responsabilidade. É muito cômodo isso, mas quando se generaliza a responsabilidade, acaba ninguém assumindo. Portanto, não assumo essa responsabilidade. Não fui omissa, nem cúmplice. Fiz as cobranças necessárias e apresentei propostas concretas. Muitos defeitos eu tenho, mas não o da omissão e da cumplicidade. Essa carapuça não ponho - protestou.


n.r.: Grazie a Dio!!! Desde que me conheço por gente, acreditava que em algum dia da minha vida, ouviria um ser humano inteligente, abrir a boca contra esta frase-feita, imbecil, hipócrita e paralisante que sempre tentaram nos impingir. Subscrevo e assino embaixo!!!


fonte: Globo Online

David Cronenberg no Festival de Cannes

Cineasta David Cronenberg ganha prêmio pelo conjunto da obra em Cannes

O cineasta David Cronenberg, diretor do filme "A mosca", ganhou um prêmio pelo conjunto da obra e pela sua importância no cinema. O nome do prêmio é título de um filme de Jean Renoir, ''Le carrosse d'or''. Cronenberg agradeceu a Cannes pela homenagem e disse estar muito orgulhoso por receber um prêmio dessa categoria, pois o fez se sentir próximo ao mestre Renoir.

- Gostaria de fazer uma previsão apocalíptica sobre o futuro do cinema mas diante dos filmes que estão aqui, não sou capaz - declarou.


fonte: Globo Online

Humor: Péssimo

Estou virada do avesso. Estou insuportável. Vou postando até o mau humor passar.

Não atenderei a nenhum telefonema. Nem de casa, nem do escritório, nem do celular. Deixem mensagens, estou "em secretária eletrônica". Sinto muito, mas hoje sou a antipatia personificada.


fonte: de mim mesma

domingo, 21 de maio de 2006

Melancolia

Não foi sem motivo - foi por um baita desânimo - que não comentei sobre o terror qua aconteceu há uma semana. Dá uma imensa tristeza ver a cidade que não pára, como é conhecida São Paulo, ficar refém do terror, parecia que assitia pela TV à uma guerra civil. Pessoas assassinadas viravam números que iam se atualizando pelos meios de comunicação.

No meio do susto, me atravessava uma melancolia por ouvir os discursos habituais de vários representantes do Estado e especialistas em violência urbana. Estes, que sempre sabem tudo o que deveria e poderia ter sido feito por governos anteriores ao longo de muitos anos, como transformações na educação de nossas crianças, projetos disso e daquilo e blá-blá-blá. Enquanto isso, soluções que precisariam ser imediatamente tomadas, tal qual estratégia de guerra, ficavam para ser negociadas em outra hora, e mais pessoas continuavam sendo números, a cada momento que crescia a quantidade de mortos. Enquanto todo esse horror acontecia ao mesmo tempo, o Sr. Governador do Estado de São Paulo aparecia para dar entrevistas comunicando que tinha a situação sob controle e sob o controle da polícia de São Paulo. A mesma que ia caindo morta a cada esquina. Ah, só como "detalhe", o domingo da matança foi O Dia das Mães aqui no Brasil.

É muito chato ficar falando de mortes. É cansativo viver falando mal, dia sim dia não dos governos. É insuportável estar sempre reclamando e olhando o tal lado negativo da "vida". Mas, talvez, quem sabe? Pura suposição minha. Acho que essa melancolia que provavelmente já toma conta do nosso inconsciente coletivo, levou Martha Medeiros, que escreve na Revista do Globo aos domingos, a ter a idéia de um texto super bacana que resolvi publicar aqui.


