terça-feira, 31 de janeiro de 2006

E o roubo de esculturas em Londres continua

Roubo de esculturas gigantes na Inglaterra intriga autoridades

A polícia britânica está totalmente desconcertada diante dos misteriosos roubos de cerca de 20 esculturas de grandes dimensões que, há vários meses, desaparecem de áreas ao ar livre de Londres e arredores.

Estarrecidos, os ingleses arrematam:"Tem havido um aumento significativo no número de estátuas e bronze de grandes dimensões roubadas em Londres e arredores nos últimos 12 meses". Este é o sargento Vernon Rapley, da unidade de Arte e Antigüidades da polícia metropolitana, que mais do que qualquer se mostrou "especialmente preocupado" com os danos que as obras podem ter sofrido no momento do roubo, conforme noticia a AFP.

O modus operandis dos ladrões não é apenas simples, mas também conhecido pelas autoridades: eles encontram uma obra preciosa de bronze, exposta ao ar livre em um parque ou universidade e, em seguida, a roubam, usando até mesmo caminhões se for necessário.

Uma das três imagens de bronze que formam o conjunto "The Watchers", de Lynn Chadwick, foi roubada no início de janeiro de um dos campus da Universidade de Roehampton, sudoeste de Londres. Com mais de dois metros de altura, seria preciso a força de oito homens para erguer a peça, avaliada em 1,06 milhão de dólares.

Aqui vem sendo exaustivamente publicado os inúmeros roubos ao ar livre em Londres, como a escultura "A Reclining Figure" de Henry Moore, que foi roubada da fundação dedicada a este artista em Hertfordshire, norte de Londres em meados de dezembro passado.

Rapley e seus homens já começaram a perder as poucas esperanças que tinha e mesmo sendo homens da lei confessaram o temor crescente de que o motivo do roubo não seja o valor artístico das peças, mas o material de que são feitas. Por isto, se mostram inclinados a acreditar que as obras foram roubadas apenas para serem destruídas e reaproveitar o metal.

A torcida contrária composta por antiquários e marchands - felizmente - não concorda.

E como todo mistério precisa ser solucionado surgem algumas teorias sobre os acontecimentos, como a de Dick Ellis, ex-encarregado da unidade anti-roubos de arte. Segundo ele, as peças "não foram roubadas apenas pelo valor de seu metal, pois há muito que planejar e trabalhar para fazer algo assim. Com a peça de Henry Moore, tiveram que roubar um caminhão só para poder erguê-la e transportar para outro suporte, possivelmente um contêiner, para seu posterior embarque e destino a outras áreas", explicou.

Ellis também sugeriu que, dada a natureza dos roubos e o modo de agir dos ladrões, é possível que estes trabalhem em vários grupos.

Quanto ao destino das peças roubadas, o ex-policial foi categórico ao afirmar que "é possível que já estejam no exterior". "Só dou uma idéia: que possivelmente possam estar no leste europeu. (O mercado de obras de arte roubadas) é muito maior ali", sentenciou.

Por enquanto, a Scotland Yard não conseguiu encontrar pistas e está num beco sem saída.

Parece simplesmente uma estória muito mal contada, onde a culpa acabou escapando para a Europa de Leste. Quando a polícia se diz intrigada e temerosa fica difícil acreditar que não esteja se fingindo de morta. Se analisarmos pelo prisma Terra Brasilis poderemos concluir muito rapidamente de que se trata de um caso de corrupção. Será que existe um vírus à solta?! Espero que não!

fonte: UOL/AFP

A tua história

Ama-me lentamente…
E finge que não me conheces. Que me viste na rua e me escolheste a mim, de entre todas as mulheres que contigo se cruzavam, e que não tiveste escolha porque eu era única e diferente de todas as outras.

… Beija-me o peito devagar. Morde-me devagar…
E finge que sem escolha me escolheste e que ao ver-me os olhos te perdeste e ao dar-me a mão soubeste que o caminho era eu e me disseste, "vem quero encontrar-me".

…Pára. Fica entre as minhas pernas assim quieto e parado. Fica…
E finge que ao ver-me nua te viste nu pela primeira vez, tão nu que te cobriste, tão nu que te vestiste com a minha pele e que surpreso descobriste que tinha a tua forma, a tua medida e que me quiseste tanto que ficaste impotente ante um desejo tão desmedido.

…Ama-me lentamente…
Contar-te-ei o resto da tua história amanhã.


Encandescente
"Les Amants" - René Magritte


Os silêncios da fala


São tantos
os silêncios da fala

De sede
De saliva
De suor

Silêncios de silex
no corpo do silêncio

Silêncios de vento
de mar
e de torpor

De amor

Depois, há as jarras
com rosas de silêncio

Os gemidos
nas camas

As ancas
O sabor

O silêncio que posto
em cima do silêncio
usurpa do silêncio o seu magro labor.


Maria Teresa Horta
"The Open Window, Collioure" - Henri Matisse

Pajarito, El Toro

Touro ataca espectadores de tourada no México

Pajarito foi o primeiro touro a conseguir pular a cerca de proteção na arena da Cidade do México, uma das maiores do mundo, com capacidade para 48 mil espectadores.
Pelo menos duas pessoas acabaram no hospital depois que o touro pulou nas arquibancadas durante uma tourada e atacou espectadores na Cidade do México.

O touro, chamado Pajarito (Passarinho), foi morto a espadadas por um auxiliar do toureiro.

Imagens do incidente mostram o bovino de meia tonelada pulando a cerca de segurança da arena de touros por sobre as cabeças de jornalistas e caindo na seção mais nobre das arquibancadas.


Visitante desastrado em museu britânico

Tropeço destrói vasos de 300 anos em museu britânico

Foi considerado um acidente infeliz e lamentável o tropeço de um visitante em um museu de Cambridge, na Grã-Bretanha, que destruiu um conjunto sem preço de vasos chineses da dinastia Qing, de três séculos de idade.

Os três vasos, que haviam estado numa estante por 40 anos, estavam entre os objetos mais conhecidos do acervo do Fitzwilliam Museum. O visitante desastrado teria tropeçado em um cadarço desamarrado e caído de uma escada, derrubando os vasos enquanto tentava se equilibrar.

Os vasos, doados em 1948, tinham um "valor significativo", segundo o museu, que não quis identificar o homem que tropeçou.

"Os vasos ornamentais de porcelana danificados são chineses, da dinastia Qing, do reino de Kangxi (1662-1722), do fim do século 17 ou começo do século 18, pintada em esmalte", diz um comunicado do museu.


fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006


Murmúrio

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!


Cecília Meirelles
"Angel" - Abbott Handerson Thayer

Mostra Santos Dumont - S.Paulo

SANTOS DUMONT - O VÔO DE UM GÊNIO

No ano do centenário do primeiro vôo do 14-Bis, avião criado por Alberto Santos Dumont em Bagatelle, na França, o Espaço Cultural BM&F (SP) organiza uma mostra de fotografias restauradas que registram todo o período em que o aviador viveu na França (de 1898 a 1910).

O destaque é o famoso que aconteceu em 23 de outubro de 1906. O 14-Bis decolou usando seus próprios meios e sem auxílio de dispositivos de lançamento, percorreu 60 metros em 7 segundos perante mais de 1.000 espectadores. Na época, a Comissão Oficial do Aeroclube da França esteve presente no local; entidade reconhecida internacionalmente, que era autorizada a homologar qualquer evento marcante tanto no campo dos aeróstatos como no dos "mais pesado que o ar". Em 12 de novembro do mesmo ano, novamente decolando por seus próprios meios, o 14-Bis percorreu 220 metros em 21,5 segundos, estabelecendo o recorde de velocidade da época. (36,84 KM/h).

A exposição traz também fotografias de dirigíveis que Santos Dumont projetou anteriormente, além de objetos pessoais, réplicas do Balão Brasil e do aeroplano Demoiselle em tamanho original, uma maquete do 14-Bis e uma animação digital sobre a vida do brasileiro que ficou conhecido como o "Pai da Aviação".



