quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Oração

Cismo e sonho, mas vivo!
Sem ser romântica nem poesia triste.
Poesia precisa de intensidade sem a palidez do claustro.
Sem a alma fustigada.
Tem que vir do desejo.
Melhor elogio que aquele homem sabe dar.
Não tem graça ser a musa do verso
tão conhecido e enjoado.
E fora aos arranjos de flores!
Pela quantidade logo aparece alguém
querendo saber quem é o defunto.
Que venha como dom divino
a poesia das entranhas.
Por saber-se objeto de desejo
no olho, na voz e na mão do homem
sem importar o tempo ou o lugar.
Sentir uma sensação estranha como
se subisse num elevador sem paragens até o 27º.
Ser uma peça de xadrez
prevendo um rápido xeque-mate.
Ver a cara do outro de "já ganhou"
mesmo antes de começar o jogo.
Que venha essa poesia boa,
de encher a boca com muitas letras.
Deixo os doces e o melado verso
à donzela faceira, casamenteira
com enxoval preparado.
Seja feliz, minha querida, mas suma daqui
com seu rico homem ao lado!
Só me interessa o meu querer, a minha cisma, o meu "tudo",
que quando se junta comigo
desarruma a minha casa e coloca minha vida nos eixos.
Faz do constante o inesperado.
É redescoberta.
Motiva ações e traz felicidade.
Que assim seja, Amém!

Cristina Caetano

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