As coisas que importam


"No mesmo dia em que o Parreira anunciava a lista de convocados para a Copa, os jornais totalizavam 86 mortos nos ataques a policiais em São Paulo e 66 ônibus urbanos queimados. Como escrevo esta coluna com quase uma semana de antecedência, os números podem estar muito aquém do total atualizado, mas são assustadores igualmente.
Então Rogério Ceni vai à Alemanha ficar na reserva do gol no lugar de Marcos e o Brasil é atacado por criminosos que dão ordens de dentro das penitenciárias, por celular. Um Brasil em busca de vitória, outro Brasil insuportavelmente derrotado. E o pior é que estamos perdendo pra gente mesmo.
Eu, que sempre gostei de futebol, desta vez não estou ligando a mínima para o Mundial. Não há gol que vá me tirar esta sensação de humilhação, de vergonha e de desânimo diante da situação em que nos encontramos. Qual é a nossa estratégia para vencer, para sermos campeões em alguma coisa que não seja no esporte? Não existe. Não há um Ronaldinho Gaúcho no Planalto. Não há um Kaká no Congresso. Não há craques que possam nos dar alguma esperança de sair deste atoleiro, desta zona do rebaixamento moral e ético.
De quatro em quatro anos, apostamos todas as nossas afichas nas palavrinhas "penta", "hexa", na ilusão de que elas nos façam sentir um pouquinho invencíveis, grandes em alguma coisa. Mas a barra anda tão pesada lá fora que não vou esperar que meia dúzia de jogos me reconciliem com o país. Melhor apostar imediatamente nas coisas que nunca nos desapontam. Nas coisas que importam.

O sol nasce no lado esquerdo do meu apartamento e entra pela minha janela. Minha filha mais moça leva uma foto minha dentro da mochila. Meu pai me deu um disco de Schubert que o emociona muito, sinal de que ele quer dividir sua emoção comigo. Tenho uma foto no meu escritório em que estou abraçada a uma amiga que mora na Suíça e a saudade é boa.
Água é a melhor bebida que existe. Fazer as pazes com quem a gente ama faz o coração relaxar. O mar é sempre bonito, esteja azul ou cinza, calmo ou agitado. Minha mãe ainda vive. Minha filha mais velha está apaixonada pela primeira vez. Solidão não é ausência de nada, é só a presença intensa de nós mesmos. A dois centímetros da minha boca, sei que ele vai me beijar.
Hoje dormi sem nenhum sobressalto. Andar de pés descalços na areia é melhor que massagem. Sublinhei diversas passagens de um livro que me capturou sem piedade. E um filme me mostrou que o desespero também tem a sua poesia. Amanhã vou comer peixe. Ainda lembro de quando eu era pequena e tinha medo de que tudo desse errado, mas não deu. Ainda estou aqui.
O amor ainda tem o poder de de unir duas pessoas que não se conhecem. Eu escuto música. O telefone me traz a voz dos amigos. O sofá da sala é confortável. Eu ando de meias pela casa. Um cálice de vinho tinto é obrigatório. Tenho muito tempo livre: todo o nosso tempo é livre. A lua fica cheia uma vez por mês. Tomo banho de sol da janela do meu quarto. Aquele mesmo sol que entra pelo lado esquerdo do meu apartamento.
Me rendo ao que parece pequeno, mas invencível. Só mesmo um pouco de ternura para neutralizar tanta violência.


E-mail: martha.medeiros@oglobo.com.br

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Mostra em Londres revela "segredos" do Surrealismo

A Hayward Gallery (www.hayward.org.uk), em Londres, está inaugurando a exposição "Undercover Surrealism - Picasso, Miró, Masson and the vision of Georges Bataille" de 11 de maio a 30 de julho, que apresenta 200 objetos reproduzidos na revista radical francesa Documents e tenta oferecer um novo olhar sobre trabalhos de grandes artistas.

Entre várias informações, revelações sobre a visão de Georges Bataille e sua revista Documents são ainda mais interessantes. "Paris no final dos anos 20 era o coração artístico e intelectual da Europa. O Surrealismo era o movimento de vanguarda dominante ao mesmo tempo em que o jazz surgia. Um novo mundo cultural estava sendo criado. A revista Documents de Georges Bataille que foi publicada de 1929 a 1930 e enfrentava esse momento intelectual e artístico, batendo de frente com o movimento Surrealista, com questionamentos radicais aos valores do Ocidente, ao que era primitivo e ritual, à cultura popular. Documents justapôs arte, etnografia, arqueologia e cultura popular de tal forma que as noções de "primitivo" e "imaginário" foram subvertidos".


"
Entre as obras expostas na Hayward está "Homenagem a Picasso", publicada no meio do ano de 1930. Pablo Picasso foi o único artista a ter um exemplar inteiro da revista Documents dedicado ao seu trabalho.