As duas réplicas expostas foram produzidas no Brasil. A do Demoiselle foi feita por um artesão de Bauru com seda japonesa, bambu chinês, ferragens originais e motor de dois tempos. Este aeroplano foi projetado originalmente em 1908, tinha 110 Kg e atingia 80 Km/h, e é considerado o primeiro modelo de avião comercial. O Balão Brasil, que subiu pela primeira vez em 1898, teve réplica construída por um especialista em Juiz de Fora (MG).

As 60 fotografias expostas pertencem ao acervo do Musèe de L'air et de L'espace de Le Bourget, Paris, e foram restauradas pelo designer e fotógrafo Ricardo Tilkian.


SANTOS DUMONT - O VÔO DE UM GÊNIO
» Onde: Espaço Cultural BM&F
Praça Antonio Prado, 48 - região central - São Paulo
» Quando: de segunda a sexta das 10h às 18h
(até 31 de março)
» Quanto: Grátis
» Informações: (11) 3146-7405


Ano novo chinês

Artistas chineses vestidos com a tradicional fantasia de leão celebram o fim do ano do galo e o começo do ano do cão durante um desfile no sábado, em Pequim.

Vivendo num mundo cão, os conflitos devem diminuir neste novo ano lunar, o Ano do Cachorro, dizem especialistas chineses no assunto.

No Ano do Cachorro, é preciso estar alerta para doenças envolvendo animais de criação e os pulmões, especialmente para doenças vindas do Ocidente. Secas e incêndios também podem ser um problema no período.

As pessoas nascidas em um Ano do Cachorro correm o risco de ver suas tendências normais de lealdade e vigilância transformadas em dogmatismo e paranóia. Para Bush e para a mulher dele, Laura (também nascida em um Ano do Cachorro), este ano será cheio de "debates e ansiedade", afirmou a astróloga Shelly Wu, que trabalha na Califórnia.

"Eles vão ficar se preocupando com as coisas", afirmou. "Não vamos ver qualquer tipo de desarmamento no curto prazo no Iraque, especialmente em um Ano do Cachorro."

O mestre de feng shui Edwin Ma, que trabalha em Hong Kong, prevê que os EUA terão uma vida de cão no próximo ano lunar, considerado, favorável para a China. "Enquanto a sorte dos EUA continuar a enfraquecer-se em 2006, mais desastres e problemas imprevisíveis devem acontecer", afirmou. A economia da China continuará forte, previu Ma.

O geomântico Yum Hung diz esperar "grandes mudanças" no mundo da política chinesa com relação aos muitos casos de corrupção. Yum também previu que o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) pode regressar neste ano e que podem aparecer outras doenças que afetam os pulmões e a respiração.

O Cachorro representa o poder maior dos direitos humanos, advogado dos pequenos, impõe a revolta contra as injustiças. No ano do Cachorro de Fogo, os justos vencerão, porque a honestidade será colocada em xeque.


fonte: Reuters e Horóscopo Oriental
fotos: BBC

Coleção Brasiliana - Centro Cultural Telemar (RJ)

Acervo mostra país no olhar de estrangeiros

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Casa de Chamberlain no Catete com Pão de Açúcar ao fundo, 1820 - Henry Chamberlain


Fábrica Meuron no Andaraí, Rio de Janeiro, 1840 - Jean-Jacques François Coindet


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Rio de Janeiro, 1844 - Alessandro Ciccarelli (óleo sobre tela)


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Largo da Glória, 1821 - Henry Chamberlain (água-tinta e aquarela sobre papel)

n.r.: O Centro Cultural Telemar ficará fechado até o dia 5. Serão feitos reparos em função das últimas tempestades que se abateram sobre a cidade.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Contradições no feminino

Miuccia Prada, a chique anticonformista

Miuccia Prada se mostra raramente. Quando muito, ela aparece furtivamente ao fundo da passarela, próxima aos bastidores no final dos seus desfiles. Esse gosto pela discrição não a impediu de ser a única criadora de moda a figurar no ranking das cem personalidades mais influentes do mundo, publicado em abril de 2005 pela "Time Magazine".

Aos 54 anos, herdeira de uma marroquinaria (empresa que se dedica à confecção de artigos de couro) de família milanesa, fundada em 1913, preside junto com o seu marido, Patrizio Bertelli, um império da moda que "pesa" 1,46 bilhão de euros e produz cerca de oito milhões de artigos por ano.

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"O meu maior orgulho é de ter obrigado a indústria a adaptar-se à criatividade", reivindica, num inglês carregado de sotaque italiano, a madona do chique, com os cabelos puxados para trás e o rosto sem maquiagem. "A finalidade do meu trabalho é vender. Agradar pessoas no mundo inteiro, e ao mesmo tempo permanecer fiel às minhas convicções, o que é bem mais difícil do que fazer roupas para quaisquer pessoas", insiste a estilista.

Ela detesta a palavra "luxo", "porque ela exprime a banalidade burguesa, a falta de cultura". E este não é o menor dos paradoxos desta antiga simpatizante do Partido Comunista Italiano, que não sabe nem costurar nem desenhar, mas possui um mestrado em ciências políticas.

Em 2000, para a abertura da butique Miu Miu - a linha mais acessível da Prada - em Paris, ela havia tomado conta da sede do Partido Comunista (francês), na Praça do Coronel Fabien, no espaço de uma noitada. "As minhas idéias políticas e o meu trabalho podem parecer perfeitamente contraditórios. Este é um dos grandes problemas da minha vida, mas eu estou tentando encontrar um caminho que reconcilie os dois. Dentro de alguns anos, talvez eu venha me dedicar novamente a atividades políticas".


fonte: Le Monde
Cúmplice

Sabia o espaço exato que ocupava a sua mão na dele.



Cristina Caetano
foto:Stanmarek

Wolfgang Amadeus Mozart

Em comemoração aos 250 anos de Mozart
Viena abre as portas do museu instalado em sua antiga casa

Em 27 de janeiro de 1756 nascia Wolfgang Amadeus Mozart em Salzburgo, Áustria. São comemorados os 250 anos do nascimento do instrumentista e compositor virtuoso, que produziu uma obra gigantesca em apenas 35 anos de vida.

Batizado na Catedral de São Hupert como Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, foi uma criança prodígio de uma família musical, que começou a compor minuetos para cravo com a idade de cinco anos. Algumas das primeiras obras que Mozart escreveu enquanto criança foram duetos e pequenas composições para dois pianos, destinadas a serem interpretadas conjuntamente com sua irmã.

Viena mostrará ao mundo como o gênio viveu em uma residência perto da catedral de São Estevão, onde se casou com Constance Weber e local em que foi realizado seu funeral, em dezembro de 1791.

De 1784 a 1787, Mozart viveu com sua família, seus empregados, um cachorro e um passarinho em um dos apartamentos da Domgasse (Rua da Catedral) número 5, um dos melhores endereços da época, lugar que ele deixou devido a uma viagem a Praga para a estréia de "Don Giovanni".

Agora, depois da transformação da construção, de quatro andares, em museu, o visitante pode ver, no seu segundo e terceiro andares, uma representação do estilo de vida daqueles tempos.

O museu tem uma superfície total de mil metros quadrados, onde atualmente são realizadas exposições e eventos culturais. Com a ajuda da União Européia, uma obra que custou 8 milhões de euros restaurou o espaço e reservou o segundo andar da construção para exposições, simpósios e outros eventos.

Embora haja móveis, roupas e utensílios da época expostos no local, praticamente nenhum pertenceu ao compositor. No entanto, dão respostas a perguntas sobre seu estilo de vida, sua família e sua forma de trabalhar, recorrendo aos meios audiovisuais modernos para isso, através de várias instalações de vídeo.

Nos 10 anos em que viveu em Viena, o compositor teve 14 endereços diferentes, e este é o único de todos eles que continua de pé. Entre os objetos apresentados na casa, se destacam documentos autênticos, como o contrato de casamento assinado por Mozart e Constance em 1782, e u testamento, de 1791, assim como os escritos que documentam sua admissão na loja maçônica "A la Beneficencia".


quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Há 100 anos morria Paul Cézanne, pai da pintura moderna

"Paul pode ter o gênio de um grande pintor. Ele jamais terá o gênio de o ser. O menor obstáculo o desespera", disse Émile Zola, ao descrever o seu amigo de infância e ilustra as qualidades e defeitos de Cézanne, que caracterizarão o homem e o artista ao longo de sua vida. Zola é o maior incentivador de sua carreira de pintor.

