quarta-feira, 26 de abril de 2006

Um minuto de silêncio por Chernobyl

Cidade de Pripyat, hoje é uma cidade antasmaUma série de eventos estão sendo realizados hoje na Ucrânia para lembrar os 20 anos do acidente nuclear na usina de Chernobyl, o pior acidente nuclear do mundo.

Sinos marcaram a hora em que o alarme disparou na usina no dia 26 de abril de 1986 (01h23, hora local; 19h23, hora de Brasília) e foi feito um minuto de silêncio. A explosão do reator número quatro destruiu sua cobertura, espalhando nuvens de radiação por vastas áreas da então União Soviética e da Europa.

O presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, compareceu a uma missa em uma pequena igreja na capital Kiev, construída em homenagem às vítimas do acidente. Kiev fica localizada 110 quilômetros à norte de Chernobyl.

As estimativas sobre o número de pessoas que morreram ou ainda vão morrer em conseqüência do acidente variam muito. As Nações Unidas prevêem que até 9 mil mortes por câncer estejam ligadas a Chernobyl. Mas um relatório do Greenpeace da semana passada estima que esse número chegue a 93 mil, e que outras doenças também decorrentes do acidente podem elevar esse número para 200 mil.

Mais de 250 mil pessoas foram retiradas permanentemente da área próxima ao reator destruído, que foi envolvido em uma estrutura de concreto. A área em um raio de 30 quilômetros em torno do reator tem acesso restrito.

Pripyat, a cidade fantasma de Chernobyl

A explosão foi acobertada pelas autoridades soviéticas na época. Só duas semanas depois da explosão, quando começaram a haver sinais da emissão de radiação, uma autoridade soviética acabou admitindo a "possibilidade de uma catástrofe".

Estudo confirma que a Europa ainda está contaminada por Chernobyl


40% do solo da União Européia ainda sofre um alto nível de contaminação radiativa vinte anos depois do acidente da usina nuclear. A conclusão é de um estudo realizado pelos cientistas britânicos Ian Fairlie e David Sumner, a pedido do Partido Verde europeu.

Apresentado ao Parlamento Europeu, o estudo de 90 páginas se baseia em dados compilados pela Comissão Européia, órgão executivo da UE, e nas imagens de satélite tomadas nos dias posteriores ao desastre.

As fotos mostram o deslocamento da nuvem tóxica desprendida pelo acidente, composta por elementos como o Césio 137, Estrôncio 90 e Iodo 131, com radioatividade equivalente a 200 vezes a das bombas de Hiroshima e Nagasaki combinadas.

Até 2005 cerca de 5.000 casos de câncer de tiróide foram registrados entre moradores da Belarus, Rússia e Ucrânia que tinham menos de 18 anos na época do desastre.

Os cientistas britânicos estimam que nos próximos dez anos "Chernobyl causará de 30.000 a 60.000 mortes por câncer, entre 7 e 15 vezes mais que o estimado pela da Organização Mundial da Saúde (OMS)", que limita esse número a 9.000.


fonte: BBC Brasil

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