Serão expostos na Hayward dez desenhos e pinturas do mestre. Entre elas "As Três Dançarinas", de 1925. A revista Documents apresentava lado a lado intelectuais, acadêmicos e pintores como Picasso, Joan Miró (obra "Composição", de 1930) ou escultores como Alberto Giacometti e intelectuais como Claude Lévi-Strauss.

Segundo Pablo Picasso, "A arte é uma mentira que nos faz perceber a verdade". Vale lembrar que Picasso foi um dos criadores do Cubismo, juntamente com o pintor francês Georges Braque, um movimento que tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto em um mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas.


fonte: BBC Brasil, Wikipédia e Hayward Gallery

Baaarça!


Não sou fanática por futebol, gosto como qualquer outro esporte. Quanto à esportes, fui "criada dentro" do Fluminense, representei o clube algumas vezes, e só. Nenhuma paixão.

Há uns dez anos - mais ou menos - passei a sentir uma simpatia pelo Barcelona, o Barça. Como comecou? Não faço a mínima idéia. Mas tenho consciência que teve a ver com uma percepção minha quanto ao espírito da equipe - quando casualmente assistia algum jogo -, que sempre demonstrava a vontade de vencer, parecia que davam "o sangue" por isso. Como se diz por aí:" vestiam a camisa". Foi esse algo mais que me contagiou.

Ontem, sem saber muito bem qual era o título que o Barcelona e o Arsenal disputavam, lá pelos 20 minutos do primeiro tempo, fui assistir ao jogo. E daí não desgrudei mais. Colei, em frente da televisão. Amei! Sentia uma energia boa. Demais!

E deu Barça!


quarta-feira, 17 de maio de 2006

Como pode ser bom - um dia ou outro -, morar na cidade do Rio de Janeiro

Parte deste post é exatamente igual ao do dia 29/03. A diferença é que a mostra "Luz e Sombra na Pintura Italiana" se encontra desde o início desta semana no Paço Imperial, Rio de Janeiro. Ainda não estive lá, mas pressinto que mais dia menos dia irei ao Paço. Eu explico...

Comentei que minha lombar estava mais prá lá do que prá cá. Segundo uma amiga mázinha - e também "colunável" -, a culpa é da idade. Nasci rebelde; traço de personalidade que tem como principal defeito, causar prejuízo ao sujeito da ação. Teria de ficar deitada, nunca no sofá, menos computador. Tá! Tá!

Concluindo: depois de aguentar a dor ao máximo do impossível (sou ótima para aturar dores físicas, já as emocionais...), vi-me obrigada a aceitar uma seringa imensamente cheia de um líquido(analgésico), cujo nome comprido terminava em "dor".

Como é bom uma injeção na veia, juro! É a coisa mais - uma das coisas - maravilhosa que já inventaram. Uns minutinhos e o mundo - sem dor - fica lindo. Sente-se um soninho básico, mas uma mão carinhosa que ampara a volta à casa e mais tarde, alguns goles de iogurte para proteger o estômago de uma bomba que precisa ser ingerida de 8 em 8 horas, deixam qualquer rebelde "desarmado". Meu novo apelido é "Cuco", de hora em hora tenho de me levantar da cadeira e dar uma "voltinha".


Luz e sombra na pintura italiana

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"Sansone e Dalila", de Pietro Liberi (1614-1687)


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"Ritratto del poeta Pietro Aretino", de Tiziano Vecellio (1490-1576)


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"Cavallo con Mossiere", Pietro Muttoni, o "Pietro della Vecchia" (1602/1603-1678)



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"Davide con la testa di Golia", Domenico Fetti (1589-1624)


Luz e Sombra na Pintura Italiana - Entre o Renascimento e o Barroco
» Onde: Paço Imperial - Centro, Rio de Janeiro

Façam-me um favor, visitem o site do Paço em: www.pacoimperial.com.br para maiores informações. Normalmente as mostras por lá não costumam abrir antes das 11:30hs. Na hora do almoço e à tarde é mais garantido.

fonte: Nuvens sobre o Atlântico

Guimarães Rosa: Ciclo de palestras em S.Paulo

- "São muitos e milhões de jardins, e todos os jardins se falam. Os pássaros dos ventos do céu - constantes trazem recados. Você ainda não sabe. Sempre à beira do mais belo.
Este é o Jardim de Evanira. Pode haver, no mesmo agora, outro, um grande jardim com meninas."