Nasceu em 19 de janeiro de 1839, em Aix-en-Provence. O seu pai, Louis-Auguste Cézanne, negociante e exportador de chapéus de feltro. A mãe, Anne-Elisabeth Honorine Aubert, filha de um torneiro marselhês.

Conformando-se com os desejos do pai, Cézanne começa os estudos de direito na Universidade de Aix em 1859. Se dedica cada vez menos, preferindo desenhar e escrever poemas. Recebe o segundo prêmio da Escola especial de desenho por um estudo de figura.

Em 1601, Cézanne parte para Paris onde encontra-se com Zola. Passa a desenhar na Academia Suíça, um estúdio onde os estudantes podiam trabalhar a partir de um modelo vivo pelo custo de dez francos por mês. É aí que ele conhece Camille Pissarro.

É reprovado na Escola de Belas-Artes e em 1863 participa no "Salão dos Recusados". Tinha temperamento de um colorista, mas era considerado exagerado. Vai sendo recusado no Salão nos anos posteriores e chega a enviar uma carta de protesto ao diretor das Belas-Artes.

A partir de 1870, a pintura surge impressionista. A paleta mais clara ao encontro do estilo aparece pela primeira vez no quadro, "La Tranchée avec la montagne Sainte-Victoire" de 1867-1870. Cézanne "vive a aventura impressionista", acrescenta Sylvie Patin, curadora da exposição Cézanne-Pissarro, organizada no museu parisiense de Orsay (28 de fevereiro a 28 de maio).

Ao lado daquele que chama de 'o humilde e colossal Pissarro', Cézanne aprimora sua paleta e trabalha 'o motivo', em plena natureza. Em Estaque, o artista pinta "tetos vermelhos contra um mar azul" (carta a Pissarro, 2 de julho de 1876), trabalha na relação forma-cor, compõe naturezas-mortas.

No dia 15 de outubro de 1906, o artista cai enfermo depois de ser surpreendido por uma tempestade em plena natureza. Afetado por uma congestão pulmonar, Cézanne morre na noite de 22 de outubro do mesmo ano.

O recorde do artista é o quadro "Rideau, cruchon et compotier" (1893-1894), vendido por 60.502.500 dólares no dia 10 de maio de 1999 em Nova York pela casa de leilões Sotheby's, o que faz desta obra o sexto quadro mais caro do mundo.

Rideau, cruchon et compotier
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"A luz não é uma coisa que possa ser reproduzida, mas deve ser representada com outra coisa, com cores"
Paul Cézanne

fonte: UOL/AFP

Autenticidade de Caravaggio é confirmada

Após sete anos de análises, especialistas confirmaram que duas pinturas encontradas em uma igreja na França são de autoria do mestre italiano da pintura Michelangelo Merisi da Caravaggio (1573-1610). A descoberta está sendo considerada uma das mais importantes no mundo das artes dos últimos anos.

A Ceia em Emaús, 1601
National Gallery, Londres

Pintor italiano nascido em Caravaggio, perto de Milão (Itália), ficou com o nome de sua terra natal, daí ser "da Caravaggio" - pertencendo ao local Caravaggio - em português seria algo como, Michelangelo Merisi de Caravaggio. O seu estilo é reconhecido pela utilização da técnica de claro-escuro. Em Nápoles, inspirado pelos trabalhos dos mestres do Renascimento, Leonardo da Vinci e Michelangelo Buonarroti, tornou-se um dos precursores do barroco, estilo dominante no século XVII.

Os quadros, "Peregrinação do Nosso Senhor a Emaús" e "São Tomé Colocando o Dedo na Ferida de Cristo" (em tradução livre), estavam esquecidos na Igreja de Santo Antônio, que fica na cidade francesa de Loches, por quase dois séculos.

Acredita-se que as pinturas tenham sido compradas por um embaixador francês em Roma, amigo de Caravaggio.

As obras estavam guardadas na galeria onde fica o órgão da igreja até que um curador se interessou por um detalhe de uma das pinturas. Numa análise mais detalhada, acabou se descobrindo que as duas pinturas pertenciam a Philippe de Bethune, colecionador de arte que conheceu Caravaggio em Roma, onde foi embaixador do rei Henrique IV.

A hipótese mais provável é que as duas pinturas façam parte de um grupo de quatro pinturas do pintor italiano adquiridas por Bethune, que estão registradas em um inventário guardado no Arquivo Nacional de Paris.

As obras são semelhantes a outras de Caravaggio em Londres e em Potsdam."Mas não são cópias exatas. Caravaggio fazia várias versões de suas pinturas", explicou
o especialista no pintor italiano, Jose Freches. As obras continuarão na cidade, que fica no Vale do Loire, onde serão expostas no fim deste ano.

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fonte: BBC Brasil

Mêdo de falar em público? Sexo é a solução

Sexo "ajuda a aliviar tensão antes de falar em público"

Mais um estudo sobre o tema e a revista New Cientist conclui que o ato sexual é a melhor forma de se preparar para um discurso. As piadas que sempre foram utilizadas como um bom recurso não adiantariam em nada a quem é obrigado a confrontar uma platéia.

Mas não é tão simples como parece. O artigo, do psicólogo Stuart Brody, da Universidade de Paisley na Escócia, enfatiza que apenas relações sexuais com penetração produzem esse resultado.

Durante duas semanas, 24 mulheres e 22 homens fizeram relatórios detalhados de suas atividades sexuais. Não se sabe se os efeitos de relações sexuais homossexuais foram testados.

Nesse período, os participantes tiveram de fazer testes envolvendo falar em público e fazer cálculos matemáticos em voz alta.

A explicação que o psicólogo deu à BBC tem alguma lógica, ele explica que é provável que o efeito calmante esteja vinculado ao estímulo de uma grande variedade de nervos que acontece durante o ato sexual heterosexual.

O nervo vago, particularmente, desempenha um papel importante no controle de alguns processos psicológicos. Além disso, o hormônio ocitocina liberado durante a atividade sexual poderia causar o efeito calmante.

Mas como em estudos desse tipo não costuma ser fácil encontrar unanimidade, menos ainda cientistas que creiam que "quanto maior a freqüência, maiores of benefícios", o psicólogo Peter Bull, da Universidade de York, disse, que há formas melhores de se preparar para um discurso ou palestra.

"Você vai se sair muito melhor se estiver bem preparado e se pensar com cuidado no que vai dizer do que se tiver relações sexuais na noite anterior", disse Bull.


fonte: BBC Brasil

"Maracanã" de Deborah Colker - Alemanha

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Imagem do balé "Maracanã", da coreógrafa brasileira Deborah Colker, na cidade alemã de Hamburgo; o espetáculo será mostrado no país como parte da programação da Copa do Mundo


fonte: UOL/AFP

Encontrada estátua de avó de Tutankamon

Akhenaton e Nefertiti sob o deus solar, Aton

Egiptólogos descobriram uma estátua da rainha Tié, esposa de um dos maiores faraós do Egito e avó do rei-menino Tutankamon, em um antigo templo em Luxor, disse uma autoridade egípcia na terça-feira.

Segundo a autoridade, a estátua de cerca de 3.400 anos estava surpreendentemente bem-preservada. O marido de Tié, Amenhotep III, governou em uma época que viu o renascer da arte egípcia.

Da sua origem, sabe-se que Tié era filha de Iuiu e de Tuia, um casal que desempenhava funções religiosas e que não era de sangue real. Um texto foi gravado para comemorar o casamento real de Amen-hotep III com Tié diz: O nome de seu pai é Iuiu, o nome de sua mãe é Tuia. Tié é a esposa do poderoso rei, Amem-hotep III, cuja fronteira fica em Karoi [Núbia] e cuja fronteira do norte está em Naharina [Iraque].