Guimarães Rosa

A contemporaneidade da obra de Guimarães Rosa, que causou uma verdadeira revolução na nossa linguagem quando foi lançada, em 1956, é um dos temas do ciclo de debates que comemora este seu 50º aniversário.

O Seminário Internacional João Guimarães Rosa vai até sexta-feira no anfiteatro da faculdade de Geografia da USP (av. prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária). "A idéia é discutir a obra em todas as suas vertentes, não só a literária, mas também a histórica, a geográfica e a psicanalítica, entre outras", diz Heinz Dieter Heidemann, vice-diretor do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros), que mantém o acervo e a biblioteca pessoais de Guimarães Rosa e organiza o evento.

Na abertura, o crítico literário Antonio Candido dará um depoimento sobre seus encontros com o escritor, assim como o bibliófilo José Mindlin, também proprietário dos originais do livro. "Conheci Rosa pessoalmente em 1946, em Paris, e cheguei à conclusão de que ele era um homem de duas personalidades", diz Mindlin. "Por um lado, aparentava ser um sujeito socialmente muito agradável, que não parecia ser um intelectual, por outro era aquele escritor incrível."

Programação completa no site www.ieb.usp.br
» Onde: Auditório da Geografia da USP
Av. Prof. Lineu Prestes, 338, Cidade Universitária, São Paulo
» Quanto: grátis
» Informações: (0/xx/11) 3091-2088 ou pelo e-mail ieb-jgr50@usp.br


fonte: Folha Online

terça-feira, 16 de maio de 2006


Paisagem na janela


Quero ler todos os livros
e reler os mesmos livros
enquanto envelheço sossegada
quieta e sossegada na poltrona macia
como a cabeça do homem
que espreitei pela vidraça
caminhando apressada
pela Malieban - Utrecht


E era grisalha a cabeça do homem
E era macia a luz sobre o texto
E era calmo o estar em si
Ele lia todos os meus livros
Todos os livros que quero e que quero reler
nos entardeceres à luz suave -
abajur e poltrona engrisalhando
o corpo acalmando a pele assim
já passou não foi nada não chore
viver foi só um susto feche os olhos
está quase passando não chore não
chore logo você verá
acaba num tão de-repente
entardecendo
apagando
logo


Cyana Leahy

segunda-feira, 15 de maio de 2006


O grande amor


Haja o que houver
Há sempre um homem para uma mulher
E há de sempre haver
Para esquecer um falso amor
E uma vontade de morrer

Seja como for
Há de vencer o grande amor
Que há de ser no coração
Como um perdão pra quem chorou


in "Poesia completa e prosa: "Cancioneiro"
Vinícius de Moraes
foto: Christian Harkness

Anúncios vão à leilão em Nova York

Para aqueles que têm horror à tecnologia usando o velho discurso fatalista onde com uso de tanta tecnologia ninguém mais saberá como se utilizava o bom e "lindo" telefone de parede e outras coisinhas ainda mais antigas, fica aqui provado o contrário.

A arte dos anúncios publicitários luminosos de Nova York, que fizeram história na Times Square através de inúmeros filmes, se mantêm porque foram sendo substituídas por telas digitais.

A arte, em suas diversos caminhos de expressão, tem de ser preservada. Através dela no futuro, pessoas poderão ter acesso ao conhecimento de uma sociedade anterior à sua. Arte é história, história é vida.

E daí, achei fantástica a idéia de leiloarem os antigos anúncios que fizeram parte da história da cidade de Nova York.



Serão leiloados no dia 18 de maio pela casa Freeman, da Filadélfia. Os desenhos, placas e anúncios em neon pertencem à companhia Artkraft Strauss, responsável por boa parte da propaganda colocada na Times Square há décadas.

Alguns anúncios ficaram famosos, como o da Coca-Cola, em dezembro de 1991, que tinha quase 20 metros de altura e, com a ajuda de jogos de luz criava a impressão de que o líquido saía da guarrafa. No anúncio a seguir, da década de 30, é o de amendoins da marca Planters produzia um efeito em que os amendoins pareciam ser despejados na rua. Outro
dos itens à venda é um desenho do outdoor para os cigarros Camel que soltava anéis de fumaça a cada quatro segundos. A propaganda esteve exposta de 1941 a 1966.





fonte: BBC Brasil

A honra nacional

Todo governo deve honrar com os compromissos do seu país e da mesma forma, proteger os seus interesses. A soberania deve ser exercida de dentro para a fora e nunca ao contrário. Por isso a defesa da honra nacional é prioritária à amizade ou ideologias. Nunca um país e consequentemente o seu povo podem ser prejudicados em nome de atitudes populistas.