Como o Egito nunca foi misógino, a rainha afirmou-se ao como uma mulher de Estado que participava ativamente nas grandes decisões políticas. "Por trás de um bom homem está uma mulher forte. E ela era uma mulher muito forte", disse Sabry Abdel Aziz, chefe do Departamento Faraônico do Conselho Supremo para Antiguidades do Egito.

A rainha Tié era mãe de Akhenaton, que tomaria o nome de Amem-hotep IV ritualmente coroado e reconhecido como faraó do Egito, iniciando o seu reinado na continuidade do de seu pai. Futuro Akhenaton, quando proclama a sua adoração ao deus Aton - deus solar -, provavelmente o primeiro e único faraó monoteísta.

Abdel Aziz disse que a rainha Ti ajudou a preparar o filho de Akhenaton, Tutancamon, para o reinado.

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins nos Estados Unidos descobriram a estátua de granito negro, de 160 centímetros de altura, no Templo de Mut, no antigo complexo de templos de Karnak.

A estátua está sem as pernas, mas fora isso está bem preservada, disse Aziz. Estava enterrada sob cerca de meio metro de rochas e areia.

Vária cártulas, ou símbolos de nomes reais, de Amenhotep III foram encontradas na estátua. O desenho da estátua permitiu aos pesquisadores identificá-la como uma obra da rainha Ti, da 18a. dinastia, disse Aziz.

Símbolos de um rei morto também encontrados na estátua indicaram que ela pode ter sido reutilizada cerca de 300 anos mais tarde por um governante da 21a. dinastia.


fonte: UOL/Reuters

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Suricatos com frio na Alemanha

Suricatos se aquecem sob o calor da lâmpada em zôo de Colônia, na Alemanha, onde as temperaturas caíram até -20ºC.

Os suricatos são mamíferos da família dos mangustos, originários da África, sendo seu nome científico: Suricata suricatta.

É um animalzinho de 30 centímetros, mas seu rabo comprido - mais de 20 centímetros - é usado como apoio para se equilibrar quando resolve ficar em pé.

A alimentação é bastante variada: escorpiões (são imunes ao veneno), besouros, aranhas, centopéias, miriápodes, minhocas, grilos, pequenos mamíferos, pequenos répteis, pássaros, ovos, tubérculos e raízes.


fonte: UOL

452º aniversário - São Paulo

São Paulo faz 452 anos


foto: "Gansos" de Léo Sanches



Galeria Olido apresenta exposição "A cidade para a cidade"

A mostra comemora o aniversário da cidade de 25 de janeiro a 24 de fevereiro com o trabalho de 20 artistas de diferentes vertentes e gerações que vivem e trabalham na cidade.

A exposição comemorativa dos 452 anos da cidade de São Paulo reúne os artistas Guto Lacaz, Alex Flemming, Ana Maria Tavares, Ana Kalaydjian, Antonio Lizárraga, Caio Reisewitz, Carmela Gross, Eduardo Verderame, Gerty Saruê, João Musa, Lenora de Barros, Mônica Nador, Mônica Rubinho, Néle Azevedo, Paulo Angerami, Paulo Climashauska, Regina Silveira, Rochelle Costi, Sidney Philocreon, Thereza Salazar e Valérie Dantas Mota.


fonte: Folha e Prefeitura da Cidade de S.Paulo

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Por motivo de saúde não estarei respondendo aos comentários nem publicando posts.

Sexta-feira, o final do dia se mostrava um pouco estranho e neste sábado à noite, foi irressistível uma visita à emergência de uma clínica. Depois de vários exames ficou descartada: a meningite, a sinusite e qualquer infecção.

Os olhos doem. A febre é alta. O analgésico tem tempo de duração abaixo do necessário. O diagnóstico inicial foi de uma virose. A partir de terça-feira pode ficar completamente descartada a dengue. Estou muito chateada com essa inércia.

Uma boa semana a todos.


sábado, 21 de janeiro de 2006

Prova de vida

Fantamas vem e vão

Quando se pensa que a última notícia foi a mais descabida nesses dias de mundo globalizado, sempre há uma nova surpresa. E ainda bem, já que a mórbida e cruel monotonia das guerras e entifadas consomem qualquer sentimento ainda um pouco puro e é cansativa a disputa diária de governantes latinos por holofotes.

Essa aconteceu muito longe de meu ponto de referência, no vilarejo de Katra, em Madya Pradesh, mais abaixo tentarei relacionar o nome a coisas conhecidas para elucidar geograficamente os meus leitores.

Aconteceu na Índia, país inundado das mais diversas e maravilhosas tonalidades de cores quentes que se misturam com a cor meio achocolatada do povo, deixando todos misticamente maravilhosos e origem de essências perfumadas que foram cobiça na época dos grandes descobrimentos levando a disputas territoriais e escravidões desumanas.

Raju Raghuvanshi - o fantasma - volta para seu vilarejo, assusta seus familiares e é impedido de entrar em casa.

A confusão começa porque o suposto fantasma adoeceu na cadeia onde estava preso e foi levado de lá para um hospital. Seus únicos parentes sãos os primos - ele não tem irmãos e seus pais já morreram - que antevendo a desgraça da morte, chegaram a realizar cerimônias religiosas fúnebres para seu espírito e provavelmente passaram a confudir realidade com possibilidade.

Quando se recuperou, foi solto e voltou para casa, mas foi recebido como se fosse um "fantasma", aos gritos apavorados de toda a vizinhança.

Como argumento para conseguir entrar em casa,
Raghuvanshi mostra seus estavam virados para a frente, era impossível ser um fantasma.

A crença local associa as assombrações a seres com os pés virados para trás que no folclore brasileiro é representado pelo "Curupira".

Sem poder solucionar a discussão, Raghuvanshi foi morar num vilarejo vizinho e já contratou um advogado para processar a família por difamação.

Seu advogado, Maohar Soni disse em entrevista à BBC que os seus parentes podem estar se recusando a aceitá-lo de volta para ficarem com suas terras.


fonte: BBC Brasil

E la nave va

Começa a operação de resgate da baleia no Tâmisa

Equipes de resgate colocaram a baleia que está desde sexta-feira no rio Tâmisa, em Londres, em uma bóia flutuante, realizaram exames de saúde e, em seguida, a colocaram em uma barcaça que a levará para o estuário do rio.

A baleia nariz-de-garrafa-do-norte, de cinco metros de comprimento e provavelmente jovem, foi avistada na sexta-feira 40 quilômetros da foz do rio, perto da ponte de Battersea.

Na manhã de sábado, a baleia encalhou no sul de Londres, por causa da maré baixa. Em Chelsea, as equipes de resgate a colocaram na bóia - semelhante às bóias usadas para construção de pontes.

Cerca de 3 mil pessoas acompanham os trabalhos de resgate nas margens do rio. Multidões se formaram ao longo do Tâmisa que atravessa Londres para ver o animal, que geralmente vive em grandes profundidades.

É possível que o cetáceo seja uma das baleias avistadas no início da semana próximas ao Tâmisa, e que tenha se perdido do seu grupo.

Enquanto esperam os resultados dos exames de sangue para saber se a baleia está doente, ela foi colocado em uma barcaça próxima à ponte de Vaxhwall e está sendo levada para a foz do Tâmisa.

Se os veterinários disserem que ela está saudável o suficiente, a baleia será libertada no mar. E é possível que seja levada para alto mar antes de ser solta.

Se eles chegarem à conclusão de que a baleia está morrendo - o máximo que ela poderia sobreviver em água doce seriam dois dias - é possível que a baleia seja sacrificada.


fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Um dia africanos não morreram com AIDS

Nova terapia para AIDS

Uma nova triterapia diária para tratar pessoas recém infectadas com o vírus da Aids é mais eficaz do que a considerada atualmente a melhor, conclui um estudo internacional hoje publicado nos Estados Unidos.

Essa triterapia, designada Tenofovir DF, uma combinação de três anti-retrovirais (Viread, Emtriva e Sustiva), permitiu baixar a carga viral a um nível indetectável num maior número de doentes (mais 14 por cento) do que o tratamento hoje em dia mais utilizado: Combivir (AZT+3TC) com Efavirenz (Sustiva).