Não se rompem acordos bilaterais da forma como a Bolívia rompeu com o Brasil e menos ainda um governo deve aceitar imposições e expropriações passivamente. O Brasil sempre fez bom uso de sua diplomacia, a história comprova que sempre foi firme na defesa de sua soberania.

Ninguém, creio eu - menos ainda, a sociedade brasileira -, esperava que o Brasil entrasse em luta armada contra a Bolívia pela expropriação da Petrobrás como disse Nosso Guia. Nós brasileiros, que como a Bolívia, temos no nosso país grande parte da população sem recursos mínimos como saúde e educação, esperávamos que o governo que nos representa fosse mais firme na defesa de nossos interesses, nesse caso, da nossa Petrobrás.

José Murilo de Carvalho é historiador e neste domingo (14/05) lendo o que escreveu na coluna "TEMA EM DEBATE: Política externa" tive uma aula de história do Brasil bastante interessante sobre o significado de uma frase muito conhecida, "A honra nacional":

"Uma das paixões de D. Pedro II foi o Brasil. Quando estava em questão a honra nacional, ele era intransigente, quase exageradamente intransigente para uma pessoa de temperamento racional e pacifista. A intransigência revelou-se em todas as ocasiões em que estiveram em jogo o interesse e a honra nacionais.

Sua primeira manifestação verificou-se em 1852. O presidente da Confederação Argentina, Juan Manuel Rosas, interviera no Uruguai em apoio a Oribe, que hostilizava os gaúchos lá residentes, desapropriando sem indenização suas propriedades. Os gaúchos faziam grande pressão sobre o governo reivindicando que ele defendesse seus interesses. Dom Pedro era favorável à neutralidade do Brasil no Prata, mas ressalvava a defesa dos interesses e da honra nacionais que, no caso, via ameaçados. Chamou, para o Ministério dos Estrangeiros, Paulino José Soares de Sousa, que definiu com clareza a política platina do Brasil: manter o status quo, não conquistar território nem deixar que a Argentina conquistasse. Daí a decisão de defender a praça de Montevidéu contra Oribe e de aliar-se aos governadores das províncias argentinas de Entre Rios, Urquiza, e de Corrientes, Virasoro, ambos rivais de Rosas. O desfecho da luta se deu na batalha de Monte Caseros, em 1852, em que Urquiza, apoiado por tropas brasileiras, derrotou Rosas.


A segunda manifestação aconteceu durante o conflito com Douglas Christie, representante da Inglaterra no Rio de Janeiro. O caso era muito mais sério do que o primeiro, pois tratava-se de enfrentar o país mais poderoso da época. Christie era arrogante e vinha aporrinhando o governo brasileiro em torno de várias questões. O caldo entornou de vez no final de 1862 quando três oficiais da marinha inglesa foram presos na Tijuca por desacato à polícia. Um deles era um capelão beberrão e de maus costumes. Christie exigiu satisfação pela prisão dos marinheiros e indenização por um episódio anterior de saque de navio inglês. Não querendo o conflito, o imperador achava, no entanto, que o Brasil “não podia anuir com decoro”. As exigências foram rejeitadas. O truculento diplomata mandou então que a marinha inglesa apreendesse navios mercantes brasileiros fora da baía. Uma dúzia deles foi apreendida. Em resposta, a esquadra brasileira foi colocada de prontidão. O imperador e o ministério decidiram que nenhum navio de guerra brasileiro, se atacado, arriaria a bandeira, indo de preferência ao fundo. Se as presas fossem trazidas para dentro da baía, os fortes e os navios de guerra deveriam entrar em ação.

Dom Pedro desceu de São Cristóvão para a cidade a fim de encorajar a resistência, sob aplausos da multidão comandada por Teófilo Otoni. Garantiu aos manifestantes que o governo só admitiria saída que fosse honrosa para o país. Os jornais incitavam a população a reagir e falou-se em organizar corpos de voluntários para resistir à agressão inglesa. Dom Pedro só admitia negociar depois da liberação dos navios apreendidos. Christie cedeu, liberou os navios e aceitou o arbitramento para o caso dos marinheiros, tendo o governo pago, sob protesto, a indenização pelo saque.

O ministro inglês foi substituído pelo secretário da legação. O ministro brasileiro na Inglaterra pediu os passaportes ao mesmo tempo em que no Rio de Janeiro o governo dava os passaportes a Christie. As relações diplomáticas entre os dois países foram interrompidas, e só foram restabelecidas em 1865, mediante pedido de desculpas da Inglaterra.

A manifestação mais dramática da preocupação do imperador com a honra do Brasil se deu durante a Guerra do Paraguai. Como sempre, o conflito começou no Uruguai, onde, novamente, os proprietários gaúchos eram hostilizados, agora pelo presidente Berro. Novas pressões sobre o governo. Os gaúchos, que já se tinham separado do Brasil, ameaçavam: se o Império não servia para os defender, para que serviria? Com o apoio da Argentina, desta vez nossa aliada, foi feito um acordo com Aguirre, sucessor de Berro. Mas o acordo não foi cumprido e, em conseqüência, o Brasil lançou um ultimato. A legação brasileira em Montevidéu foi atacada e a bandeira nacional foi arrastada pelas ruas. Como reação, o Brasil apoiou Flores, adversário de Aguirre, e o ajudou a chegar ao poder. Nem os diplomatas brasileiros, nem os argentinos acreditavam que o Paraguai fosse intervir na disputa. Mas López, sem declarar guerra, aprisionou o vapor Marquês de Olinda. Logo depois, declarou guerra e invadiu Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

A reação à invasão foi imediata por parte do governo e da população. O imperador assumiu a liderança do esforço de guerra e o fez, sem esmorecer, durante os cinco anos que durou o conflito. Só admitia sair da guerra de maneira honrosa para o Brasil. Isso incluía cumprir o tratado da Tríplice Aliança que exigia a deposição e expulsão de López. A expressão “honra do Brasil” tornou-se uma constante em suas declarações, verbais e escritas, públicas e privadas. Ameaçou abdicar o trono para alistar-se como voluntário e doou 25% de seus vencimentos para o esforço de guerra. Rejeitou mediações, insistindo em que a vitória era uma questão de honra para o país. Pacifista radical por educação e convicção, tornou-se um beligerante em defesa do que julgava ser a honra do Brasil.

Em meio às grandes festas da vitória, em 1870, escreveu na Fala do Trono: “A História atestará em todos os tempos que a geração atual mostrou-se constante e inabalável no pensamento unânime de desagravar a honra do Brasil.”

A última prova de amor ao Brasil ele a deu já no exílio ao não permitir que se falasse mal do país, ou do governo republicano, em sua presença. O amor à pátria lhe foi reconhecido por todos, amigos e inimigos, por ocasião da morte. Os métodos usados no século XIX para defender a honra nacional não precisam, nem devem, ser repetidos. Mas vale a pena registrar que naqueles tempos, e mesmo nos tempos do barão do Rio Branco, o Brasil não levava desaforo para casa."



fonte: Jornal O Globo

sexta-feira, 12 de maio de 2006


Alma perdida



Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente !
Alma de rouxinol, alma de gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou !


Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente ...
Talvez sejas a alma, a alma doente
Dalguém que quis amar e nunca amou !

Toda a noite choraste ... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós !

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh'alma
Que chorasse perdida em tua voz ! ...




Florbela Espanca
Camille Claudel, "Abandon"

A fotografia de Abelardo Morell - MAM, S.Paulo

Tudo na fotografia de Abelardo Morell tem a ver com o tempo. É claro que o tempo é um elemento inerente a esta arte, mas na obra do cubano radicado em Nova York ele é o carro-chefe, não só no aspecto técnico, mas também no poético.

A começar pelas fotos feitas com a técnica de câmera escura, ponto alto de seu trabalho, em que capta imagens de paisagens externas projetadas em paredes de quartos cujas janelas são vedadas com plástico negro. Um buraco de um centímetro de diâmetro é suficiente para a passagem da luz. Depois, é só disparar a câmera e esperar um tempo. Oito horas, para precisar.