Além disso, os efeitos secundários causados pelas triterapias, como anemia, cansaço e náuseas, são claramente menores nos pacientes tratados com o Tenofovir DF, segundo o estudo clínico de 48 semanas, feito com 517 homens e mulheres com 36 anos de média de idades, nos EUA, França, Espanha e Reino Unido.

Os resultados deste estudo vêm publicados na edição de hoje do New England Jornal of Medicine.


fonte: Diário Digital

Hollywood, glamour e decadência em exposição - S.P.

"Hollywood Boulevard", exposição coletiva

O imaginário hollywoodiano de desejo, beleza e fama é tema de exposição coletiva na Galeria Fortes Vilaça. Em "Hollywood Boulevard", que permanece em São Paulo até 4 de março, obras de artistas como Andy Warhol, Vik Muniz, Cindy Sherman, Ed Ruscha, Julião Sarmento e John Waters criam percurso rumo ao universo iconográfico daquela que epitomiza o centro do cinema norte-americano e, por consequência, da idéia de estrelato.

A curadoria do português Alexandre Melo (a exposição foi exibida anteriormente na cidade do Porto, em Portugal) mira seu interesse tanto no "glamour" quanto na decadência que ronda a indústria da fama. Na seleção de artistas estão desde modernos que lidaram pioneiramente a questão (Andy Warhol, Cindy Sherman) quanto contemporâneos de diversas localidades - para mostrar a abrangência do sistema de celebrização e a influência de Hollywood nele. Ed Ruscha é norte-americano; Julião Sarmento, português; Vik Muniz, brasileiro; Francesco Vezolli, italiano.

Para Melo, a produção de imagens que foi inventada pelo e para o cinema, hoje serve de referência para todas as artes e mesmo para a vida. A idéia de "astro" (típica dos anos 40 e 50) e celebridade passou a ser banalizada pela televisão, por exemplo, e hoje transformou-se em obsessão. Assim como os padrões de beleza.


O título da exposição, "Hollywood Boulevard", além do sentido literal, também é "expressão de uma nostalgia que, tendo começado por ser uma nostalgia em relação ao mundo antes do cinema, hoje começa já a ser uma nostalgia em relação ao mundo dos primórdios do cinema", conforme escreve no texto de apresentação da mostra.

Para isso, a mostra exibe painéis de fotogramas montados por John Waters (o diretor de "Pink Flamingos", "Cecil B. Demente" e "Mamãe é de Morte"), em que seleciona cenas e personagens icônicos de Hollywood (de "A Pantera Cor-de-Rosa", por exemplo), fotografias de Cindy Sherman em que a própria autora é personagem das imagens, onde ficção e realidade se misturam.

Nessa categoria, em que a pessoa se mistura com a persona, Andy Warhol é pioneiro e um auto-retrato com sombra é a obra que está na Fortes Vilaça. Destaque também para os retratos de glamour feitos por Vik Muniz, com a Bette Davis ("A Malvada") feita de diamantes e com a múmia de Boris Karloff refeita com caviar.


HOLLYWOOD BOULEVARD
» Onde: Galeria Fortes Vilaça
R. Fradique Coutinho, 1500 - Pinheiros, São Paulo
» Quando: de 20 de janeiro a 4 de março
de ter. a sex., das 10h às 19h; sáb. das 10h às 17h.
» Quanto: Grátis
» Informações: (11) 3097-0384


fonte: UOL

Viajando sozinha em férias

Baleia aparece no rio Tâmisa, no centro de Londres

Uma baleia foi vista nadando nas águas do rio Tâmisa, no centro de Londres, na manhã desta sexta-feira.

Os turistas nas margens do rio próximo à ponte Westminster, onde fica o Big Ben e o Parlamento, correram para observá-la, assim como as pessoas dentro das embarcações.

Acredita-se que ela seja uma Baleia-nariz-de-garrafa-do-norte de até 6 metros de comprimento. Essas espécies costumam viver no Atlântico perto da Noruega. No verão, costumam se estabelecer na costa da Grã-Bretanha e da Irlanda.

Ela teria nadado desde o mar até o centro da cidade, ultrapassando uma barreira que controla o nível das águas na manhã desta sexta-feira.

Um barco de resgate está acompanhando o animal em seu trajeto contra a corrente, rio acima. Especialistas querem checar as condições de saúde da baleia.

As primeiras notícias de que havia uma baleia subindo o rio Tâmisa surgiram na quinta-feira. O Grupo de Mergulhadores de Resgate da Vida Marinha recebeu alertas de que havia duas baleias no rio. Os mergulhadores entraram na água e encontraram apenas uma. No fim da tarde de quinta, o animal passou uma barreira do rio e os especialistas acreditam que ela tinha ido embora.

"Então às 8h30 (de sexta-feira) recebemos um telefonema de alguém dentro de um trem que pensou que havia tido alucinações e avistado uma baleia subindo o Tâmisa ao lado da ponte Waterloo."

Ao longo dos anos, muitos visitantes inesperados apareceram no rio Tâmisa, entre eles golfinhos e focas. Outras baleias já foram vistas no estuário do rio, mas nunca no centro da capital britânica.

Até alguns anos atrás, o Tâmisa era poluído e visto como um rio em que a vida aquática era inviável. Um projeto limpou suas águas e atualmente a mais de uma centenas de espécies de peixes nadando em seu leito.

n.r.: eu jurava que o leito do rio ainda era lamacento e cheio de grandes objetos "perdidos", dentre eles, carcaças de carros. Que havia um controle bastante eficiente à navegação em prevenção à acidentes com as embarcações. Boas notícias!


quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

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Chamo-te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.

Peço-te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só dos teus olhares me purifique e acabe.

Há muitas coisas que eu quero ver.

Peço-te que sejas o presente.
Peço-te que inundes tudo.
E que o teu reino antes do tempo venha.
E se derrame sobre a Terra
Em primavera feroz pricipitado.


Sophia de Mello Breyner Andresen, in "As Tormentas"
"Tango Argentino" - Pedro Alvarez

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Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo

Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa.



Sophia de Mello Breyner Andresen, in "As Tormentas"
"Eye" - M.C. Escher

Frase feita: "sumiu, ninguém sabe, ninguém viu"

Uma escultura de aço de 38 toneladas do artista norte-americano Richard Serra (São Francisco,1939), de propriedade do museu Rainha Sofia de Madri, desapareceu misteriosamente há dois meses. A Brigada do Patrimônio Histórico iniciou uma investigação. A notícia, divulgada ontem pela imprensa espanhola, foi confirmada por fontes da polícia.

A escultura Equal-Parallel/Guernica-Bengasi, de 1986, uma composição em aço formada por dois blocos de medidas diferentes da série Equal-Parallel , foi comprada pelo museu Rainha Sofia em 1987 por 36 milhões de pesetas, quase 200 mil euros atuais, e devido às suas dimensões foi mantida em um depósito privado.

Até ontem não havia notícia do paradeiro da escultura. A última documentação disponível é de 1992, ano em que termina o contrato com a empresa "Macarrón,SA", que tinha a peça no seu depósito de Arganda del Rey, em Madri, desde novembre de 1990. "É um imenso prejuízo para o patrimônio do Estado", afirma a diretora do museu, Ana Martínez de Aguilar.

A escultura fez parte da exposição "Referencias: un encuentro artistico en ele tiempo", entre maio e setembro de 1986 sob a curadoria de Carmen Giménez e em abril do ano seguinte foi adquirida da artista pelo Ministério da Cultura por 450 mil marcos alemães (36 milhões de pesetas).

Em 1988, devido à suas grandes dimensões e assim carecer de um lugar adequado em depósito, ficou sob os cuidados da empresa "Fluiters" e posteriormente da "Macarrón,SA" - última empresa depositária da obra.

Segundo a própria Rainha Sofia de Espanha, de acordo com a documentação disponível em seus arquivos, em 1992 a obra estaria sob os cuidados desta empresa especializada.

Com a chegada da atual diretora do Museu, Ana Martínez de Aguilar, e cogitando a possibilidade de uma exposição permanente, é feito um inventário de todas as obras do museu. É quando em 2005, aparecem dificuldades para a devolução da escultura da parte do proprietário da empresa titular do depósito.

Segundo explicações, a devolução não era possível pois era desconhecido o paradeiro da obra de Serra.


fonte: El País

Nanny McPhee - Babá Encantada

Um dia de faxina é como um ritual. Primeiro é planejado o dia e hora para começar, sabe-se de antemão que não pode haver nenhum tipo de distração, qualquer detalhe esquecido pode ser o fim.

Dias e possivelmente meses pensando sobre o assunto, sobre a necessidade de jogar coisas fora. O grande problema: coisas!

O que serão e onde estarão é o pior pensamento que ocorre, é a maior crise existencial na vida de uma pessoa - mulher, claro. Porque homens não fazem faxina e confesso uma pontinha de inveja.

Eles são pragmáticos e tem orgulho dos seus hormônios programados para não ter dúvidas em arremessar para o lixo algum objeto que esteja ocupando espaço. Excluir o excesso, fora! Simplesmente assim! Nenhum olhar mais apurado, não há pena nem comiseração. A atitude é objetiva, clean, limpa. O destino fatal é a lata de lixo.

Mas voltemos à faxina dos seres pensantes. Cada um tem o seu método, mas durante a execução parece reprise de filme de ação, os jestos são os mesmos e o que surpreende são as novas cenas.

Cartas de ex-namorados - alguns falecidíssimos -, poemas feitos em dias de de depressão profunda e anotações com nome e número de telefone sem nenhuma dica e a pergunta feita mentalmente é sempre a mesma: "quem é esse"?

E foi num dia de faxina que Emma Thompson encontra o livro "Nurse Matilda" de Christianna Brand, sobre uma babá que usa a magia para ensinar crianças exigentes - mal educadas - a se comportarem. A tal faxina provavelmente foi adiada, mas partiu daí a idéia de produzir um filme onde Emma interpreta a feiosa "Nanny McPhee".

Uma babá que surge como num passe de mágica, do nada, para solucionar o problema de Colin Firth, o bonitão e distraído senhor Brown - que trabalhou com Emma em "Love Actually". Ele ficou viúvo e se encontra em apuros para manter empregados que consigam lidar com seus sete filhos.

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O filme é cheio de efeitos especiais e houve a preocupação da atriz em caracterizar o mais feia possível a personagem, mas de forma alguma assustadora.

Emma Thompson compõe uma personagem simpática e fica impossível não gostar da feiosa McPhee. Seu dente comprido escapando pelo lábio e algumas verrugas bem localizadas dão o toque especial à capacitada babá que chega com magia de sobra para colocar as crianças da casa nos eixos.

Essa é "Nanny McPhee" ou
a "Babá Encantada" na versão brasileira.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Felicidade com a desgraça alheia



"cogito, ergo sum!"

"penso, logo existo!"


Discurso do Método, 1637 d.C.


René Descartes (1596-1650)




Homem fica mais feliz do que mulher com a desgraça alheia

Se você costuma ficar ficar feliz com a desgraça alheia. Você Schadenfreude! Calma! Essa única palavra em alemão tem todo o significado a respeito do assunto: "ficar feliz com a desgraça alheia".

Mais um estudo, dessa vez os cientistas são Tania Singer e Klaas Enoo Stephan (co-autor do estudo) da University College, de Londres. Eles dizem terem conseguido encontrar a primeira evidência científica da Schadenfreude.

Para alegria - ou não - de nós, mulheres, segundo os cientistas os homens vencem-nos nesse quesito.

Através da técnica de mapeamento cerebral puderam comparar a reação de homens e mulheres ao verem outras pessoas sentindo dor.

Segundo os pesquisadores, as áreas do cérebro que se encontram ligadas à empatia e à dor eram imediatamente ativadas em ambos os sexos quando o sofredor era alguém de quem se gostava. No caso do sofredor ser persona non grata, as mulheres tinham uma reação semelhante a anterior, enquanto os homens reagiram ativando a área do cérebro responsável pelo sentimento da recompensa.

Os cientistas mediam a reação dos voluntários nas áreas do cérebro associadas à dor, à empatia e à recompensa. Além disso, foram respondidos questionários, onde os homens admitiram um desejo de vingança muito superior ao das mulheres e um sentimento de satisfação ao ver a punição de alguém desleal.

"As reações de empatia em relação a outras pessoas não são automáticas, como se imaginava no passado, mas dependente do vínculo emocional com a pessoa que está sendo observada sofrendo", disse Stephan.

Os dois cientistas divulgaram o estudo na conceituada revista Nature concluindo que a pesquisa mostra que a reação de empatia entre os homens depende da lealdade da pessoa que está sofrendo.

"Precisaremos confirmar essas diferenças de gênero em estudos maiores, porque é possível que o desenho do experimento tenha favorecido os homens, pois havia uma ameaça física, e não psicológica ou financeira", disse Tania Singer, responsável pelo estudo.


fonte: Reuters

Coisas Simples

Dá-me a lua, tira-a do céu
E pousa-a na minha mão.
Dá-me um dia de sol
Quente e brilhante
Oferece-mo quando eu acordar.
Dá-me um rio
Tira-o do leito, muda-lhe o curso
Fá-lo correr à minha porta
E dá-me um rio.
Não te peço que me ames
Só te peço coisas simples
Um acordar cheio de sol
Um rio à minha porta
E a lua nas minhas mãos.



Coisas simples II

Aninho-me na tua pele
E entre uma e outra gota de suor
Deslizo em ti.
E descubro como é simples a vida
Quando na tua pele deslizo
Entre uma e outra gota de suor.


Encandescente, in Encandescente. Colecção Polvo - Poesia. Edições Rui Brito.
"Petite Fleurs" - Pablo Picasso

Maior peixe do mudo está encolhendo

Tubarões-baleia vistos na costa australiana estão ficando menores, dizem pesquisadores.

Na última década, o tamanho médio do maior peixe do mundo teria diminuído de 7 metros para 5 metros. E isto estaria acontecendo por causa da pesca indiscriminada. Os tubarões-baleia são pescados em países do leste asiático, onde sua carne é apreciada. Essa espécie é dócil e se alimenta de plântom.

A espécie está listada como "vulnerável" e pesquisadores do Instituto Australiano de Ciência Marinha (Aims), que analisou dados dos últimos dez anos, afirmam que a tendência "é muito preocupante".

A descoberta foi feita a partir de expedições de ecoturismo, para ver e nadar com o tubarão-baleia que, apesar de ter uma boca de 1,5 metros de comprimento, é dócil e se alimenta de plâncton.

As empresas que fazem os passeios no Ningaloo Marine Park, na costa noroeste da Austrália, catalogam o tamanho, o sexo e a posição de cada um dos tubarões que vêem.

Os tubarões-baleia (Rhincodon typus) vivem até 150 anos e podem chegar a 20 metros de comprimento. Se acredita que atinjam a maturidade sexual por volta dos 30 anos.

Eles vivem em mares quentes, perto do Equador, incluindo a costa brasileira. Também há indicações de que o número de tubarões-baleia visitando as águas Australianas possa estar diminuindo, outro indicador de declínio provocado pela pesca indiscriminada.

Os pesquisadores do Aims criaram um programa em que alguns dos tubarões estão sendo monitorados para acompanhar as rotas de migração entre a Austrália, a Ásia e a costa leste da África.

No mês passado um dos transmissores foi localizado na Indonésia, provavelmente em terra, por vários dias, o que levou os pesquisadores a suspeitar que o tubarão tenha sido pego e o transmissor removido.

Na Ásia, além da carne, as nadadeiras gigantes dos tubarões-baleia são usadas como placas pelos restaurantes que servem sopas de barbatana de tubarão. O óleo do fígado também é aproveitado, assim como a cartilagem, usada tradicionalmente na medicina chinesa.

A longo prazo, os pesquisadores do Aims esperam entender melhor o ciclo de vida do tubarão baleia. Seus hábitos reprodutivos ainda são um mistério e eles são animais solitários, que se reúnem em algum lugar para reproduzir.