"Na primeira vez em que fiz a experiência, minha mulher, meu filho e eu vimos as pessoas que passavam na rua caminhando de ponta cabeça em nossa parede", lembra, emocionado. Confirmadas as expectativas do experimento - "senti que tinha descoberto a fotografia" -, vedou algumas salas em Boston e passou a ensinar a técnica a seus alunos. Depois, avançou para grandes cartões postais do mundo.

No Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, estão pendurados de ponta-cabeça a Torre Eiffel, a London Bridge, o Times Square, o Empire State Building e a Giraldilla de Havana, sobrepostos aos móveis dos quartos que serviram de câmera. É um olhar curioso, especialmente na era das digitais que fazem quase uma dezena de fotos por segundo.

"Não gosto da cultura da rapidez", explica. "Hoje em dia, trabalho sem trabalhar, disparo a câmera e vou ao cinema, vou tomar um café. Volto depois de oito horas", sorri. As imagens começam a ser captadas pela manhã e dependem da luminosidade do dia para ficaram boas. "Curto o processo anterior ao resultado. Leva dias para eu conseguir a imagem que procuro", conta o fotógrafo.

O Rio deve ganhar seu retrato de ponta-cabeça (trad.: de cabeça para baixo) no ano que vem: "Sobrevoei a cidade ontem e fiquei encantado. Chocado, também, ao ver um hotel luxuoso pegado à favela", confessa o cidadão novaiorquino. "No ano que vem, me hospedo lá e faço a foto", promete ao público que o acompanhou num tour informal pela mostra, exposta no MAM até 25/6.

Visão Revelada: Seleções da obra de Abelardo Morell
»Onde: Museu de Arte Moderna (MAM) - São Paulo
Parque do Ibirapuera, portão 3.
»Quando: De 11/5 a 25/6
Diariamente, das 10h às 18h
»Quanto: entrada franca
»Informações: (11) 5549-9688 e 5085-1300


fonte: UOL

Cada um se manifesta como pode

Ou "o Greenpeace virou ôba-ôba"

Ativista do Greenpeace protesta durante encontro de líderes da América Latina, Caribe e União Européia em Viena.

15 segundos de alegria


Ativista do Greenpeace é retirada após protesto em encontro de líderes da América Latina, Caribe e União Européia em Viena.

A felicidade do dever cumprido

n.r.: Comentários? Acho que tô ficando velha...fiquei passada! De queixo caído! Mas pelas fotos é possível perceber a alegria que contagiou os líderes presentes. Tenho algumas dúvidas que tenham prestado atenção ao motivo do manifesto. C'est la vie...

fonte: UOL

quarta-feira, 10 de maio de 2006

FAAP iNOVA - S.Paulo

No Museu de Arte Brasileira da FAAP, está a mostra "FAAP iNOVA - Criatividade, Arte e Tecnologia", até o dia 28. Apresentando dez atrações interativas de arte eletrônica, que proporcionam aos visitantes estímulos criados por efeitos de luz, espelhos e painéis.

Visitante pisa em espelho d'água e faz surgir flores em "Moderation"

Realizada pela Faculdade de Computação e Informática da FAAP e com curadoria de Marcelo Tas, a exposição convida os visitantes, por exemplo, a estimular com projeção de luz o desabrochar de flores em "Flower Garden", de Zachary Simpson, e soprar um aro de bolha de sabão para manter projetados poemas em "Poesia Efêmera", de Liana Brazil e Russ Rive.
Em "Mariposa", de Zachary Simpson, borboletas pousam na sombra do visitante

Paralelamente à mostra, acontecem oficinas com nomes importantes dos efeitos visuais e da animação, como Carlos Saldanha, diretor da animação "A Era do Gelo 2", e Richard Rouse, designer especializado em cenas de ação de jogos como "Mortal Kombat".

OFICINAS
9/5, às 19h30 - "A vida 'animada' de Carlos Saldanha", com Carlos Saldanha
16/5, às 19h30 - "Japão: dos mangas às mulheres virtuais", com Julius Wiedemann
19/5, às 10h - "A cinematografia dos games", com Richard Rouse
»Informações: (11) 3662-7391

FAAP iNOVA - Criatividade, Arte e Tecnologia
»Onde: Museu de Arte Brasileira da FAAP, prédio 1
Rua Alagoas, 903, São Paulo.
»Quando: até 28/5, de terças a sextas, das 10h às 20h.
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.
»Quanto: entrada franca
»Informações: (11) 3662-7198


fonte: UOL

Atitude fashion ?