Se acredita que eles cuidem dos filhotes, mas poucos já foram avistados.


O alto custo da arte de Klimt

Telas de Klimt roubadas por nazistas devem ficar na Áustria

Uma mulher que ganhou uma disputa com o governo austríaco pela posse das pinturas de Gustav Klimt tomadas durante o regime nazista disse que quer que as obras mais famosas do mestre da Art Nouveau permaneçam na Áustria, mas Viena disse que não pode comprá-las.

Uma corte decretou na segunda-feira que a Áustria devolva cinco telas de Klimt para Maria Altmann, herdeira do dono original das obras, um judeu que foi obrigado a fugir do país por causa da ocupação nazista.

As telas, que segundo especialistas valem mais de 100 milhões de euros, incluem uma das pinturas mais famosas de Klimt, "Adele Bloch-Bauer I", um retrato da mulher do dono, original cercada de ouro, e um segundo retrato dela.

As pinturas foram tomadas pelos nazistas quando a Alemanha anexou a Áustria em 1938 e foram exibidas na Galeria Belvedere, na Áustria, depois da Segunda Guerra Mundial. Elas estão no mesmo local desde então.

A ministra da Cultura austríaca, Elisabeth Gehrer, disse que a Áustria não teria como pagar as telas, citando relatos da mídia de que "Adele Bloch-Bauer I", também chamada de "Golden Adele", valeria, sozinha, entre 70 milhões e 100 milhões de euros, sendo esse valor o orçamento total para todos os museus públicos da Áustria.

Altmann, 89 anos, a sobrinha do proprietário das telas, o magnata do açúcar tcheco Ferdinand Bloch-Bauer, processou a Áustria em 1999. Ela e o governo austríaco concordaram em aceitar a decisão de uma corte em Viena, que decidiu a favor da herdeira.

Quando a mulher de Bloch-Bauer, Adele, morreu em 1925, ela deixou um testamento pedindo a seu marido que deixasse seu retrato em uma galeria austríaca depois que ele morresse. Ferdinand Bloch-Bauer fugiu de Viena para a Suíça, onde morreu em 1945.

Em seu testamento, ele deixou tudo para sobrinhos e sobrinhas, incluindo Altmann. Mas sua família concordou em 1946 que as pinturas pertenciam ao governo austríaco, baseando-se no testamento da sua esposa.

Altmann, que fugiu para a Califórnia para escapar dos nazistas e que hoje é a única herdeira viva de Ferdinand Bloch-Bauer, disse que a família foi obrigada a abrir mãos dos direitos sobre as pinturas em 1946 e que foi enganada pelo governo austríaco.

Telas de Klimt de importância similar aos retratos de Adele são raramente vendidas em leilões. Em 2003, uma paisagem mostrando uma casa de campo em Attersee na Áustria mudou de mãos por 26 milhões de dólares em um leilão da Sotheby's em Nova York.


fonte: Reuters

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Profissão: Presidente Eleita

Sexo: FEMININO


Libéria - Ellen Johnson-Sirleaf



Chile - Michelle Bachelet



fotos: Associated Press

II Festival Nacional do Choro - Radamés Gnattali

Um concerto especial de lançamento amanhã, às 19h, no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, dá a partida ao II Festival Nacional de Choro, que vai de 22 a 30 deste mês no Paineiras Hotel, em Mendes.

O concerto homenageia Radamés Gnattali, tema do projeto, e terá a participação, entre outros, de Luciana Rabello (cavaquinho), Maurício Carrilho (violão) e Pedro Amorim (bandolim). O festival é um projeto da Escola Portátil de Música em parceria com a Eletrobras e a Petrobras. Os ingressos para o espetáculo de amanhã saem a R$ 10.


fonte: Globo Online

37 anos depois, Corvette roubado é devolvido

Um Corvette roubado quando era novo, há 37 anos, em Nova York, vai ser finalmente devolvido ao dono, segundo as autoridades da Califórnia.

O carro de 1968 desapareceu da garagem do proprietário, Alan Poster, no bairro de Queens, no dia 22 de janeiro de 1969.

O Corvette foi identificado como roubado em Novembro passado, quando ia ser embarcado em um navio cargueiro para um novo dono na Suécia.

O porta-voz da polícia americana, Mike Fleming, disse que o Corvette havia sido vendido por US$10 mil. O comprador não sabia que o carro havia sido roubado quatro décadas antes. Fleming explicou que o seguro de Poster não cobria roubo e que ele nunca foi indenizado.

Por causa disso, Alan Poster tem direito a receber seu carro de volta, disse Fleming. "Quando a polícia rodoviária da Califórnia entrou em contato com ele, Poster disse que era um milagre", disse Fleming. "Ele está radiante".

Alan Poster vive hoje na Califórnia e disse a Fleming que havia perdido a esperança de rever seu carro.

O Corvette, que era azul com o interior também em azul, hoje é prateado e tem o interior vermelho. O carro não anda e não tem tanque de gasolina, mas recebeu motor e transmissão novos.

O policial rodoviário Joe Zizi disse que as investigações concluíram que o homem sueco comprou o carro de alguém no Texas, que por sua vez havia comprado o Corvette de outra pessoa no Estado de Novo Mexico. Nenhum dos compradores sabia da irregularidade, disse Zizi.

O policial disse que quando o Corvette foi identificado como roubado, detetives em Nova York foram contactados e passaram um mês conferindo relatórios de carros roubados até encontrar o nome do verdadeiro dono.


"Vaidade é um porre!"

"VÃO LER, MULHERES!". Esse é o apelo de
LYGIA FAGUNDES TELLES por um mundo menos fútil


Lindíssima na foto
A estudante de direito, Lygia, em 1945,
no Largo de São Francisco. "A beleza interior
é a importante, porque permanece".

Ela já tem coragem de saber que é imortal, como cantaria Caetano. Talvez por isso não decline a idade. Uma rara vaidade a que se permite Lygia Fagundes Telles, das mais importantes escritoras brasileiras vivas.

Põe viva nisso: a autora de clássicos como Seminário dos Ratos caminha todos os dias, pratica natação desde a adolescência e adora uma boa briga – no sentido intelectual, claro. Talvez daí venha seu segredo de beleza: o importante é "o interior", diz.

Não a interessam as vaidades do mundo, afirma – seu foco são os livros, como a novela que atualmente escreve. Conta que a personagem pediu para ser escrita: "Ela apareceu pela primeira vez em um conto, a personagem WM, uma atriz", explica. "Veio lá do inferno velho, onde Judas perdeu as botas e as meias, e de repente voltou a bater no meu ombro: ‘Estou aqui, quero voltar’. Como uma velha namorada, um tio que bebe, as personagens voltam também."

Sobre as coisas menos visíveis, Lygia tem pleno domínio. Já quando o assunto é vaidade, que se danem as estribeiras. A imortal não tem medo de soar conservadora em sua defesa da reflexão como contraponto à "futilidade de imagens". E tece curiosas relações entre vaidade e política. Só para ser chato com ela, vai a indiscrição: segundo o Wikipedia, Lygia viveu belíssimos 82 anos. Assim, você, gatinha que nos acompanha, ouça a voz da experiência – saia já dessa maldita esteira e entre numa livraria.


fonte: Revista TPM

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Diário musical de Mozart é colocado na internet

Um site com os diários musicais do compositor Wolfgang Mozart foi colocado no ar na quinta-feira passada pela Biblioteca Britânica.

No site, os admiradores do gênio austríaco podem acessar anotações
sobre 75 de suas obras e interpretações dos acordes iniciais de várias delas.

Segundo a biblioteca, uma das obras constantes do diário, Pequena Marcha em Ré, jamais havia sido gravada antes da versão colocada no ar.

A iniciativa visa comemorar os 250 anos do nascimento de Mozart. O diário digitalizado pela entidade foi escrito pelo compositor entre fevereiro de 1784 e dezembro de 1791.

No total, ele contém detalhes a respeito de 145 de suas obras. Foram digitalizadas 30 de suas páginas, com detalhes sobre 75 composições.