Grupo católico indiano quer Dan Brown "vivo ou morto"

Os livros de Dan Brown, desde o "Código Da Vinci", mexeram com todas as cabecinhas à volta do mundo. Não há coisa mais out, nos últimos tempos, do que não ter lido - pelo menos - o Código Da Vinci. Pior do que isso, só a infeliz idéia de mencionar o tempo que se levou lendo um livro, este ou qualquer outro. Para quem não consegue se imaginar fazendo parte da lista dos "miseráveis, lentos e coitadinhos", nem ouse dizer que levou mais de um mês lendo qualquer livro. Sua vida social pode ficar com uma mancha que levará tempo até ser esquecida. Quem avisa, avisa só por avisar... Pessoalmente, não tô nem aí.

Mas quando escolhi o título deste post, "Atitude fashion?" foi causa de uma dúvida pessoal a respeito de greves de fome.Seria a mais nova moda, ou apenas uma imensa coincidência do mundo globalizado? Não sei dizer.

Há mais de uma semana um senhor político resolveu fazer greve de fome por se sentir "perseguido" e graças lá ao "Deus" dele, dizem que ele está muito bem. Agora, na notícia que se segue, o Fórum Social Católico Indiano convocou uma greve de fome por tempo indeterminado (igualzinha ao do senhor político) a partir de sexta-feira em protesto contra a estréia no país do filme "O Código da Vinci". E a caça ao escritor oferece recompensa para quem o encontrar "vivo ou morto". E são católicos, mesmo? Cruzes!!!

Se a notícia tivesse vindo dos EUA, não me admiraria tanto, afinal a imensa quantidade de obesos mórbidos que o país têm poderia ter conduzido à tal sacrifício - a greve de fome -, para disfarçar alguma dieta coletiva criada por alguma nova seita (só para gordinhos) lá por aqueles lados. Mas na Índia ?! Um país com exemplos seculares de saudáveis tratamentos de saúde ? Fazer greve de fome é tão pouco saudável e também é tão ocidental. Mais estranho ainda é querer chamar a atenção utilizando a greve de fome num país onde a religião da maioria da população é hindu. Ok, são todos muito magrinhos; mas é apenas essa a "lógica" desse tipo de greve.

Bem, mas esta imensa quantidade de dúvidas é minha, a notícia da greve é da EFE e segue logo abaixo:

"O Fórum Social Católico da Índia convocou uma greve de fome por tempo indeterminado a partir de sexta-feira, em protesto contra a estréia no país do filme "O Código da Vinci". O fórum também oferece uma recompensa em dinheiro para quem capturar o escritor Dan Brown "vivo ou morto", informou hoje o jornal local "Hindustan Times".

O grupo considera o livro do americano Dan Brown, que deu origem ao filme, uma obra "anti-cristã". A tese central do livro e do filme sustenta que Jesus se casou com Maria Madalena e que sua descendência chegou a nossos dias, protegida por uma poderosa sociedade secreta.

"Pedimos a todos que sejam cuidadosos quando lerem o livro", disse o secretário-geral do Fórum Social Católico, Joseph Dias, observando que "o impacto de um filme é muito maior". "Haverá uma lavagem cerebral em massa se o filme for exibido na Índia", opinou.

O fórum promove hoje uma "cruzada de orações" no Convento de Cannosa, na cidade de Mumbai (Bombaim). Um membro do grupo, Nicholas Almeida, ofereceu quase US$ 25 mil a "quem trouxer Dan Brown morto ou vivo".

A distribuidora do filme, Sony Pictures, manteve a data da estréia.



O Código Da Vinci
Sinopse: Após um curador ser morto, um simbologista é chamado para decifrar as misteriosas pistas deixadas. As investigações levam a mensagens ocultas nas obras de Leonardo Da Vinci, que indicam a existência de uma sociedade secreta. Dirigido por Ron Howard (Uma Mente Brilhante) e com Tom Hanks, Audrey Tautou, Jean Reno, Paul Bettany, Ian McKellen e Alfred Molina no elenco.



fonte: EFE

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