Nas páginas ímpares há pentagramas com trechos das composições de Mozart.

Nas pares Mozar fez anotações sobre os instrumentos a serem utilizados nas interpretações, os títulos, as datas em que elas foram terminadas e, às vezes, os nomes dos intérpretes, as pessoas que encomendaram a composição e o lugar onde ela foi criada.

O diário traz observações sobre algumas de suas obras mais conhecidas, como as óperas As Bodas de Fígaro, Don Giovanni e A Flauta Mágica.

O manuscrito, que se chama Verzeichnüss aller meiner Werke (Catálogo de todos os meus trabalhos), foi doado à Biblioteca Britânica pela família do escritor austríaco Stefan Zweig em 1986.



Cais

Meu querido
Não sei se receberás esta carta, ou se recebeste as outras que te escrevi antes desta desde o dia em que partiste.
No bilhete que deixaste em cima da cozinha escreveste só "vou-me embora", mas como dizias tantas vezes que te ias e voltavas sempre, eu pensei que era como nas outras vezes em que só dizias, mas não foi, e partiste e não voltaste.
Todos os dias te espero sentada na cadeira que era a tua, na cozinha, como se a cozinha fosse um cais de onde tivesses partido para a ilha deserta para onde dizias que irias quando te perguntava, "e partes para onde?" e tu respondias, "para longe daqui, para uma ilha deserta", e sento-me e releio o teu bilhete de ida e escrevo-te e espero que voltes ou me respondas mas nem tu chegas nem as tuas cartas, e eu aqui na cozinha, cais de espera, a estudar mapas e ilhas e a consultar aquele almanaque antigo onde vias as marés, o Borda D’Água, depois vou ao cais, ao outro, das partidas, e espero a hora certa, a onda certa e envio-te a carta fechada numa garrafa, pela maré certa, a que vai passar aí na ilha deserta onde estás e para onde partiste e vejo-a afastar-se e ir e não voltar.
Nenhuma carta retornou ao cais de onde as envio e tu também não, por isso acho que recebeste todas as cartas que te escrevi.

Encandescente
"Chair" - Bo Bartlett

Beat Generation - Contracultura

Movimento beatnik é homenageado
em novo museu de São Francisco


O Museu Beat, um tributo à geração de escritores que ajudou a inspirar a contracultura dos anos 1960, foi inaugurado em um bairro de São Francisco onde o movimento decolou, há 50 anos.

Um grupo de escritores e artistas populares americanos criou um movimento de contracultura durante os anos 50 até o início dos anos 60. Nascia o movimento beatnik em São Francisco, na Califórnia.

Jack Kerouac (escritor, novelista e poeta americano) em 1948 começava a utilizar
o termo Beat em conotações jornalísticas e musicais. E em 1958, Beatnik passa a ser utilizado para descrever esse movimento literário anti-materialista que havia iniciado com Kerouac.

Alguns historiadores acreditam que a filosofia beatnik era essencialmente anti-materialista, influenciada também por religiões orientais como o Zen-Budismo. Os seguidores do beat podiam ser reconhecidos através das roupas, penteados - os homens, inclusive pelo estilo renascentista da barba - enrolavam seus próprios cigarros e tocavam bongôs. Eram boemios, engajados no inconformismo e seus trabalhos surgiam sob a luz da espontaneidade e criatividade.

Cena de "Funny Face", 1957
"Cinderela em Paris" (trad. brasileira), Audrey Hepburn e Fred Astaire

Essencialmente anárquico, membros da beat generation rejeitavam os valores sociais convencionais, como trabalhos formais sendo favoráveis a novas formas de jazz e anarquicamente favoráveis ao uso de drogas psicodélicas.

O Museu Beat reúne apenas 92 metros quadrados, manuscritos antigos, objetos, cartas, pôsteres e as primeiras edições no bairro de North Beach, onde escritores como Jack Kerouac e Allen Ginsberg - poeta beat americano - viveram, fizeram amizades e realizaram leituras de poesia.

Uma rara segunda edição do poema "O Uivo", de Ginsberg, que deu início ao movimento beatnik quando o autor fez uma leitura pública dele na Six Gallery, no bairro de Cow Hollow em 1955, está em exibição em uma caixa de vidro.

"Este é o centro Beat", disse o fundador do museu Jerry Cimino, um ex-vendedor de computadores da IBM que promove a mística beatnik em seu site, www.kerouac.com, e que passou um ano viajando pelos Estados Unidos em seu "Beatmóvel", um trailer Airstream ano 1987, repleto de objetos beatnik. "Ele pertence à North Beach."

O museu abriu na sexta-feira com uma homenagem a Carolyn Cassady, a viúva de 82 anos de Neal Cassady, cujas viagens com Kerouac inspiraram o livro "On the Road", o romance clássico de Kerouac, publicado em 1957. Kerouac morreu em 1969.

Os visitantes lotavam o museu na Grant Avenue no sábado, descobrindo, ou redescobrindo, o estilo livre que mudou as convenções literárias, ajudou a incentivar o movimento de contracultura dos anos 1960 e influenciou artistas, músicos e grupos como os hippies.

"Essa foi uma geração que se preocupou com algo", disse Jessica Variz, 24, que viajou 640 Km de Los Angeles apenas para conhecer o museu. "Eles tinham a minha idade, viajando por todo o país, escrevendo em guardanapos. Ninguém mais faz isso."

John Donovan e sua mulher, Mary Jo, passearam pelo museu depois de almoçarem em um restaurante nas redondezas. "Kerouac e os outros realmente mudaram minha vida, minha direção", disse John Donovan, 62, de San Mateo, Califórnia, enquanto sua mulher comprava uma cópia de "The Scripture of the Golden Eternity", de Kerouac.

"Ele está falando comigo aqui", disse Mary Jo Donovan, 59, referindo-se a um trecho do livro que diz: "Nada nunca nasceu. Nada nunca morrerá".

Cimino, 51, disse ter pegado a doença beatnik em 1968 quando era estudante de uma escola católica, na ocasião em que um professor de inglês fez uma leitura de um poema sem título de Lawrence Ferlinghetti sobre a história de Jesus Cristo. "Alguém falando de Jesus daquela maneira, simplesmente me derrubou, me nocauteou", disse Cimino.


fonte: American Museum of Beat Art, Reuters e Wikipédia.

"Feliz Aniversário Nelson Leiner" - S.P.

Artista que fundou o Grupo Rex, em 1966,
ganha festa underground


Um "Parabéns a Você" inusitado. Essa é a proposta da agitadora cultural Adriana Matos Alves Duarte, conhecida como Xiclet, para homenagear os 74 anos que o artista plástico Nelson Leirner - um dos nomes mais fortes da arte brasileira de inspiração pop desde o início dos anos 60 - completa hoje.

Uma festa com performances artísticas, cenografia especial e DJs acontece hoje às 21h na galeria Casa da Xiclet, inaugurando a exposição "Feliz Aniversário Nelson Leirner", em que 74 artistas pouco - ou nada - conhecidos mostram obras que homenageiam o artista paulistano.

"O Leirner vai ganhar de presente de aniversário uma das maiores e melhores coleções de arte atual do país", diz a galerista. "Um agradecimento dos artistas a tudo que ele fez e faz pela arte brasileira."

Em conversa por telefone, Leirner se diz contente com a homenagem e diz que pretende vir do Rio para prestigiar o evento. "Se nada der errado, estarei presente. Gosto do espírito de leveza da Xiclet. Ela tenta ser underground em tempos em que isso é bem difícil. Não faz diferença se são ou não são artistas de renome. O importante é que há vibração", diz o homenageado.


Feliz Aniversário Nelson Leirner
» Quando: festa/inauguração hoje, a partir das 21h;
Exposição: de seg. a sex., das 9h às 21h (ter., das 9h às 17h);Sáb. e dom visitas com hora marcada pelo telefone 0/xx/11/7313-4550 até 22/1

» Onde: Casa da Xiclet (r. Fradique Coutinho, 1855, Pinheiros)
» Quanto: entrada franca

fonte: Folha

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